Mil e uma noites

Yasmine Hamdan é linda, sensual e talentosa. Para acentuar ainda mais toda essa graça a moça tem uma voz capaz de colocar os homens em polvorosa e as mulheres em clima de Mil e uma noites. Suas músicas poéticas e sussurantes rendem homenagem a modernidade do patrimônio musical de seu país, como  “Beirut” que é o single de lançamento do seu novo CD, e provoca arrepios de emoção.  Ela é bastante conhecidana Europa como ícone da cena musical undergroud libanesa com os grupos pop Sopakills e Y.A.S. dos quais participou em Beirute antes de seguir carreira solo. Seu mais novo CD lançado neste ano foi produzido por Marc Collin do grupo Nouvelle Vague.

http://yasminehamdan.com/

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Medusa

Escritora francesa desvenda os mistérios da vida de Brigitte Bardot, uma das atrizes mais famosas de todos os tempos. Depois de retratar em livro Yves Saint-Laurent*, Serge Gainsbourg e Françoise Sagan, a escritora e jornalista Marie-Dominique Lelièvre, lançou “Brigitte Bardot, plein la vue” (Editora Flammarion, inédito no Brasil). Em tradução literal “BB, olhar pleno”, referência explícita à ambliopia da atriz, a autora traça um portrait apaixonado sobre a vida de uma das mulheres mais cobiçadas de sua época.

“Não importava o que estivesse vestindo, ela eclipsava até o sol com sua beleza sexy e selvagem. Apesar dessa imagem de femme fatale, Bardot não tinha confiança em si mesmo”, conta Lelièvre. Um episódio ocorrido na infância da atriz forjou para sempre sua personalidade. Nascida e criada num dos bairros burgueses de Paris, o XVI ème arrondissement, ela e a irmã quebraram, sem querer, um vaso de porcelana chinesa e, como punição, a mãe as excluiu do convívio familiar. Brigitte tinha 7 anos. Esse acontecimento foi tão marcante que nunca mais ela se sentiu adequada. Estrangeira no próprio lar e sobrevivente de si mesma, Bardot aprendeu que abandonar é melhor que ser abandonada. Com esse leitmotif ela seduziu os homens mais poderosos do seu tempo para depois deixá-los à deriva do seu encantamento fatal.

* Traduzido no Brasil com o título “Saint-Laurent: a arte da elegância” pela editora Nacional.

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Starck bike

A história da bicicleta desenhada pelo Starck para a cidade de Bordeaux, no sudoeste da França, que encomendou 3 mil exemplares, tem o mesmo conceito das Velib’s de Paris mas em uma versão também scooter. Esse protótipo faz parte da política pública da cidade de colocar à disposição da população bicicletas de uso comunitário com locações diárias e, para os apaixonados por duas rodas, ela poderá ser comprada por cerca de 300 Euros. Se tudo der certo, o projeto, batizado provisoriamente de “Pibal City Streamer” estará em  funcionamento em dezembro. A parceria foi feita com a Peugeot e com alguns fabricantes chineses.

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Charme dos anos 80

Do purista Issey Miyake ao visionário Thierry Mugler, passando pela mulher ultra-sofisticada, vista por Sonia Rykiel e Lagerfeld (ainda para Chloé), ou as criações assimétricas e desconstruídas de Rei Kawakubo para Comme des Garçons. Esse é o tom das coletâneas de livros que abordam o tema “História ideal da moda contemporânea, volume I”, à venda no Museu da Moda e das Artes Decorativas de Paris. Nas páginas dessa publicação fica evidente a efervescência da moda dos anos 70 e 80 e o quanto o prêt-à-porter antecipava as tendências de estilo para as décadas seguintes. 

Frutíferos, ousados e criativos, os anos 70 e 80 foram o laboratório de ideias, utilizado pela maior parte dos estilistas reputados da atualidade. Durantes essas duas décadas que corroboraram a teoria da história da moda, as roupas foram uma referência cultural à parte. Esse primeiro volume encerra sua lição de estilo colocando no pódio Jean Paul Gualtier nos anos 1990. www.lesartsdecoratifs.fr

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Obras efêmeras

A Taschen lançou um livro em homenagem à celebração dos 40 anos da Serpentine Gallery, Inglaterra, que anualmente, há mais dez anos, convida um arquiteto internacional para redecorar seu pavilhão de verão, uma obra  efêmera que dura apenas seis meses. Através de belas imagens, o livro relata os projetos arquiteturais erguidos nesse período, evocando nomes como Oscar Niemeyer, Zaha Hadid, Daniel Libeskind, Álvaro Siza, Souto de Moura, Rem Koolhaas, agência Sanaa e Jean Nouvel, que exerceram todo o seu talento no local.

Na capa dessa edição comemorativa encontra-se a obra de Nouvel (2010), uma extensão em aço que acolhe um café-restaurante, totalmente vermelha, em  contraste com o verde do parque que cerca a galeria. Dominando um espaço de 12 metros, o arquiteto escolheu a cor vermelha como uma referência direta às imagens icônicas do universo londrino: cabines telefônicas, caixas de correio “Royal Mail” e ônibus turísticos. À venda nas melhores livrarias ou pelo site: www.taschen.com

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Eterno YSL

Monsieur Saint Laurent não era uma pessoa fácil de se revelar, ser filmado então, nem se fala, mas o grande costureiro permitiu que Jérôme de Missolz invadisse sua privacidade para registrar para a posteridade seus dictaks e sua extrema sensibilidade. Tudo está documentado no DVD “Yves Saint Laurent – tout terriblement”, lançado pela Arte Éditions (francês/inglês), que foi rodado no verão de 1994 nas residências do estilista em Paris, Marrakech, Deauville e durante a preparação de uma coleção de alta costura. O filme foi concebido como uma confissão, que rende homenagem ao Pequeno Príncipe da alta costura e suas belas criações. Um mergulho intimista na obra do costureiro mais misterioso que o mundo fashion já conheceu, mostrando o perfil filosófico e artístico de Yves Saint Laurent. Exclusivamente indicado para os apaixonados por moda.

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La Casta

Água, pedra bruta, luz e sombra. Estes foram os elementos naturais que, associados, às linhas sóbrias e gráficas da arquitetura suíça, desenharam em preto e branco as curvas sensuais da atriz Laetitia Casta. Longe dos estúdios, a fotógrafa convidou Laetitia a passear nua durante três dias por entre as salas das termas de Vals, enquanto ela se ajustava à luz e às sombras do local para delinear a escultural atriz. Em nenhum momento Laetitia aparece completamente nua, ela mostra algumas partes do seu corpo, evidenciando uma fotogenia fora do comum. O livro, lançado recentemente pelas edições Xavier Barral, em Paris, é uma ode ao corpo feminino e uma forma de sublimar a beleza das termas de Vals e a arquitetura suíça de Peter Zumthor.

Dominique Issermann é uma habituée do mundo da moda, das artes e da publicidade. Uma das suas primeiras fotos mostrava a coleção de lingeries criadas por Karl Lagelfeld para Chloé, nos anos 70. Desde então ela assina as campanhas publicitárias dos perfumes Chanel, Dior, Lancôme e as coleções de moda de Claude Montana, Thierry Mugler, Sonia Rykiel, Saint Laurent, além de ter vários artistas que já posaram para ela, como Catherine Deneuve, Isabella Rossellini, Jane Birkin, Gérard Depardieu e Balthus. No cinema, Issermann acompanhou as filmagens de « 1900», de Bernardo Bertolucci, e « Casanova », de Fellini para compor o editorial da revista « Zoom ».

“As imagens em preto e branco sugerem uma obra artística, enquanto as fotos coloridas parecem estar coladas à realidade. Prefiro as primeiras, que me permitem fazer uma reinterpretação do que vejo”, afirma a fotógrafa. Reputada por não utilizar nenhuma luz artificial fora dos estúdios, Dominique Issermann se valeu da arquitetura das termas de Vals para, de acordo com a luminosidade local, fotografar a atriz. « Não tinha comigo nenhum spot ou refletor, o que fiz foi me apropriar da luz natural que passava por entre as fendas. Essa luminosidade parecia desenhar um caminho luminoso, que eu e Laetitia seguíamos. Era uma espécie de jogo entre a sombra e a luz.”

Nas fotografias a atriz mostra algumas partes do seu corpo e esconde outras, enquanto anda entre os corredores ou posa debaixo da água, confiando sua nudez à Dominique Issermann, que capta toda sua beleza numa coreografia improvisada. “Uma mulher bonita, curvilínea e nua, colocada na perspectiva de um edifício de arquitetura minimalista, não deixa de ser uma construção metafórica sobre a harmonia de gêneros diferentes”, resume o fotógrafa.

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Brasília

Por seu nascimento quase mítico, Brasília se revela nas fotografias de Marcel Gautherot como uma cidade prometida de arquitetura arrojada mas perdida em meio a solidão de uma área inóspita no coração do país. O livro “Brasília”, lançado pelo Instituto Moreira Salles, conta a história dessa empreitada arquitetural através de 153 imagens do fotógrafo francês Marcel Gautherot, feitas entre os anos de 1958 e meados da década de 1960, época da construção da futura Capital do país.

Considerado “o mais artista dos fotógrafos”, Gautherot – que não concluiu o curso de  arquitetura – cultivava uma paixão enorme pelo Brasil a ponto de abandonar sua vida parisiense para se instalar no Rio de Janeiro até a sua morte. Com seu olhar apaixonado e, ao mesmo tempo, quase clínico, ele capturou em preto e branco imagens de uma Brasília promissora e ameaçadora, enorme e frágil com suas linhas arquiteturais precisas que formam contornos nítidos, quase absolutos, nos horizontes da capital Federal.

Influenciado pelas referências das obras de Le Corbusier e Van der Rohe, e da elite dos arquitetos modernistas brasileiros – Oscar Niemeyer, Afonso Reidy e Lucio Costa – o fotógrafo transpôs sua técnica aguçada ao capturar com arte a construção de uma cidade símbolo da arquitetura moderna.

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Indochina

Um artista é alguém que pensa com as mãos. Alguém que transpõe para a tela tudo o que vê. Sem dúvida esse era um dos atributos que não faltavam a Alix Aymé, que durante suas viagens à China, ao Camboja, ao Laos, ao Vietnã e à Indonésia transformou todas as suas experiências visuais em obras de arte. O livro “Alix Aymé, uma artista pintora na Indochina, 1920-1945”, publicado em versão bilingüe francês-inglês, pela editora Somogy, contém 120 páginas com igual quantidade de ilustrações, que perfazem 25 anos fazendo referência às principais obras reproduzidas em tela, aquarelas e laca dessa pintora magistral.

Alix Aymé nasceu em Marselha, em 1894, com o nome de Alix Angèle Marguerite Hava. Ela foi aluna e colaboradora de Maurice Denis (1870-1943), reconhecidamente um dos maiores pintores de sua época, que tem como características artísticas realizar grandes composições decorativas num estilo clássico. O melhor exemplo de sua obra é a ornamentação do teto do teatro parisiense Champs-Élysées, executada em 1912, que contou com a participação de Aymé. Algumas das páginas de “Alix Aymé, uma pintora francesa na Indochina, 1920-1945” reproduz uma dezena de correspondências trocadas entre a aluna e o eterno mestre. Numa delas, a artista comenta suas aventuras, as descobertas feitas nesses países tão longínquos e sobre os novos estilos artísticos que encontrava.

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Uma loira em Manhattan

Autor francês conta em livro como foi feita a fotografia que mostra Marilyn Monroe se perfumando com o Chanel nº 5. A imagem de Marilyn Monroe colocando sensualmente algumas gotas do perfume Chanel em sua suíte no Ambassador Hotel, em Nova York que, é tão mítica quanto a super-star, mas essa fotografia poderia nunca ter sido conhecida do grande público se não fosse a obstinação de um detetive que buscava pistas sobre a história de um certo fotógrafo, Ed Feingersh.

Essa e muitas outras histórias podem ser conferidas no livro “Uma loira em Manhattan”, de Adrien Gombeaud, lançado pela editora francesa Le Serpent à Plumes, que descreve uma parte esquecida desse encontro repleto de belas imagens entre o fotógrafo Ed Feingersh e a atriz Marilyn Monroe. O livro-documentário revela algumas passagens desse mito dos anos 50 e um fotógrafo conhecido por seu talento, mas não na mesma proporção que a artista.

“Das lentes de Ed Feingersh jorram imagens sensíveis de uma mulher cheia de energia mas que passava da melancolia à alegria e à tristeza em questão de segundos. Tal qual uma atriz que sabe muito bem esconder seus reais sentimentos”, relata o autor Adrien Gombeaud. “No entanto, alguns desses clichês mostram a verdadeira Marilyn, angustiada pelo peso do seu estrelato e uma mulher inteligente, com uma mente incrível, alguém que estava muito além do seu tempo”, atesta Gombeaud.

O ano é 1955 e Marilyn Monroe, cansada de ser tratada como ‘loira sem cérebro’, decide abandonar Hollywood e seu marido Arthur Miller para recriar sua imagem e se livrar em parte da pressão dos estúdios da Twentieth Century Fox. Sozinha e livre para se reinventar, ela frequenta a elite intelectual novaiorquina e os cursos do Actors Studio, além de ter como objetivo criar sua própria produtora de filmes, a Marilyn Monroe Productions. Nesse mesmo período a revista feminina Redbook engaja Ed Feingersh para acompanhar Marilyn Monroe durante uma semana.

Cinquenta anos depois da aparição dessas imagens, descobertas por acaso, algumas das perguntas que ficam é: o que aconteceu durante essa semana? Qual a relação que nasceu entre o fotógrafo e sua modelo? O que as fotografias não revelaram? Até que ponto Marilyn Monroe não se forjou um personagem dela mesma? Sem pré-julgamentos, Adrien Gombeaud tenta decifrar e responder de forma elegante a essas e outras questões a partir de uma pesquisa documental fundamentada nas histórias impressionantes em torno dessas fotografias, relatadas através de entrevistas com os amigos de Ed Feingersh e os editores da revista Redbook.

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