Generosidade artística

Yvon Lambert, um dos maiores galeristas da França, confirmou a doação de sua coleção compilada ao longo de 50 anos para o Estado. A Christie’s avaliou esse patrimônio artístico, que abrange cerca de 600 obras, em quase 100 milhões de euros. Lambert tinha decidido doar para o Estado sua coleção quando no ano passado o Presidente da República visitou o museu, instalado num hotel particular, o Caumont, no sul da França. Desde então, a cidade de Avignon e o Ministério da Cultura assinaram compromissos financeiros para a expansão do museu e se comprometeram em duplicar os espaços de  exposição. A doação pública será assinada ainda neste verão europeu e a agenda de eventos promete mostrar grande parte desse acervo singular.

A Coleção Lambert possui um número expressivo de artistas contemporâneos, incluindo Sol LeWitt, Twombly Cy, Miquel Barceló, Gordon Douglas, Horn Roni, Weiner Lawrence, Vik Muniz, e continua expandindo suas parcerias com instituições culturais para desenvolver uma política cultural especialmente visando os artistas jovens. No início deste ano o brasileiro Vik Muniz expôs no museu e criou uma obra in situ para a Coleção Lambert. Trata-se do “Semeador” de Van Gogh, que Muniz compôs com flores secas e aromáticas.

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Joana francesa

A artista portuguesa Joana Vasconcelos não se fez de rogada e invadiu o Castelo de Versalhes com cores, música e muita feminilidade. Tal qual uma rainha consciente de seu poder, Joana assumiu os aposentos reais como se fossem a sua própria casa e instalou suas obras gigantescas evocando as mulheres que habitaram Versalhes, dentre as quais, Maria Antonieta. “Minha intenção com essa exposição é render homenagem às mulheres que viveram aqui e que participaram de momentos decisivos na história da França. Colocar em evidência a importância do feminino nesse lugar de representação da realeza, foi uma das minhas inspirações desde o princípio,” confessa a artista de 41 anos.

Numa das  salas, a que abriga dois corações, um preto  e outro vermelho, o visitante aprecia essa obra ao som de uma música romântica. “Nada mais adequado que o fado para traduzir o verdadeiro sentido de uma paixão”, afirma a artista. Em outra sala, um helicóptero inteiramente decorado com plumas cor de rosa chama a atenção. “Esse seria o transporte dos habitantes do castelo nos dias atuais, algo como a versão moderna da carruagem”, comenta. Sobre a decoração extravagante, Joana explica que é porque essa máquina parece com um pássaro, por isso, escolheu metamorfoseá-la com plumas.

Na Galeria das Batalhas,  a artista que veio especialmente de Lisboa para a abertura oficial de sua exposição, observa admirada as três Valquírias gigantescas, que representam deusas guerreiras. Essas fabulosas peças serpenteiam as salas reais com suas curvas feitas de tecidos em cores brilhantes, executados e fabricados em Portugal, que acumulam jogos americanos bordados numa trama extravagante e complicada, cortinas, guirlandas de flores e muitos outros retalhos para compor essa obra suspensas no teto por cabos de tensão calculados por engenheiros.

Joana comenta que eles, assim como as bordadeiras e costureiras, que fornecem tecidos feitos de acordo com as tradições portuguesas, compõem sua equipe de trabalho. “Sem eles, essa exposição seria inviável”, agradece a artista que coordena em seu ateliê mais 100 colaboradores.

Poliglota, articulada, feminista e insolente, Joana Vasconcelos é uma das jovens artistas mais em voga de Portugal e sua notoriedade aumenta à medida que suas obras se tornam pôlemicas. Uma de suas peças, intitulada “Noiva”, um lustre composto de vários absorventes íntimos, foi interditada para apresentação em Versalhes. Quando questionada sobre essa recusa, a artista minimizou: “As polêmicas sempre fazem parte das grandes exposições. Mas o artista deve respeitar a história do local em que expõe e Versalhes é um espaço estético carregado de tradições…” Ironia à parte, Joana era toda sorrisos e alto-astral, afinal, esse não era o assunto mais importante no dia da abertura oficial da exposição mas, sobretudo, sua posição privilegida como artista contemporânea e como a primeira mulher a expor no castelo do Rei Sol.

www.chateauversailles.fr

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Yamamoto

De todos os estilistas de moda da atualidade, o japonês Yohji Yamamoto é, sem dúvida, um dos mais influentes. Até 10 de outubro, o Design Museum de Holon, em Israel, acolhe a retrospectiva em torno das criações do estilista onde dezenas de peças de vestuário revelam o estilo inconfundível de Yamamoto.

Vanguardista e mestre de uma elegância simples, as roupas de Yohji Yamamoto parecem ter encontrado um local adequado no projeto arquitetônico sob medida de Ron Arad, uma estrutura circular e fluida, cercada por fitas de aço. A luz vermelha intensa do prédio banha os vestidos puristas do designer que parecem artificiais. Mas esta é apenas uma ilusão de ótica devido ao efeito da luz do sol que filtra os plexiglas vermelhos instalados no teto, em parte, a céu aberto, na galeria superior do museu.

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Sétima arte

Apaixonado por cinema, o artista americano Ed Ruscha (1937), que nasceu em Nebraska, costuma afirmar que assim como vários cinéfilos, ele se sente um cineasta frustrado. Para atenuar essa desilusão, Ruscha se dedicou à fotografia, ao grafismo e à pintura. De suas telas surgiram declaraçõs explícitas à sétima arte  e para homenagear esse artista que tem a escrita como suporte especial, algumas de suas obras podem ser apreciadas na exposição “Ed Ruscha: Reading Ed Ruscha”, apresentadas até agosto no Kunsthaus Bregenz, na Áustria.

Suas telas gigantes retratam os símbolos da cultura de massa, onde as palavras e as frases colocadas em fundos monocromáticos ou policromáticos parecem se transformar magicamente numa pintura. Na maior parte de suas criações surge uma Los Angeles dos grandes espaços e a arte cinematográfica de Hollywood, sua verdadeira paixão.  Depois de tanto produzir obras que faziam alusão ao cinema, Ruscha pode, enfim, depois de quase cinqüenta anos dedicados à pintura, realizar seu filme. http://www.kunsthaus-bregenz.at/

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O balé de Lacroix

Os bastidores da Ópera de Paris, no Palais Garnier, são o pano de fundo da exposição de figurinos do balé “La Source” (A fonte), desenhados por Christian Lacroix, com coreografia do bailarino Jean-Guillaume Bart. Apresentada até dezembro deste ano no Centre National du Costume de Scènes, em Moulins, na França, este balé romântico, que desapareceu do repertório das óperas no final do século XIX e foi adaptado para o teatro no ano passado, conta a história do sacrifício de Naïla, o espírito da fonte, pelo amor do caçador Djemil e sua bela Nouredda.

Christian Lacroix, que assina a direção artística do Centre National du Costume de Scènes, se inspirou do mundo das ninfas da fonte para incorporar tons de branco e azul em seus vestidos diáfanos; para os elfos da floresta, o que prevalece é a cor verde. Os figurinos femininos, ultra-românticos, desenhados na cor branca, são os mais coloridos com uma multitude de frisados e detalhes ​​decorativos em Swarovski.

“Todos os trajes desse balé são ricos visualmente porém, para o estilista, o mais importante na composição de um figurino de dança, é que ele seja capaz de desenhar modelos que deixem os dançarinos executar seus gestos sem se sentirem presos,” atesta Lacroix. “Essa preocupação confere algo um pouco tradicional ao figurino mas não menos extravagante. De qualquer maneira, me concentrei na cenografia suntuosa para compor cada uma das peças usadas pelos bailarinos.” O universo onírico de Lacroix fica realmente evidente em cada fantasia criativa do balé “La Source” e o seu estilo inconfundível como estilista e diretor artístico aparece em cada nuance da cenografia. www.cncs.fr

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Jeff Koons

Primeira retrospectiva das obras mais emblemáticas do artista americano desde os anos 80 até os dias atuais, a exposição “Jeff Koons”, apresentada na Fondation Beyeler, na Basiléia, foi concebida a partir de três grupos que revisitam seus trabalhos divididos em The New, Banality e Celebration. Expostas de maneira específica no sublime prédio desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, “Vase of Flowers”, “Pink Panther”, a pantera cor de rosa de porcelana abraçada a uma loira, estão entronizados no meio de uma das salas, assim como “Lobster”, a grande lagosta vermelha em alumínio policrômico que, à primeira vista, parece um brinquedo gigante. Nos jardins da fundação artística, encontra-se o “Split Locker”, escultura gigantesca composta de 100.000 flores. Fiel aos seus temas prediletos –  sexualidade, inocência e beleza – Koons nos convida a redescobrir toda a sua irreverência. Um trabalho que mescla humor, emoção e impertinência. Até setembro.

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Somente 1.500 cópias numeradas, todas assinadas por Mario Testino, estarão disponíveis. O livro, “The Private View”, lançado pela editora Taschen, estará em exposição no Today Art Museum, em Pequim, de 7 a 27 de junho, e no Shanghai Arts Museum, de 29 de outubro a 2 de dezembro de 2012. Uma mega-exposição que conta com mais de 300 imagens, as mesmas que ilustram as páginas desse livro collector.

A lista de clientes corporativos para os quais Testino já clicou campanhas é enorme e figuram Louis Vuitton, Burberry, Versace, Michael Kors, entre outros. Na verdade, ele é um dos grandes fotográfos da atualidade que flerta com a jetset e mantém ótimas relações e vínculos de amizade com celebridades. No livro, aparecem imagens inéditas das belas mulheres do showbizz como  Gwyneth Paltrow, Lady Gaga, Julia Roberts, Catherine Zeta-Jones, Claudia Schiffer, Madonna, Giselle Bundchen e da sua queridinha Kate Moss.

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Louboutin mania

As mulheres adoram e os homens sucumbem diante dos fenomenais stilletos desenhados por Christian Louboutin, um dos inventores do salto alto. O que Dita Von Teese, o rapper Swiss Beatz, as dançarinas do Crazy Horse, famoso cabaré musical parisiense, e os cineastas Brian de Palma e David Lynch tem em comum? Todas essas personalidades públicas idolatram as criações de Christian Louboutin.

Na verdade, esse típico parisiense de 48 anos é uma unanimidade no mundo inteiro entre as mulheres que apreciam e não podem viver sem um salto alto. Mas sua genialidade também encanta os homens que se deixam seduzir pelos saltos vertiginosos que esculpem as pernas femininas. Parte desse universo “Louboutiniano” está sendo mostrado na retrospectiva “Christian Louboutin” no Design Museum, em Londres, até julho.

Uma passarela na cor vermelha, medindo 17 metros, foi montada para acolher seus modelos, que são apresentados em suportes de acrílico. Ao longo desse red carpet, peças repletas de brilhos, lantejoulas e penas francesas refletem o fascínio do designer pelo show businessconfirmando toda a inventividade de seus delírios criativos. Um holograma em “stiletto” aparece na forma de uma silhueta feminina, que remete imeditamente à imagem sensual de Dita Von Teese, uma de suas musas favoritas. Para entender o fascínio que Christian Louboutin tem pelas mulheres, ele se explica assim: “fui educado em um mundo muito feminino e aprendi a criar sapatos com base no respeito e na admiração que sempre tive por elas.” Ou seja, puro glamour!

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God save Elisabeth

O Jubileu de Diamante de Sua majestade Elisabeth II tem marcado o início das festividades que embalam Londres neste verão europeu, incluindo os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e o London Film Festival 2012. A capital da Inglaterra foi invadida pela imagem de uma das mulheres mais fotografadas de todos os tempos, depois dela, só Marilyn Monroe foi tão assediada por fotógrafos. Imagens de rara beleza e grande emoção estão sendo expostas na maior parte dos museus londrinos, mas coube ao National Portrait Galleryo papel de assumir a maioria das fotos mais emblemáticas desses anos de reinado mediatizado. Cerca de 60 dos melhores retratos da rainha Elizabeth II, feitos por grandes fotógrafos, entre os quais,Chris Levine, Cecil Beaton, Andy Warhol, Annie Leibovitz, Freud Lucian ou até mesmo Dorothy Wilding estão à disposição do grande público.

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Impressionante

Biblioteca Nacional da França conserva um exemplar de todos os jornais desde a sua origem, que remonta ao ano de 1537. Até 15 de julho alguns desses exemplares podem ser visualizados na exposição “La presse à la une”, em tradução livre “A imprensa em manchete”, onde é possível descobrir as primeiras notícias publicadas no século 17 até os dias atuais. A cenografia foi montada de modo que o visitante nem percebe que está descobrindo todo o processo sobre como a notícia  é fabricada.

Há um pouco de tudo: exemplares de jornais antigos, rascunhos de matérias não publicadas, manuscritos de escritores-jornalistas, fotografias, desenhos, charges, pinturas num total de mais de 500 peças que ilustram essa viagem pela história da imprensa escrita ao longo dos séculos.

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