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Aparências

Arik Levy é um artista plástico israelense, que inventa novas formas de traduzir o cotidiano e que sabe o quanto as aparências enganam, iludem e nos confundem, às vezes. Nessa ambiciosa retrospectiva Apparences trompeuses, traduzindo “Aparências enganosas”, é possível entender o pensamento filosófico-artístico de Levy desde o início da sua carreira em 1986. Onde o tema recorrente é sempre o presente e o ausente, o tangível e o intangível, o visível e o invisível, traduzindo através de suas criações o mundo em que vivemos, como um sistema composto essencialmente sob o impacto visual.

Uma oportunidade única para conhecer o percurso e as muitas facetas desse talentoso designer e artista atípico. Arik Levy: Apparences trompeuses fica em cartaz até 13 de janeiro de 2013 na Passage de Retz: rue Charlot, Paris 03. www.passagederetz.com

 

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Delicatessen

Que tal degustar um waffle com o monograma da Louis Vuitton? O artista norte-americano Andrew Lewicki criou um protótipo de torradeira  com o relevo e o logotipo LV gravado em ferro propício para a transferência do monograma. Mais uma opção de ter sua grife preferida na forma de uma delícia quentinha…

www.andrewlewicki.com

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Sétima arte

Apaixonado por cinema, o artista americano Ed Ruscha (1937), que nasceu em Nebraska, costuma afirmar que assim como vários cinéfilos, ele se sente um cineasta frustrado. Para atenuar essa desilusão, Ruscha se dedicou à fotografia, ao grafismo e à pintura. De suas telas surgiram declaraçõs explícitas à sétima arte  e para homenagear esse artista que tem a escrita como suporte especial, algumas de suas obras podem ser apreciadas na exposição “Ed Ruscha: Reading Ed Ruscha”, apresentadas até agosto no Kunsthaus Bregenz, na Áustria.

Suas telas gigantes retratam os símbolos da cultura de massa, onde as palavras e as frases colocadas em fundos monocromáticos ou policromáticos parecem se transformar magicamente numa pintura. Na maior parte de suas criações surge uma Los Angeles dos grandes espaços e a arte cinematográfica de Hollywood, sua verdadeira paixão.  Depois de tanto produzir obras que faziam alusão ao cinema, Ruscha pode, enfim, depois de quase cinqüenta anos dedicados à pintura, realizar seu filme. http://www.kunsthaus-bregenz.at/

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Feminista no muro

Flanando por Paris preste atenção nas pixações de alguns muros e fachadas de restaurantes com uma morena estonteante e feminista bradando frases de efeito do gênero “O que não me foi dado, eu tomei” ; “O que cansa os nossos olhos nos deixa cego” e “Eu amo os homens com admiração” foi assim que “Parisienne”, tornou-se uma célebre frequentadora de muros com seus grafites assinados Miss.Tic.

A artista, depois de anos sendo pega em flagrante delito por pixação desautorizada, viu o prenúncio do sucesso quando agnès b., famosa galerista-fashionista francesa, observou seu trabalho e abriu as portas de sua badalada galeria para uma exposição iniciática, foi o primeiro passo para Miss.Tic se tornar mais do que famosa. Atualmente, para não correr o risco de pagar multas exorbitantes, a artista pede autorização para os proprietários dos estabelecimentos antes de pixar suas paredes. Essa atitude fez com que ela fosse convidada para pixar com todo o seu talento os muros “autorizados” de alguns bairros da cidade em seu percurso artístico-discursivo colorindo as ruas parisienses.

 

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Indochina

Um artista é alguém que pensa com as mãos. Alguém que transpõe para a tela tudo o que vê. Sem dúvida esse era um dos atributos que não faltavam a Alix Aymé, que durante suas viagens à China, ao Camboja, ao Laos, ao Vietnã e à Indonésia transformou todas as suas experiências visuais em obras de arte. O livro “Alix Aymé, uma artista pintora na Indochina, 1920-1945”, publicado em versão bilingüe francês-inglês, pela editora Somogy, contém 120 páginas com igual quantidade de ilustrações, que perfazem 25 anos fazendo referência às principais obras reproduzidas em tela, aquarelas e laca dessa pintora magistral.

Alix Aymé nasceu em Marselha, em 1894, com o nome de Alix Angèle Marguerite Hava. Ela foi aluna e colaboradora de Maurice Denis (1870-1943), reconhecidamente um dos maiores pintores de sua época, que tem como características artísticas realizar grandes composições decorativas num estilo clássico. O melhor exemplo de sua obra é a ornamentação do teto do teatro parisiense Champs-Élysées, executada em 1912, que contou com a participação de Aymé. Algumas das páginas de “Alix Aymé, uma pintora francesa na Indochina, 1920-1945” reproduz uma dezena de correspondências trocadas entre a aluna e o eterno mestre. Numa delas, a artista comenta suas aventuras, as descobertas feitas nesses países tão longínquos e sobre os novos estilos artísticos que encontrava.

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