Real Humans

Se você acha que já viu tudo em termos de ficção científica, prepare-se para assistir à “Real Humans” do diretor sueco Lars Lundström. Em um mundo não muito distante do nosso, os Hubots (Robôs Humanos) substituem os humanos em tarefas domésticas e, algumas destas máquinas, também tem o mesmo sonho de emancipação dos seres humanos…

Essa nova série vinda da Suécia está sendo apresentada semanalmente na França pelo canal Arte. A história não se passa no futuro, como a ficção científica pode sugerir, tudo acontece no mundo de hoje, a única diferença é que os seres humanos convivem com essas criaturas no dia-a-dia. Os Hubots tem grandes olhos brilhantes, movimentos, por vezes, rígidos, e foram introduzidos na vida doméstica dos humanos para ajudá-los a se livrar de algumas tarefas.

Há vários modelos disponíveis com características diferentes. Por exemplo, um Hubot pode trabalhar na fábrica, anotar recados, ler para os seus filhos, fazer trabalhos domésticos. Basta recarregá-lo ao longo do tempo e mantê-lo sob um pouco de controle técnico. Naturalmente, esta mercantilização de robôs vai criar um mercado negro com base na reciclagem para a criação de Hubots especializadas em sexo. E se os seres humanos que vivem neste mundo tem certeza de que esses robôs são apenas máquinas, alguns vão desenvolver sentimentos e até mesmo um desejo de independência. É nesse ponto que tudo começa a ficar interessante.

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Jess Eaton

Nenhum animal foi prejudicado ou torturado para que esse vestido adornado com penas fosse desenvolvido. A coleção “Roadkill”, da designer britânica Jess Eaton aproveita os restos de animais mortos por várias causas – principalmente na estrada – e não especificamente sacrificados no altar da moda para compor suas inutitadas coleções. Suas últimas criações serão exibidas na London White Gallery, durante a feira de casamento que acontece em Londres de 19 à 21 de maio.

 www.eatonnott.co.uk

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Original Madman

“Não existe limites, a não ser aqueles que você mesmo pode se impor” costuma afirmar Bert Stern, um dos fotógrafos mais provocadores de todos os tempos, fervorosamente solicitado por Hollywood e paparicado pelas agências da Madison Avenue. Nos anos 50, Stern torna-se um pioneiro no poder conceitual das fotografias de publicidade e um ás da cultura impressa, que ele domina como um mestre.

Para conhecer a história de vida desse grande fotógrafo, contada por ele mesmo e com vários testeminhos, o documentário Bert Stern: Original Madman é uma excelente pedida. Recentemente lançado e dirigido pela cineasta Shannah Laumeister que, como muitas das mulheres na vida de Bert, começou um caso de amor com o fotógrafo através das lentes de sua câmer. Em “Original Mad Men”, o próprio Stern fala de sua paixão pelas mulheres e sua vida desregrada nos bastidores do showbizz.

Em junho de 1962, Bert Stern oferece para a Vogue americana 2500 fotos de Marilyn Monroe. Batizadas de “The Last Sitting”, provavelmente sua obra mais conhecida, estas fotos foram tiradas durante um período de três dias no Bel Air Hotel, em Hollywood. Fotografada envolvida num véu,  disfarçando um pouco sua nudez, Marilyn aparece quase natural. “O que queria era ver Marilyn em seu estado puro”, confirma Bert. A revista Vogue considera o resultado muito provocativo e encomendou uma segunda sessão de fotos e, desta vez, Marilyn posou com vestidos de alta-costura. No dia do lançamento da revista, anunciaram a morte da atriz. Sendo assim, Bert Stern foi o último homem a ter fotografado Monroe…

Juntamente com grandes nomes como Irving Penn e Richard Avedon, Stern, agora com 83 anos, atingiu um nível de sucesso com suas fotos icônicas que o definem como uma celebridade. “Bert Stern: Original Madman” está em cartaz nos Estados Unidos e ao redor do mundo a partir de hoje, 05 de abril, em conjunto com uma exposição apresentada na Galeria Staley-Wise, em Manhattan.

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Lenny Kravitz

Rebelde, insolente e irresistível, esses são alguns dos atributos do cantor Lenny Krevitz. Como garoto-propaganda da marca francesa Eleven Paris, Krevitz incorporou todas as suas características de rock-star e assumiu ares de modelo para a campanha Primavera-Verão da marca. Nela, o cantor posa ao lado da jovem modelo Charlotte Free em cenários explosivos e cheios de apelo artístico na periferia de Miami beach. Mais sexy impossível, confira nas imagens do backstage.

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Lea Gottlieb

O Brasil tem a reputação de ter os biquinis mais ousados do mundo, mas foi Lea Gotlieb, uma das mais importantes designers de moda praia, quem inventou o conceito de vestir-se para desfilar às margens das águas. Essa israelense, que nos deixou há pouco tempo, em novembro de 2012, colecionou ilustres fãs e, em sua lista de celebridades, constava nada menos que Diana, a Princesa de Gales e a Rainha Sofia da Espanha, além de Jackie Onassis comandava a lista das mulheres mais influentes na política. Hollywood inteira desfilava com seus maiôs, pareôs e biquínis, como as atrizes Elizabeth Taylor e Brooke Shields.

Lea Gottlieb foi a fundadora de Gottex Swimwear Brands Inc., uma empresa de moda praia que colecionou prêmios ao longo de vários anos até ser vendida em 1997 pela sua proprietária. Gottlieb e suas criações estão sendo homenageadas no Design Museum de Holon, em Israel, sua terra natal, com a exposição “Lady of the Daisies”, que mostra o que as mulheres vestiam para ir à piscina ou à praia. Na cenografia da exposição há modelos de biquínis glamourosos, dignos de uma Bond Girl dos tempos modernos, elegantes peças e clássicas combinações que esculpiam sensualmente o corpo feminino em coleções atemporais que nunca saíram de moda.

“Lady of the Daisies” cartaz até 04 de maio no Design Museum de Holon.

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Paris Haute Couture

Não é preciso convite, nem pagar ingresso, apenas ter paciência e esperar na fila para ver a exposição “Paris Haute Couture” que encontra-se no Hôtel de Ville, em Paris, abriga até 16 julho, dezenas de vestidos de alta costura vindos dos arquivos do Musée Galliera, que rastreiam mais de um século da moda parisiense. Peças assinadas por Jean Patou, Hubert de Givenchy, Jeanne Lanvin, Dior, Givenchy, Yves Saint Laurent, Gaultier, Maison Martin Margiela, entre outros, embelezam os salões Saint Jean.

Charles Frederick Worth inventou, sem saber, em seu estúdio no número 7 rue de la Paix, em 1858, o processo de fabricação que agora chamamos de “Haute Couture”. Verdadeiro artesão, Worth cria jóias personalizadas para clientes ricos que escolhem materiais e cores. Em 1895, ele desenhou um vestido, a pedido da Condessa Greffffuhle , que se tornou inspiração para a duquesa de Guermantes, que, por sua vez, tinha amizade com os maiores escritores e artistas em Paris, como Proust, Rodin e Mallarmé.

É para esse ciclo de artistas e clientes endinheirados que  Worth produz nas mais luxuosas sedas de Lyon, o gosto pela estética da Art Nouveau. Golas altas, mangas bufantes, adornam um vestido de cetim verde com padrões contrastantes em veludo azul e bordado. No final do século 19, a haute couture provocou desde o seu aparecimento uma pequena revolução no mundo da roupa e não párou mais. até os dias atuais várias mudanças ocorreram na história da moda francesa, graças ao seu talento e ousadia.

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Dia de Hermès

Em fevereiro a Hermès lançou Jour d’Hermès, uma fragrância com notas misteriosas com base em um momento suspenso: o da alvorada. Jean-Claude Ellena, perfumista da maison,  sensível ao movimento e evocando a questão simbólica do tempo, se inspirou nos odores da madrugada para criar uma sensação de que algo vai acontecer assim que o dia raiar. Jour d’Hermès vem sendo celebrada através desse site totalmente dedicado a esse lançamento. Nas imagens publicitárias aparece uma mulher flutuando, como se estivesse em queda livre, algo em perfeita sintonia com os dias que se desenrolam em nossa vida e dos quais não temos quase nenhum controle. A música sussurrante do site  e dos spots de rádio enfeitiça os sentidos…

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Desfiles surreais

Quase três anos se passaram após a morte trágica de Alexander McQueen, em Londres. Para consolar seus fãs, um livro homônimo publicado pela editora Eyrolles e escrito por Judith Watt traça a obra desse criador insubstituível através de uma retrospectiva ilustrada com sublimes fotografias que nos fazem redescobrir os desfiles surreais criados pelo estilista. O prefácio, assinado pela sua musa e confidente Daphne Guinness, oferece uma visão privilegiada da vida e da moda desse enfant terrible.

Iconoclasta por natureza, suas coleções eram irreverentes e sua passarela sempre foi um espetáculo para a própria diversão de Alexandre McQueen, que adorava provocar as convenções. Seus desfiles eram batizados com títulos escandalosos como Highland Rape, supostamente denunciando a violação da Escócia pelo Reino Unido, ou Golden Shower, projeto finalmente abandonado após a recusa do patrocinador. Ou este, em 2000, onde as mãos de uma manequim sangram durante um desfile ao eliminar as conchas fixadas no seu vestido. A apresentação ficou configurada como uma verdadeira performance. Tudo ensaiado por McQueen.

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Nas alturas

Tinha que ser Lady Gaga para, apesar de alguns tombos, se manter no salto com esse modelo que desafia a gravidade. Imaginado pelo jvem designer japonês de sapatos Noritaka Tatehana, esse modelo extraordinário de sapatos plataformas que assumem um vertiginoso calcanhar livre com inclinação híbrida é uma das peças em exposição até 20 de março no SHOWstudio: 19 Motcomb Street Belgravia, Londres.

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Wonder Woman

Não dá para comemorar essa data do “Dia Internacional da Mulher” sem mencionar Simone de Beauvoir (1908-1986), que se debruçou sobre a questão feminina e se ofereceu como objeto de auto-análise para desvendar os mistérios da nossa condição.  Em seus livros, Beauvoir se entrega de corpo e alma, sem pudor ou constrangimento e, em nenhum momento, sua consciência parece estar fora de controle. Ela dizia, que “não se nasce mulher, torna-se” e assumia todos os riscos de suas escolhas, exortando entrelinhas que o essencial é não nos deixarmos levar por tantas demandas da sociedade atual e pagarmos o preço para ser exatamente quem somos! Ser mulher requer desenvolver uma habilidade de auto-aceitação consigo mesma e esse é um dos exercícios que demanda muito mais engajamento que o imaginado, afirmava. Oxalá que nos tornemos mulheres de verdade, sobretudo, para nós mesmas e não para os outros…

 

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