Tag Archives: Paris

Doces do Czar

Com a chegada da primavera tudo se transforma, inclusive, os doces, que adquirem novas cores com sabores das frutas da estação. Uma dessas propostas são as delícias à base de morangos do Café Pouchkine, a mais tradicional doceria russa em Paris. Só de olhar essas esculturas de açúcar imaginadas por Emmanuel Ryon, Meilleur Ouvrier da França e do Mundo, dá vontade de provar tudo sem fazer concessão! Campeão na arte de conquistar paladares, Ryon é responsável pela criação do cardápio de sobremesas especiais do Café Pouchkine em Paris, Moscou e Nova York. Tanto aqui como alhures, essa coleção de doces merecem ser degustados sem moderação e zero de peso na consciência. Café Pouchkine na loja do Printemps – 64, Boulevard Haussmann, Paris 08.

 

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Paris d’Amour

Romântica por natureza, Paris é um dos lugares mais procurados pelos pombinhos apaixonados. Para dar asas à imaginação e encantar os transeuntes, a prefeitura de Paris publicou as mais belas composições amorosas em 170 painéis luminosos distribuídos pela cidade durante a Saint-Valentin. Declarações de amor compostas de 160 caracteres exibiam mensagens apaixonadas, pedidos de casamento, histórias de romances, encontros e juras de amor… Que vontade de ficar o dia inteiro vendo o letreiro mudar para descobrir a próxima aventura amorosa… www.paris.fr/stvalentin

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Montmartre Mon Amour

Eles nunca dividiram o mesmo teto mas trocaram uma abundante correspondência diária. Ao todo, 23 650 cartas de amor e cumplicidade. Juliette Drouet (1806-1883) renunciou a sua carreira no teatro para ficar em casa e sair para passear apenas com seu amado, Victor Hugo (1802-1885). Durante 50 anos eles festejaram fielmente o dia 16 de fevereiro, data do primeiro encontro dos amantes. Depois do último suspiro de sua musa inspiradora, Victor Hugo abandonou a escrita e faleceu três anos depois dela. Assim como Victor Hugo e Juliette Drouet, Charles Baudelaire e Jeanne Duval, Paul Gauguin e Tehura, Guillaume Apollinaire e Lou, Edith Piaf e Marcel Cerdan, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, Romain Gary e Jean Seberg, Paul Verlaine e Arthur Rimbaud são os casais míticos que emprestam sua história apaixonada aos pombinhos contemporâneos.

Localizado próximo às escadarias da igreja do Sacré-Coeur, Montmartre mon amour é uma ode apaixonada sob o signo do amor. Nas paredes pintadas em vermelho, símbolo da paixão, o tema recorrente do lugar é apresentado em grandes e antigas fotografias em sépia com imagens dos lugares míticos para se dizer “Eu te amo” na Cidade Luz. Esse hotel parisiense de apenas 24 quartos, localizado num dos bairros mais artístico-boêmios de Paris, tem atmosfera totalmente romântica e aconchegante. 

Sandrine Alouf tirou partido dos pequenos espaços, as suítes tem entre 25 e 28 m², para transformar as alcovas num verdadeiro ninho de amor. Nas paredes, fotografias gigantes dos casais apaixonados envelopam as paredes, onde declarações românticas e cartas de amor foram reproduzidas. A presença da escrita e das fotografias evocam o mais nobre dos sentimentos e enfeitam as cabeceiras das camas que tem iluminação controlada por LED, cuja intensidade varia de acordo com o humor dos amantes.

Cada suíte tem uma cor específica que corresponde, em parte, ao temperamento dos artistas famosos que a inspiraram e traz nomes sugestivos, como “Segredos de amor”, “Primeira noite”, “Beijos roubados”, “Noite estrelada”. Com essa proposta irresistível, o hotel Montmartre mon amour glorifica o amor declarado ou guardado em segredo.

www.hotelmontmartremonamour.com

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Erwin Blumenfeld

“Cada página é vista por milhões de pessoas e nós somos responsáveis por criar esse interesse pelo belo. Nossas imagens são a essência da página e, cada página, deve ter seu próprio rosto, sua própria imagem, para atrair milhões de olhos para um pedaço de papel impresso”, sentenciava Erwin Blumenfeld, um dos fotógrafos de moda mais famosos e mais bem pagos dos anos de 1940 e 1950.

Erwin Blumenfeld (1897 – 1969) é um fotógrafo americano de origem alemã, que, depois de participar do movimento Dada, começou uma carreira na fotografia no início dos anos 1930. Ele se mudou para Paris em 1936, onde começou a trabalhar para as revistas Vogue e Verve. Detido em um acampamento na França em 1940, ele conseguiu fugir para os Estados Unidos em 1941, onde, por mais de 15 anos, contribuiu com as revistas de moda mais importantes como Vogue, Harpers Bazaar, Collier, Life, Cosmopolitan, Look.

Para festejar a publicação do livro “Studio Blumenfeld – Couleur, New York, 1941-1960”, lançado pela editora Steidl, a livraria do hotel Royal Monceau – Raffles Paris apresenta até 20 de janeiro uma seleção das obras mais emblemáticas de Blumenfeld, considerado um dos maiores fotógrafos do século XX e precursor de cores deslumbrantes na fotografia. Para estudar a degradação das cores mais de 700 planos-metragens foram montados a partir dos arquivos do fotógrafo. Então cem cópias foram feitas para recriar as cores originais num processo que levou  quatro anos. O resultado é espetacular!

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Decepção sentimental

“Se se morre de amor! – Não, não se morre…” Mas há de se juntar os pedaços e aprender a conviver com as recordações dos momentos que passaram e que jamais voltarão e, por ventura, alguns objetos desse hiato da vida partilhado à dois. Neste final de semana fui visitar no CentQuatre a exposição do “Museu dos corações quebrados”, que existe de verdade em Zagreb, capital da Croácia.

Essa exposição itinerante, intitulada “Corações partidos” gira em torno dos relacionamentos fracassados ​​e suas ruínas, reunindo os objetos do crime desse amor perdido. As lembranças materiais e físicas contam a história de quem amou e perdeu o ser amado para as circunstâncias, para outra pessoa, para a eternidade. O museu oferece a oportunidade aos abandonados de superar a tristeza através de um ato criativo: cada pessoa pode enriquecer a coleção que já percorreu o mundo.

A cenografia foi montada acompanhada de recitais personalizados, que revelam alguns detalhes da duração da história e a importância do objeto exposto no contexto dessa perda emocional. Vestidos, roupas masculinas, um rádio, bibelôs, um aparelho para teste de heroína, uma prótese, fotos, cartas, tudo está lá, documentando a dor do abandono de quem sofreu uma decepção sentimental. Esta experiência, única e íntima, revela nossa similaridade como seres humanos  e mostra que nada, nem mesmo a identidade cultural, nos separa num momento de dor. “Musée des Coeurs Brisés” no CentQuatre: 5, rue Curial, Paris 19. Até 20 de janeiro.

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Paul Smith

Nas paredes, imagens do fotógrafo Hugh Stewart, clichês de Irving Penn e aquarelas de Lídia Webber se exibem em meio à coleção Paul Smith Black Label. Essa é a atmosfera da nova butique do estilista britânico inaugurada recente na rue de Grenelle. As últimas tendências em sapatos femininos inspirados nos modelos masculinos são o hit dessa loja, onde os mais procurados são os mocassins em python verde.

As fotos e as pinturas expostas, tanto quanto as roupas, podem ser compradas, além de alguns objetos como o lustre de vidro Murano. Paul Smith inventa uma nova forma de arte que mistura suas paixões artísticas com moda. Paul Smith: 32, Rue de Grenelle, Paris 07.

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Distâncias diferentes

Quadros enormes com fotografias que parecem pinturas surrealistas enfeitam as paredes de uma sala vazia. Na tela, mulheres com cabelos ou lenços que encobrem seus rostos são a figura central num mundo pictural específico cheio de imagens fortes mas carregadas de sutilezas femininas.

Denise Grünstein, Julia Hetta, Martina Hoogland Ivanow, Julia Peirone e Elisabeth Toll fazem parte dessa nova geração de fotógrafos de moda sueca em evidência na exposição “Distâncias diferentes”, em cartaz até 27 de janeiro, apresentada no Instituto Sueco, em Paris. A mostra tem imagens captadas por esses jovens fotógrafos que com se trabalho internacional exposto em revistas e galerias de arte, ultrapassaram as fronteiras continentais para explorar outros limites estéticos.

Todos jovens de personalidades fortes, esses fotógrafos dominaram a cena colocandoem enidência a diferença entre o íntimo e o remoto, como um contraponto interessante entre a fotografia de moda e a fotografia artística. O que mais chama a atenção nesses trabalhos é que eles tiveram como fonte de inspiração a história da arte e suas próprias experiências pessoais. O resultado  não poderia ser mais enfeitiçador.

Instituto Sueco – 11, rue Payenne, Paris 03. Entrada gratuita, de terça-feira à domingo, das 12h às 18h. 

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Liquid Glacial

Do esporte à moda, passando pela arte contemporânea ou pela música, Zaha Hadid não recusa nada. Seu estilo é reconhecido entre milhares, sobretudo, pelos entrelaces geométricos, as linhas tensas, os ângulos agudos e as esferas aéreas e arejadas que ela impõe em todos os seus projetos.

Com sua coleção de móveis “Liquid Glacial” Hadid nãopoderia ser diferente e Hadid surpreende oferecendo uma nova perspectiva sobre os objetos do cotidiano com peças incríveis que refletem uma abstração controlada e perturbadoramente estética. Mesas com pés como redemoinhos de água convidam a um mergulho num mundo onde a fluidez e o jogo criativo interagem com o meio ambiente, questionando a inovação técnica e o ofício artesanal.

Quem quiser apreciar essas peças in loco tem até o dia 12 de janeiro de 2013 para visitá-las na JGM Galerie: 79, rue du Temple, Paris 03.

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Vitrine de museu

Criações atuais, reproduções e adaptações da Reunião dos Museus Nacionais – Grand Palais, idealizados na mais pura tradição do savoir-faire francês, todos repletas de história e originais inspirados em museus é o mote da exposição “A vitrine dos museus”. Em cartaz até 27 de janeiro de 2013, na galeria Valois no Palais-Royal, em Paris, essa mostra especialmente elaborada em calcografia tem direção artística de Sophie Mestiri e cenografia do designer Grégory Lacoua.

O projeto dessa exposição foi inspirado na Renascença e na tradição de moldar, uma técnica baseada em arte e educação que ajudou a promover os grandes clássicos da escultura no mundo. Detentor de um patrimônio de mais de 200 anos, os ateliês de moldagem da RMN – Grand Palais recriaram as obras-primas da história, desde sua criação, para apresentá-los nessa exposição. Esses moldes, reproduções de obras da Antiguidade aos dias atuais, foram fabricados usando o modelo original, uma mistura sem precedentes entre a tradição e a excelência da modernidade. Esta mostra histórica é uma oportunidade única para a RMN – Grand Palais, que homenageia os grandes nomes da indústria francesa da beleza com a experiência de séculos de moulage.

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Brésil Rive Gauche

“Ó Pátria amada, idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido. De amor e de esperança à terra desce…” Mais ufanista, que nosso hino nacional, impossível, mas é esta a imagem simbólica do Brasil no exterior. Para festejar esse país festivo, alegre e cordial as lojas de departamento Le Bon Marché Rive Gauche, em Paris, organizam de abril à junho de 2013 a exposição “Le Brésil Rive Gauche”. Uma mostra que promete expor o melhor da cultura brasileira em artigos de design, moda, gastronomia e o universo do “Made in Brazil”, revelando em conta gotas toda a criatividade dos filhos deste solo da mãe gentil.

Crédito das fotos do ‘preview’ apresentado para a imprensa: Helena Couffin

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