Maison Margiela

Nos desfiles da Maison Martin Margiela os modelos não se mostram por completo, ou estão com perucas, que cobrem parte do rosto, ou com faixas  e acessórios que escondem os olhos. Suas butiques não têm vitrine e, uma vez dentro de uma delas, a disposição das peças parece fazer parte de uma instalação com araras distribuídas no meio do salão e roupas expostas como num museu. Essa estética minimalista é a mesma que é utilizda em seus desfiles, onde o branco e o vazio ditam a decoração desses espaços efêmeros.

A Maison Martin Margiela cria todas as suas coleções à exceção de seu trabalho com peças artesanais masculinas e femininas, que são produzidas em colaboração com uma empresa terceirizada. Seus desfiles e coleções “artesanais” nunca desmentiram o talento e o anticonformismo dessa maison, que acaba de ser contemplada com a apelação de “haute couture” concedida pela Comissão de Classificação Couture que se reuniu no Ministério da Indústria, em Paris. O anúncio foi feito pela Federação Francesa de Couture, que frisou que é a Masion Martin Margiela e não o estilista que recebe essa nominação. Apesar de sabermos que, memso indiretamente, foi o belga Martin Margiela, criador por excelência e considerado o verdadeiro pai do “work in progress” da alta costura, o grande homenageado com essa apelação de alto nível.

About Marilane Borges

Eu amo a França e nutro desde sempre uma paixão por Paris, onde decidi viver por minha própria conta, talento e risco. Deu certo e continuo feliz com minhas escolhas. O Mademoiselle Borges é uma das janelas da minha alma de onde vislumbro beleza, talentos e pessoas interessantes. Deleite-se!