Paul Smith

Nas paredes, imagens do fotógrafo Hugh Stewart, clichês de Irving Penn e aquarelas de Lídia Webber se exibem em meio à coleção Paul Smith Black Label. Essa é a atmosfera da nova butique do estilista britânico inaugurada recente na rue de Grenelle. As últimas tendências em sapatos femininos inspirados nos modelos masculinos são o hit dessa loja, onde os mais procurados são os mocassins em python verde.

As fotos e as pinturas expostas, tanto quanto as roupas, podem ser compradas, além de alguns objetos como o lustre de vidro Murano. Paul Smith inventa uma nova forma de arte que mistura suas paixões artísticas com moda. Paul Smith: 32, Rue de Grenelle, Paris 07.

Posted in Parisiando | Tagged , , , , | Comentários desativados em Paul Smith

Distâncias diferentes

Quadros enormes com fotografias que parecem pinturas surrealistas enfeitam as paredes de uma sala vazia. Na tela, mulheres com cabelos ou lenços que encobrem seus rostos são a figura central num mundo pictural específico cheio de imagens fortes mas carregadas de sutilezas femininas.

Denise Grünstein, Julia Hetta, Martina Hoogland Ivanow, Julia Peirone e Elisabeth Toll fazem parte dessa nova geração de fotógrafos de moda sueca em evidência na exposição “Distâncias diferentes”, em cartaz até 27 de janeiro, apresentada no Instituto Sueco, em Paris. A mostra tem imagens captadas por esses jovens fotógrafos que com se trabalho internacional exposto em revistas e galerias de arte, ultrapassaram as fronteiras continentais para explorar outros limites estéticos.

Todos jovens de personalidades fortes, esses fotógrafos dominaram a cena colocandoem enidência a diferença entre o íntimo e o remoto, como um contraponto interessante entre a fotografia de moda e a fotografia artística. O que mais chama a atenção nesses trabalhos é que eles tiveram como fonte de inspiração a história da arte e suas próprias experiências pessoais. O resultado  não poderia ser mais enfeitiçador.

Instituto Sueco – 11, rue Payenne, Paris 03. Entrada gratuita, de terça-feira à domingo, das 12h às 18h. 

Posted in Parisiando | Tagged , , , | Comentários desativados em Distâncias diferentes

O que você faria?

Meu amor
O que você faria
Se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia?
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia

Meu amor
O que você faria
Se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Corria pr’um shooping center
Ou para uma academia?
Prá se esquecer que não dá tempo
O tempo que já se perdia

Meu amor
O que você faria
Se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Andava pelado na chuva?
Corria no meio da rua?
Entrava de roupa no mar?
Trepava sem camisinha?

Meu amor
O que você faria?
O que você faria?
Abria a porta do hospício?
Trancava da delegacia?
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria?

www.youtube.com/watch?v=XpPoY7MSK6Y

Posted in Parisiando | Tagged , , , , | Comentários desativados em O que você faria?

Vitrine de museu

Criações atuais, reproduções e adaptações da Reunião dos Museus Nacionais – Grand Palais, idealizados na mais pura tradição do savoir-faire francês, todos repletas de história e originais inspirados em museus é o mote da exposição “A vitrine dos museus”. Em cartaz até 27 de janeiro de 2013, na galeria Valois no Palais-Royal, em Paris, essa mostra especialmente elaborada em calcografia tem direção artística de Sophie Mestiri e cenografia do designer Grégory Lacoua.

O projeto dessa exposição foi inspirado na Renascença e na tradição de moldar, uma técnica baseada em arte e educação que ajudou a promover os grandes clássicos da escultura no mundo. Detentor de um patrimônio de mais de 200 anos, os ateliês de moldagem da RMN – Grand Palais recriaram as obras-primas da história, desde sua criação, para apresentá-los nessa exposição. Esses moldes, reproduções de obras da Antiguidade aos dias atuais, foram fabricados usando o modelo original, uma mistura sem precedentes entre a tradição e a excelência da modernidade. Esta mostra histórica é uma oportunidade única para a RMN – Grand Palais, que homenageia os grandes nomes da indústria francesa da beleza com a experiência de séculos de moulage.

Posted in Parisiando | Tagged , , , | Comentários desativados em Vitrine de museu

O dia mais curto

Se nesta sexta-feira está previsto que o mundo vai se acabar, então, antes de desaparecer, aproveite para ir ao cinema e participar da festa do Le jour le plus Court. Nessa 2ª edição mais de 40 países celebram o curta-metragem com a ajuda do Instituto Francês, que promove eventos entre animações, debates, mesas redondas, projeções de filme dando apoio à produção local de curtas-metragens em Buenos Aires, Baku, Pequim, Dubai, Madri, Atenas, Tel Aviv, Kyoto, Londres, Boston, Berna, Taipei. Ou ainda operações especiais na Bélgica, Camarões, Azerbaijão, Haiti, Itália, Ucrânia e, pela primeira vez, nos Estados Unidos, no estado de Rhode Island são algumas das cidades mobilizadas para este evento.

Organizado pela iniciativa do Centro Nacional de Cinema e Imagem em Movimento, com o apoio da Agência de curta-metragem, Le jour le plus Court dispõe de cerca de 10 000 propostas de curta-metragens para aqueles que desejam aproveitar livremente desse formato original para organizar um sessão ou simplesmente assistir a exibição dessas películas. A agenda é vasta e, se o mundo realmente acabar nesse 21 de dezembro de 2012, tudo bem, afinal, você vai ter 24h para assistir a maior parte dos curta-metragens que quiser e, de alguma maneira, já estará em outra dimensão: a da sétima arte!

Para maiores informações sobre os cinemas e todos os eventos relacionados, clique aqui: www.lejourlepluscourt.com/programme/programme-films

Posted in Parisiando | Tagged , , | Comentários desativados em O dia mais curto

Desirée Dolron

“Xteriors (2001-2006)” é uma série de retratos inspirados na misteriosa  tradição da pintura flamenca. O estilo deu fama internacional à Desiree Dolron que através dessas fotos revelam, acima de tudo, um trabalho impressionante com uso de técnicas especiais, como o sfumato, jogos de luz e movimentos suaves.

As imagens são trabalhadas digitalmente durante meses e processadas em grande formato entre 1m e 1,5 m. Pureza é o tema principal dessas linhas limpas com rostos que dão graça a essas mulheres quase fantasmagóricas, criando uma certa falta de limite entre o rosto e o plano de fundo.

Através dos olhares e expressões, esses retratos encaram o público numa atmosfera profundamente austera e enigmática. Foi isso que cativou o público e a fotógrafa o sabe muito bem. Ela fotografa o silêncio com temas fortes e nos faz mergulhar profundamente dentro de nós mesmos.

www.desireedolron.com

 

Posted in Parisiando | Tagged , , | Comentários desativados em Desirée Dolron

Brésil Rive Gauche

“Ó Pátria amada, idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido. De amor e de esperança à terra desce…” Mais ufanista, que nosso hino nacional, impossível, mas é esta a imagem simbólica do Brasil no exterior. Para festejar esse país festivo, alegre e cordial as lojas de departamento Le Bon Marché Rive Gauche, em Paris, organizam de abril à junho de 2013 a exposição “Le Brésil Rive Gauche”. Uma mostra que promete expor o melhor da cultura brasileira em artigos de design, moda, gastronomia e o universo do “Made in Brazil”, revelando em conta gotas toda a criatividade dos filhos deste solo da mãe gentil.

Crédito das fotos do ‘preview’ apresentado para a imprensa: Helena Couffin

Posted in Parisiando | Tagged , , , , | Comentários desativados em Brésil Rive Gauche

Esculturais

Filha de pai grego e mãe húngara, Sophia Vari é uma escultora de renome internacional, além de pintora e designer de joias. Clytia, um anel esculpido em em pau amarelo do Brasil e ornamentado em ouro é uma das peças fantásticos que estão em evidência na exposição “Sophia Vari – Bijoux sculptés” até 21 de dezembro na galeria Mini Master Pièces, especializada em joias esculturais.

Sophia Vari cria peças com formas emaranhadas, entrelaçadas e circulares, que contornam esferas, discos e círculos semi-aleatoriamente com resultado impressionante. Ousadas, arredondadas, curvas e sensuais, suas joias tem cores contrastantes e materiais inusitados como o ébano em relação ao ouro, o coral vermelho ou o ouro esmaltado contra a madeira preta. Suas criações são cheias de movimento, vida e contraste, ecoando a tradição da escultura cubista.

 

Posted in Parisiando | Tagged , , , , | Comentários desativados em Esculturais

Brunch bazar

Imperdível. Hoje e amanhã, 15 e 16 de dezembro, o Palais de Tokyo, centro de arte contemporânea, acolhe uma feira efêmera e urbana, o “Brunch Bazar”. Descobertas espaciais e festivais únicos, o Brunch Bazar se concentra em seis grandes eventos: compras com stands de design, moda, alimentos, atividades gratuitas para crianças, playground com acesso livre para adultos, as exposições de arrepiar os cabelos do Palais de Tokyo e, claro, um brunch non-stop onde todas as tribos, de todas as idades podem se encontrar para festejar o início da semana férias de Natal na cidade. Palais de Tokyo: 13, Avenue du Président Wilson, Paris 16.

Posted in Parisiando | Tagged , , | Comentários desativados em Brunch bazar

Cahiers d’art

Fundada por Christian Zervos, em 1926, e instalada no número 14, Rue du Dragon, em Paris, Cahiers d’Art é quase-única. Verdadeira bíblia de revisão da arte contemporânea, layout e tipografia em negrito, ricamente ilustrada com fotografias, a revista faz um diálogo entre a arte antiga e moderna, onde poetas e escritores, como Tristan Tzara, Paul Éluard, René Char, Ernest Hemingway, Samuel Beckett, entre outros, vantajosamente substituíam críticos de arte.

“Cahiers d’art” refere-se tanto a uma editora, uma galeria como a uma única revista de crítica de Arte Contemporânea. A casa publicou 97 edições da revista entre 1926 e 1960, e o catálogo raisonné de Picasso em 33 volumes. Em 2011, “Cahiers d’art” foi assumida pelo colecionador sueco Staffan Ahrenberg que relançou a revista em francês e, pela primeira vez, em inglês em colaboração com o artista americano Ellsworth Kelly na capa. Os editores são o próprio Staffan Ahrenberg, Sam Keller e Hans Ulrich Obrist.

Posted in Parisiando | Tagged | Comentários desativados em Cahiers d’art