Author Archives: Marilane Borges

Eu amo a França e nutro desde sempre uma paixão por Paris, onde decidi viver por minha própria conta, talento e risco. Deu certo e continuo feliz com minhas escolhas. O Mademoiselle Borges é uma das janelas da minha alma de onde vislumbro beleza, talentos e pessoas interessantes. Deleite-se!

Original Madman

“Não existe limites, a não ser aqueles que você mesmo pode se impor” costuma afirmar Bert Stern, um dos fotógrafos mais provocadores de todos os tempos, fervorosamente solicitado por Hollywood e paparicado pelas agências da Madison Avenue. Nos anos 50, Stern torna-se um pioneiro no poder conceitual das fotografias de publicidade e um ás da cultura impressa, que ele domina como um mestre.

Para conhecer a história de vida desse grande fotógrafo, contada por ele mesmo e com vários testeminhos, o documentário Bert Stern: Original Madman é uma excelente pedida. Recentemente lançado e dirigido pela cineasta Shannah Laumeister que, como muitas das mulheres na vida de Bert, começou um caso de amor com o fotógrafo através das lentes de sua câmer. Em “Original Mad Men”, o próprio Stern fala de sua paixão pelas mulheres e sua vida desregrada nos bastidores do showbizz.

Em junho de 1962, Bert Stern oferece para a Vogue americana 2500 fotos de Marilyn Monroe. Batizadas de “The Last Sitting”, provavelmente sua obra mais conhecida, estas fotos foram tiradas durante um período de três dias no Bel Air Hotel, em Hollywood. Fotografada envolvida num véu,  disfarçando um pouco sua nudez, Marilyn aparece quase natural. “O que queria era ver Marilyn em seu estado puro”, confirma Bert. A revista Vogue considera o resultado muito provocativo e encomendou uma segunda sessão de fotos e, desta vez, Marilyn posou com vestidos de alta-costura. No dia do lançamento da revista, anunciaram a morte da atriz. Sendo assim, Bert Stern foi o último homem a ter fotografado Monroe…

Juntamente com grandes nomes como Irving Penn e Richard Avedon, Stern, agora com 83 anos, atingiu um nível de sucesso com suas fotos icônicas que o definem como uma celebridade. “Bert Stern: Original Madman” está em cartaz nos Estados Unidos e ao redor do mundo a partir de hoje, 05 de abril, em conjunto com uma exposição apresentada na Galeria Staley-Wise, em Manhattan.

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Correr é preciso

Neste final de semana acontece a 37ª edição da Maratona de Paris e para injetar uma overdose de coragem aos corredores, sugiro essa série “Running” do fotógrafo Tabitha Soren. “Meu trabalho é sobre como as pessoas podem sobreviver ou não. É sobre decadência, sobre como a vida pode ser imprudente e como você tem que continuar, apesar de tudo. Exploro o como e o quê as pessoas podem escolher para manter-se acima das circunstâncias,” afirma o fotográfo.

Percorrendo várias cidades, da Califórnia à Boston, durante mais de dois anos, Soren se dispôs a clicar momentos autênticos que transmitem uma sensação de pânico e perigo iminente, impulsionado por uma narrativa ambígua. Uma série exclusiva dessas imagens encontra-se em exibição na Kopeikin Gallery, em Los Angeles. Ao observar essas imagens clicadas como se estivessem fora de ângulo a vontade que se tem é de sair correndo…

A exposição “Running” fica em cartaz de 13 de abril a 18 de maio na Kopeikin Gallery – 2766 South La Cienega Blvd, Los Angeles, California.

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Imagens do deserto

“Darb al Arba’ïn”, em árabe, significa “A pista dos quarenta dias”, um percurso histórico do Sudão feito pelo fotógrafo-documentarista Claude Iverné ao longo de 1999 à 2002. Interessado em documentar os mistérios da região, Iverné se dedicou a aprender a língua árabe e conhecer os hábitos culturais do país para poder partilhar o dia-a-dia dos beduínos, registrando em imagens os hábitos e costumes dos sudaneses. Parte dessas fotografias estão em exposição até setembro na Maison de l’Afrique e revelam a dimensão humana de seu trabalho que se assimila às viagens dos grandes exploradores do passado. Com seu olhar investigativo, Iverné soube captar as sutilezas dessa terra remota que evoca num deserto existencial miragens sobre a representação da condição humana em confronto com a aridez da natureza que o cerca. Se o homem é suas circunstâncias, as imagens de Claude Iverné são um mapa que nos ajuda a demarcar um território.

Maison de l’Afrique: 90, rue Bonaparte, Paris 06

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Under My Tree

Concebida como um galho de árvore, a luminária “Under my tree” imaginada pelo designer Florian Brillet e editada pela marca francesa Ligne Roset é a prova de que uma peça de design pode ser funcional e simples. Toda em branco, em forma de sino, essa luminária tem um dispositivo elétrico que pode ser pendurado na parede ou ser usado como um acessório móvel. Composta com elementos impermeáveis e fios que chegam amedir 5 metros, outra ideia viável é usá-la para iluminar o jardim. Neste caso, um verdadeiro galho de árvore funcionaria muito bem como suporte dessa lanterna que pode se transformar numa flor iluminada.

www.florianbrillet.com

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Brasil brasileiro

Olhando-se de longe o Brasil sempre parece mais bonito, mais iluminado e vivaz, tal qual uma tela em preto e branco com nuances que poden ser coloridas, como nessa fotografia de Tina Machado, clicada no Rio de Janeiro. Essas e outras imagens de fotógrafos e artistas brasileiros estão sendo apresentadas na exposição “Magic Brésil”, no Hotel Lutetia, em Paris. O projeto teve curadoria da Artidot, sob a batuta de Cristina Cataldi Pedrosa e Francesca Pavesi Guez, que convidou  fotógrafos e artistas especializados na arte de encantar, como Tuca Reinés, Fernando Barata, Tina Machado, Ana Kesselring e Betina Samaia, para traduzir através de imagens e percepções um Brasil que faz sonhar enquanto enfeitiça os sentidos. De 04 a 29 de Abril no Hotel Lutetia: 45, Boulevard Raspail, Paris 06.

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Pulgas do design

Duas vezes por ano, Les Puces du Design reúne admiradores, aficionados e seguidores da moda e do mobiliário com estilo para comemorar mais uma edição no cenário do design vintage. Nesta primavera o evento acolhe uma centena de galerias especializadas no século 20 com propostas que refletem as tendências e características dos países de origem, dando ao Puces du Design  uma dimensão verdadeiramente internacional. Essas coleções serão apresentadas entre os dias  23 e 26 de maio, na Place des Vins de France, Paris 12. Uma oportunidade imperdível para comprar peças únicas que nunca envelhecem.

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Bela ilusão

Ela é uma das maiores artistas modernas e uma das representantes da nova geração de fotógrafos. A russa Katerina Belkina é uma estrela em ascenção no mundo da imagem com suas criações estéticas perfeitas e sua visão particular da arte. Para compor suas telas digitais, mulheres estontenates destilam toda sua sensualidade num olhar que exerce um fascínio fatal. Assim são suas imagens: fortes, atraentes e lascivas mas com um quê de crítica social embutido na bela embalagem.

Essas fotografias estão sendo apresentadas para o público durante a Art Paris Art Fair, onde Belkina expõe suas beldades numa metrópole futurista recriada mas que parece vazia e esse é de fato o nome dessa série “Empty Spaces”. Um lugar artificial, totalmente criado à imagem e semelhança de uma metrópole onde o ser humano se sente cada vez mais solitário e abandonado. Atenção: qualqueer semelhança com a realidade não é pura ilusão de ótica! Essa visão da fotógrafa instiga nossos olhos a ver além do óbvio e a perceber uma nova sociedade puramente materialista em expansão. Uma sociedade que se transforma em permanência e deforma nossos valores sem que percebamos. 

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In the Bowie

David Bowie estimulou a criatividade e a experimentação. De repente, sua estranheza lhe caía bem, aliás, ele instituiu o fato de ser e querer ser diferente como uma normalidade… Esse eterno camaleão está sendo homenageado no Victoria and Albert Museum, em Londres, até agosto, com uma mega-exposição que revela as mil e uma maneiras de ser e de se vestir à la David Bowie.

Será que ele vai defender sua reputação de enigmático ou colocar suas diferentes personas de lado? Será que vamos finalmente começar a ver o verdadeiro David Bowie desta vez? Esse ano de 2013 parece ser o da ressureição de Bowie, por isso, vamos apreciar essa oportunidade para conhecer a vida de um homem que quebrou todas as regras e redefiniu para sempre o conceito do rock and roll.A engenhosidade de David Bowie consiste na capacidade de se reinventar, foi isso que o transformou num ícone. Verdadeiro rock star, no sentido lato do termo, Bowie desafiou continuamente todas as convenções e derrubou as fronteiras entre moda e música.

Quando o uniforme rock’n’roll dos anos setenta consistia principalmente em vestir-se com calças jeans ou de couro, Bowie preferiu optar por uma peçade cetim de corpo inteiro para ilustrar a capa de seu álbum de estréia. Em 1971, ele passou alguns meses em Nova York, que na época tinha sido relegada por Londres, em termos de liberdade artística. Lá, ele se inspirou no Velvet Underground, nos pioneiros subestimados do glam rock e também passou um tempo com Andy Warhol e sua comitiva excêntrica na indulgente Factory.

A aparência andrógina de Bowie desafiou as normas tradicionais de gênero dos anos 70. A chegada de Bowie estimulou a criatividade e a experimentação com sua presença delicada e elegante, que quebrou o estereótipo do macho alfa do rock, transformando em desejável o fato de ser diferente. Por tudo isso, Bowie é a estrela que ele realmente merece ser.

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Mulher design

Eileen Gray é basicamente quase um século de criação. Tão conhecida quanto Le Corbusier ou Mies Van Der Rohe, ela tem um lugar de honra no Panteão do design e figura entre os arquitetos e designers que marcaram profundamente a modernidade do século 20. Para homenager essa guerreira o Centro Pompidou organizou uma retrospectiva em torno da artista e nos oferecer uma amostra do seu espírito vitoriano doméstico, que ela criou e definiu como seu leitmotif pessoal, através de imagens, peças de mobiliário e muitos documentos inéditos.

Defendendo um retorno à emoção, Eileen Gray combinou modos de expressão com campos artísticos e técnicas de desenho. Confrontada num ambiente ainda dominado por homens, a figura dessa artista feminista nos oferece uma baforada de vanguardismo. Ela nunca se envolveu com a produção industrial, o que dá às suas obras um caráter único. Seu trabalho combina o virtuosismo técnico e a força poética, revelando uma nova concepção do espaço em relação ao mobiliário e ao objeto. Algo bem apropriado a sua maneira de ser e ao seu otimismo em relação à criação: “O futuro projeta uma luz, enquanto o passado são apenas nuvens”…  Até 20 de maio de 2013 no Centro Pompidou, em Paris.

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Arte floral

Reputado como designer floral, Christian Tortu tem uma sensibilidade única para criar universos floridos e perfumados. Suas delicadas coleções de vasos de vidro, acrílico, cera e madeira, também podem ser apreciadas juntamente com uma variedade de velas decorativas com aromas naturais. Essa linha especial foi desenvolvida pela empresa Made in Paris que imaginou uma embalagem simples e sofisticada para abrigar as essências aromáticas imaginas por Tortu e desenvolvidas em parcerias com perfumistas de renome.

 

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