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As mulheres adoram e os homens sucumbem diante dos fenomenais stilletos desenhados por Christian Louboutin, um dos inventores do salto alto. O que Dita Von Teese, o rapper Swiss Beatz, as dançarinas do Crazy Horse, famoso cabaré musical parisiense, e os cineastas Brian de Palma e David Lynch tem em comum? Todas essas personalidades públicas idolatram as criações de Christian Louboutin. Na verdade, esse típico parisiense de 48 anos é uma unanimidade no mundo inteiro entre as mulheres que apreciam e não podem viver sem um salto alto. Mas sua genialidade também encanta os homens que se deixam seduzir pelos saltos vertiginosos que esculpem as pernas femininas. Parte desse universo “Louboutiniano” está sendo mostrado na retrospectiva “Christian Louboutin” no Design Museum, em Londres, até julho. Uma passarela na cor vermelha, medindo 17 metros, foi montada para acolher seus modelos, que são apresentados em suportes de acrílico. Ao longo desse red carpet, peças repletas de brilhos, lantejoulas e penas francesas refletem o fascínio do designer pelo show businessconfirmando toda a inventividade de seus delírios criativos. Um holograma em “stiletto” aparece na forma de uma silhueta feminina, que remete imeditamente à imagem sensual de Dita Von Teese, uma de suas musas favoritas. Para entender o fascínio que Christian Louboutin tem pelas mulheres, ele se explica assim: “fui educado em um mundo muito feminino e aprendi a criar sapatos com base no respeito e na admiração que sempre tive por elas.” Ou seja, puro glamour!

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A celebração do aniversário de 150 anos da Manufatura de Porcelana Bernardaud tem dado sopa, literalmente.  A marca francesa de serviço de mesa convidou mais de uma dúzia de artistas globais, como Jeff Koons, David Lynch, David Salle e Sophie Calle para criar novas variações sobre suas coleções de pratos, resultando em uma série de projetos originais e ecléticos. Os artistas receberam carta branca e desenharam entre 6 a 12 pratos de jantar. Essas peças estarão disponível para compra como qualquer outro serviço de jantar Bernardaud. Apenas o serviço de jantar desenhado pelo Jeff Koons é uma edição limitada.

O Instituto Moreira Salles, detentor das coleções de imagens de um dos grandes fotógrafos franceses, Marc Ferrez (1843-1923), nos presenteia nesse início de primavera com a bela exposição “Autrefois, Rio. Photographies de Marc Ferrez”, que está sendo apresentada durante o Festival do Cinema Brasileiro de Paris. Ferrez, tinha uma vocação deviajante, antesmesmo do termo globettorter existir. Graças a ele e suas lentes fotográficas temos a possibilidade de apreciar belas imagens do Rio de Janeiro do início do século 19. Graças a essa exposição parisiense é possível viajar numa época em que a beleza da Cidade Maravilhosa já encantava os estrangeiros com sua fauna e flora generosa e enigmática. Essa mostra especial “Autrefois, Rio. Photographies de Marc Ferrez”, com imagens nostálgicas em sépia está sendo apresentada no Cloître des Billetes: 24, rue des Archives, Paris 04. De segunda à sábado, das 11h às 19h, domingo das 13h às 19h, até 01 de maio.

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Dorothy Polley, que fundou a Dorothy’s gallery e o American Center for the Arts, em Paris, organizou em 2008 a exposição « Obama in Paris » e agora volta a carga com sua mostra « Obama’s America » que fica em cartaz até 10 de novembro. O objetivo, claro, é  apoiar a reeleição do Presidente dos Estados Unidos. Os artistas, mais do que nunca estão engajados nessa conquista da América e se apossaram da imagem carismática de Obama para passar uma mensagem de apoio e engajamento junto ao partido Democrata.  Quem sabe através da arte ainda reste uma esperança. No entanto, mais que uma simples exposição, « Obama’s America » é cultural em prol da imagem dos Estados Unidos. Dorothy’s gallery organizaou um festival composto por uma série de eventos com palestras e conferências, que vai durar dois meses. O tempo de martelar, através de debates e discussões político-culturais, a importância de reeleger esse homem que fez  história. Dorothy’s gallery e American Center of the Arts - 27, rue Keller – Paris 11

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Amo a França e nutro desde sempre uma paixão incontrolável por Paris, onde decidi viver por minha própria conta, talento e risco há alguns anos. O Mademoiselle Borges é o resultado desse sonho, de que minhas escolhas estavam certas e ele reflete, de alguma maneira, as janelas da minha alma de onde observo o movimento de pessoas interessantes que empreendem o próprio cotidiano com beleza e talento. Como tenho a sorte de morar numa cidade que me oferece muitas oportunidades para vivenciar o belo diariamente, o Mademoiselle Borges vai respirar esses ares, tendo por princípio ser totalmente dedicado à arte de viver e de disseminar coisas belas que inspiram novas aventuras olfativas, visuais, sensoriais. Para compor a dose de energia que necessito para empreender mais esta atividade, existe você, que encontrou o Mademoiselle Borges durante suas pesquisas na internet. É com você que gostaria de estreitar relacionamento, dividindo algumas das minhas mais interessantes descobertas artístico-fashion-cultural pela Europa. Espero que estejamos juntos em cada viagem que faço e que possamos construir essa relação juntos. Se você quiser falar comigo para fazer sugestões, elogios ou críticas, envie uma mensagem para bonjour@mademoiselleborges.com. Muito obrigada pela sua visita e volte sempre. Boa leitura e até breve, Mademoiselle Borges

Para festejar Carlo Riva, o homem que reinventou a arte de navegar com elegância, o Yacht Club de Monte Carlo acolheu com pompas e circunstâncias o Riva Trophy 2012, que contou com a participação de toda a família do estaleiro italiano para celebrar um triplo aniversário: os 170 anos do estaleiro Riva, o 50º aniversário da Aquarama e os 90 anos de Carlo Riva. O Yacht Club de Mônaco organizou à rigor uma variedade de atividades que tornaram esses dias inesquecíveis. Até mesmo o Príncipe de Mônaco veio honrar Carlo Riva e abraçá-lo pessoalmente. A lenda dos barcos Riva nasceu da vontade de um homem com uma energia incomum: Pietro Riva, que transformou o pequeno estaleiro da família, em Sarnico, num verdadeiro mito com sua gama de barcos esculpidos em mogno envernizado. Linhas elegantes, coque em madeira acaju e motor potente, os barcos Riva são uma das representações da seletiva família do luxo italiano que se tornaram objeto do desejo. Uma das últimas três mil cópias em madeira avermelhada e reluzente deixou há quarenta anos os estaleiros de Sarnico. Todos os outros, mais de quatro mil exemplares, distribuídos pelo mundo, ainda estão em circulação e recebem manutenção aonde quer que estejam ancorados. A emoção do seu criador ao falar dos iates Riva, durante as festas comemorativas, confirma a importância desse produto único, desenvolvido com paixão ao longo de anos de intenso trabalho e dedicação exclusivas. “Dinheiro sempre foi secundário, a minha prioridade era conseguir realizar belas coisas”, confessa Carlo Riva. O protótipo do bimotor Aquarama foi lançado durante o verão de 1962. Sua irresistível ascensão, como símbolo do luxo italiano em sua forma mais pura, sempre foi um dos pontos altos desse ambicioso projeto de Carlo Riva. Raramente um objeto desenvolvido pela engenharia mecânica conseguiria se associar à imagem do jet-set internacional, todavia, Aquarama conseguiu esse feito e seduziu várias estrelas de cinema além da monarquia. Depois que Ingrid Bergman, Brigitte Bardot e, mais recentemente, George Clooney, além dos membros da família real, descobriram o prazer de velejar com elegância, a imagem e a reputação do Aquarama ficaram irremediavelmente ligadas ao glamour.    

Neste final de semana, de 09 a 11 de novembro, quem for ao Centro Pompidou, em Paris, poderá assistir (se sobrar lugares) à filmes, curtas e longa-metragens do primeiro festival internacional de cinema de moda apresentado por A Shaded View on Fashion Film - ASVOFF.  Fundada há cinco anos pela famosa fotógrafa e crítica de moda, Diane Pernet, este evento tornou-se um must see pela qualidade de sua seleção de curta-metragens. Corra para ver e ser visto!

O grande evento da relojoaria, a Baselworld, que abre suas portas de 25 de abril a 2 de maio, is the place to be para descobrir os mais novos e inovadores relógios e haute joaillerie das maiores grifes. Essa feira luxuosa e seletiva tem um atributo a mais: seus pavilhões construídos por arquitetos de renome e designers premiados como Herzog & de Meuron, Peter Marino e o mais recente Pritzker Prize de Arquitetura, Toyo Ito. Marcas como Chanel, Burberry, Hermès, entre outras, fazem apelo a esses mestres do design para incrementar suas vitrines e usar seu talento para projetar seus espaços, segundo seus próprios valores fundamentais. O resultado são pavilhões efêmeros que impressionam pela beleza e sofisticação em espaços revestidos de materiais nobres e naturais. 

Quem disse que Paris é cinzenta precisa comprar o livro “Paris in Color” da fotógrafa Nichole Robertson que soube combinar arte fotográfica com seu olhar de flaneur em páginas de encantadora beleza. Tantos detalhes e cores que muitas vezes passam desapercebidos em frente aos nossos olhos forma registrados por essa fotógrafa sensível e de grande talento para encontrar uma beleza colorida em todos os recantos dessa cidade maravilhosa. Folheando o livro dá até para escolher qual a cor mais destinada para cada dia da semana…

Com apenas 28 anos, a holandesa Iris Van Herpen é o novo suspiro da moda e tem sido adulada por todos os públicos, dos estilistas contemporâneos aos críticos de arte e editores de revistas. Delirante, inovadora e criativa, as roupas desenhadas por Iris Van Herpen são simplesmente incríveis, em todos os sentidos. Mesmo que o trabalho cenográfico seja intenso, a mensagem a ser captada é a de que a moda pode ser descomplicada ou puramente espetacular. Tanto que seu trabalho foi escolhido especialmente para fazer parte de uma exposição individual no Museu Groninger, na Holanda. “Capriole” e “Micro” apresentadas na última semana de moda de janeiro deste ano estão presentes para encantar as fashionistas de plantão.  Até setembro.

A história das galerias Lafayette se confunde com o hábito de compra dos franceses. Em nenhum outro lugar do mundo existe algo assim. Nem mesmo nos Estados Unidos com saus fantásticas lojas de departamentos. O verdadeiro lifestyle das francesas se encontra aqui. Para contar a história desse símbolo parisiense a Galeries des Galeries, espaço artístico da Lafayette, apresenta a exposição “1912-2012 : Crônicas de um percurso criativo”, elencando em oredem cronológica os eventos mais importantes que aconteceram neste século, através de imagens de revistas, recortes de jornais e acontecimentos históricos que marcaram época. A cenografia é inusitada e bem didática. Vale a pena conferir em detalhes o percurso do que está sendo exibido ao público até 26 de janeiro de 2013.

Para quem conhece a biografia do enfant terrible do design britânico, a referência para os Sex Pistols não é nem acidental nem apócrifo, como pudemos analisar a irresistível ascensão de Tom Dixon, através do prisma do movimento fundamental que sacudiu 80 da Inglaterra. Retrouvez l’article complet dans le magazine Artravel 45. www.tomdixon.net

Petit fils d’une grand’mère costumière à Hollywood, fils de starlette, Kenneth Anger a grandi dans les studios où il fut enfant acteur. Il a toujours collectionné, dans des albums, les coupures de presse révélant la face noire de l’industrie du rêve et du divertissement : débauches, chantages, manipulations, addictions, meurtres… Hollywood la “Babylone” est peuplée d’une multitude de silhouettes et de légendes démentes : gangsters, femmes fatales, esclaves sexuels, amants tragiques… Mais, pour Kenneth Anger, cette ville n’existe plus. Après un retentissant procès intenté contre la revue Confidential en 1957 (Le procès des 100 stars), la pression de la presse à scandales retomba. Et la vie des stars changea. Un peu… Résumé Livre d’une très grande originalité de propos et de facture, “Hollywood Babylone” présente toutes les caractéristiques de ce qu’il est aujourd’hui convenu d’appeler un “Livre culte”. On pourrait même dire qu’il constitue un prototype du genre. “Hollywood Babylone” invente, dès les années 1950, ce qui deviendra au cours des décennies suivantes l’approche “People”, voire “Trash”, de la célébrité et du show business…

Flanando por Paris preste atenção nas pixações de alguns muros e fachadas de restaurantes com uma morena estonteante e feminista bradando frases de efeito do gênero “O que não me foi dado, eu tomei” ; “O que cansa os nossos olhos nos deixa cego” e “Eu amo os homens com admiração” foi assim que “Parisienne”, tornou-se uma célebre frequentadora de muros com seus grafites assinados Miss.Tic. A artista, depois de anos sendo pega em flagrante delito por pixação desautorizada, viu o prenúncio do sucesso quando agnès b., famosa galerista-fashionista francesa, observou seu trabalho e abriu as portas de sua badalada galeria para uma exposição iniciática, foi o primeiro passo para Miss.Tic se tornar mais do que famosa. Atualmente, para não correr o risco de pagar multas exorbitantes, a artista pede autorização para os proprietários dos estabelecimentos antes de pixar suas paredes. Essa atitude fez com que ela fosse convidada para pixar com todo o seu talento os muros “autorizados” de alguns bairros da cidade em seu percurso artístico-discursivo colorindo as ruas parisienses.  

A Maison Martin Margiela abriu recentemente sua nova butique, instalada na place du Marché Saint Honoré no 1º arrondissement, em Paris. A linha de roupas contemporâneas, assinada pelos criadores, que mantém a todo custo sua identidade secreta, tinha sido apresentada num desfile durante a semana de moda de Nova York, onde encontra-se a primeira loja MM6, situada na Bleecker Street no West Village. A butique parisiense segue a linha da Maison Martin Margiela e é minimalista em tudo. Inclusive, nas seleção de roupas oferecidas que conta com opções mais adaptadas ao cotidiano, apesar dos conhecidos cortes insólitos, volumes oversized, materiais futuristas ou reciclados, da monocromia dos tecidos e, evidentemente, das roupas sem logomarca… Ou seja, o universo impecavelmente perfeito de Martin Margiela, que não tem imitadores à altura. A butique, que é coberta de azulejos brancos, parece uma instalação moderna em cerâmica e madeira. As próximas capitais da moda a acolher uma butique são Londres e Milão.

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Não conhecia o trabalho da artista brasileira Néle Azevedo até ler sobre ela na imprensa internacional. Fiquei especialmente impressionada com a instalação “Ice men” montada em Belfast, na Irlanda do Norte. Enviei uma mensagem e ela gentilmente me respondeu e enviou essas imagens que gostaria de partilhar com vocês. Néle é uma artista que se tornou mundialente conhecida graças as suas intervenções no espaço urbano com o projeto “Monumento Mínimo”. A proposta dessa pesquisadora paulista é alertar sobre os perigos do aquecimento global e a apropiação dos espaços públicos como suporte para intervenções artísticas e de protesto.  Monumento Mínimo já foi apresentado em várias metrópoles como Brasília, Salvador, Curitiba, São Paulo, Havana-Cuba, Tóquio e Kyoto- Japão, Paris-França, Braunschweig-Alemanha, Porto–Portugal, Florença-Itália, Berlin-Alemanha, Stavanger-Noruega, Amsterdam-Holanda, Santigo do Chile-Chile e Belfast-Irlanda do Norte. Fotos gentilmente cedidas pela artista

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Couro de crocodilo transforma-se em smoking para ser a grande vedete da retrospectiva em torno de Azzedine Alaïa. De frente, um simples smoking em formato queue-de-pie esconde nas costas a extraordinária pele de um crocodilo e toda a genialidade do estilista tunisiano Azzedine Alaïa, 71 anos. “A ideia surgiu durante uma das minhas visitas aos arredores de Paris, onde costumo escolher peles raras”, conta o estilista. “Quando avistei essa peça em couro, que reproduz quase em sua totalidade o formato do animal, pensei em criar esse smoking.” A invenção insólita fica em exposição até maio no Museu Groninger, na Holanda. Além dessa inspiração original, longos e insinuantes vestidos, que sugerem formas perfeitas e curvilíneas à la Belle Époque, estão expostos para apreciação dos visitantes. Casacos, mantôs, fourrures e peles de cordeiro da Mongólia, desenhados propositalmente para envolver com volúpia o corpo feminino, marcando a cintura e delineando os seios, estão dispostos por família de tecidos, onde as roupas parecem se comunicar entre si. O museu estabeleceu para cada sala uma cenografia diferente que obedece aos critérios das matérias-primas utilizadas: couros exóticos, musseline de seda, malha ou veludo. Conhecido pela sua ousadia criativa que transforma as mulheres em estátuas de perfeição com costuras que transcendem as linhas clássicas, Alaïa é um verdadeiro criador de roupas no sentido estrito do termo. Diferentemente dos designers que fazem burburinho na moda, ele mantém-se discreto e pouco afeito ao showbizz. Isso não impede que personalidades glamourosas, como Naomi Campbell ou Mathilde de Rothschild, desfilem suas criações sensuais em festas badaladas. No século passado Greta Garbo assumiu com desenvoltura e elegância um tailleur cor-de-rosa e neste século 21 Sofia Copolla e Michelle Obama não resistiram ao fascínio do traço desse costureiro apaixonado pelo seu ofício. A cineasta escolheu um vestido discreto para seu casamento no ano passado e a Primeira Dama dos Estados Unidos encarnou um tricotado teatral ao estilo Alaïa. Alçado ao Olimpo dos grandes estilistas, como Christian Dior, Madeleine Vionnet, Cristobal Balenciaga e Madame Grès, Azzedine Alaïa é um dos últimos costureiros em atividade capaz de transformar um vestido drapeado numa obra de arte. Para transmitir seu savoir-faire o estilista pretende criar uma fundação onde os estudantes de moda possam aperfeiçoar seu talento. Além de abrigar sua coleção pessoal de roupas de alta-costura e fotografias, uma das paixões do estilista, o objetivo da instituição é ensinar aos jovens designers a arte de costurar.

Num mundo onde tudo parece igual, dá um alívio saber que os seres humanos são todos diferentes … Esssa é a percepção que nos atinge ao visitar a exposição Razza Umana, de Oliviero Toscani. O fotógrafo, que é conhecido pelas suas imagens controversas para as campanhas publicitárias da Benetton, resolveu reunir seus retratos para compor uma espécie de patchwork da fisionomia dos seres humanos.O resultado é interessante. O que se observa através de todos esses rostos, é que independentemente da raça, credo ou nação os seres humanos tem uma essência singular, algo indefinível, mas que toca profundamente a alma.  www.razzaumana.it

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Para quem é fã do artista ou simplesmente curioso em conhecer um período da história norte-americana que, de certa forma, mudou o mundo com o movimento pela paz, os hippies, Woodstock, ativismo juvenil, a exposição “Bob Dylan, a explosão do rock 61-64”, em cartaz na Cité de la Musique, em Paris, é imperdível. O momento chave é a homenagem em torno de suas canções de protesto, sobretudo, a inesquecível “Like A Rolling Stone”, comumente citada como a maior canção de rock de todos os tempos. Até 20 de julho. A cenografia dessa mostra em torno de um dos mitos do rock’n’roll inclui uma galeria com imagens de sessenta fotógrafos, como Daniel Kramer, que seguiram Dylan em turnê em 1964-65. São fotos que mostram os primeiros dias de Dylan, sua juventude numa família judia de classe média na década de 40, suas primeiras influências musicais, Elvis Presley, Little Richard, Buddy Holly, Bo Diddley…

Jean Prouvé foi um arquiteto de múltiplos talentos, que participou ativamente da Escola de Nancy, na França, e se embriagou no clima da Art Nouveau para criar peças emblemáticas, tanto no mobiliário, quanto na moda, vide vestido de 1900 com apliques e decalques cheios de rebuscamentos artísticos.  A Escola de Nancy homenageia o artista com uma retrospectiva batizada de “Jean Prouvé à Nancy” que ficará em cartaz até outubro. Imperdível. www.ecole-de-nancy-.com

Lucien Olivo e Franck Altruie tiveram uma ideia fantástica e decidiram abrir uma boutique de sabores, especialmente vindos dos parques nacionais franceses, tão logo a primavera chegou em Paris. Esse local intimista surpreende nossas papilas gustativas com produtos vindos dos mais de 1447 parques nacionais franceses e de artesãos que produzem em pequena escala. A ambição dos proprietários é representar os 1447 parques nacionais e regionais da França e abrir mais uma loja ainda neste ano. Uma proposta ambiciosa que pode ser compreendida a partir do momento em que se entra na loja e se degusta os produtos de cada região, cada uma com sua especifidade única, como as sementes e flores cristalizadas, a deliciosa confeitaria 100% francesa, o pão de passas e figos com castanhas. Os chocolates, tem uma outra particularidade. Fred, um chocolatier francês, trabalha diretamente a partir do grão de cacau em escala pequena e diz que não cozinha seus produtos exatamente para manter o sabor de cru. Isso é percebido ao degustar o chocolate da fruta framboesa intacta, combinada com pólen no mel. Para fazer o chocolate, Fred contou com a ajuda de “vovôs aposentados” e de quatro máquinas que permitem oferecer uma seleção de chocolates, principalmente orgânicos. Aos finais de semana é possível degustar saladas ou um brunch com produtos especiais, com azeites de perfumes diversos, linguiças exóticas, pães de frutas e outras guloseimas gastronômicas. Como o local é pequeno e não é um restaurante, o aconselhável é fazer uma reserva por telefone: +33 (0)1 47 70 64 69. De segunda à sexta-feira, os horários de atendimentos são das 11h00 às 20h30 e nosábdao abreuma hora mais cedo, às 10h00. No domingo, o brunch é servido das 9h às 14h. Boutique des Saveurs: 61, rue du Faubourg St Denis, Paris 10.

Eventos relacionados ao cinema neste semestre pedem uma obra elegante à altura do tapete vermelho. É isso o que encontramos distribuído em 250 fotografias clicadas num momento so celebrity no livro “Stars en Dior, da tela à cidade”, de Jérome Hanover, lançado pela editora Rizzoli, Nova Iorque. Nele encontramos imagens, documentos e arquivos, muitos deles inéditos, que demonstram a ligação entre Christian Dior, sua maison de haute couture e o mundo da sétima arte. Tanto estrelas, quanto diretores de cinema, como Charlie Chaplin, Joseph Losey, Jean-Pierre Melville, Marcel Carné, Jean-Paul Rappeneau ou Pedro Almodóvar solicitaram à maison Dior a criação de alguns figurinos. Quanto às estrelas Marilyn Monroe, Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Penélope Cruz ou ainda os ícones da maison Natalie Portman, Charlize Theron, todas, evidentemente, vestidas à la Dior demonstram que o poder da imagem é algo intangível.

Yves Saint Laurent marcou como nenhum outro costureiro a moda do nosso século, ele é o Embaixador do famoso “French Touch”, um misto de elegância e simplicidade. Esse é o mote da Yves Saint Laurent Retrospective em cartaz no Denver Art Museum, nos Estados Unidos. As peças distribuídas ao longo das salas remetem à riqueza da sua criação, onde o detalhe da perfeição é percebido milimetricamente e não há erros, nem deslizes em seu trabalho. Suas roupas são vanguardistas e atemporais. Nessa retrospectiva é possível perceber a mistura masculino-feminino, assinatura inconteste de YSL, algo que não existia antes dele. Graças ao seu incrível talento  as mulheres puderam se emancipar de espartilhos e outros enlaces que torturavam seus corpos. Esta inovação foi colocada em evidência em uma bela vitrine especialmente criada para as peças de Yves Saint Laurent, verdadeira insígnia da moda seguido e admirado por muitos até os dias atuais.

Le Comptoir de l’Image é uma antiga livraria parisiense com uma coleção de livros e revistas vintage capaz de deixar qualquer leitor apaixonado em apenas alguns segundos. Fica extremamente difícil manter o controle tendo à disposição tantas opções de cultura num ambiente tão propício à leitura. Esse tesouro, especialmente reservado para alimentar o espírito, encontra-se escondido no número 44, rue de Sévigné, no bairro do Marais. Impossível sair de lá sem ter cedido a uma nova compulsão…  

Desde a sua primeira coleção, lançada nos anos 1970, Jean-Paul Gualtier sempre impressionou pela sua inventividade, sua energia e sua capacidade de brincar com a moda. Foi assim que ele se inspirou da moda navy e transformou o tricô de listras azuis no leitmotiv de suas coleções, tanto masculinas, como femininas. “Essa peça evoca os anos 50 e, no mais, o que me interessa nessa camisa é o seu lado gráfico, tanto para ser usado no prêt-à-porter como na alta-costura”, confessa o costureiro. “Na verdade, eu trabalhei essa peça em todos os materiais imagináveis: penas, rendas, cristais Swarovski, lantejoulas, enfim, de todas as formas possíveis e impossíveis”, afirma Gualtier. Para confirir esta e outras peças-chaves da carreira desse estilista singular, a Fundação MAPFRE, em Madri, apresenta “O planeta moda de Jean Paul Gaultier: da rua às estrelas”, primeira exposição européia do artista que comemora 35 anos de carreira neste ano. Através de uma seleção de peças  de alta-costura, vídeos de desfiles de moda, entrevistas, fotografias e várias outras criações, os visitantes podem facilmente compreender a influência das propostas de Gaultier e sua colaboração com artistas como Warhol, Cindy Sherman e Mario Testino. Dos espartilhos usados por Madonna na turnê Blond Ambition, ao estilo marinheiro lendário, reproduzido através de smokings e trench coats, silhuetas fantásticas que serviram de inspirações para o designer, tudo está lá muito bem catalogado em vários estilos que caracterizam a obra desse estilista genial. Verdadeiro show de exposição em cartaz até 06 de janeiro de 2013.

Marc Jacobs é capaz de ofuscar até a Rainha da Inglaterra! Pelo menos em Paris ele já conseguiu. Através da exposição “Louis Vuitton-Marc Jacobs”, apresentada no museu Les Arts Décoratifs, em Paris, até 16 de setembro, que promete contar a história desses dois homens que marcaram a história da moda, cada um em seu tempo. Para entrar nessa epopéia do luxo mediatizado assinado LV o museu apresenta no primeiro andar da exposição, através de uma cenografia de loja chique, a história do homem Louis Vuitton que deixou suas iniciais como herança. Tudo isso apresentado em 3D. No segundo andar, num ambiente ultra-colorido e vitaminado com vídeos e vitrines luxuosas, é possível encontrar a insígnia do diretor artístico da maison Louis Vuitton, Marc Jacobs, que popularizou a marca com seu gênio criativo. Para quem ainda não se convenceu por que a Louis Vuitton é uma das marcas preferidas e aclamadas no mundo inteiro, basta dar uma volta pelos Champs-Elysées e observar, em frente à loja global da marca, a quantidade de pessoas que entram e saem carregadas de sacolas com o monograma…

Até 24 de setembro “7 Parcours Capitaux” vai fazer a alegria de amadores e colecionadores de artes, cultura, moda, música, gastronomia e design. Imaginado pelo crème de la crème dos artistas franceses, a seleção de objetos priorizou o que há de mais instigante nos 400 antiquários que compõem o mercado de pulgas Paul Bert et Serpette. Um dos grandes eventos será a inauguração (em outubro) do novo restaurante “Ma Cocotte” imaginado pelo designer Philippe Starck, que fica às portas desse mercado. Uma desculpa ideal para se esbaldar nas compras depois de saborear uma deliciosa refeição da cozinha tradicional francesa.   O “7+1 Parcours” foi imaginado por designers, estilistas, chefs de cuisine e artistas para colocar em evidência um dos maiores antiquários do mundo, o Paul Bert et Serpette, situado nos arredores de Paris, em Saint-Ouen. Jean-Jacques Aillagon, Vanessa Bruno, Stéphane Chapelle, Pierre Gagnaire, Bruno Racine, Roxanne Rodríguez, Yuksek e Philippe Starck destilaram suas dicas para compor a cenografia do evento, assinada por Roxane Rodriguez e Vanessa Bruno. Paul Bert et Serpette: 06-10, rue des Rosiers, Saint-Ouen.

Para festejar os 50 anos de criação do grupo Rolling Stones, criado em 1962, La galerie de L’Instant, em Paris, selecionou uma série de imagens clicadas pelos maiores fotógrafos como Jerry Schatzberg, Mark Seliger, John Stoddart, Philip Townsend, Albert Watson e Peter Lindbergh, para compor a exposição Stoned and Respectable. Imagens intensas e engraçadas capturadas até os dias atuais, bem ao estilo do humor inglês, como uma das fotos de Keith Richards, clicada pelo famoso Ethan Russell durante a turnê América, em 1972, nos Estados Unidos, no aeroporto, ao lado do anúncio Patience please, a drug free America comes first. Essa foto de Keith, provavelmente tirada com ele sob efeito de substâncias ilícitas, é um dos seus retratos favoritos. Imagens como esta compõem essa coletânea que mostra as cinco décadas excepcionais desse que é considerado um dos maiores grupos de rock da história musical. Até setembro.

Era noite quando o desfile começou num liceu no bairro de Saint-Germain-des-Prés. Correria para encontrar o lugar antes que as luzes sejam apagadas. A música começa a ecoar e o vendaval de tecidos envolventes, sedas, musselinas e rendas circulam suave e calmamente pela longa passarela. As modelos macérrimas comme il faut parecem angelicais envolvidas até os pés em longos amarelos, brancos e pérolas. Esse é o desfile Haute-Couture Primavera-Verão 2013 de Basil Soda. O estilista libanês colocou em evidência microscópicos cristais cinzentos, adornos e pequenas pérolas douradas para decorar os vestidos. Estas delicadas camadas revelam uma construção molecular complicada na rica tradição da Alta-Costura. O trabalho é de uma riqueza ímpar e demanda muita habilidade. Um tecido de seda sem adornos funciona como uma camada exterior que é cuidadosamente costurada revelando a parte interior dos vestidos. No final o  resultado é como se fosse o brodado tivesse sido feito sobre a própria pele.

Mies Van der Rohe « Less is more… »

Oscar Niemeyer definititivamente não passou sua vida em brancas nuvens. A criação prolífera desse Embaixador da Arquitetura Brasileira, que se transformou em sinônimo de Brasília durante sua longa vida, é tema da homenagem que a revista Wallpaper* do mês de fevereiro e a galeria Espasso, em Nova York, organizaram para eternizá-lo. Essa grande celebração coloca em evidência as criações de Niemeyer através de uma exposição que fica em cartaz até 25 de Março. A noite festiva contou com várias personalidades do grand monde mas o que chamou a atenção dos fotógrafos de plantão foram os móveis dos anos 50 esculpidos pelo arquiteto. Olhando essas obras-primas é possível concluir o quanto as ondas do mar inspiraram Niemeyer que sabia como ninguém decifrá-las e transformá-las em refúgio de beleza e aconchego. Algo tão peculiar á cultura brasileira e por isso que Carlos Junqueira, Todd Eberle e Tony Chambers escolheram Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares como garoto-propaganda do Brasil!

O Jubileu de Diamante de Sua majestade Elisabeth II tem marcado o início das festividades que embalam Londres neste verão europeu, incluindo os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e o London Film Festival 2012. A capital da Inglaterra foi invadida pela imagem de uma das mulheres mais fotografadas de todos os tempos, depois dela, só Marilyn Monroe foi tão assediada por fotógrafos. Imagens de rara beleza e grande emoção estão sendo expostas na maior parte dos museus londrinos, mas coube ao National Portrait Galleryo papel de assumir a maioria das fotos mais emblemáticas desses anos de reinado mediatizado. Cerca de 60 dos melhores retratos da rainha Elizabeth II, feitos por grandes fotógrafos, entre os quais,Chris Levine, Cecil Beaton, Andy Warhol, Annie Leibovitz, Freud Lucian ou até mesmo Dorothy Wilding estão à disposição do grande público.

Tanta coisa acontece em um ano! Tantas emoções e aventuras se apresentam de formas diferentes e surpreendentes. Tantos projetos arquitetados prontos para serem realizados num breve espaço de tempo! Tantas coisas para se esquecer e outras para se lembrar em um ciclo de 12 meses. De tudo isso, o que vale ser retido é que, o mais importante, é tentar ser feliz no momento presente, porque ainda há muitas coisas para se conquistar e o ano novo está apenas começando… Vamos receber 2013 com coragem e muita alegria de viver, porque a vida é breve e o tempo passa rápido!

Os bastidores da Ópera de Paris, no Palais Garnier, são o pano de fundo da exposição de figurinos do balé “La Source” (A fonte), desenhados por Christian Lacroix, com coreografia do bailarino Jean-Guillaume Bart. Apresentada até dezembro deste ano no Centre National du Costume de Scènes, em Moulins, na França, este balé romântico, que desapareceu do repertório das óperas no final do século XIX e foi adaptado para o teatro no ano passado, conta a história do sacrifício de Naïla, o espírito da fonte, pelo amor do caçador Djemil e sua bela Nouredda. Christian Lacroix, que assina a direção artística do Centre National du Costume de Scènes, se inspirou do mundo das ninfas da fonte para incorporar tons de branco e azul em seus vestidos diáfanos; para os elfos da floresta, o que prevalece é a cor verde. Os figurinos femininos, ultra-românticos, desenhados na cor branca, são os mais coloridos com uma multitude de frisados e detalhes ​​decorativos em Swarovski. “Todos os trajes desse balé são ricos visualmente porém, para o estilista, o mais importante na composição de um figurino de dança, é que ele seja capaz de desenhar modelos que deixem os dançarinos executar seus gestos sem se sentirem presos,” atesta Lacroix. “Essa preocupação confere algo um pouco tradicional ao figurino mas não menos extravagante. De qualquer maneira, me concentrei na cenografia suntuosa para compor cada uma das peças usadas pelos bailarinos.” O universo onírico de Lacroix fica realmente evidente em cada fantasia criativa do balé “La Source” e o seu estilo inconfundível como estilista e diretor artístico aparece em cada nuance da cenografia. www.cncs.fr

Simultaneamente após o lançamento em Paris, todas as novidades da grife francesa Barbara Bui aterrissam na terra do Tio Sam. Mais precisamente na boutique californiana Rodeo Drive, em Beverly Hills, que tornou-se o point das fashionistas de plantão. Estrategicamente situada no epicentro do consumo, a flagship de 450m² é a vitrine do prêt-à-porter de luxo para as consumidoras ávidas por acessórios – sapatos, bolsas, bijoux – e coleções andróginas, assim como a linha secundária da marca, batizada de BUI. Com arquitetura de interiores que favorece a iluminação natural, a boutique ampla e espaçosa tem provadores super-dimensionados que mais parecem cabines privadas. No térreo, parte da loja pode se transformar em lounge para cocktail parties e Private VIP shopping. Um local especialmente pensado para uma clientela de celebridades. Barbara Bui: 405 N. Rodeo Drive, Beverly Hills – Califórnia. Telefone: (1) 310 275 44 52. Site: www.barbarabui.com

Escritora francesa desvenda os mistérios da vida de Brigitte Bardot, uma das atrizes mais famosas de todos os tempos. Depois de retratar em livro Yves Saint-Laurent*, Serge Gainsbourg e Françoise Sagan, a escritora e jornalista Marie-Dominique Lelièvre, lançou “Brigitte Bardot, plein la vue” (Editora Flammarion, inédito no Brasil). Em tradução literal “BB, olhar pleno”, referência explícita à ambliopia da atriz, a autora traça um portrait apaixonado sobre a vida de uma das mulheres mais cobiçadas de sua época. “Não importava o que estivesse vestindo, ela eclipsava até o sol com sua beleza sexy e selvagem. Apesar dessa imagem de femme fatale, Bardot não tinha confiança em si mesmo”, conta Lelièvre. Um episódio ocorrido na infância da atriz forjou para sempre sua personalidade. Nascida e criada num dos bairros burgueses de Paris, o XVI ème arrondissement, ela e a irmã quebraram, sem querer, um vaso de porcelana chinesa e, como punição, a mãe as excluiu do convívio familiar. Brigitte tinha 7 anos. Esse acontecimento foi tão marcante que nunca mais ela se sentiu adequada. Estrangeira no próprio lar e sobrevivente de si mesma, Bardot aprendeu que abandonar é melhor que ser abandonada. Com esse leitmotif ela seduziu os homens mais poderosos do seu tempo para depois deixá-los à deriva do seu encantamento fatal. * Traduzido no Brasil com o título “Saint-Laurent: a arte da elegância” pela editora Nacional.

Uma mesa que projeta a imagem do pôr-do-sol e luminárias que se metamorfoseam nas paredes são algumas das propostas do jovem designer Noé Duchafour-Lawrence na exposição batizada de Naturoscopie, presente na Galerie Béatrice Saint-Laurent, em Paris, até 15 de dezembro. Duchafour-Lawrence vê o mundo pela ótica filosófica e para ele tudo está relacionado com a natureza e seus eventos. As peças desse projeto Naturoscopie dizem muito sobre sua maneira de conceber objetos decorativos que transcendem o conceito de utilitário. Na verdade, segundo o designer cada peça adquire um outro significado, onde o desenho escultural é o meio de traduzir a mensagem que vem da natureza. Galerie BSL - 23, rue Charlot, Paris 03.

Totalmente repaginado pelo arquiteto e designer de interiores Jean-Michel Wilmotte, esse 5 estrelas tem 33 quartos elegantemente decorados em tons aveludados de azul e cinza é um dos mais novos bijoux da hotelaria parisiense. Seus espaços aconchegantes como a biblioteca, que pode ser privatizada, e o lobby com sua lareira, conferem ao hotel uma sofisticação despojada. No térreo, o restaurante La Régalade Conservatoire, sob a batuta de Bruno Doucet, tem menu bistronômico. Hotel de Nell: 7-9, rue du Conservatoire, Paris 09.  

  Timothy Oulton se inspirou nas festividades do Jubileu da Rainha Elisabeth II e criou uma coleção lúdica que faz alusão a impressão do Real Britannia em tecidos tingidos a mão que cobrem sofás, poltronas e outros objetos decorativos, conferindo um ar bem-humorado e so british aos ambientes. www.timothyoulton.com

Jean-Baptiste Mondino, Patrick Demarchelier, Paolo Roversi, Willy Vanderperre, sob a batuta do diretor artístico Fabien Baron, que concebeu as 110 páginas da nova revista da Dior, ilustraram com belas imagens essa publicação bi-anual de moda, que não é um catálogo.   A estrela desta primeira edição, como não poderia deixar de ser, é a atriz francesa Marion Cotillard, que aparece na capa vestindo o célebre casaqueto Bar, uma das referências da maison, com uma saia évasée vintage.  

“Darb al Arba’ïn”, em árabe, significa “A pista dos quarenta dias”, um percurso histórico do Sudão feito pelo fotógrafo-documentarista Claude Iverné ao longo de 1999 à 2002. Interessado em documentar os mistérios da região, Iverné se dedicou a aprender a língua árabe e conhecer os hábitos culturais do país para poder partilhar o dia-a-dia dos beduínos, registrando em imagens os hábitos e costumes dos sudaneses. Parte dessas fotografias estão em exposição até setembro na Maison de l’Afrique e revelam a dimensão humana de seu trabalho que se assimila às viagens dos grandes exploradores do passado. Com seu olhar investigativo, Iverné soube captar as sutilezas dessa terra remota que evoca num deserto existencial miragens sobre a representação da condição humana em confronto com a aridez da natureza que o cerca. Se o homem é suas circunstâncias, as imagens de Claude Iverné são um mapa que nos ajuda a demarcar um território. Maison de l’Afrique: 90, rue Bonaparte, Paris 06

A boutique Les Fées, situada no descolado bairro do Marais, é especializada na decoração de ambientes, com uma seleção de objetos singulares onde todas as peças tem um design fantástico, no sentido de surreal. Sugestões incríveis que vão do mobiliário surrealista aos tecidos étnicos, tudo, para deixar a casa com ares modernos, afinal, é exatamente esse o tom das peças coletadas e garimpadas ao redor do mundo. A dica, portanto, é se esbaldar com as inúmeras opções em cristal de Murano, animais empalhados à perfeição e porcelanas refinadas pintadas à mão. Deixe a imaginação fluir livremente porque, uma vez na loja, é impossível sair de mãos vazias. Les Fées: 19, Rue Charlot, Paris 03. Telefone : +33 (0) 143 701 476.

Inspirados em Jules Verne, os designers Humberto e Fernando Campana redecoraram do chão ao teto o café-restaurante do museu d’Orsay, em Paros.  Homenageados como “Designers do ano de 2012” pela Maison et Objet, o mais importante salão mundial de decoração, o duo brasileiro Humberto e Fernando Campana impressionaram, mais uma vez, os franceses com seu design reciclável e ecológico ao imaginar para o “Café Campana” um universo criativo que tem como referência explícita os Impressionistas. Formas orgânicas e superfíceis espelhadas, inspiradas no mundo subaquático de Jules Vernes, foram o mote explorado pela dupla para compor a decoração do “Café Campana”. Uma escolha apropriada que dialoga com a Art Nouveau, o design contemporâneo e a história do museu. Apoderando-se da importância subjetiva desse monumento histórico, os designers se valeram dos códigos artísticos do local para colocar em evidência o seu trabalho conceitual, através de formas simples, que podem ser conferidas nos objetos utilitários e na decoração do espaço. Para separar os ambientes, uma infinidade de fios entrelaçados na cor laranja funcionam como divisórias imaginárias que parecem algas marinhas, idem para as cestinhas em alumínio alaranjado onde são servidos pães e croissants, que obedecem a esse mesmo critério de entrelaçamento. A empresa italiana Alessi lançou uma edição especial dessa peça, que se chama “Nuvem”, desenhada sob encomenda pelos designers. As cadeiras, desenvolvidas por Design Fratelli Campana para Edra, por sua vez, lembram as ninféias de Claude Monet com suas estruturas metálicas e acento azul em poliuretano. No teto, as luminárias presas por cabos de aço, tem formato de cachepôs dourados que refletem a luz do gigante e legendário relógio, insígnia do museu e da memorável estação de trem. O mais novo “Café Campana” é um lugar simpático e acolhedor, destinado especialmente para quem aprecia design contemporâneo. Localizado no quinto andar do museu d’Orsay, esse café-restaurante tem, sem dúvida, identidade brasileira mas a cozinha e o serviço são à francesa.

Au Palais Garnier, exposition L’Etoffe de la modernité, costumes du XXème siècle à l’Opéra de Paris : costumes pré-hollywoodiens hérités du XIXème, spectacles de peintres dans le sillage des Ballets Russes (Benoit, Derain, Léger, Cocteau), sages innovations de l’après-guerre (Masson, Leonor Fini, Carzou, Chagall). Cela s’arrête à l’aube du XXIème siècle, ère de la mondialisation des styles et des esthétiques. Le ballet est mieux servi que l’opéra : tradition de modernité, long règne créatif de Serge Lifar (1930-1958), premiers costumes de couturiers (Yves Saint-Laurent pour Notre Dame de Paris de Roland Petit – 1965). Les touristes se font photographier devant les pourpoints de Noureev exposés dans les espaces publics, mais combien pousseront la porte (discrète) de la Bibliothèque Musée, où les costumes, dessins, croquis et accessoires racontent, dans un clair-obscur propice au rêve, l’apogée et le déclin des arts réunis ? Le catalogue met en vedette les ateliers-maison (cent-cinquante-trois salariés, trois sites, sept services) et permet de s’attarder sur les croquis zébrés d’indications techniques. On apprécie les détails de la croix de fer portée par le Capitaine de Wozzeck (André Masson – 1963) et l’on apprend comment, en Olympia des Contes d’Hoffmann (Michael Levine – 2000), Natalie Dessay se débarrassait de sa robe de poupée pour apparaître en robot violeur. François Lafon Bibliothèque Musée et espaces publics de l’Opéra de Paris – Garnier, du 19 juin au 30 septembre 2012. Catalogue Opéra National de Paris – Bibliothèque Nationale de France. 20 €. Une soixantaine de costumes de scènes et de nombreux accessoires ainsi que les croquis, gouaches, aquarelles et maquettes qui ont servi à leur création, sont exposés jusqu’au 30 septembre entre la bibliothèque et les espaces publics du Palais Garnier. Ils retracent plus d’un siècle d’histoire dans les ateliers de l’Opéra de Paris. « Cette exposition est une histoire en creux de la maison et met en lumière le savoir-faire des ateliers de l’Opéra de Paris », explique à l’AFP Christophe Ghristi, directeur de la dramaturgie à l’Opéra de Paris et l’un des commissaires de l’exposition. Aujourd’gui dirigés par Christine Neumeister, les ateliers emploient en permanence 150 personnes. Depuis des années, ils relèvent tous les défis lancés par les créateurs. Une histoire de plus d’un siècle La passion pour le costume de théâtre ne date pas d’aujourd’hui. En 1878 déjà, l’Exposition universelle de Paris avait consacré quelques uns de ses espaces au costume. Puis en 1880, le critique musical Adolphe Jullien en fait l’historique dans un important ouvrage. Au XIXe siècle, les ateliers de l’Opéra de Paris sont célèbres dans toute l’Europe et déploient, autour des œuvres de Gounod, Wagner, Verdi, Massenet ou Saint-Saëns, un faste qu’aucune autre scène ne peut concurrencer. Cependant, ils gardent une conception générale conservatrice.

Quando uma coleção de roupas se inspira nas estruturas do DNA humano ou no trajeto de um avião, isso pode ser chamado de moda ou de arte tecnológica? Esse é o cerne da questão da mostra “Techosensual” em cartaz na Áustria até agosto. Pense em um vestido que é capaz de detectar seu humor e que pode refletir sua frequência cardíaca, respiração, sensibilidade da pele. Ele também emite mudanças de cor e vapores de nevoeiro para dizer aos outros o que está acontecendo dentro de sua mente. Esse é o mote dessa exposição que promete revolucionar nosso conceito sobre a moda e especialmente sobre as roupas que usaremos no futuro. Esqueça tudo o que você já viu sobre cenografia de exposição de moda e design de passarelas, “Technosensual” é rica em criatividade e extrapola o imaginário, mostrando que a fronteira entre tecnologia, artes plásticas e a moda é quase inexistente e se influencia mutuamente. De vez em quando, uma exposição vem para desafiar a norma. Até mesmo Karl Lagerfeld, o rei do cenário da moda, não é páreo para algumas das roupas tecnológicas e emocionais em exposição no Museums Quartier em Viena. A mostra tenta entender o conceito simbólico das roupas utilizando o talento dos criadores de moda e as empresas que se interessam em participar dos desfiles para promover suas últimas pesquisas científicas e tecnológicas. www.technosensualexpo.com

Fotografias de moda clicadas como obras de arte contemporânea num universo onírico rodeado de um certo glamour atemporal. Esse é o talendo da fotógrafa alemã Cathleen Naundorf e seu mais recente livro “The Polaroids of ”  não desmente. A publicação é um primor que retrata as coleções de moda dos maiores costureiros de nosso tempo, como Christian Lacroix, Elie Saab, Jean-Paul Gaultier, Dior, Valentino de uma maneira única e com um olhar especial. Todas as fotos foram feitas com uma câmera de grande formato de exibição com o método de fotografia desenvolvido pelo seu mentor, o famoso fotógrafo de moda Horst P. Horst. Foram necessários seis anos para que a fotógrafa selecionasse e montasse essa coletânea que privilegia a história da moda através de imagens magníficas, clicadas em ambientes suntuosos, entre outros, como o Grand Palais, em Paris. À venda nas melhores livrarias.      

Kartell

California Dreamin’ Au coeur de Joshua Tree, le Mojave Sands de Blake Simpson se dresse tel un mirage en plein désert, entre Motel digne de Twin Peaks, pension familiale et ermitage hippie. www.mojavesands.com

Erik Angstrom em seu blog Laws of Modern Man reverbera seus impropérios como um profeta da modernidade que sabe fazer uso dos textos condensados em apenas alguns signos para passar sua mensagem. Com suas frases de humor, muitas delas divertidas e outras bem ao estilo humor negro. O fato é que impossível não se apossar de algumas delas em benefício próprio ou para passar mensagens subliminares alhures… http://lawsofmodernman.tumblr.com/

Na passarela, meninos lindos embriagavam os sentidos da platéia, desfilando roupas descoladas, exuberantes e atraentes com pinceladas de ousadia. A apropriação de tecidos sofisticados na alfaiataria juntamente com a mistura de cores intensas, como o vermelho, era um chamado destinado, apenas e exclusivamente, aos homens modernos e decididamente fashions. Com uso devido de muito veludo nas blusas e calças, essa coleção não poderia ser classificada de uniforme masculino, porque ela é definitivamente muito estilosa. Com essa proposta fora dos padrões, o estilista Luis Manteiga trouxe para o 080 Barcelona Fashion Week uma certa overdose criativa com peças capazes de deixar os homens arrebatadoramente atraentes nesse outono-inverno 2012-2013.  

Yasmine Hamdan é linda, sensual e talentosa. Para acentuar ainda mais toda essa graça a moça tem uma voz capaz de colocar os homens em polvorosa e as mulheres em clima de Mil e uma noites. Suas músicas poéticas e sussurantes rendem homenagem a modernidade do patrimônio musical de seu país, como  ”Beirut” que é o single de lançamento do seu novo CD, e provoca arrepios de emoção.  Ela é bastante conhecidana Europa como ícone da cena musical undergroud libanesa com os grupos pop Sopakills e Y.A.S. dos quais participou em Beirute antes de seguir carreira solo. Seu mais novo CD lançado neste ano foi produzido por Marc Collin do grupo Nouvelle Vague. http://yasminehamdan.com/

Sempre quis ter um cordeirinho de verdade e depois que vi essa poltrona do casal de artistas Claude e François-Xavier Lalanne, tive que repensar meu sonho de possui-la. A peça e suas variações, que datam de 1966, serão leiloadas em 27 de novembro na Sotheby’s, de Paris, com preço inicial estimado entre 1,5 e 2 milhões de Euros (a tropa com 12 cordeirinhos). Colecionadores mais afortunados como Coco Chanel, Salvador Dalí, Marie-Hélène de Rothschil, Valentino e Peter Marino possuem vários desses cordeirinhos, mas eu vou ficar apenas contando um cordeirinho, dois cordeirinhos até dormir ou até enriquecer ou senão me contentar com um chaveirinho de souvenir… Uma das características do trabalho dos Lalanne é sua paixão pelo bestiário animal, que eles transformam em objetos híbridos e utilitários, como o Rhinocrétaire, uma semi-escultura ou semi-móvel, que faz as vezes de bureau de escritório com suas várias divisões internas. Grande sucesso mundial, as criações dos artistas revelam com humor um mundo encantado.  Sotheby’s – Galerie Charpentier: 76 rue du Faubourg-Saint-Honoré, Paris 08.  

Se você estiver pensando em trabalhar na indústria da moda, não deixe de assistir ao documentário “In Vogue: O olho do editor”, baseado no livro de mesmo nome. Nele, as mulheres mais poderosas das revistas, que trabalharam ou trabalham como editoras de moda, aparecem falando do seu dia-a-dia e quais os rituais dessa profissão. Os nomes que aparecem nos créditos dos editorias mais badalados são: Babs Simpson, Grace Coddington, Tonne Goodman, Phyllis Posnick, Hobson Jade, Carlyne Cerf, Polly Mellen e Camilla Nickerso. De tanto fazer um trabalho que solicita o uso permanente da imagem, acima de qualquer texto, elas mesmas fizeram história como ícones dessa profissão. O documentátio foi produzido pela HBO e vai ao ar no dia 06 de dezembro. O filme foi feito para coincidir com o aniversário de 120 da Vogue e vai mostrar as imagens mais icônicas da Bíblia da moda que essas editoras criaram em cada edição. “Os editores sempre foram nossa arma secreta”, confessa Anna Wintour. “Por isso, pareceu-me que poderíamos comemorar Vogue e , ao mesmo tempo, celebrar essas grandes editoras ao mesmo tempo.” Além das profissionais de moda, há declarações de estrelas como Nicole Kidman e Sarah Jessica Parker, que foram capa da publicação, e os designers Marc Jacobs e Nicolas Ghesquière fazem aparições. Vale dar uma espiada.

Para comemorar seu aniversário de 160 anos, as lojas de departamento Le Bon Marché convidaram a mais parisiense das francesas para estrelar a campanha publicitária dessa festa: Catherine Deneuve. Residente do bairro Saint-Germain-des-Prés e a cópia-conforme da imagem cheia de glamour desse templo do consumo de luxo. Deneuve empresta sua imagem e allure para enfeitar as famosas janelas da loja na Rue de Sèvres. A estrela é representada em seus lugares favoritos na Rive Gauche, através das ilustrações de Marjane Satrapi, diretora do filme animado “Persépolis”, para quem “o mundo é Paris e Paris é Catherine Deneuve. Caprichosa e elegante.” Os desenhos de Satrapi mostram a atriz numa fonte em Saint-Sulpice sentada com uma cauda de sereia ou fazendo às vezes de Jane num vestido de leopardo no Jardin des Plantes ou posando em frente a icônica loja de departamentos parisiense. Na versão vídeo, a atriz é a vedete do filme intitulado “Catherine Deneuve Rive Gauche”, produzido por Loïc Prigent, o mesmo que realizou a série de documentários de moda “Le Jour d’avant” (O dia anterior) onde ele acompanhava os maiores estilistas antes do lançamento de suas coleções. Esse mini-filme com Deneuve foi condensado em 23 minutos e será apresentado de 15 de setembro a 27 de outobro no espaço “Hommes” da loja. Durante a projeção fica claro o que François Truffaut dizia sobre ela: “O medo de Catherine Deneuve não é o de ser observada mas de ser decifrada…”

De 06 à 24 de dezembro, entre às 17h e 21h30, o Hotel Jules & Jim, em Paris, faz o seu mercado de Natal, instalando em suas galerias mini-chalés para a venda de produtos de alta qualidade. No programa, ursos de pelúcia, chocolates e caramelos da maison Jacques Genin, velas decorativas Francis Kurkdjian, vinhos Grand Cru Saint-Emilion do Château Faurie de Souchard, camisetas Jules & Jim, assinadas “Naissance des Champions”, livro com imagens do fotógrafo François Rousseau, além de sorteio de 25 prêmios oferecidos pelas marcas já mencionadas e outras, como Moët et Chandon, Supra, Kusmi Chá, Molton Brown. Todos os lucros serão doados para o Mécénat Chirurgie Cardiaque Enfants du Monde que permite que 20 crianças, que sofrem de doença cardíaca congênita e não podem ser tratados em seu país de origem, possam ser operadas mensalmente. Sem dúvida, uma ação de Natal com um coração enorme. Mercado de Natal no Hotel Jules & Jim: 11, rue des Gravilliers, Paris 03.        

Sem dúvida, Artemisia Gentileschi (1593-1654) não era uma mulher do seu tempo. Ela estava a anos luz e revelou isso através do seu talento. Essa mítica pintora italiana do século 17 teve um destino pouco convencional e desde muito jovem conheceu a glória como artista. Suas pinturas que representavam figuras históricas ou religiosas, trazia pinceladas do seu próprio ponto de vista sobre a condição feminina. Em exposição apresentada no Museu Maillol, em Paris, é possível conhecer em parte a forte personalidade dessa contemporânea de Caravaggio. Artemisia soube impor seu estilo em um meio artístico extremamente masculino e se fez conhecer pela sua maneira delicada ao retratar o universo feminino onde a mulher era representada como verdadeira heroína do seu cotidiano. Até 15 de julho.  

A agência publicitária BBH – Bartle Bogle Hegarty - criou um anúncio para promover a cobertura deste sábado do jornal britânico “The Gardian”, que trará neste final de semana uma cobertura sobre o legado de Margaret Thatcher. A ideia do nome da Primeira Ministra da Inglaterra, “Margareth (1925-2013)”, evocando as embalagens de maionese foi genial. Para finalizar, no rótulo, consta que esse produto é composto de ferro.

O mais palaciano dos hotéis parisienses, Le Crillon, coloca à leilão uma infinidade de objetos decorativos, mobiliário, prataria e outros serviços repletos de memórias, mitos e segredos. Le Crillon é um hotel lendário, onde Michael Jackson, John Travolta, Madonna e todo o showbizz costuma se hospedar em suas temporada em Paris. Localizado na praça da Conscorde tendo o jardim das Tulherias e a Madeleine como vizinhos, Le Crillon faz parte da memória coletiva de todos que admiram a Cidade Luz. A partir de 23 de abril esse palácio parisiense vai fechar suas portas adornadas de ouro e arabescos por mais de dois anos para uma reforma completa. Nesta ocasião, a casa de leilões Artcurial organiza um leilão impressionante entre 18 e 22 de abril, colocando à venda mais de 3.500 peças de mobiliário e vinhos do Hotel de Crillon. A exposição é aberta ao público no dia 15 de abril até às 22h. Não perca essa oportunidade única de visitar as dependências desse hotel mítico.

Yiorgos Eleftheriades. O nome denuncia a origem grega e o espírito estético que evoca suas raízes. Para fazer jus a essa vocação secular do belo e do harmonioso, Yiorgos trouxe para as passarelas do 080 Barcelona Fashion Week um classicismo revisitado e, para dar ares de extremo mistério nesse outono-inverno 2012-2013, ele se valeu de chapéus. Uma escolha adequada que deu personalidade aos looks sem sobrecarregá los. O homem de Yiorgos é maduro, antenado com a moda, consciente do seu poder pessoal e detentor da sua virilidade. Casacos de couro, tricôs, acessórios chiques e despojados completaram esse mise en scène que teve nota zero no quesito deslize fashion.

Logo na entrada, um mega-sofá dourado faz da recepção um lugar aconchegante e iluminado à la Belle Époque. Esse é o Banke, um dos hotéis mais sofisticados da Cidade Luz, que tem como ponto forte uma localização privilegiada entre as ruas que abrigam as mais luxuosas lojas parisienses, próximo ao Opéra Garnier e do Boulevard Haussmann. Funcionando onde anteriormente era a sede de um grande banco, sua fachada exterior em estilo Haussmanniano esconde uma decoração totalmente teatral em seu interior onde duas grandes colunas de porfírio e mármore escuro abrigam o hall com um imponente vitral Eiffel que mede 19 metros de altura onde os quartos e suítes, de aproximadamente 60m², possuem vista para a igreja do Sacré-Coeur, conjugando riqueza arquitetural de um lugar à priori e particularmente interessante. Obras de arte de todas as civilizações e coleções de jóias de países longínquos estão dispostas em todos os andares. Essas relíquias em peças naturais pertencem aos proprietários do hotel e evocam a história da arte desde a Antiguidade até os nossos dias. Juntamente com um  mobiliário XXL, toda essa riqueza artística confere a esse hotel ares monumentais num ambiente sossegado e refinado. Banke Hotel: 20, Rue la Fayette. Paris 09. Telefone: +33 (0)155 332 222.

Mestre da elegância à francesa, apaixonado pelo século XVIII, mas não somente, o estilista Hubert de Givenchy é o convidado dos salões da Christie e expõe algumas de suas obras na Bienal de Antiguidades. Uma exposição de objetos de arte e esculturas de sua coleção pessoal com encenação assinada pelo próprio Hubert de Givenchy, inspirada na lendária galeria de François Girardon, escultor de Luís XIV. Mais de 300 anos o separam, no entanto, este jogo de correspondências permanece em sintonia com os ares do tempo. Criador da maison que ainda leva seu nome, amigo de Audrey Hepburn, colecionador e esteta, difícil resumir o percurso da vida artística de Monsieur Givenchy. Isso fica notório nesta mostra que fica em cartaz de 11 à 26 de setembro na Christie: 9,  avenida Matignon, Paris 8. Crédito da foto: Christie

George Lois foi um dos principais arquitetos da revolução criativa na publicidade americana da década de 1960. Ele é um símbolo dos meios de comunicação, autor de um impressionante número de campanhas inovadoras que combinam design e eficiência empresarial com uma eficiência formidável. Lois projetou a maior  parte dos comerciais mais memoráveis ​​da história, com clientes como Esquire, Tommy Hilfiger, Jiffy Lube, ESPN, MTV e muitos outros enraizados na cultura americana. Conselhos para desenvolver a criatividade, certamente não faltam à George Lois. Ele literalmente revolucionou a arte de publicidade e é considerado, no alto de seus 82 anos, como um dos maiores publicitários da história. A editora Phaidon teve a boa idéia de compilar as ideias de Lois na  publicação batizada de “Sagrados bons conselhos (para pessoas com talento)”, 192 ilustrações coloridas, distribuídas em 100 páginas. Este livro, cheio de histórias contadas com estilo e simplicidade é um achado para quem trabalha com comunicação e precisa de muita criatividade para convencer e vender suas ideias.

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Contrariando o senso comum, o filósofo Confúcio dizia que nós temos duas vidas e que a segunda começa quando percebemos que, na verdade, nós só temos uma! De posse dessa informação, não deixe nada para depois, afinal, esta é a sua vida. A única que você tem, então, acredite que você pode realizar tudo o que sempre sonhou e aproveite com sabedoria cada minuto, urgentemente!

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A designer Lito Karakostanoglou se apoderou de toda a simbologia zoomórfica egípcia para criar uma coleção de jóias inspiradas nos escarabelhos, esses besouros que existem desde a antiguidade e representavam a vida após a morte. O resultado é simplesmente fascinante. Colares, brincos, pingentes e anéis em ouro atraem todos os olhares com seus besouros em tonalidades furta-cor. De longe, as peças são tão autênticas em seu aspecto in natura que parecem reais. Essa coleção exclusiva encontra-se à venda na Galerie Béatrice Saint-Laurent, em Paris, ou pode ser adquirida diretamente pelo site: www.galeriebsl.com

Foi em 1970 que June, esposa de Helmut Newton, iniciou sua carreira fotográfica. Seu marido estava acamado qudno lhe ensinou a lidar com sua câmera, para que ela pudesse fazer em seu lugar a publicidade de cigarros da marca Gitanes. O famoso retrato que resulta é o ponto de partida para sua nova carreira e um novo pseudônimo, Alice Springs. Nesse momento, ela foi contratada para clicar diversas campanhas do cabeleireiro Jean-Louis David e suas fotografias aparecem em revistas de moda importantes, como Elle, Vogue, Marie Claire e Nova. Alice Springs também começou a trabalhar para a revista Depeche Mode, em 1971, e três anos depois, fez a primeira capa da edição francesa da revista Elle. Alguns de seus trabalhos do iníco da carreirra na área de moda e publicidade estão sendo apresentados no nesta retrospectiva na Maison européenne de la Photographie, até 04 de novembro, que inclui também nus provocantes que ela fez nos anos 70.

Agora, é preciso apenas tomar uma dose diária de coragem e enfrentar todos os desafios desse novo ano, acreditando que tudo vai dar certo em 2013!

Arte e design são dois territórios inconfundíveis, um alimenta o outro. Como numa relação simbiótica, eles pecisam necessariamente estar juntos parase completar, para ser uma unidade, ainda que mista.  Essa relação fica ainda mais patente em eventos como o Pavillon des Art et du Design, que tem um lugar de honra na cena européia e parisiense. Neste ano, mais de 60 galerias que mesclam arte antiga e contemporânea, joias e peças de design apresentam suas irresistíveis propostas até 1º de Abril no Jardim das Tulherias. A começar pela cenografia assinada pela dupla Lonneke Gordjin (1980) e Ralph Nauta (1978), fundadores do Studio Drift, que apreciam o conceito de instalações interativas. Para acolher os visitantes da PAD, a luminária Flylight, composta por mais de 180 tubos de vidro, inspirada no comportamento de um bando de pássaros em rota de migração serviu de inspiração para os visitantes, que circulavam entre as galerias. PAD – Jardin des Tuileries – Esplanade des Feuillants na altura do número 234 da rue de Rivoli, Paris 01.

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“A beleza é a verdade e a verdade, beleza”, já dizia o poeta. Esse é o credo da Croisette durante o Festival de Cannes. Nada mais é tão importante, senão a beleza. Artistas de várias nacionalidades desfilam sua formosura no tapete de todas as vaidades e o festival do cinema segue caminhando de mãos dadas com os parceiros oficiais que embelezam homens e mulheres da sétima arte. Os nomes mais badalados nessa cruzada de quem vai maquiar ou pentear as madeixas mais em voga dessa temporada são L’Oréal Paris e Dessange, mas existe nos bastidores uma dezena de marcas que buscam seu lugar ao sol na Croisette. É interessante assistir a uma verdadeira disputa para eternizar num clique as estrelas de L’Oréal Paris, geralmente musas e atrizes do momento e, perceber ao longe, que os personagens que não fazem parte desse dream team, passam sem sequer serem flagrados pelos flashs dos fotógrafos. Este é verdadeiramente um mundo de Cannes onde qualquer semelhan;a com a realidade é mera ficção.

Os eventos são muitos e as imagens, múltiplas. Por isso, é preciso selecionar cada exposição subjetivamente, mas sem dilemas, afinal, tem fotografia de todos os estilos e com apelos emocionais diversos. A proposta então é escolher calmamanete o que se quer ver e, no final, descansar para conseguir assimilar tanta arte visual. A sugestão da semana é a série minimalista ”In the Snow”, de Donata Wenders, a esposa do cienasta Win Wenders. Suas imagens brincam com a luz com se fosse um espelho com efeitos de sombra. Fiel ao  preto e branco, a fotógrafa berlinense afirma ter sido inspirada por Henri Cartier-Bresson, Stieflitz Alfred e mais recentemente Peter Lindbergh. De 24 de novembro à 12 de janeiro de 2013 na Polka Galerie - 12, rue Saint-Gilles, Paris 03.

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Impossível passar incólume dos paparrazi quando se está envolvida em 62 LED embutidos num micro-vestido, concebido pelo artista brasileiro Ricardo O’  Nascimento em colaboração com a estilista Anbasja Blanken. O projeto Paparazzi Lover foi apresentado durante a exposição “Technosensual” em Viena e continua a fazer um burburinho na internet. A ideia é fantástica, sobretudo, para as artistas que são perseguidas dia e noite pelos fotógrafos. O vestido interativo de Ricardo O’Nascimento se acende sempre que a pessoa que está vestida com ele é fotografada. Como isso acontece? Várias lanternas, respondem com 62 luzes de LED embutidas que se acendem assim que a  câmera fotográfica é apontada para ele. ”Paparazzi lover” é um recado aos fotógrafos para lembrá-los quem é a verdadeira estrela das fotos. www.onascimento.com

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Este final de semana vai ser prolongado, pelo menos, a noite de sábado para domingo. É que vai acontecer a famosa “Nuit Blanche” (noite branca) que faz parte do calendário oficial de várias cidades da Europa. Durante o período noturno eventos, shows, performances, apresentações únicas são oferecidas gratuitamente ao público, que pode madrugar pelas ruas e ter a sua disposição o melhor da cena artística e cultural. Inclusive, com algumas linhas de metrô funcionando non-stop até o amanhecer. O Galliera, o museu da moda de Paris, se associou ao bar-discoteca Wanderlust o point parisiense do momento, para propor uma programação sob medida com projeção do curta-metragem de Katerina Jebb, que filmou o projeto ”The Impossible Wardrobe“, uma performance assinada por Olivier Saillard e apresentada pela atriz Tilda Swinton. Não percam, das 18h às 7h da manhã no Wanderlust - 32,  Quai d’Austerlitz, Paris 13.

Na próxima segunda-feira, 12 de novembro, uma seleção de criações de Jean-Paul Gaultier irão ser vendidas num leilão especial no Hotel Drouot. Todas as peças, sobretudo dos anos 80 e 90, são itens selecionados em armários privados por Penélope Blanckaert, especializada em leilões de moda. A estimativa quanto aos valores das peças que aguardam o soar dos martelos estão na faixa entre 50 e 500 Euros. Este evento marca os 30 anos de carreira de um dos estilistas favoritos dos franceses e será precedida de uma exposição aberta ao público no sábado, 10 de novembro apenas no período da manhã. O leilão “Jean Paul Gaultier – 30 anos de criação”,  será realizado na segunda- feira, 12 de novembro, às  14h00, na Hotel Drouot-Richelieu: 9, rue Drouot, Sala 6,  Paris 9.

Muito sol, natureza abundante, paisagens contrastantes e uma beleza de tirar o fôlego, é isso o que as margens do Mediterrâneo oferece. Tal qual um jardim do Éden, paisagistas, jardineiros e artistas são inspirados pela arte da paisagem mediterrânea e sua excepcional biodiversidade. O livro Arts paysagers de Méditerranée – Du traditionel au contemporain, em tradução livre, “Arte paisagística do Mediterrâneo – Do tradicional ao contemporâneo”, de Louisa Jones, é uma espécie de guia desse land art. Essa obra, lançada pelas Edições de La Martinière, conta com magníficas fotos de Clive Nichols, e mostra a experiência de como trabalhar a terra de forma ecológica e humanitária, combinando ecologia do solo e humanismo, através da descoberta dessas criações únicas no Marrocos, Espanha e Grécia.  

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O brasileiro Vik Muniz, o americano Elliot Erwitt, o japonês Keichii Tahara e o europeu Mimmo Jodice receberam carta branca para exprimir toda a sua arte nas suítes batizadas de Rotondes. Durante um ano cada uma dessas quatro suítes vai  se tornar uma espécie de galeria fine art privada com imagens cedidas pela Maison Européenne de la Photographie que evocam o perfil eclético desses artistas. Esse emblemático hotel rive gauche, verdadeiro patrimônio francês, celebrou o seu centenário sublimando esses quatro quartos, sem contudo, abandonar. A representação da América do Sul coube à Vik Muniz, um hóspede fiel do Lutetia, que selecionou as imagens a serem expostas na suíte que leva seu nome. Entre as obras escolhidas por Muniz, consta o quadro com a imagem de Brigitte Bardot pontilhada em diamantes, da célebre série “Diamond Divas”, onde o contorno do rosto da famosa francesa foi recoberto com quase meio quilo de diamantes. Tem ainda Marilyn Monroe decalcada em chocolate e a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, com sua efígie reproduzida com peças de quebra-cabeça. Todavia, dentre todas essas obras, a mais impressionante continua sendo o próprio hotel Lutetia, que atravessou várias décadas, com seu clássico estilo dos anos 1930 e sua soberba arquitetura que evidencia o mais puro estilo Art Déco para deleite dos parisienses e para todos os visitantes da Cidade-Luz. Hotel Lutetia: 45, Boulevard Raspail, Paris 07. www.lutetia-paris.com

Quase três anos se passaram após a morte trágica de Alexander McQueen, em Londres. Para consolar seus fãs, um livro homônimo publicado pela editora Eyrolles e escrito por Judith Watt traça a obra desse criador insubstituível através de uma retrospectiva ilustrada com sublimes fotografias que nos fazem redescobrir os desfiles surreais criados pelo estilista. O prefácio, assinado pela sua musa e confidente Daphne Guinness, oferece uma visão privilegiada da vida e da moda desse enfant terrible. Iconoclasta por natureza, suas coleções eram irreverentes e sua passarela sempre foi um espetáculo para a própria diversão de Alexandre McQueen, que adorava provocar as convenções. Seus desfiles eram batizados com títulos escandalosos como Highland Rape, supostamente denunciando a violação da Escócia pelo Reino Unido, ou Golden Shower, projeto finalmente abandonado após a recusa do patrocinador. Ou este, em 2000, onde as mãos de uma manequim sangram durante um desfile ao eliminar as conchas fixadas no seu vestido. A apresentação ficou configurada como uma verdadeira performance. Tudo ensaiado por McQueen.

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Até há pouco tempo, o Beluga, um gulet turco de 28 metros, era de uso exclusivo apenas da família e amigos próximos. Agora, esse segredo bem guardado tornou-se público graças à ideia de transformá-lo em um luxuoso charter, utilizado para oferecer cruzeiros privados pela costa da Croácia, tendo como cartão de visitas cerca de 1.300 lugares secretos entre belas ilhas e praias paradisíacas. “O mar na costa da Croácia é um dos mais transparentes da Europa e em algumas épocas do ano pode ser tão azul quanto no Caribe”, confirma o capitão Michael Bird, que abandonou sua carreira de banqueiro para se dedicar a sua empresa Dalmatian Destinations, especializada em cruzeiros personalizados de luxo. “Beluga vai navegar a partir do sul, saindo de Dubrovnik e indo para o norte, até Veneza, na Itália, se o hóspede assim o desejar. Em qualquer das hipóteses, o itinerário é sempre montado de acordo com os desejos dos clientes, nós apenas oferecemos nossa expertise na região”, admite. Ao entregar o caminho do ouro, o capitão Michael Bird revela que nenhum dos destinos, entre a Croácia e Montenegro, é desconhecido para ele, que faz suas pesquisas de campo, juntamente com sua equipe, para coletar informações antes de propor ou sugerir qualquer rota turística para os clientes. A Croácia tornou-se um dos destinos mais populares na Europa, porque a sua costa é repleta de praias intactas. São mais de 1.100 km de costa com cerca de 1.400 ilhas, apenas 50 das quais são habitadas, o litoral oferece uma velocidade de veleiro espetacular e a distância entre as praias e ilhas é de apenas 5 milhas. Não existe nada assim comparável na Europa. “O litoral da Croácia é único, passando pelas ilhas é possível ver as vinhas e antigas residências com seus terraços debruçados sobre o mar. O mais incrível é que apesar de toda essa beleza, o turismo de massa ainda não invadiu o litoral, talvez porque sua costa é íngreme e os lugares mais exuberantes, de difícil acesso”, comenta o Capitão Bird. O Beluga I acomoda no máximo sete pessoas e está disponível para charter por 40.000 Euros por semana com uma base de pensão completa. www.dalmatiandestinations.com

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Alugar uma bolsa de grife é uma excelente idéia para uma fashion-addict veja como acessando o site www.sacdeluxe.fr onde é possível alugar, por até 90 dias, uma bolsa de luxo das melhores maisons em modelos autênticos Alexander McQueen, Balenciaga,  Burberry, Céline, Chanel,  Dior, Dolce  & Gabbana, Fendi, Gucci, Hermès, Kenzo, Loewe, Louis Vuitton, Miu Miu, Prada, Tod’s, Yves Saint Laurent… Como funciona: você deve se cadastrar no site para tornar-se membro, porque assim os descontos são gradativos (os membros não pagam taxa de seguro, que custa 8€ em Paris e 15€ para a França, Luxemburgo, Bélgica e Países-Baixos). Depois de selecionar a bolsa que você sempre sonhou ter, seu pedido é encaminhado e, em 24h, você recebe sua bag em casa e com ela um pacote pré-pago para reenvio. Você só precisa, no final do prazo de locação, ir aos Correios e postar ‘sua’ bolsa de volta. Se você pretende ficar por uma temporada na Europa, é possível pagar uma mensalidade e alugar uma ou mais bolsas por um período entre 3 ou 12 meses, veja a tabelinha: 3 meses/24€; 6 meses/36€ e 12 meses/48€. Valores e modelos tem preços diferenciados, mas as tarifas oscilam entre 20€ e 80€. Para visitar o show-room que fica na 21, rue Hérold, Paris 1, é preciso agendar horário pelo telefone +33 (0)1 53 40 88 64.

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Com a chegada do verão os decotes aumentam e para enfeitá-los comme il faut, colares longos decorados de quinquilharias. A coleção de verão Bazz by Thea Grant tem acessórios desenhados por Thea Grant e Nicolas Bazzani, que vivem no Brooklin, em Nova York. O casal se esbalda selecionando materiais, pedrarias e outras raridades carregadas de história para criar peças contemporâneas únicas inspiradas em objetos garimpados nos mercados de pulgas nos Estados Unidos e ao redor do mundo. www.bazzdegrant.com

Especialmente criado para os fãs do “faça você mesmo”, o salão Criações & Savoir-faire é uma verdadeira caverna de Ali Babá com tudo o que os amantes de trabalhos manuais podem esperar: ateliês de scrapbooks, materiais diversos em decoração, papelaria, moda, acessórios e muitas novidades desse mercado que não pára de crescer e conquistar novos adeptos. Mais de 400 oficinas e eventos são organizados para revelar talentos: acessórios de moda, tricô, customização, decoração, projetos, supervisão, cardmaking, scrapbooking, retalhos, costura, bordado. Para participar destes workshops, que acontecem de 21 a 25 de novembro, é preciso se inscrever diretamente no salão - 1, place de la Porte de Versailles, Paris 15. O preço da entrada é 12 Euros.

Para quem sempre sonhou em entrar no mundo do luxo, esta é uma oportunidade única! Nos dias 15 e 16 de junho o grupo Louis Vuitton abre as portas de suas mais de 30 maisons de luxo em 45 locais excepcionais na França, Suíça, Itália, Espanha e Reino Unido. Entre relojoeiros, alfaiates, sapateiros, fabricantes de malas, mestres de adega, cerca de 100 mil oficinas artesanais abrem suas portas. Funcionários da Guerlain, Bulgari, Louis Vuitton, Dior, Veuve Clicquot, Hennessy, Château Cheval Blanc e Le Bon Marché Rive Gauche, recebem o público em geral  para compartilhar sua paixão e conhecimento.  A abertura de inscrições terá início em 15 de maio e, entre as maisons participantes, Louis Vuitton abre suas oficinas de Asnières onde encontra-se a casa da família Vuitton, a maison Christian Dior e Guerlain também poderão ser visitadas, assim como seus salões de baile e os locais de produção de seus perfumes e cosméticos. Para participar desses dois dias de visitas inteiramente gratuitas, basta se cadastrar à partir do dia 15 de maio no site www.lesjourneesparticulieres.com. Uma oportunidade de ouro para o público em geral se envolver com os bastidores deste savoir-faire excepcional.

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Não vi o desfile outono-inverno 2012-2013 assinado pelo estilista Martinez Lierah sob outros ângulos, senão a partir dos calcanhares. Apesar dos saltos vertiginosos não serem originais, achei interessante como eles foram indispensáveis para a composição dos looks casual–chique. Olhando de relance, percebi que a coleção apresentada no 080 Barcelona Fashion Week tinha uma variedade de peças em tricô na cor pistache coordenadas com saias, vestidos e calças over white. Afinal, quem foi mesmo que disse que usar branco no inverno não é adequado?

Depois de visitar todos os pontos turísticos de Londres não deixe de conhecer Dover Street Market, uma loja bacana que é o QG de fashionistas antenados nas últimas tendências e espaço de exposições temporárias de estilistas e designers. O local, imaginado pela estilista Rei Kawakubo, abriga, além das coleções da criadora da Comme des Garçons, grifes com todas as declinações de estilo. Um acervo cheio de tentação com peças Martin Margiela, Visvim, Raf Simons, Number (N)ine, Chrome Hearts, Undercover, Junya Watanabe, Hussein Chalayan, Rodarte ficam distribuídas em seis andares constantemente revisitados com as novidades da estação. Verdadeiro achado para quem adora fazer compras em um único local. Dover Street Market: 17-18 Dover Street, W1S 4LT, Londres.

Prada se associou à editora Giangiacomo Feltrinelli e lançou um concurso de redação chamado Prada Journal. A maison de moda italiana convida jovens escritores para falar sobre o tema “Pontos de vista do mundo”, a partir de 18 abril até 18 junho, data em que está previsto o lançamento de dois novos óculos. Partindo da ideia de que os óculos promovem uma visão nova e pessoal do mundo, a grife Prada marca seu desejo de incentivar novos talentos e defender as artes em todas as suas formas. Os projetos, entre 10 e 20 páginas, escritas na língua nativa de cada candidato, deve ser desenvolvido em torno dos temas da realidade e sua percepção em relação aos pontos de vista centrais do mundo. Os vencedores receberão um prêmio e terão suas histórias publicadas no site da Prada. Para maiores informações, acesse: www.prada.com/fr/journal

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Du 12 octobre au 18 novembre, les United Buddy Bears, ours de deux mètres de haut, viendront s’exposer sur le Champ de Mars pour le plus grand plaisir des petits et des grands. Symbole d’amitié entre les peuples, les célèbres mascottes berlinoises s’invitent dans le cadre du Tandem Paris-Berlin,organisé à l’occasion des 25 ans d’amitié entre Paris et Berlin.

“Habillé(e)s pour… l’été 2013″, literalmente, Vestidas para o verão 2013, é um documentário da Lalala Productions, assinado por Mademoiselle Agnès e Loïc Prigent, o mesmo cineasta que produziu as séries “The day before” sobre os bastidores da moda. Esta nova produção oferece 52 minutos hilários nos bastidores dos desfiles de moda Primavera-Verão 2013 em Nova York, Londres, Milão e Paris, apresentada magistralmente por Mademoiselle Agnès apelido de Agnès Boulard. Ela encarna perfeitamente um personagem hilário, destilando uma crítica sutil e irônica de todos os símbolos da aparência que compõem o mundo da moda. Com uma espontaneidade peculiar, que se tornou, ao longo do tempo, sua marca registrada. No menu, Mademoiselle Agnès oferece uma revista de moda completa decodificando todos os ângulos das tendências emergentes com seu olhar incisivo num tom singular, fino e provocativo. Em suma, hilariante. Em contrapartida, nada escapa ao talento do camera man Prigent, que tem o dom de mostrar a histeria, o fervor e os personagens emblemáticos da semana de moda. Esta última, marcada, em particular, pelo último show de Nicolas Ghesquière para Balenciaga, antes do estilista decidir se retirar, depois de quinze anos de leais serviços prestados à esta grife. Na sequência, o primeiro desfile de Hedi Slimane e a admiração ostensiva de Pierre Bergé com a chegada dele à frente da direção artística de Saint Laurent Paris, uma entrevista de Marc Jacobs nos bastidores da Louis Vuitton e muito mais… Para não mencionar, o foco inevitável em Anna Wintour e seu estoicismo incomparável.  

Cabane Esprit Cabane Habitat ancestral et universel, la cabane est aujourd’hui un des modèles architecturaux les plus reproduits au monde. Sans s’éloigner totalement de son image romantique, enfantine ou ludique, ce symbole absolu de rêve et de liberté est devenu l’archétype de l’habitat-refuge flexible et durable, offrant un terrain d’expérimentation presque sans limite, de formes, de matériaux et de procédés de construction. Petit tour d’horizon de ces interprétations de l’esprit cabane qui œuvrent à la création de nouveaux modèles architecturaux, souvent loin des canons traditionnels et de l’agitation urbaine. Combater a erosão costeira é um pouco como o combate ao envelhecimento. Pode-se podem fazer infinitas melhorias artificiais caros, de propósito Essas melhorias irão falhar um dia, e quando o fazem, as coisas vão ficar feias. No caso da erosão, para muitos que só pode significar as malas e sair para novas pastagens (ou pelo menos o interior), para os donos da Hut em trenós, é tão simples quanto se lembrar do seu trator onde você estacionou. O Hut em trenós, você vê, é projetado para ser movido no sentido mais literal.

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a capa do livro que eu salvei como sendo de  Antoine Helbert  é na verdade deste artista

Desde que Chanel se tornou tendência, o preto transformou-se na cor reverenciada pelas fashionistas de plantão que se pretendem elegantes. O fato é que apaixonadas ou não por moda, ninguém tem dúvida que um casaqueto pretinho é a cartilha clássica das mulheres. Essa é uma das prerrogativas do livro “The Little Black Jacket: Um clássico Chanel revisitado por Karl Lagerfeld e Carine Roitfeld”. Criada nos anos 50 por Coco Chanel, a pequena  jaqueta preta sobreviveu às tendências e épocas, permanecendo uma das peças-chave da história da maison de moda francesa. Desde 1983 que Lagerfeld revisita essa jaqueta e nesse livro ela aparece diversificada através de uma centena de fotografias da peça em todas as suas variações.

Tempos invernais, pedem cores frias. Parece contraditório mas é assim que a moda funciona. Para atestar esse conceito, assistimos a um desfile apoiado essencialmente na cor cinza. Ela invadiu a passarela de Toni Francesc e se apoderou sem constrangimento de todas as peças da coleção apresentada no 080 Barcelona Fashion Week. De tão espirituosa, foi a cor cinza que salvou a apresentação do estilista e cinzelou, de maneira correta e convencional, a coordenação de peças que Francesc desenhou para esse outono-inverno 2012-2013.

Tenho uma fascinação quase incontida pelas criações desse jovem designer, o  Alexander Wang. Cada vez que assisto aos seus desfiles fico babando por algumas peças ou admirando alguns detalhes. O que me chamou a atenção na coleção primavera-verão 2013 foram as sandálias de tirinhas apresentadas no último desfile em Nova York. Elas são tão femininas, delicadas e sensuais esculpindo as pernas como se fossem linhas tatuadas. Amei!!

Os Emirados Árabes Unidos foram a grande inspiração do excêntrico Jeremy Scott que fez desfilar nas passarelas de sua coleção primavera-verão 2013 todo o brilho da cultura árabe em tons de dourado, preto, marrom e muitas estampas que fazem referência ao país. Como não poderia deixar de ser, modelos desfilavam com burkas em lantejoulas, kaftans, turbantes, lenços, muitos tecidos transparentes, chapéus e véus quilométricos para esconder cabelos e rosto. Mas tudo numa versão esporte-chique-sensual, marca registrada do estilista. Será que a cultura e as tradições do mundo árabe, com todas as suas influências ocultas, estão se aproximando da moda ocidental ainda que de forma velada?

Christopher Hay, também Chef do Hotel Edouard 7 e Hotel de Sers, é quem seleciona todos os produtos servidos no brunch orgânico do Hotel Bel Ami, que fica no coração de Saint-Germain-des-Prés, entre os Cafés de Flore e Les Deux Magots. O local é agradável com uma decoração colorida e muitos livros espalhados em estantes brancas e cítricas. Nas telas, vídeos em sequência mostram a imagem do céu de Paris. O buffet é um banquete de sabores, composto essencialmente de produtos orgânicos frescos selecionados pelo Chef Hay através de produtores locais. Para matar a fome, panquecas, bolos, torradas, sucos, bebidas quentes e uma grande variedade de cereais, frutas secas. Os ovos podem ser servidos com bacon e molho holandês, ou ainda cozidos ou mexidos, acompanhados com caviar de salmão. Há ainda o buffet com frios com salmão defumado, salada, quinoa, terrine, queijos, ostras e o buffet de pratos quentes onde há peixes, legumes, purê de batatas, queijo parmesão, polenta e, o mais importante, fica para o final: o irresistível buffet de sobremesas! O brunch é servido aos sábados e domingos, das 11h30 às 16h, e custa 42 euros por pessoa.  Hotel Bel Ami: 7-11, rue St Benoît, Paris 06.

Este é revista Christie. ., Sim, belas artes-Leilões e-Privadas-Vendas-para-de arte contemporânea Christie A Christie mesma, cujos clientes pensam ‘problemas com a economia’ é uma banda de pop edgy novo. Mercado Christie núcleo não pode ter sido afetado por esta ou qualquer outra crise econômica, mas o que mudou é a forma como Christie se envolve com seu cliente. Fundada em 1766 por James Christie de seus Great Rooms em Pall Mall, a casa de leilões vendeu algumas das pinturas mais cobiçadas e valorizadas na história. Apesar desta troca de riquezas através de ativos, o catálogo de inventário tradicional já não corta na era do “contador de histórias”. Com uma circulação (e exclusivo) de cortesia de 26.000 *, a revista conta histórias de artistas e seu trabalho, bem como contos do passado – a história da tecelagem, arte e cultura em uma estética visual bastante legal para crianças legais, com a diferença de que as crianças de Christie levar muito mais dinheiro em seus jeans skinny.

O Festival de la mode et de la Photographie de Hyères completou 27 anos neste mês de abril e como tem feito anualmente apresentou uma leva de jovens talentos tanto na moda quanto na fotografia. As imagens e as coleções dos concorrentes eram diversificadas e não tinham necessariamente uma temática em comum. A não ser o desejo de se diferenciar, ter uma vitrine para mostrar seu talento e concorrer a 15 mil Euros oferecidos pela L’Oréal Paris e ainda participar de um showroom durante a Semana de Moda parisiense.

Este ano, os chefs franceses Alain Ducasse, Alain Passard, Michel Troisgros, Pascal Barbot, Michel Guérard, Pierre Hermé Michel e Sébastien Bras decidiram oferecer o melhor do seu conhecimento em produtos de alta qualidade para o leilão que acontece no dia no dia 18 de dezembro. René Redzepi, chef do Noma, em Copenhague, eleito o melhor restaurante do mundo pelo segundo ano consecutivo, também respondeu presente. Pela segunda vez, a casa de leilões Artcurial vai transformar suas salas em epicerie de luxo durante o tempo de algumas marteladas do mestre leiloeiro François Tajan. Alguns lotes incluem o que há de mais excepcional em produtos gastronômicos, como ovos de galinha de Marrans, uma variedade quase preta, grande pedaço de carne de vaca que levou 70 dias de maturação, presunto de porco preto curtido durante 24 meses, trufas brancas, queijos, frutos cítricos raros, coletados em Perpignan, ostras colhidas no rio Belon e muitos outros produtos oferecidos pelos artesãos que rimam qualidade e raridade. A grande maioria dos lotes desta venda será revertida em benefício da Cruz Vermelha Francesa. Catálogo e maiores detalhes sobre os produtos e outras informações: http://www.artcurial.com/fr/asp/searchresults.asp?pg=1&ps=18&st=D&sale_no=2282+++ ARTCURIAL - 7, ROND-POINT DES CHAMPS ELYSÉES, PARIS 08

Por amor, Patrick Roger transforma chocolate em estado bruto em obras de arte. Ele esculpiu com esse produto os 40 anos da queda do Muro de Berlim, os primeiros passos do homem na lua e até fez uma árvore de 10 metros de altura para o Teleton França 2010. Para cumprir com esse missão ele trabalhou durante um mês esculpindo três toneladas de chocolate, que entrou na edição de 2012 do Guinness World Records. “Artista chocolatier” como é popularmente conhecido na França, Patrick Roger é o primeiro francês a abrir uma loja no coração de Bruxelas, onde os belgas reinam com suas marcas poderosas no país do chocolate. Sua butique fica na place du Sablon, repleta de antiquários e restaurantes, num belo imóvel do século 15. Patrick Roger foi considerado o “Meilleur Ouvrier de France” no ano 2000 por sua especialidade em bombons, chocolates, ganaches, trufas, geléias de frutas cristalizadas, e é um dos 12 melhores chocolatiers da França. Em Paris, suas cinco lojas são uma tentação, é praticamente impossível admirar suas vitrines, entrar e sair sem consumir. “Os japoneses associam nossa marca a produtos de alto luxo, como Ferrari e Hermès. Mas ainda precisamos crescer”, observa Patrick Roger. Nada mal para um jovem estudante que se entediava na escola… www.patrickroger.com

O local é ideal para uma pausa depois das compras ou entre as visitas à Cidade Luz. Situado no 6º andar do Printemps da moda, no coração de Paris, o Sea Food Bar Astara é um restaurante efêmero situado na Brasserie Printemps. Tal qual um oásis de paz com suas delícias, que dão água na boca, o restaurante oferece uma proposta variada de pratos, sobretudo, com apelo a mariscos e frutos do mar. Um dos detalhes que chamam a atenção do lugar é sua cúpula arredondada, totalmente em vidro multicolorido. Para evitar torcicolos, os decoradores do restaurante incrementaram uma mesa com base espelhada que reflete os mil tons dessa cúpula centenária em Art Déco. Para essa primavera parisiense, a marca Astara, subsidiária do Groupe Bertrand, lançou uma das opções irresistíveis: um caviar em edição limitada à venda a partir de 21 de março até o final de junho de 2013. Astara é o nome de uma cidade às margens do Mar Cáspio, que significa “o lugar onde o curso das águas se abranda”, no contexto gastronômico, essa definição pode ser entendida como uma proposta de pausa para degustar produtos dessa região. Esta seleção de caviar baeri, da marca Astara, é caracterizada, em especial, pela sua textura deliciosamente leve e seu frescor amadeirado, resultado da fusão de aromas delicados. Sea Food Bar Astara - Brasserie Printemps - 64, Boulevard Haussmann, Paris 09.  Reservas 01 42 82 58 84 

Descreva em apenas 140 caracteres o que você está vendo neste momento e nesta sexta-feira, 19 de abril, em Paris e compartilhe seus tweets com a hashtag # jdtap. Se seu Tweet for um dos escolhidos, eles serão repassados nos painéis eletrônicos distribuídos pela cidade e lidos na web-rádio por Oxmo Puccino e David Foenkinos. Essa operação, batizada de “Um dia de tweets em Paris” é uma ação para envolver os cidadãos e todos os apaixonados pela cidade. A ideia foi ‘copiada’ do escritor Georges Perec que passou três dias, em 1974, anotando tudo o que via na Place Saint-Sulpice, em Paris. Essa observação conferiu uma lista representativa do cotidiano de Paris e as variações parisienses em minutos de tempo, dando referência sobre a luz e a decoração do que ele via, ao vivo. Essas observações deram origem a um livro fascinante que, em tradução livre, seria algo como “Tentativa de esgotamento de um lugar parisiense.”

O desfile primavera-verão 2012, de Didit Hediprasetyo, aconteceu no hotel Crillon, Place de la Concorde, no coração de Paris. Marcado por poucas cores e muita arte chapeleira, o designer de 26 anos que nasceu em Jakarta e cursou a Parsons School of Design New York e Paris, respectivamente. O estilista imprimiu um estilo todo especial à essa coleção sem grandes apelos visuais mas com bastante variação de materiais, como o couro, e tecidos especialmente fabricados na Indonésia, na composição das roupas. O ponto forte desse desfile foi o som ao vivo orquestrado por músicos que tocavam bandolins em pontos estratégicos da passarela que ocupava os luxuosos salões do Crillon. Fotos: Christian Nouzillet

De 22 a 25 de novembro de 2012, a Hip Galerie d’Art acolhe a segunda edição do salão dos artistas joalheiros que se debruça sobre o design internacional com 12 jovens designers recém-chegados que vão apresentar suas criações numa bela exposição sobre o tema do “arco-íris”. Esse panorama da criação de jóias contemporâneas tem como objetivo apresentar o trabalho de 20 artistas selecionados por seu talento e originalidade, onde suas criações são uma vitrine que explora as concepções estéticas dos seus respectivos mundos. Cada peça se diferencia à sua própria maneira com as influências do universo do designer. Entre brilho, transparência e mistura de cores as criações destilam elegância nos acessórios esculpidos em ouro, prata, metal ou ferro. Hip Galerie d’Art - 8, rue Saint Roch, Paris 01.          

“Mannequin, le corps de la mode” Fermé pour travaux, le musée Galliera poursuit – en 2013 – son programme de manifestations hors-les-murs. En attendant sa réouverture en septembre prochain, il présente aux Docks, Cité de la Mode et du Design une exposition de photographies retracant l’histoire du mannequin de mode. Le mannequin est un acteur essentiel de la diffusion de la mode. Créé par et pour elle, il incarne les contradictions d’une industrie tiraillée entre création et commerce, dont l’une des principales activités est de produire des images. Des premières photographies du XIXe siècle aux pages de magazines, des publicités aux vidéos, le mannequin est reproduit à l’infini. Produite par les Rencontres d’Arles – édition 2012, l’exposition Mannequin – le corps de la mode a remporté un vif succès que Galliera prolonge à Paris. Près de 120 tirages – dont la plupart font partie des collections du musée Galliera – des vidéos, des magazines de mode et autres ouvrages sont ainsi réunis. Les photographies de grandes signatures comme Horst P. Horst, Erwin Blumenfeld, Henry Clarke, Helmut Newton, Guy Bourdin, Nick Knight, Corinne Day, ou encore Juergen Teller côtoient des objets en volume : mannequins de vitrine, mannequins couturière, marottes… Les Docks, Cité de la Mode et du Design 34 quai d’Austerlitz 75013 PARIS

Neste final de semana acontece a 37ª edição da Maratona de Paris e para injetar uma overdose de coragem aos corredores, sugiro essa série “Running” do fotógrafo Tabitha Soren. “Meu trabalho é sobre como as pessoas podem sobreviver ou não. É sobre decadência, sobre como a vida pode ser imprudente e como você tem que continuar, apesar de tudo. Exploro o como e o quê as pessoas podem escolher para manter-se acima das circunstâncias,” afirma o fotográfo. Percorrendo várias cidades, da Califórnia à Boston, durante mais de dois anos, Soren se dispôs a clicar momentos autênticos que transmitem uma sensação de pânico e perigo iminente, impulsionado por uma narrativa ambígua. Uma série exclusiva dessas imagens encontra-se em exibição na Kopeikin Gallery, em Los Angeles. Ao observar essas imagens clicadas como se estivessem fora de ângulo a vontade que se tem é de sair correndo… A exposição “Running” fica em cartaz de 13 de abril a 18 de maio na Kopeikin Gallery - 2766 South La Cienega Blvd, Los Angeles, California.

A arqueóloga Carole Fraresso, fundadora da marca Motché, se inspirou nos ornamentos pré-incas do extraordinário Museo Larco, em Lima, para criar suas coleções de bijoux. Linhas e formas simples, pedras coloridas e a onipresente riqueza do ouro são alguns dos tesouros de milhares de anos, revisitados pela designer francesa apaixonada por culturas andinas. As criações de Carole Fraresso, que é membro do Centre National de la Recherche Scientifique, tem sido uma verdadeira descoberta arqueológica graças ao seu trabalho desenvolvido com um dos últimos mestres ourives daquele país. Suas joias de beleza atemporal podem ser encontradas à venda na butique Arthus Bertrand:  54, rue Bonaparte, Paris 06. Até 31 de Maio suas peças estarão em exposição no coração de Saint-Germain-des-Prés, na Maison des Amérique Latines: 3, rue Cassette, Paris 06.

Poses audaciosas e um olhar capaz de transformar em num modelo de sex-appeal a mais puritana das mulheres. Dominadoras, excêntricas, independentes, amazonas, as mulheres de Helmut Newton evoluem num universo de luxo extremo, ostentando poder com uma overdose de elegância. Essa é a essência das imagens desse alemão excêntrico, que fez da fotografia sua principal paixão. Última estrela do firmamento fotográfico, Newton construiu uma carreira singular publicando suas fotos nas prinicpais revistas de moda como Elle, Marie Claire e Vogue mas foi como voyeur que ele realizou todas as suas fantasias. Num universo fotográfico à parte, onde o glamour era a palavra de ordem. Muitas de suas imagens, algumas em formato gigante, podem ser apreciadas no Grand Palais, em Paris, até 17 de junho.

“The Impossible Wardrobe” é uma performance produzida por Olivier Saillard, diretor do museu da moda de Paris, e estrelada pela atriz Tilda Swinton. Esse evento faz parte da 41ª edição do Festival d’Automne, em Paris, onde o Museu Galliera participa com esta performance que será apresentada durante três dias 29, 30 de Setembro e 01 de Outubro de 2012 no Palais de Tokyo. Esse projeto trata-se de uma reflexão poética sobre as roupas guardadas nos museus. Para esta performance a atriz Tilda Swinton, vestindo apenas uma bata bege simples, se apropria das coleções do museu Galliera. As roupas ou objetos que ela manipula com luvas brancas e gestos delicados foram selecionadas por sua beleza ou sua história. Algumas datam de meados do século 18 e os outros mais contemporâneos pertenciam a figuras históricas, em primeiro plano político ou artístico, e anônimos. Evidentemente haverá as grifes como Chanel, Balenciaga, Dior, mas o intuito da peça de Saillard é mostrar a importância dos profissionais que trabalham na conservação dessas roupas tão delicadas e sua vulnerabilidade têxtil. Tilda Swinton aprendeu estes gestos que transformam roupas comuns em  relíquia e inventou outros, delicados, românticos. Em seus longos braços, vestidos de clientes famosos parecem ser embalados para dormir enquanto sonham com um desfile de séculos passados.

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Cannes é uma loucura. Você pensa que viu todo mundo e no final você não viu ninguém porque tudo é muito rápido. É como se fosse um vídeo clip do déjà vu. Um lapso de segundos e a fotografia foi tirada. O artista já passou e a sequência continua quase ad infinitum. Celebridades que sobem e descem as escadas forradas com tapete escarlate, param, posam, sorriem e se apressam a alcançar seus lugares, abrindo espaço involuntariamente em meio a um batalhão de fotógrafos aglomerados, cada um gritando mais alto que outro. Não somente para conseguir o melhor ângulo fotográfico mas porque na posição em que eles ficam é preciso enfrentar uma verdadeira guerra de cotovelos. Posso afirmar categoricamente que as imagens que aparecem na sua tela são mais belas que as vistas a olho nu, onde a realidade nem sempre imita a ficção. Aqui tudo é superlativo, inclusive, o tempo. Mas no que é essencial, Cannes permanece sendo Cannes, a cidade do glamour.

A estilista Yiqing Yin nos encantou durante o desfile de sua coleção haute-couture outono-inverno 2013 e mostrou aos críticos de moda que a China é muito mais que um país populoso. Yin parece ter nascido com a benção dos astros, apesar de sua infância e adolescência caótica, entre a China, a Austrália e a França. Depois de tantos deslocamentos ela decidiu instalar seu micro estúdio em Paris. O estilo criativo de Yiqing Yin flerta com o erótico-poético carregado de um simbólico mistério que, sob o mote de revelar e ocultar, se fazem presentes em forma de detalhes, tecidos e alinhamentos inusitados. Esse jogo de mostrar e esconder pode ser observado entre as cascatas de tules, organzas, sedas, que fazem apelo a uma certa sensibilidade feminina paradoxal. Formada pela École Nationale des Arts Décoratifs, em Paris, premiada no concurso de moda de Hyères em 2010 e uma das vencedoras do Grande Prêmio da Criação da Cidade de Paris de 2011, Yiqing Yin domina com maestria as apuradas técnicas de drapeado e plissados, que formam ondas abstratas e conferem aos seus vestidos ares etéreos. Sua própria beleza – ela foi manequim – tem uma sensibilidade exacerbada: magra, alta, longos cabelos, rosto acentuado pelos olhos repuxados e pele clara, que imprimem uma aparência delicada, revelam, na verdade, uma personalidade forte e complexa. www.yiqingyin.com

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Conhecido pelo grande público pelas suas colunas em preto e branco na Cour d’honneur do Palais-Royal, em Paris, Daniel Buren é o artista convidado da Monumenta 2012 no Grand Palais, ocupando toda a nave desse espaço majestoso. Para tirar proveito da luz natural e da arquitetura do local que se impõe como obra de arte, Buren distribuiu enormes rodelas de plástico colorido que ao receberem a luz do sol criam a ilusão de um solo multicolor. O artista se apropriou do espaço para captar o que ele tem de melhor: sua luminosidade. Ao visitar a Monumenta de 2012 a sensação é a de estar abrigada num jardim de cogumelos, onde a luz brinca o tempo inteiro com as cores dando um dégradé especial. Pela manhã, a exposição adquire uma tonalidade e, quanto mais o dia avança, as cores atingem outros reflexos que se transforma em sucessão até o pôr-do-sol. O que nesse princípio de primavera pode ser por volta das 21h. Então, quando há estrelas no céu, elas aparecem coloridas sob a nave do Gran Palais. O efeito é mágico e surpreendente.

Enquanto Karl Lagerfeld tem ringmaster reservas de prestígio, proporcionando uma definição de guias de visitantes através da história O de luxo e requinte, desde a antiguidade até o século 20, outros comerciantes de antiguidades e jóias irá propor suas próprias viagens no tempo. Embora possa ser visto revelar o seu mais recente encontra em qualquer lugar do mundo, talvez na Feira de Arte muito respeitada em Antibes, ou em Paris, no PAD ou a Torre Eiffel Antique Show, período tese misteriosa dos amantes de jóias não procuram os holofotes . Como Pautot Alain, que nunca desistiria sua galeria nas províncias para uma loja no centro de Paris, confirma: “A construção de perto e de alta qualidade relacionamento com um cliente depende mais do que tudo sinceridade e discrição.” Endereço de um negociante livro bem guardado é tão como qualquer segredo de Estado. E todos eles têm confirmado, os amantes da tese do raro e belo estão sempre prontos para atravessar o mundo em sua busca por ultra-preciosas que um quarto que encarna o ápice da imaginação humana e artesanato. “Não há espaço para a gama”, acrescenta Pautot. “Cada jóia tem sua própria personalidade e identidade – não é algo que pode ser produzido em massa.” Na verdade, nós amamos esses tesouros pela sua dimensão emocional, sua glorificação de pedras, estilos e técnicas de produção que deixaram de existir. Coral é praticamente incapaz de encontrar hoje em dia, como algumas das configurações antigas e tece cadeia “desde os dias em joalherias teve o tempo”, como ele coloca Pautot. Junto com as criações de jóias finas, estará mostrando EXPOSITORES tese Muitas peças Art Deco, que estão desfrutando anos popularidade de construção. Mais fácil de usar do que Art Nouveau, que permanece em grande parte uma especialidade colecionadores, principalmente brancas adornos teses modernistas feitas a partir dos anos trinta perfeitamente com o espírito de hoje. Este é o caso, por exemplo, do broche Mauboussin famoso em platina, esmeraldas e diamantes descobertos pelo Jewels negociante belgas Epoque multa, ou os brincos graciosos em platina Boucheron, lápis-lazúli e diamantes, datado de 1925 e agora na coleção do Americana expositor Siegelson, bem como o Art Deco tesouro a ser apresentada por Bernard Bouisset, apresentando peças de Jean Fouquet, Sandoz e Gérard Boivin Jeanne. Foi nota selvagem, amantes dos animais não vai querer perder a Art Nouveau em libélula para o esmalte, diamantes e água-marinha de René Lalique em jóias Epoque multa, ou a marchetaria menagerie encantadora (pássaros, joaninhas, etc.) Por Cartier no Mr. Pautot ‘ s de pé. Ansioso para atender seus compradores, os viajantes inveterados tese “estão se preparando para escoltar seus A-list para Paris para que partes será muito mais antiga do que mostra do ano, contra o pano de fundo de uma decoração Lagerfeld. E depois, especialistas em todas as teses coisas vão estar de volta em seus próprios domínios requintado, pronto para receber os infelizes que perderam os Antiguidades 26 Bienal. Como o colecionador americano que recentemente cruzou o Atlântico e metade da França em peregrinação a vitrine Alain Pautot em Clermont-Ferrand. Aponte para os amantes de jóias raras, nenhuma distância é muito grande … dedicado.

“Eu gostaria de misturar artesanato e tecnologia, coisas muito antigas com as futuristas. Criar um objeto, um conjunto de objetos, é destilar tudo o que aprendemos e tentar resolver um problema. Quando era criança, não fui um bom aluno em matemática mas já desmontava tudo. Eu queria entender como a coisa tinha sido feita…” Essas são algumas das frases do designer australiano Marc Newson, pronunciadas durante a apresentação do seu livro “Marc Newson: Works” na loja da Taschen, em Paris. A editora lançou “Marc Newson: Works”, de Alison Castle, um compêndio luxuoso com capa em tecido, envolvendo 610 páginas com várias imagens dos seus projetos. Essa edição collector, apenas 1000 exemplares numerados, lançada em Paris, contou com a presença do designer, que recebeu amigos e a imprensa para um coquetel onde falou do seu trabalho e dos futuros desafios. Em suma, um livro absolutamente notável tanto quanto a personalidade do designer.

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A coleção outono 2012 – inverno 2013 do californiano Rick Owens e seus casacos desenhados com longos volumes em cascata, flerta com a arquitetura de Franck Lloyd Wright o homem que, no início do século 20, inventou a arquitetura moderna e é o criador do museu Guggenheim de Nova York. O estilista, que é amigo de roqueiros, e aprecia uma silhueta surreal em suas propostas de moda, também nutre uma admiração pela arquitetura. Essa influência fica perceptível nessa última coleção, onde Owens empregnou os tecidos com cortes de geometria espacial, declinando com leveza a simetria de microcasacos com golasem mosáico, através de tecidos tecnológicos e couros sublimados com motivos abstratos. Os gorros foram totalmente estilizados como máscaras, apenas deixando entrever as formas do rosto.

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Avec cette expo, Van Cleef & Arpels  nous révèle tout son savoir-faire en nous accueillant dans un univers chaleureux, intimiste et scintillant pour nous emmener au fil du temps dans un voyage extraordinaire et onirique au cœur de l’Art de la haute Joaillerie. Pour la petite histoire, Van Cleef & Arpels est né de l’amour d’Esther dite Estelle Arpels, fille d’un négociant en pierres précieuses, et d’Alfred Van Cleef, fils d’un lapidaire et courtier en diamants. En 1906, leur passion de la joaillerie et leur esprit d’entreprise les poussent à s’associer avec les frères d’Estelle, Charles, puis Julien et Louis, et à ouvrir une boutique au 22, place Vendôme, haut-lieu de l’élégance et du luxe. L’exposition réunie  tous les ingrédients d’une expo réussie : le lieu choisi, la scénographie, la créativité, le talent, la modernité mais surtout plus de 500 pièces exceptionnelles repertoriées par époque. Le lieu d’abord, le choix de la nef du Musée des Arts Décoratifs rend hommage à une des pièces prestigieuse de Van Cleef & Arpels, une parure de 1925 composée d’un bracelet et d’une broche, présentée et récompensée d’un grand prix à l’Exposition internationale des arts décoratifs et industriels modernes de Paris. En effet, l’histoire de Van Cleef & Arpels est jalonnée d’inventions techniques transmises de génération en génération par les Mains d’Or des ateliers. Ces savoir-faire, tenus secrets, alliés à une imagination et des sources d’inspiration très libres sont à l’origine de ce formidable foisonnement de formes et de modèles. L’exposition retrace chronologiquement et très pédagogiquement l’évolution des bijoux de 1920 à nos jours. Par exemple, les années 20 sont illustrées par des bijoux incarnant le thème floral que la maison déclinera sous toutes ses formes. A cette époque, les sujets varient autour de la flore et la faune mais aussi du goût pour l’Egypte ancienne, la Chine, le Japon ainsi que la civilisation persane qui deviennent à leur tour prétexte pour initier de nouvelles combinaisons de couleurs : lapis-lazuli, turquoise, onyx, jade, corail, émail et laque sont associés aux pierres précieuses. Parallèlement, la joaillerie blanche utilisant le diamant et le platine – dont les formes abstraites et géométriques dessinent de légers reliefs – inscrit la maison dans le courant de l’Art Déco.

Para iniciar 2013 comme il faut, a marca espahola Desigual promove pela primeira vez em Paris o lançamento das promoções de inverno com seu famoso evento Seminaked. Somente os 100 primeiros inscritos no site da Desigual terão direito a ganhar duas peças da coleção outono-inverno gratuitas. Para receber esse presente é preciso entrar na fila vestindo somente peças íntimas! Com as temperaturas baixas que tem feito em Paris, essas pessoas seminuas no espaço público vão causar um verdadeiro congestionamento de curiosos e atrair olhares diferentes num dos pontos turísticos da cidade. O evento acontece nesta quarta-feira, 9 de janeiro, às 7:30. Os dois Discobus deixam a Praça Concorde, ao pé da Roda-Gigante, com os 100 primeiros registrados na página do Facebook-Desigual. Uma vez dentro de um dos Discobus, os participantes irão se despir ao som de muita música para esquentar o corpinho. Boa sorte aos selecionados que poderão escolher as roupas de seus sonhos e transformar esse evento em algo delirante.

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http://www.underthebridge-creation.com Esmod de pós-graduação Roubaix, primeiro modelo prêmio de 2008. Designer do JP Montaigne, Paris: couro e peles para oficina de alta costura parisiense, 2008-2010. ATIVIDADES Cria peças únicas Sob a ponte Designer / protótipos para marcas de luxo Roupas de grife luxo sob medida Traje para o palco abordagem artística Esculpir o corpo na matéria. Moldar uma identidade. Restrições do corpo, suas formas e movimentos tornam-se as regras e abrir para as infinitas possibilidades de criação. Uma vez no local, o material vem à vida.

Se você estiver flanando pela Cidade Luz até junho, não deixe de visitar no primeiro andar da Torre Eiffel a exposição “Paris me” com charmosas e divertidas ilustrações da dama de ferro e suas infinitas variações. Essa exposição itinerante foi pensada e criada por duas artistas: Marcella, que adora escrever, e Pepée, uma ilustradora cheia de talento. A fórmula deu certo e as duas artistas tomaram posse do símbolo universal da cidade de Paris: a Torre Eiffel, reinterpretando variações desse monumento que embeleza uma das metrópoles mais cosmopolitas do mundo. As imagens são de uma ternura infinita com pinceladas e acenos simbólicos, que homenageiam renomados designers e artistas da arte pop francesa. 

Estética industrial em concreto armado, pilastras de ferro aparente com teto envidraçado. Essa é arquitetura do Cent Quatre que passou dois anos em reforma antes de abrir suas portas ao público no final de 2008 para tornar-se o centro artístico por excelência da cidade. Graças à política cultural do prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, o local foi planejado para acolher artistas-residentes de todas as partes do mundo e transformou-se em pouco tempo na opção preferida para a promoção de festivais musicais, exposições, conferências, ateliês, feiras de arte e desfiles de moda, como os dos estilistas Alexandre McQueen e da Maison Martin Margiela, em 2010, que souberam aproveitar dos quase 40.000 m² do local para organizar passarelas com mise en scène teatral. Esse espaço artístico, único no mundo, abriga uma livraria, um restaurante e La Maison des Petits espaço lúdico imaginado pela designer Matali Crasset, dedicado exclusivamente para pais e filhos.  Le 104: 11, bis rue Curial, Paris 19

O “Spa My Blend by Clarins” instalado no suntuoso hotel-palácio Royal Monceau Raffles, em Paris,  é imaculadamente branco e foi decorado por Philippe Starck, que colou nas paredes centenas de espelhos bisotês em vários formatos distribuídos um espaço de 1500m². Além dessa decoração design total, do hammam, da sauna turca e da enorme piscina, o que atrai a clientela são os tratamentos personalizados e a gama de cosméticos ultra-estética da Clarins. Vale a pena investir num Day Spa começando com o  tratamento “My Blend visage” para o rosto, onde a sensação de rejuvenescimento é imediata, depois se entregar a um coaching individual para uma série de pilates, yoga, massagens ou outros exercícios tônicos. Não é por acaso que o local já é considerado um santuário de beleza. Aberto ao público em geral, mas é preciso reservar com antecedência. www.raffles.com/paris

Estrelas do mar, medusas e bulbosas, esculpidas em formas diáfanas fazem parte da coleção de luminárias avant-garde criadas pela designer israelense Ayala Serfaty. Conhecida pela sua sensibilidade estética e por dar formas femininas às suas criações, Ayala utiliza texturas e materiais diversos para compor peças decorativas, que traduzem com riqueza de detalhes o minimalismo de suas criações com forte apelo e referência à fauna e flora marinhas. A silhueta da luz atravessando e delineando com suavidade as formas dos objetos criados por Serfaty com apelo biológico são compostas de filamentos finos de vidro retorcidos em estruturas espaciais que, juntamente com a pulverização em polímero geram uma fina membrana que dá forma aos desenhos de inspiração na vida submarina.   As luminárias de Serfaty podem ser encontradas nas coleções do Museu de Belas Artes de Boston, Museu de Artes e Design, em  Nova Iorque e no Museu de Arte de Tel Aviv. Ela faz parte de uma comissão artística do Museu Casa da Moeda, em Charlotte, na Carolina do Norte. Ao lado de seu trabalho de iluminação artística, Serfaty desenvolve projetos e móveis para seu atelier Aqua Creations Lighting & Furniture, baseado em Tel Aviv e tem escritórios de representação nos Estados Unidos, em Nova Iorque, na Holanda e em toda a Europa. www.ayalaserfaty.com

Ela é perdidamente apaixonada por gatos, nasceu com o nome de Pamela Rosalind Grace Coddington há 71 anos atrás, em Anglesey, numa ilha ao largo da costa norte do País de Gales e hoje é uma das editoras de moda mais em VOGUE, um torcadilho à revista onde ela trabalha há décadas. Talentosa e discreta, Grace Coddington é uma exímia ilustradora e excelente observadora. No livro “Grace, a memoir”, recentemente lançado nos Estados Unidos, ela conta sua trajetória na indústria fashion, onde seus desenhos relatam humorísticamente suas experiências nesse sentido. Depois do documentário “The September Issue” Grace se tornou conhecida e muito mais admirada pelo grande público. Em contrapartida, ela diz detestar esse culto à celebridade e foge tanto quanto pode desse assédio que a mídia tem feito em relação a sua maneira única de enfrentar e trabalhar com Anna Wintour, a diretora de redação mais poderosa do planeta. “Nesse mundo da moda ultra-competitivo, com milhares de bajuladores à postos, é preciso aprender a se impor e se tornar indispensável, senão, no primeiro conflito, sua cabeça é cortada sem a mínima condescendência”, sentencia. O livro “Grace” é uma compilação dos momentos marcantes da história de vida de uma pessoa que não abandonou em nenhuma circunstância seus códigos morais. Uma atitude admirável numa área em que valores como ética, integridade e sinceridade parecem ultrapassados.

Não há nada mais energizante que um dia de sol e Vincent Van Gogh sabia disso quando decidiu mudar-se para o sul da França e usar como tema recorrente os girassóis. Instalado em Arles, na Provence, o sol forte e o céu azul dessa região, transformou o espírito do angustiado pintor holandês que, rapidamente, estabeleceu a “casa amarela”, na Place Lamartine, que também era seu estúdio. Ele a pintou totalmente em amarelo, tanto as partes externas como o seu interior, criando um belo contraste local. Na verdade, ele tinha como projeto estabelecer uma residência de artistas, uma espécie de colméia para receber durante temporadas seus amigos. Para acomodar o seu amigo Paul Gauguin, que viveu algum tempo com ele, Van Gogh pintou girassóis no quarto que ele ficaria. Como a moda imita a arte, a Rodarte reproduziu em sua coleção Primavera-Verão 2012 os girassóis de Van Gogh em saias, blusas e vestidos que distribuíam vivacidade e embelezavam tudo por onde passavam. 

A performance de Mia Wasikowska, como a personagem India Stoker, é impressionante. Ela tem uma presença de espírito inquietante e perturbadora que faz com que o filme Stoker, de Park Chan-wook, passe com a mesma rapidez de um raio. Essa trama é a história de uma jovem solitária e reclusa, India Stoker, que não estava preparada para enfrentar a perda de seu pai e melhor amigo Richard (Dermot Mulroney), em um trágico acidente de carro. A solidão da propriedade familiar, a paz de uma cidade tranquila, e a monotonia tácita de sua vida numa casa rodeada de bosques serão subitamente abaladas, não somente, por este misterioso acidente, mas pela chegada repentina de seu tio Charlie (Matthew Goode), a quem ela ignorava sua existência. Quando Charlie vai morar com ela e sua mãe emocionalmente instável Evie (Nicole Kidman), India acredita que o vazio deixado pela morte de seu pai será finalmente preenchido pela linhagem familiar,  representada por Charles. Logo após sua chegada, India suspeita que este misterioso e encantador homem tem segundas intenções. No entanto, em vez de nutrir um sentimento de indignação ou medo, essa jovem sem amigos torna-se cada vez mais apaixonada por ele… Dez anos após o chocante “Oldboy”, o diretor sul-coreano Park Chan-wook atravessa o Pacífico para transformar Stoker num suspense à la Hitchcock com um casting Hollywoodiano de fascinante beleza plástica.

Justin Kern é um dos designeres da marca Co-Collection juntamente com  Stephanie. No coquetel de apresentação da coleção, que aconteceu na galeria Martine Aboucaya, em Paris, quem dava o ritmo dos drinques era o filme do Daft Punk, Thomas Bangalter, que dirigiu a atriz francesa Elodie Bouchez em Marrakesh num cenário que fazia lembrar o filme Sob o céu que nos protege, de Bernardo Bertolucci. As roupas cheias de estilo da Co-Collection podem ser encontradas nas lojas mais bacanas em várias cidades como em Londres, na Barneys and Browns, em Paris, na Montaigne Market,  em Chicago, na Ikram, em Nova York, n Hirshleifer’s, em Miami, na Capitol Charlotte, Alchemist, entre outras. Atenção compradores e investidores em potencial, Kern me confessou que adoraria encontrar um parceiro de negócios no Brasil.  

Simplesmente fantásticas essas sandálias do desfile primavera-verão da Altuzarra. Gladiadoras do mundo fashion uni-vos para passear com as pernocas no próximo verão com essas sedutoras sandálias esculpidas em couro. O look clean das peças ajuda a colocar em evidência as pernas femininas. Ave César.

Primeira retrospectiva das obras mais emblemáticas do artista americano desde os anos 80 até os dias atuais, a exposição “Jeff Koons”, apresentada na Fondation Beyeler, na Basiléia, foi concebida a partir de três grupos que revisitam seus trabalhos divididos em The New, Banality e Celebration. Expostas de maneira específica no sublime prédio desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, “Vase of Flowers”, “Pink Panther”, a pantera cor de rosa de porcelana abraçada a uma loira, estão entronizados no meio de uma das salas, assim como “Lobster”, a grande lagosta vermelha em alumínio policrômico que, à primeira vista, parece um brinquedo gigante. Nos jardins da fundação artística, encontra-se o “Split Locker”, escultura gigantesca composta de 100.000 flores. Fiel aos seus temas prediletos -  sexualidade, inocência e beleza – Koons nos convida a redescobrir toda a sua irreverência. Um trabalho que mescla humor, emoção e impertinência. Até setembro.

Este é um dos meus esconderijos prediletos em Paris. Aqui, escondida entre estantes de livros, descobro os segredos do estilo de ter uma alma culta em meio a calmaria que reina nesse ambiente quase monástico. A livraria Assouline, em Saint-Germain-des-Prés, é um desses  lugares sagrados onde o espírito e a alma parecem estar em plena harmonia. Aqui dá para ler ou apenas folhear desavergonhadamente alguns dos mais  belos livros publicados pela editora. Os pequenos detalhes com que cada publicação é apresentada faz com tudo pareça tão sofisticado, que ler o belo é mais que um exercício intelectual, é um deleite para o espírito. Assouline - 35, rue Bonaparte, Paris 06.

Robert Redford, Tom Cruise, Marilyn Monroe são algumas das muitas celebridades que ostentam as lentes de um Ray Ban com muito charme. Esse óculos que tornou-se a coqueluche de todo o showbizz, comemora 75 anos e, para festejar esse mito quase centenário, a marca criou uma linha batizada de Aviador. Esta edição limitada da Ray-Ban Aviator tem sua ramação icônica numa versão óculos de sol slimline e lentes amarelas com  modelos sensível à luz e lentes fotocromáticas que escurecem conforme a luminosidade, mais celebrity, impossível. www.ray-ban.com

“Não existe limites, a não ser aqueles que você mesmo pode se impor” costuma afirmar Bert Stern, um dos fotógrafos mais provocadores de todos os tempos, fervorosamente solicitado por Hollywood e paparicado pelas agências da Madison Avenue. Nos anos 50, Stern torna-se um pioneiro no poder conceitual das fotografias de publicidade e um ás da cultura impressa, que ele domina como um mestre. Para conhecer a história de vida desse grande fotógrafo, contada por ele mesmo e com vários testeminhos, o documentário Bert Stern: Original Madman é uma excelente pedida. Recentemente lançado e dirigido pela cineasta Shannah Laumeister que, como muitas das mulheres na vida de Bert, começou um caso de amor com o fotógrafo através das lentes de sua câmer. Em “Original Mad Men”, o próprio Stern fala de sua paixão pelas mulheres e sua vida desregrada nos bastidores do showbizz. Em junho de 1962, Bert Stern oferece para a Vogue americana 2500 fotos de Marilyn Monroe. Batizadas de ”The Last Sitting”, provavelmente sua obra mais conhecida, estas fotos foram tiradas durante um período de três dias no Bel Air Hotel, em Hollywood. Fotografada envolvida num véu,  disfarçando um pouco sua nudez, Marilyn aparece quase natural. “O que queria era ver Marilyn em seu estado puro”, confirma Bert. A revista Vogue considera o resultado muito provocativo e encomendou uma segunda sessão de fotos e, desta vez, Marilyn posou com vestidos de alta-costura. No dia do lançamento da revista, anunciaram a morte da atriz. Sendo assim, Bert Stern foi o último homem a ter fotografado Monroe… Juntamente com grandes nomes como Irving Penn e Richard Avedon, Stern, agora com 83 anos, atingiu um nível de sucesso com suas fotos icônicas que o definem como uma celebridade. “Bert Stern: Original Madman” está em cartaz nos Estados Unidos e ao redor do mundo a partir de hoje, 05 de abril, em conjunto com uma exposição apresentada na Galeria Staley-Wise, em Manhattan.

Tudo é silêncio e tranqüilidade assim que se cruza a porta do número 12, rue de Baune, no 7º arrondissement parisiense. Um pedestre incauto poderia imaginar que essa antiga porta esculpida há séculos seria apenas o endereço de uma residência discreta, mas é nesse endereço que se encontra o showroom do designer e arquiteto de interiores Chahan Minassian, 50 anos. Rodeado de calma e cercado de beleza, é aqui que ele acolhe calorosamente os clientes internacionais para propor projetos cheios de estilo. A atmosfera artística não abandona o local em nenhum momento, desde o jardim repleto de plantas, que enquadram portas e janelas, ao hall decorado com móveis refinados e acessórios elegantes. Nesse antiquário, tudo parece milimetricamente pensado para estar em harmonia e essa não deixa de ser a primeira impressão que se tem do caráter refinado desse anfitrião. Afinal, Chahan é apreciado por seus clientes exatamente por ser detalhista e possuir um olho clínico para o que é belo e sofisticado. Aliás, essa característica marcante é apenas uma das facetas da brilhante personalidade desse armeniano que se instalou em Paris em 1976 e, desde então, vem conquistando o mundo. Não é por acaso que Chahan Minassian é um especialista na arte de conquistar, seja desenhando projetos arquiteturais ao redor do mundo, com o toque inequívoco de sua elegância, seja recebendo as pessoas para uma conversa informal em torno da beleza com o propósito de transformar a casa delas num verdadeiro oásis de paz. Tal qual a atmosfera do seu showroom em Paris. www.chahan.com

O Brasil tem a reputação de ter os biquinis mais ousados do mundo, mas foi Lea Gotlieb, uma das mais importantes designers de moda praia, quem inventou o conceito de vestir-se para desfilar às margens das águas. Essa israelense, que nos deixou há pouco tempo, em novembro de 2012, colecionou ilustres fãs e, em sua lista de celebridades, constava nada menos que Diana, a Princesa de Gales e a Rainha Sofia da Espanha, além de Jackie Onassis comandava a lista das mulheres mais influentes na política. Hollywood inteira desfilava com seus maiôs, pareôs e biquínis, como as atrizes Elizabeth Taylor e Brooke Shields. Lea Gottlieb foi a fundadora de Gottex Swimwear Brands Inc., uma empresa de moda praia que colecionou prêmios ao longo de vários anos até ser vendida em 1997 pela sua proprietária. Gottlieb e suas criações estão sendo homenageadas no Design Museum de Holon, em Israel, sua terra natal, com a exposição “Lady of the Daisies”, que mostra o que as mulheres vestiam para ir à piscina ou à praia. Na cenografia da exposição há modelos de biquínis glamourosos, dignos de uma Bond Girl dos tempos modernos, elegantes peças e clássicas combinações que esculpiam sensualmente o corpo feminino em coleções atemporais que nunca saíram de moda. “Lady of the Daisies” cartaz até 04 de maio no Design Museum de Holon.

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“Ó Pátria amada, idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido. De amor e de esperança à terra desce…” Mais ufanista, que nosso hino nacional, impossível, mas é esta a imagem simbólica do Brasil no exterior. Para festejar esse país festivo, alegre e cordial as lojas de departamento Le Bon Marché Rive Gauche, em Paris, organizam de abril à junho de 2013 a exposição “Le Brésil Rive Gauche”. Uma mostra que promete expor o melhor da cultura brasileira em artigos de design, moda, gastronomia e o universo do “Made in Brazil”, revelando em conta gotas toda a criatividade dos filhos deste solo da mãe gentil. Crédito das fotos do ‘preview’ apresentado para a imprensa: Helena Couffin

O movimento recorrente das cachoeiras se eternizam com suas quedas d’água e o riacho que borda uma vereda em meio às montanhas parece ter sido desenhado. O Monte Saint-Michel aparece dominante e impacível ao longe, cercado pelas marés que o isolam do continente. Um lago congelado assemelha-se a uma vasta plataforma tendo no seu centro um único cisne. A solidão das embarcações que parecem ter náufragado na maré baixa revelam toda a sua pequenez em relação a dimensão do oceano. Cada uma dessas imagens tem algo em comum: o estilo indiscutivelmente bucólico do húngaro Ákos Major. Esse ex-publicitário tem empregado todo o seu talento e olhar clínico para criar a ilusão de que é possível parar o tempo durante alguns décimos de segundo e eternizar o momento através do registro fotográfico. Ákos Major, 38 anos, decidiu mudar de vida antes de embarcar numa viagem de aventura para o Marrocos. Depois dessa experiência e de ter conseguido ver o mundo sob uma outra ótica, ele começou a se dedicar à fotografia panorâmica e fixar com suas lentes tudo o que o circunda, de preferência, saindo para fotografar em dias cinzentos. Segundo ele, “é preciso que a paisagem tenha um significado maior que a própria beleza explícita a fim de que, com minha câmera, consiga captar o mistério dos lugares”. Suas imagens surreais são de tirar o fôlego, graças à serenenidade e à placidez dos elementos que orquestram cada clique. O resultado dessa paciente exposição in natura são fotografias que cultuam uma grande abstração e convidam à reflexão. É quase impossível olhar para essas paisagens eternizadas em tons monocromáticos sem conceituá-las como sinônimo de paz de espírito. www.akosmajor.com

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A artista brasileira Lygia Pape, que imprimiu sua marca na arte Neoconcreta brasileira, está sendo homenageada na Serpentine Gallery pela sua ousadia e rigor formal. “Espaço magnetizado” é a primeira grande exposição do trabalho de Lygia Pape, que está sendo apresentada pela primeira vez no Reino Unido. Em cartaz até fevereiro de 2012, na Serpentine Gallery, em Londres, a mostra reúne várias obras, algumas conhecidas e outras inéditas, cobrindo escultura, performances, pinturas, filmes, poemas, gravuras e colagens da artista. A exposição “Espaço magnetizado” apresenta obras de toda a carreira de Pape, incluindo os primeiros desenhos e poemas de seu período Neoconcreto, como livros, a série batizada de “Caixas”, balés e performances, a obra “Divisor” e “O ovo”. Muitos destes trabalhos foram criados em resposta à repressão política crescente no final dos anos 1960 no país e reflete a visão crítica da artista sobre a elite brasileira. Pape centrou-se na representação da emoção e da sensação, que foram descritas pelo artista Hélio Oiticica, contemporâneo de Pape, como “sementes permanentemente abertas.” Com seu incrível estilo de produzir arte, Lygia Pape (1927–2004) deixou cair as barreiras entre o espectador e a obra, manipulando linguagens visuais e espaciais para fazer do trabalho artístico uma construção permanente. Pape é conhecida pela realização de gravuras e composições complexas, algo que ela repetiu mais tarde em suas instalações. Sua busca constante por uma linguagem dedicada a incorporar o espectador à obra a levou a trabalhar com crianças das favelas do Rio de Janeiro, onde criou uma invenção singular com grandes telas brancas, repletas de buracos perfurados em que crianças passavam suas cabeças e, sem saber, faziam parte de uma obra de arte no simples ato de brincar. Serpentine Gallery, Kensington Gardens, London, W2 3XA

Super-produtor de R&B e multimídia, o cantor Pharell Williams, em colaboração com a empresa francesa Domeau & Pérès, desenhou uma bicicleta haute couture, que pode ser totalmente envelopada em couro nobre. Para realizar esse projeto foram necessários nada menos que 4.130 peças de cromo e 100 horas de trabalho artesanal mas o resultado é impressionante. Em edição limitada produzida pela empresa Brooklyn Machine Works, de Nova York, a bicicleta pode ser fabricada na cor que o cliente desejar, mas atenção, a seleção é rigorosa, pois é apenas um modelo por cor. Essa customização, evidentemente, tem um preço, afinal, essa bicicleta é um gadget de luxo único e esteticamente perfeito, que pode ser adquirido pela bagatela de 20.000 Euros. Disponível apenas nas boutiques on-line da Gagosian ou Domeau & Pérès.

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Monumento histórico, o cinema La Pagode, localizado no jardim de uma antiga mansão emestilo oriental tem uma programação ambiciosa no coração de Paris. A história do La Pagode  é interessante e a lenda conta que esse palácio  foi construído, em 1896, como um presente do Monsieur Morin, dono da loja de departamentos Le Bon Marché, para reconquistar sua esposa. Numa época em que o orientalismo estava na moda, M. Morin não poupou esforços emocionais e financeiros para construir um verdadeiro palácio oriental em Paris. La Pagode foi salvo da demolição em 1970 e abriga atualmente duas salas de cinema estravagantemente decoradas, onde o espectador pode facilmente se distrair com as pinturas, tapeçarias, vitrais, lustres e, especialmente, com o exuberante quarto japonês. O local é um dos poucos templos do cinema independente, em Paris, que oferece filmes em versão original de diretores como Kusturica, Manoel de Oliveira ou Ken Loach. Esse é um local altamente recomendado para fazer uma pausa, tomar um chá no pequeno jardim oriental, que é aberto ao público, ou apenas para apreciar a bela fachada arquitetural. Detalhe: todas as solicitações de bebidas devem ser feitas no caixa do cinema e alguém virá servi-lo no jardim, que comporta poucas mesas. La Pagode, 57 rue de Babylone, Paris 07.

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Do estilista Gareth Pugh à Marc Jacobs todos adoram as bonecas estilizadas de Andrew Yang de traços delicados que denotam uma beleza andrógina. No corpo esguio, tatuagens no peito e flores decalcadas, uma em cada ombro, intercaladas por citações. Esse jovem designer em ascensão e o mais novo queridinho de estilistas, editoras e produtores internacionais. O circuito da moda parece estar, literalmente, aos seus pés e das suas Kouklitas, nome de batismo de suas bonecas. Aliás, no mundo de Yang tudo pode se transformar numa boneca de pano estilizada, graças às suas mãos habilidosas e ao seu talento original. Dos editoriais e capas de revistas internacionais, produzidas especialmente com a imagem de suas Kouklitas, aos modelos de cópia conforme de grandes personalidades do showbizz, tudo pode ser personalizado em bonecas de pano por esse designer. Surpreendentemente, ele já transformou suas bonecas em referência para a alta-costura e maisons, como Lanvin e Givenchy, tem solicitado cada vez mais o seu trabalho para ilustrar catálogos e coleções cápsulas. Nada mal para quem começou desenhando roupas para a Barbie e hoje vende suas bonecas nas maiores lojas de departamento ao redor do mundo, além de ter conseguido transformar o seu hobbie numa maneira singular de manter a mídia interessada em suas coleções de bonecas feitas à mão. Quem deseja encomendar um modelo customizado da sua própria Kouklitas, deve contatar o designer no site: www.kouklitas.com

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Entre 1888 e 1898, Henri de Toulouse-Lautrec produziu suas melhores obras de arte. Ele não somente pintou mas fez uma infinidade de cartazes, todos, relacionados a sua intensa vida social, quando passava bastante tempo nos cinemas, cabarés e cafés-concertos. Apaixonado pela vida boêmia, talvez por medo de não ser aceito pela sociedade por causa de sua deformação física, escolheu amigos igualmente marginalizados, como artistas de circo, cafetões e prostitutas. Vivendo principalmente nos bordéis, Toulouse-Lautrec bebeu muito álcool, especialmente absinto, e sua vida tornou-se cada vez mais sem rumo. Os historiadores relatam que ele sempre escondeu uma garrafa de álcool em sua bengala. A cidade de Albi, nos pirineus franceses, renovou completamente o museu Toulouse-Lautrec dedicado ao filho mais ilustre da cidade. Em suas salas é possível apreciar uma quantidade significativa de cartazes e quadros pintados pelo artista, além da reconstituição de grande parte do história da sua vida. A casa da família fica nas redondezas da cidade e também é um ponto turístico a ser visitado. Em fevereiro de 1899, ele teve um colapso nervoso e foi confinado em um sanatório, quando saiu, em dezembro do mesmo ano, recomeçou a pintar, mas nesta fase suas obras não foram tão brilhantes como aquelas de antes do seu esgotamento. “Eu sabia que um dia você ainda se mataria…” frase sarcástica do seu pai, um caçador aristocrata, quando vinha vê-lo em Paris, deixou-o ainda mais desanimado e, em 01 de março de 1901, ele caiu numa depressão ainda mais grave. Antes de desfalecer, exprimiu com pesar: “La vie est belle”, falecendo logo depois, no mês de setembro, com a idade de trinta e sete anos. www.museetoulouselautrec.net

Anne Deniau foi a única fotógrafa que acompanhou, ao longo de treze anos, o designer britânico Alexander McQueen. Desses momentos singulares, raros e preciosos, ela captou imagens de extrema beleza que revelam o grande talento desse artista. Essas imagens, compiladas no livro “Love Looks Not with the Eyes”, em tradução livre ”O amor não olha com os olhos”, publicado pela editora La Martinière, é um presente para quem admira o trabalho delicado e inspirador do estilista McQueen.

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Fiquei curiosa quando encontrei o nome da exposição Brasil! de Xavier Roy, no calendário do Festival Photo de Saint-Germain-des-Prés. Mandei uma mensagem parabenizando-o por ter escolhido o Brasil como tema de sua exposição e ele gentilmente me respondeu convidando-se para me acompanhar durante minha visita à Galerie Espaces 54. Nos encontramos numa tarde fria desse outono e esse apaixonado confesso pelo Brasil me relatou algumas de suas epopéias no Brasil, seus encontros e as novas emoções relacionadas à descoberta desse país longínquo. Xavier Roy viaja todos os anos para usufruir da alegria de viver dos brasileiros e, em suas aventuras, alimentadas pelo sonho de desbravar a terra brasilis, ele se perde em lugares remotos, como a praia da Raposa, no Maranhão. Um lugar ermo e fora de rota para quem não é nativo da região. De lá, ele captou com sua câmera a imagem de uma planta que rasteja enfeitando a areia branca e dando a ideia de que a vida pode brotar em todos os lugares. Pergunto como ele fez para chegar até lá, ele não se lembra, mas afirma que gosta de frequentar lugares que não estão nos guias de viagem e prefere se perder, sempre. E assim ele prossegue suas histórias entre Recife, Juazeiro do Norte, Petrolina, Rio de Janeiro, Olinda, observando gentilemente os transeuntes e as situações corriqueiras para investigar sua paixão in loco. As imagens de Xavier Roy são feitas de ternura, são singelas e apaixonadas, confirmando o que nós, brasileiros, sabemos e os estrangeiros não entendem: o Brasil não se deixa revelar, nem mesmo quando se mostra em toda a sua cândida beleza. A exposição Brasil! de Xavier Roy fica em cartaz até 30 de novembro.

Tinha que ser os Irmãos Campana para mostrar ao mundo que a arte barroca dos séculos 17 e 18 se confunde com a própria cultura brasileira. Para fazer jus a essa simbiose os designers  introduziram um elemento fortemente teatral, gótico e sensual nessa coleção que tem a identidade visual dos Campana. Parte dessa coleção tinha sido exposta no ano passado no Museu das Artes Decorativas em Paris. É um prazer visual poder deleitar-se com a sensação de reviver as glórias do período rococó e sua suntuosa decoração banhada em ouro e bronze numa acumulação de pequenas quinquilharias que compõem a estrutura de cadeiras, mesas, candelabros e outras peças decorativas. As peças estão em exposição de 1 de maio à 15 de junho na David Gill Galleries, em Londres. David Gill Galleries: 2-4 King Street, (corner of Duke Street), St James’s, Londres.

O Festival de Cinema de Cannes é, sem dúvida, um dos mais divulgados no mundo. Seus vinte e quatro degraus são os mais clicados e é por eles que antevemos o que será estonteantemente glamouroso nas próximas estações. Sem falar que os atores e diretores sonham e se debatem terrivelmente pela Palme d’Or, o mais cobiçado prêmio do Festival. Mas Cannes é, acima de tudo, uma incrível loucura com a maior concentração de celebridades por metro quadrado, festas ultra-privadas, almoços muito particulares e um dos mais incríveis bastidores  de moda à céu aberto, quer chova ou faça sol. Por isso, dar uma espiadinha no que as atrizes usaram nessas últimas semanas também é uma maneira de homenagear a Sétima Arte.

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Apaixonado por cinema, o artista americano Ed Ruscha (1937), que nasceu em Nebraska, costuma afirmar que assim como vários cinéfilos, ele se sente um cineasta frustrado. Para atenuar essa desilusão, Ruscha se dedicou à fotografia, ao grafismo e à pintura. De suas telas surgiram declaraçõs explícitas à sétima arte  e para homenagear esse artista que tem a escrita como suporte especial, algumas de suas obras podem ser apreciadas na exposição “Ed Ruscha: Reading Ed Ruscha”, apresentadas até agosto no Kunsthaus Bregenz, na Áustria. Suas telas gigantes retratam os símbolos da cultura de massa, onde as palavras e as frases colocadas em fundos monocromáticos ou policromáticos parecem se transformar magicamente numa pintura. Na maior parte de suas criações surge uma Los Angeles dos grandes espaços e a arte cinematográfica de Hollywood, sua verdadeira paixão.  Depois de tanto produzir obras que faziam alusão ao cinema, Ruscha pode, enfim, depois de quase cinqüenta anos dedicados à pintura, realizar seu filme. http://www.kunsthaus-bregenz.at/

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A estrada tem sempre um sentido mítico. Há aqueles que estão na estrada para se encontrar ou se perder. Sem destino ou sem direção, a verdade é que a estrada é uma representação simbólica da própria vida. Uma maneira figurada de viver em constante questionamento. Essa foi uma das alternativas escolhidas pelo escritor  americano Jack Kerouac que, no final de sua trajetória como viajante-errante, escreveu “On the road”, um dos livros mais emblemáticos sobre a arte de perder-se ou encontrar-se. Na estrada e na vida. Walter Salles com seu talento e sensibilidade transpôs para as telas a vida de um Kerouac perdido em seus dilemas existenciais. No filme-documentário sobre a vida do autor, os personagens que cruzaram sua vida são um gênero à parte. Garrett Hedlund, Sam Riley e Kristen Stewart estão impecáveis e mergulharam fundo no mundo sombrio de Kerouac conseguindo transmitir toda a angústia de uma geração. Para entender melhor o ponto de vista do filme que Salles dirigiu, a grande sacada é ler o livro e tentar não fazer comparativos. Afinal, na estrada assim como na vida, os horizontes nunca são os mesmos.    

Um café que leva a assinatura de dois grandes representantes da art de vivre, cada um em seus respectivos universos, ou seja, moda e alta gastronomia. Paco Rabanne e a maison Hédiard decidiram investir nesse projeto de um café efêmero, que vai durar apenas alguns meses, de 25 janeiro a 24 de março, portanto, se você estiver em Paris não deixe de ir ao  Printemps Haussmann para saborear as sobremesas deliciosas assinadas pelos chefs da Hédiard.

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O estilista português Felipe Oliveira Baptista, novo diretor artístico da Lacoste,  sucede Christophe Lemaire, que ocupou o cargo desde 2000 e partiu para a Hermès, assumindo parte da nova estratégia geral da Lacoste que é renovar a expressão da marca, incluindo o rejuvenescimento das coleções femininas, além de apostar nas compras via internet e focar as vendas na conquista dos países emergentes, como China, Brasil, Índia, sem perder o controle do mercado europeu. Felipe mostrou que tem fôlego e talento no seu batismo de fogo durante a Semana de Moda de Paris neste ano. Essa primeira coleção Primavera-Verão da Lacoste trouxe todos os signos da mudança que a maison solicitou para o estilista. Na passarela, composições gráficas, que brincam com cores fortes e estruturam a silhueta em cortes retos que fazem lembrar o rigor da arquitetura e do design. Mas com o estilista manteve a determinação de deixar as mulheres muito mais femininas num sportswear chique. Bravo, Felipe! www.lacoste.com

Depois de tanto bafafá, “La petite veste noir”, a exposição mais aguardada do ano, invadiu Paris com sua horda de súditos e celebridades que seguiam o Kaiser da Moda. Para delírio e frenesi dos fashionistas que terão que enfrentar filas quilométricas para ver as centenas de fotografias da “petite veste noir” sendo encarnada por artistas e personalidades  vestindo a famosa peça criada por Coco Chanel em 1954.  A mostra em preto e branco, of course, é gratuita e fica em cartaz no Grand Palais até 25 de novembro de 2012. Horários e maiores informações aqui: lapetitevestenoire.chanel.com

Ao contrário de suas consortes, a atriz Tilda Swinton não se privou do seu estilo singular desfilou pelo tapete vermelho do Festival de Cinema de Cannes com um penteado original e de vanguarda: uma crista loira esculpida naturalmente com as mãos e escova.

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Viagens e sonhos é a temática recorrente dessa segunda edição do Festival Photo Saint-Germain-des-Prés, que oferece um percurso impecável de galerias e livrarias especializadas em fotografia. Até 30 de novembro algumas ruas desse tradicional bairro parisiense oferecem opções variadas para que o visitante especializado ou incauto se embriague com as dezenas de fotografias clicadas ao redor do mundo e expostas em homenagem ao festival. Um fascinante percurso que nos faz viajar através dessa seleção de imagens oníricas de um mundo imaginário e distante. A relação de todas as galerias pode ser acessada no site: www.photo-saintgermaindespres.com

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Câmera Work, em Berlim, apresenta anualmente a mostra “FACE/project” onde expõe mais de 30 obras originais de Richard Avedon, Irving Penn, P. Horst, Man Ray, Peter Lindbergh em imagens que questionam os limites entre a fotografia de moda, o desenho e a pintura. Claudia Schiffer, Amber Valetta e Julia Stegner são algumas das várias personalidades retratadas. Rompendo com a reunificação das duas disciplinas, os artistas da imagem relevam em “FACE/project” a superficialidade da fotografia para dar às mulheres representadas uma complexidade sutil. 

Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot foram os ícones das famosas ballerines de Repetto. Verdadeiro must-have das francesas e fashionistas que adoram pisar no chão como se fossem bailarinas. Para presentear esse público tão cativo, a marca anunuciou que vai lançar sua própria linha de prêt-à-porter que contará com 20 peças distribuídas em 80 referências de produtos e acessórios. A missão foi confiada à estilista Emilie Luc-Duc, diretora artística da Rodier.

Depois de Protofino, Pondichéry e Ilhas Marquise, os perfumes Dior fazem sua 4ª escala na baía encantada de Parati. Dá até para sentir o cheirinho de mato, mente e o frescor da brisa em cada gota dessa nova frangrância que transporta os sentidos para um dos lugares mais lindos do mundo.

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Fala mansa em tom aveludado, dos lábios de Carla Bruni sopra um vento de nostalgia enqunto canta sussurante pequenas canções francesas. O novo CD, Little French Songs, o quarto da carreira da cantora-modelo, foi lançado nesta semana em Paris onde ela recebeu eufórica a imprensa em petit comité. Little French Songs contém 11 melodias doces, companhadas de sua inseparável guitarra acústica. Este é um CD para se ouvir numa manhã tranquila de domingo, num momento de pausa interior, porque ele é uma ode ao amor, à arte, à estética e à literatura. Em todas as canções é possível sentir uma entrega de corpo e alma dessa beldade que não tem medo de seduzir. 

Marilyn Monroe é sem dúvida uma estrela que imita a ficção e um dos melhores produtos de mass media de todos os tempos. Ela nunca esteve em Cannes e, no entanto, sua imagem está estampada em todos os recantos que festejam o cinema na Riviera Francesa neste ano. Sua fotografia apagando as velas do seu bolo de aniversário de 30 anos parece tão atual que é impossível não ser atraída por ela. Afinal, esta foi a prerrogativa da sua vida e a razão do seu sucesso: captar todos os olhares. Essa projeção fictícia ideal, nada mais é que a personalização de um grande desejo alimentado pela maioria das mulheres que gostariam de ser, pelo menos por alguns minutos, Marilyn Monroe…  

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Adoro visitar essa loja da Hermès, na Rue de Sèvres, que foi implantada na antiga piscina do Lutetia, hotel que se situa no ângulo da butique. O local, que estava inativo há anos, depois de ter abrigado algumas lojas de roupas na década de 70, mas sem muito sucesso, tornou-se o centro das atenções da Hermès que, como  locatário, decidiu lançar seu carro-chefe de coleções de acessórios para casa. O arquiteto Denis Montel restaurou todo charme desta piscina e o resultado é impressionante. Os detalhes dos anos 30 foram deixados nos corredores, onde havia antigamente as cabines para troca de roupas com suas colunas e capitéis dourados, sem esquecer a cor do bonito piso em mosaico bege, azul e verde. Montel se valeu de um imenso espaço de 1.500 m2,  composto por um átrio, três cabanas em madeira  trançada de 9 metros de altura que abrigam a arte da roupa de casa, travesseiros, estofados, tapetes e até mesmo papel de parede. No local também há uma pequena biblioteca, livraria Actes Sud, e café, Plongeoir.

www.cinematheque.fr Cem ano, cem filmes. Créés en 1912 par Carl Laemmle, les studios Universal constituèrent une de ces major companies qui ont fait du cinéma américain ce qu’il a été. C’est au sein d’Universal que furent tournés les films d’épouvante gothique de James Whale (Frankenstein…), les bandes de science-fiction de Jack Arnold (L’Homme qui rétrécit), les mélodrames de John Stahl et Douglas Sirk, certains des grands westerns d’Anthony Mann (Winchester 73) les derniers chefs-d’oeuvre d’Alfred Hitchcock (Les Oiseaux). Le studio a ainsi signé quelques-unes des plus grandes pages de l’histoire du cinéma américain classique, mais aussi moderne (Les Dents de la mer…). La preuve en 100 films. La major compagny fête ses 100 ans à travers plus de 100 films. Des chefs-d’oeuvre d’Hitchcock aux films science-fiction de Spielberg, en passant par l’incontournable Orson Wells, revivez quelques-unes des oeuvres les plus marquantes de l’histoire du cinéma sur grand écran ! Centenaire Universal Du 5 décembre 2012 au 4 mars 2013  La Cinémathèque Française Du lundi au samedi de 12h à 19h Le dimanche de 10h à 20h

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“Há algum tempo eu desenhei um cardigã para mim. Era algo como um sweat-shirt tal qual uma roupa da Renascença”, conta a estilista agnès b. durante a abertura de sua boutique efêmera na loja multimarcas Franck & Fils. Para festejar essa parceria, agnès b. apresenta uma exposição com várias fotografias de cardigans. Muitas delas realizadas em 1994 e outras clicadas especialemente para essa nova exposição feitas por grandes fotógrafos como Dominique Isserman, Jean Baptiste Mondino, Steve Hiett, Martine Franck, entre outros. O stand agnès b. instalado até 05 de maio tem umas peças bem bacanas e novidades exclusivas para a Franck et Fils que fica aqui: 80, rue de Passy, Paris 16.

Tinha que ser Lady Gaga para, apesar de alguns tombos, se manter no salto com esse modelo que desafia a gravidade. Imaginado pelo jvem designer japonês de sapatos Noritaka Tatehana, esse modelo extraordinário de sapatos plataformas que assumem um vertiginoso calcanhar livre com inclinação híbrida é uma das peças em exposição até 20 de março no SHOWstudio: 19 Motcomb Street Belgravia, Londres.

A galeria Les Douches expõe até 22 de junho belas imagens carregadas de melancolia do fotógrafo americano Bruce Wrighton. Numa sequência, Wrighton clicou habitantes nômades, um mundo totalmente à parte, uma América entediada e cansada dos anos Reagan. Retratos de trabalhadores, restaurantes sem clientes, móveis desgastados e colados com scotchs aparecem como objetos banais. Suas composições em cores nítidas fotografadas em tons crepusculares fazem pensar num pôr-do-sol antes que tudo seja envolvido pela trágica noite escura. Wrighton morreu de câncer em 1988, aos 38 anos, e a exposição na galeria Les Douches é uma oportunidade para redescobrir suas imagens, que são ao mesmo tempo sedutoras e tristes. Les Douches la Galerie: 5, rue Legouvé, Paris 10.

As delícias do premiado chef pâtissier Carl Marletti são simplesmente  irresistíveis. Para os apaixonados por guloseimas o charmoso hotel Le Six tem uma incrível opção de tea time de quarta-feira à sábado, das 16h às 18h. Acompanhadas de uma bebida quente ou de sucos de frutas naturais com sabores exóticos como pera Williams ou canela apimentada, as delícias de Carl deixam um gostinho de quero mais. No hotel, converse com a Ângela uma paulista super-simpática que trabalha no receptivo de brasileiros. Tea Time do Le Six – 14, rue Stanislas Paris 6.

Tim Burton é um personagem dele mesmo com seus cabelos que parecem ter visto fantasmas. Pela primeira vez na Europa, a cinemateca francesa acolhe seus desenhos, story boards, figuras, fotografias, objetos e filmes que alimentam essa imagem de criador perturbado pela realidade convencional. Criador  de um mundo imaginado às avessas, que todos os freaks da terra se regozijam com suas criações, Burton cativou até mesmo as crianças que observam com um certo olhar de medo e espanto as bizarrices desse artista gráfico que se tornou uma das referências do cinema gótico. Admirado ou não, uma coisa é certa: Tim Burton é um dos últimos artesãos do cinema hollywoodiano. Até 05 de agosto.

Bruce Nauman

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Imaginada pelo casal Bernard e Marie-France Cohen, a butique multimarca Merci é um lugar cheio de vida dedicado aos consumidores que preferem comprar sem sentir nenhuma culpa. O bônus mea culpa é concedido pelos proprietários, que revertem parte da renda da loja para obras de caridade em Madagascar. Instalado entre os bairros daBastille e République esse concept-store abriga livraria, floricultura, além de oferecer mil e uma sugestões, de perfumes a móveis, além de objetos para casa. O casal Cohen soube criar um ambiente arty para a loja com jardim interno e o aconchegante Gourmet Café, que fica no térreo, onde é possível passar o dia inteiro fazendo compras ou simplesmente saboreando uma quiche entre peças de estilistas contemporâneos e mobiliário vintage. Essa seleção primorosa de roupas e acessórios faz sonhar até as menos consumistas. Merci: 111, Boulevard Beaumarchais, Paris 3.

Camille Claudel

Tantos eventos relacionados à moda neste mês de setembro, colaboraram para a inauguração da exposição  L’impressionnisme et la mode, no museu d’Orsay, em Paris. Pensando em atrair a atenção das apaixonadas pelo tema, o museu apresenta uma coleção vinda diretamente do século 19, mais precisamente do período entre 1860-1885 com obras de arte especialmente selecionadas para esta mostra. Nela, não consta o nome dos estilistas dessa época, mas a assinatura de artistas como Manet, Monet, Degas e Renoir. São 40 peças que mostram através da pintura quais eram os códigos da moda daquele século em plena mutação.

Yuekou é uma das muitas lojas on-line que fazem parte do Tmall.com o eBay chinês. A empresa foi fundada em maio de 2012 por cinco jovens mulheres que acabaram de sair da universidade. O objetivo dos fundadores de Yuekou era envolver-se com a venda de roupas para adolescentes. Para atrair essa clientela hiper-ativa, as jovens empresárias apostaram em uma estratégia ousada, graças a ajuda e desenvoltura do avô de uma delas. Liu Xianping, 72 anos, topou a proposta e, sem hesitar, se rendeu ao jogo da moda. Divertido e espirituoso, sua neta fez uma sessão de fotos com o vovô-modelo e colocou as imagens online. Em poucos dias, o lookbook de Liu Xianping, vestido como uma adolescente descolada, deu a volta ao mundo através da web, quintuplicando o número de visitas ao site e lançando a carreira de Xianping ao estrelato!

Pieter Vanden Daele confessa sua paixão pelas carpas, um dos seus peixes favoritos. Além do interesse pela escultura e pelo mundo das águas, seus muitos amigos pescadores fizeram com que Vanden Daele, 41 anos, mudasse de profissão para se dedicar ao mundo submarino onde ele mergulha, literalmente, para esculpir sinuosas carpas que são verdadeiras obras de arte. É em Oudenaarde, uma pequena cidade situada na região dos Flandres, nas margens do rio Escaut, onde o artista nasceu e vive,  que ele instalou seu atelier para se dedicar a interpretar a natureza dos peixes através de esculturas em pátina e bronze, que parecem tão vivazes quanto se estivessem em seu habitat natural. Esse fascínio pela fauna marinha levou o artista a investir vários anos em escultura se iniciando à arte da fundição, do moulage, do polimento e da pátina para, em 2003, reunir essas duas paixões e começar a esculpir seus incríveis peixes. Suas criações se assemelham as realizações da época Meiji, que os japoneses tanto apreciam, mas com um certo toque de modernidade. O artista utiliza vários materiais  orgânicos encontrados na natureza, como madeira, folhas, pétalas para realizar seus modelos que servem em seguida para confeccionar as estruturas de seus peixes. O domínio das técnicas o tornou mundialmente conhecido como escultor de peixes e suas obras são regularmente expostas nas galerias de arte de Bruxelas, Paris, Holanda ou Londres. Todas as esculturas de Pieter Vanden Daele são editadas em apenas oito exemplares com preços que podem variar entre 500 Euros para as esculturas de pequenos peixes e 7 800 Euros para as mais robustas como Edmond e Titus que, de tão realistas, parecem mergulhar ao serem observadas. www.pietervandendaele.eu

Para conhecer, em parte, os mistérios de Gabrielle Chanel, o Palais de Tokyo, no 16º arrondissement de Paris, abriga até 5 de junho, a exposição “Culture Chanel No. 5″, traçando a história e os segredos, anteriormente bem protegidos, da lendária fragrância criada pela estilista. O  icônico perfume lançado por Gabrielle Chanel, em 1921, nasceu em meio à avant-garde com o advento do cubismo, dadaísmo e surrealismo, foi durante esse período artístico que Coco Chanel pediu a seu amigo Ernest Beaux para criar um perfume especialmente para ela. O resultado só poderia ser de uma modernidade absoluta. Foi a quinta proposta de Ernest Beaux que reteve a atenção de Mademoiselle Chanel, daí o nome do perfume Chanel n° 5, “um perfume de mulher com cheiro de mulher”, disse a estilista ao aprová-lo. Chanel n° 5 não tem nenhuma nota dominante que emerge entre os 80 componentes que o constituem talvez, por isso, esse aroma seja atemporal e moderno. Sem falar em sua embalagem com linhas puras, reconhecível entre milhares, tão surpreendente quanto a personalidade que o criou e, cuja fragrância, transformou sua criadora num mito. Gabrielle Chanel, que gostava de ser chamada de “Mademoiselle Chanel” frequentava a nata do mundo da arte de seu tempo. Picasso, Stravinsky, Cocteau ou Apollinaire era alguns de seus convivas. Como estilista, Chanel nadava contra a corrente dos anos 20, inovando ao vestir as mulheres com jersey e lançando a moda navy. Mas nada é consistente na vida de Mademoiselle Chanel, que passou sua existência costurando mentiras e apagando pistas de seu passado para que ninguém jamais encontrasse a verdade sobre a sua vida. Salvo todas as semelhanças com o roteiro de uma novela,  a personagem “Chanel” mudou a história da moda e o comportamento das mulheres, tornando-se um mito na realidade.

Uma proposta irrecusável feita pelo Hotel Platine, em Paris,  que convida seus hóspedes à idolatrar a imagem da estrela de cinema. No ano em que Marilyn Monroe é a grande homenageada do Festival de Cinema de Cannes, aproveitamos para dar uma espiada em avant-première na imagem sensual da atriz, que impregna todos os ambientes do recente Hotel Platine, localizado nas proximidades do Sena e da Torre Eiffel, em Paris. Logo na entrada, a sensação que se tem é a de fazer parte de um verdadeiro set de filmagem e a aventura começa imeditamente nos elevadores com a retransmissão em telas difusas de filmes de época com a presença da estrela. Na verdade, o clima de “Atenção, silêncio, filmando” está presente em todos os espaços com projetores antigos e as famosas cadeiras usadas pelos diretores de cinema com nomes gravados Clarck Gable ou Marilyn Monroe. O tom descontraído do local fica por conta do Honesty bar, aberto ao público, e pensado como um típico american bar. A atmosfera e o mobiliário em tons pastel e piso xadrez fazem referência a uma América totalmente fifties com alusões à sétima arte. O melhor desse bar totalmente dandy, é a incrível coleção de charutos do mundo inteiro que não vai decepcionar os apreciadores de uma boa baforada. Como não poderia deixar de ser, a vedete do espaço com sua plástica de femme fatale e ares de elegância, embeleza todos os recantos desse hotel quatro estrelas. Para criar esse ambiente intimista com a atriz, o designer e arquiteto de interiores Vincent Bastie incorporou na decoração o espírito vintage da Hollywood dos anos 50, usando como referência as predileções da atriz, como o vermelho, sua cor emblemática, o perfume Chanel Nº 5 e as rosas, sua flor preferida. É impossível não idolatrar Marilyn Monroe, enquanto se circula pelo Platine, que evidencia sua beleza sensual em reproduções gigantes em preto e branco, clicadas por André Dienes e George Barris, que envelopam das paredes ao teto. Inclusive, no mini-Spa com sauna, hamman e sala de fitness, Miss Monroe aparece etérea em belas fotografias e sem uma única gota de suor, enquanto os marmanjos suam a camisa. www.platinehotel.fr

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A realidade deu ares de ficção romanesca ao filme de James Cameron mas a verdadeira história do possante Titanic é outra. É isso que o Musée des lettres et manuscrits mostra na exposição Titanica, 100 anos depois, que fica em cartaz até 29 de agosto. Nela, é possível apreciar 20 documentos entre fotos e manuscritos, incluindo o esboço do livro de Helen Churchill Candee, que inspirou o personagem Rose, vivido pela atriz Kate Winslet. Na noite de 14 a 15 de abril de 1912, o Titanic, pertencente à companhia transatlântica White Star Line naufraga ao largo da Terra Nova, cinco dias após sua viagem inaugural entre Southampton e Nova York. Entre os 700 sobreviventes, a escritorora americana, Helen Churchill Candee (1858-1949), imortalizou sua história com o famoso filme de Cameron filme, sob o nome de Rose. Esta mulher realmente moderna para a época, ela se divorciou aos 53 anos, tinha interrompido uma viagem à Europa para visitar seu filho, vítima de um acidente de avião. São o registro de as memórias desse terrível naufrágio que ela conta  em um livro manuscrito de 36 páginas, preservado no Musée des lettres et manuscrits, em Paris.  

No lançamento da coleção de Natal “Disney Electric Holidays”, a loja de departamentos americana Barneys, fez um vídeo teaser que apresenta os personagens Minnie, Mickey, Pateta e sua turma durante a Semana de Moda de Paris. Um filme divertido e caricatural lançado em sua totalidade nesta semana, onde aparecem versões animadas do estilista Alber Elbaz, do fotógrafo Steven Meisel, da ex-diretora de redação Vogue-Paris, Carine Roitfeld e da atual, Emmanuelle Alt, algumas modelos como Linda Evangelista e Naomi Campbel, além de outras celebridades, como Lady Gaga e Anna Dello Russo.

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“Se se morre de amor! - Não, não se morre…” Mas há de se juntar os pedaços e aprender a conviver com as recordações dos momentos que passaram e que jamais voltarão e, por ventura, alguns objetos desse hiato da vida partilhado à dois. Neste final de semana fui visitar no CentQuatre a exposição do “Museu dos corações quebrados”, que existe de verdade em Zagreb, capital da Croácia. Essa exposição itinerante, intitulada “Corações partidos” gira em torno dos relacionamentos fracassados ​​e suas ruínas, reunindo os objetos do crime desse amor perdido. As lembranças materiais e físicas contam a história de quem amou e perdeu o ser amado para as circunstâncias, para outra pessoa, para a eternidade. O museu oferece a oportunidade aos abandonados de superar a tristeza através de um ato criativo: cada pessoa pode enriquecer a coleção que já percorreu o mundo. A cenografia foi montada acompanhada de recitais personalizados, que revelam alguns detalhes da duração da história e a importância do objeto exposto no contexto dessa perda emocional. Vestidos, roupas masculinas, um rádio, bibelôs, um aparelho para teste de heroína, uma prótese, fotos, cartas, tudo está lá, documentando a dor do abandono de quem sofreu uma decepção sentimental. Esta experiência, única e íntima, revela nossa similaridade como seres humanos  e mostra que nada, nem mesmo a identidade cultural, nos separa num momento de dor. “Musée des Coeurs Brisés” no CentQuatre: 5, rue Curial, Paris 19. Até 20 de janeiro.

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Autor francês conta em livro como foi feita a fotografia que mostra Marilyn Monroe se perfumando com o Chanel nº 5. A imagem de Marilyn Monroe colocando sensualmente algumas gotas do perfume Chanel em sua suíte no Ambassador Hotel, em Nova York que, é tão mítica quanto a super-star, mas essa fotografia poderia nunca ter sido conhecida do grande público se não fosse a obstinação de um detetive que buscava pistas sobre a história de um certo fotógrafo, Ed Feingersh. Essa e muitas outras histórias podem ser conferidas no livro “Uma loira em Manhattan”, de Adrien Gombeaud, lançado pela editora francesa Le Serpent à Plumes, que descreve uma parte esquecida desse encontro repleto de belas imagens entre o fotógrafo Ed Feingersh e a atriz Marilyn Monroe. O livro-documentário revela algumas passagens desse mito dos anos 50 e um fotógrafo conhecido por seu talento, mas não na mesma proporção que a artista. “Das lentes de Ed Feingersh jorram imagens sensíveis de uma mulher cheia de energia mas que passava da melancolia à alegria e à tristeza em questão de segundos. Tal qual uma atriz que sabe muito bem esconder seus reais sentimentos”, relata o autor Adrien Gombeaud. “No entanto, alguns desses clichês mostram a verdadeira Marilyn, angustiada pelo peso do seu estrelato e uma mulher inteligente, com uma mente incrível, alguém que estava muito além do seu tempo”, atesta Gombeaud. O ano é 1955 e Marilyn Monroe, cansada de ser tratada como ‘loira sem cérebro’, decide abandonar Hollywood e seu marido Arthur Miller para recriar sua imagem e se livrar em parte da pressão dos estúdios da Twentieth Century Fox. Sozinha e livre para se reinventar, ela frequenta a elite intelectual novaiorquina e os cursos do Actors Studio, além de ter como objetivo criar sua própria produtora de filmes, a Marilyn Monroe Productions. Nesse mesmo período a revista feminina Redbook engaja Ed Feingersh para acompanhar Marilyn Monroe durante uma semana. Cinquenta anos depois da aparição dessas imagens, descobertas por acaso, algumas das perguntas que ficam é: o que aconteceu durante essa semana? Qual a relação que nasceu entre o fotógrafo e sua modelo? O que as fotografias não revelaram? Até que ponto Marilyn Monroe não se forjou um personagem dela mesma? Sem pré-julgamentos, Adrien Gombeaud tenta decifrar e responder de forma elegante a essas e outras questões a partir de uma pesquisa documental fundamentada nas histórias impressionantes em torno dessas fotografias, relatadas através de entrevistas com os amigos de Ed Feingersh e os editores da revista Redbook.

A Biblioteca Nacional da França conserva um exemplar de todos os jornais desde a sua origem, que remonta ao ano de 1537. Até 15 de julho alguns desses exemplares podem ser visualizados na exposição “La presse à la une”, em tradução livre “A imprensa em manchete”, onde é possível descobrir as primeiras notícias publicadas no século 17 até os dias atuais. A cenografia foi montada de modo que o visitante nem percebe que está descobrindo todo o processo sobre como a notícia  é fabricada. Há um pouco de tudo: exemplares de jornais antigos, rascunhos de matérias não publicadas, manuscritos de escritores-jornalistas, fotografias, desenhos, charges, pinturas num total de mais de 500 peças que ilustram essa viagem pela história da imprensa escrita ao longo dos séculos.

Para evitar o blues desses dias cinzentos e chuvosos, a Locher’s propõe um serviço personalizado para encomendas de pingentes e medalhões, sem nenhum custo extra. Todos os acessórios são feitos à mão no atelier da marca e a embalagem é um mimo. Através das opções existentes no site é possível personalizar o pingente com frases sugestivas, como “Você me deve um olá”, “Você é a minha manteiga de amendoim”, “Quer casar comigo, já?!” Nicole e suas assistentes prometem entregar tudo a tempo para o Natal, pelo menos, na região parisiense as entregas podem ser feitas diretamente em sua casa. Não perca tempo e encomende esses pequenos e delicados medalhões para presentear aquela pessoa especial ou apenas para colocar um pouco de felicidade em sua vida.

Claudia Imbert

O detalhe desses origamis que formam acessórios está nas camadas intrincadas que assumem estruturas inusitadas. Inovadoras, as peças encarnam a forma de asas de pássaros e podem ser usadas como suportes românticos para vestidos, blusas ou ainda como colares, braceletes, adornos de pescoço e cabeça. Essas são as criações repletas de fantasias de Maureen My Ngoc, uma jovem estudante graduada em Fashion Jewellery pela London College of Fashion que tem atraído a atenção das lojas de departamento para suas invenções decorativas. A coleção geométrica atrai pelos detalhes como convite a uma nova estética. Os acessórios em papel tem algo de etéreo desenhados em um branco imaculado. Não por coincidência a cor fashion do momento.  

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“Eu queria ser uma escultora para fazer o mesmo trabalho num tecido ou numa pedra,” afirmava a mais famosa costureira parisiense Madame Grès (1903-1993). Para homenagear essa dama do drapeado, o Museu da Moda da Antuérpia, MoMu, organiza uma retrospectiva colocando em evidência as peças esculturais de Madame Grès. Drapeados estonteantes, dobras e mais dobras de tecidos que repousam sobre o corpo como se fossem cascatas com fluidez e estilo. Era assim Madame Grès esculpia suas roupas com as próprias mãos, ajustando cada detalhe nas modelos e rejeitando veementemente tesouras e agulhas. Essa arte de esculpir tecidos lhe conferiu uma reputação como pioneira da túnica chique. Madame Grès atravessou, em 50 anos de carreira, estilos muito diferentes: vestidos de noite envoltos em uma fiel inspiração helênica, peças para o dia modernas, minimalistas e elegantes. Tudo abraçado a um estilo único e inimitável. Algo simples, atemporal, escultural e, sobretudo, ultra-feminino. Uma exposição inesquecível que fica em cartaz de 12 de setembro de 2012 até 10 de fevereiro de 2013 na Bélgica.  

O estilista Jum Nakao é o único brasileiro a participar do projeto pioneiro Futurotextiles, que acontece em Lille, na França. Nakao foi escolhido para apresentar sua visão futurista de moda. Ele apresentou em 2005 uma performance inédita no São Paulo Fashion Week com seu desfile “Costura do invisível”, onde as modelos desfilavam vestidas com roupas de papel e no final rasgaram a coleção inteira, que levou mais de 700 horas para ser fabricada.  As imagens abaixo fazem parte desse lookbook de roupas de papel e rendas que foi destruído na passarela. Futurotextiles faz parte de uma ação global batizada de “Fantastic”, que se baseia essencialmente na arte contemporânea, tem esta edição marcada pela inauguração do Centro Europeu de Têxteis Inovadores, que vai solidificar ações nesse contexto. Esse evento, empreendido pela região Nord-Pas de Calais, centra-se em torno de pesquisas de têxteis inovadores que, associados à ciência e à tecnologia, podem ser utilizados em no transporte, arquitetura, esporte, áreas médicas e até geotêxteis.

Eles estão sempre comigo. Um na bolsa para me salvar dos inevitáveis momentos de espera, um ao lado da minha cama para me salvar da insônia. Um outro sobre a mesa para me salvar do tédio e da preguiça de trabalhar e muitos outros espalhados ao redor. Na minha casa, a decoração é ditada por eles. Os móveis que escolho tem que ser necessariamente nichos para acolhê-los, senão eles não entram pela minha porta. Para mim eles são o melhor presente que posso dar e receber, o amigo mais fiel, a companhia mais agradável e um tesouro que posso carregar comigo aonde quer que eu vá. Por tudo isso, descobrir esse site Book lovers never go to bed alone me deixou eufórica como se tivesse encontrado os meus irmãos de fé ideológica. Agora, só falta publicar as imagens dos meus livros e postá-las aqui e lá.

A Nike está conquistando todas as mulheres e, em especial, as parisienses, com uma proposta irrescusável: fazer treinamentos gratuitos em lugares bacanérrimos para que nós, mulheres, possamos correr os 10Km do dia 26 de maio lindas e com alta performance. O primeiro treino “We Own the Night” aconteceu nesta quinta-feira, 02 de maio, no Espaço 56, na Torre Montparnasse, que tem uma vista impressionante de 360 graus de Paris com a Torre Eiffel cintilzando no horizonte. “We Own the Night” são quatro sessões de treinamentos com o aplicativo Nike Training Club durante as 4 semanas que antecedem a corrida, que acontecerá no dia 26 de maio às 10h em Paris. O circuito passa pela ponte Tolbiac, Bibliothèque National de France e margens do Sena, além de outros trechos históricos, onde a Nike planeja impressionar com muitas surpresas, jogos e música para ajudá-la a se superar a cada quilômetro. Por isso, não perca essa oportunidade exclusiva de entrar em forma rapidamente para o verão,participe e se inscreva correndo aqui: https://womens10k.nikeapp.com/weownthenightparis/fr_FR

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Há mais de 60 anos o ciclo de conferências “Connaissance du Monde” organiza palestras com o intuito de desmistificar e discutir algumas temáticas do mundo moderno com enfoque na arte cinematográfica. A fórmula é simples e bastante conhecida: ”Na tela, um filme. No palco, o autor.” Com um tema sedutor “O Brasil, um jardim para o Planeta”, a próxima sessão desse evento, que acontece de 02 à 07 de dezembro em Paris, evoca o filme dirigido e narrado pelo diretor de cinema Mario Introia, que estará presente para a apresentação deste documentário. O telespectador vai descobrir a Amazônia, a maior floresta tropical e o Amazonas, o rio mais poderoso e caudaloso do mundo, como parte do imaginário complexo e indecifrável desse país-continente, que se chama Brasil. Para maiores informações sobre a conferência e sobre a programação, acesse o link: www.connaissancedumonde.com  

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Isabeli Fontana está simplesmente linda nas imagens clicadas por Mario Testino no Peru para a edição de abril da Vogue Paris. Ela parece uma menina levada da breca com roupas folclóricas em contrate com as belíssimas paisagens dos Andes. A edição é uma homenagem expressa ao país de Testino que soube captar com talento as riquezas naturais regionais e acrescentar uma dose de sensualidade em cada clique. Isabeli e outras beldades, como Kate Moss, destilam glamour em páginas e páginas de editoriais de moda. Nesta edição 100% Peru, Mario Testino também assina as fotografias de Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura em 2010, de vários chefs de cuisine, da  top model peruana Juana Burga de Cervera ou La Juanita e até mesmo do campeão mundial de boxe peso Super Pluma desde fevereiro de 2009, Kina Malpartida… Em suma, vários ícones Peru. Quanto às paisagens, muitas imagens se alternam entre os picos dos Andes, as montanhas Cuzco, as dunas do deserto, as ruínas incas e muitas igrejas barrocas … Uma viagem realmente do Peru.

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Ela é uma das maiores artistas modernas e uma das representantes da nova geração de fotógrafos. A russa Katerina Belkina é uma estrela em ascenção no mundo da imagem com suas criações estéticas perfeitas e sua visão particular da arte. Para compor suas telas digitais, mulheres estontenates destilam toda sua sensualidade num olhar que exerce um fascínio fatal. Assim são suas imagens: fortes, atraentes e lascivas mas com um quê de crítica social embutido na bela embalagem. Essas fotografias estão sendo apresentadas para o público durante a Art Paris Art Fair, onde Belkina expõe suas beldades numa metrópole futurista recriada mas que parece vazia e esse é de fato o nome dessa série “Empty Spaces”. Um lugar artificial, totalmente criado à imagem e semelhança de uma metrópole onde o ser humano se sente cada vez mais solitário e abandonado. Atenção: qualqueer semelhança com a realidade não é pura ilusão de ótica! Essa visão da fotógrafa instiga nossos olhos a ver além do óbvio e a perceber uma nova sociedade puramente materialista em expansão. Uma sociedade que se transforma em permanência e deforma nossos valores sem que percebamos. 

Uma personalidade satírica que desenha personagens disformes e caricaturais. Este é Robert Crumb, figura mítica da contra-cultura americana, que atualmente está sendo homenageado no Museu de Arte Moderna de Paris. Essa é a primeira retrospectiva do artista americano na cidade. Nessa mostra “D0 underground à Gênese” é possível conhecer os croquis, consultáveis em I-Pad, e mais de 700 desenhos realizados desde 1960 até hoje por um dos maiores desenhistas dos últimos cinquenta anos. Para os apaixonados por revistas “underground” a exposição é um achado porque há centenas delas espalhadas, além de capas de LP, um arsenal de imagens e afins. No final, o visitante pode assistir ao documentário “Crumb”, de Terry Zwigoff. Essa retrospectiva revela, na verdade, as obssessões do artistaem seus desenhos que representam o amor, o ódio e o medo compulsivo das mulheres. Um olhar selvagem e cruel sobre o mundo moderno, que Crumb soube com humor negro, decalcar sem fazer concessões. Nem a ele mesmo. Até 19 de agosto.

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Ele é filho de Gunter Sachs, famoso herdeiro de uma dinastia industrial, playboy, diretor e colecionador de arte alemão. Depois da morte de seu pai, Rolf Sachs é o chefe do clã. Nascido em 1955, em Lausanne, na Suíça, Rolf cresceu imerso na arte contemporânea e, em outra vida, era um comerciante. Hoje, Rolf Sachs é saudado como designer de móveis. Uma paixão que remonta à década de 1980, quando começou sua carreira como designer com seus desenhos de cadeiras. Esta propensão para abordar coisas bonitas o levou a formar uma impressionante coleção privada e a criar sua reputação como “Chair man”. Para ele, a alegria de criar,  viver e a criatividade de transformar objetos do cotidiano em obras de arte significam a mesma coisa. Seus materiais favoritos são a madeira, o aço, o feltro e a resina com os quais ele modela, transforma e desenha suas peças de mobiliário e decoração. Rolf Sachs trabalha numa fronteira criativa que oscila entre emoção e intelecto, arte e design, funcionalidade e abstração. Fã do minimalismo absoluto suas criações apelasm para um conceito simples e sóbrio de um mobiliário multifuncional. Uma proposta ideal para os nômades urbanos da atualidade. Rolf Sachs apresentou durante o Design Miami, através da Gabrielle Ammann, duas peças exclusivas ”No news” e “Captured drops”. Para “não há notícias”, Sachs compilou uma pilha de jornais em uma cera dando uma qualidade atemporal para a mercadoria de todos os dias. Empilhados em uma cadeira de carvalho, o público é convidado a analisar os detalhes do objeto e contemplar a noção de tempo. Para o experimento da “coleta de gotas” Sachs utilizou vidros de laboratório e acessórios para criar peças intrigantes, leves e esculturais com acabamento fosco. Os produtos químicos e os líquidos que geralmente correm através dessas formas de vidro foram habilmente substituídos por cabos elétricos que se transformam em luminárias individuais. Essas duas peças desenvlvidas em edição limitada demonstram o prazer de Rolf Sachs em remover os objetos do seu contexto habitual e reinterpretá-los de forma experimental apenas para dar asas a sua paixão pelo surrealismo. www.rolfsachs.com

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A lot of butterflies... Foi com essa ideia de beleza com leveza que o estilista coreano Lie Sang-Bong colocou suas criações primavera-verão na passarela.  Sang-Bong com­binou elegância criativa com um misto de tra­dição,  uma das suas marcas registradas. Todas as silhuetas tinham algo de poético e sensível, além do fato que o estilista usa recortes e modelagens inspiradas no teatro, essa coleção que parece simplista ao primeiro olhar, teve como um dos pontos fortes uma variedade de tecidos com padronagens coloridas.

Em fevereiro a Hermès lançou Jour d’Hermès, uma fragrância com notas misteriosas com base em um momento suspenso: o da alvorada. Jean-Claude Ellena, perfumista da maison,  sensível ao movimento e evocando a questão simbólica do tempo, se inspirou nos odores da madrugada para criar uma sensação de que algo vai acontecer assim que o dia raiar. Jour d’Hermès vem sendo celebrada através desse site totalmente dedicado a esse lançamento. Nas imagens publicitárias aparece uma mulher flutuando, como se estivesse em queda livre, algo em perfeita sintonia com os dias que se desenrolam em nossa vida e dos quais não temos quase nenhum controle. A música sussurrante do site  e dos spots de rádio enfeitiça os sentidos…

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O livro “Catherine Malandrino”, de Pascale Richard, editado pela Assouline foi lançado em 2008 mas o personagem é atual. Malandrino é uma das mais belas e talentosas estilistas, pelo menos, segundo o meu ponto de vista. Sua história na moda é inspiradora e cheia de detalhes que poderiam render um ótimo conto de fadas. Essa francesa que cursou a ESMOD apaixonou-se por um homem que se tornou seu marido e parceiro de negócios, Bernard Aidan. Em 1997 ela decide partir para Nova York para acompanhá-lo e a aventura na moda começou intensamente quando Malandrino desenvolveu uma linha para a marca de Diane Von Furstenberg ao mesmo tempo que trabalhava em sua própria coleção. Muitas temporadas fashions depois, ela continua no topo construindo seu nome como referência de uma moda feminina sensual e incontestavelmente elegante. O livro conta um pouco dessa aventura fantástica empreendida por Catherine Malandrino, que partiu de Paris disposta a conquistar a América. ”Nova York é uma cidade que me alimenta diariamente com toda a sua energia e eu capto essa força e a imprimo nas minhas roupas”, diz ela sorrindo. Esse é um dos segredos do seu sucesso. Quem poderia resistir ao sorriso de uma linda e talentosa mulher?

Por seu nascimento quase mítico, Brasília se revela nas fotografias de Marcel Gautherot como uma cidade prometida de arquitetura arrojada mas perdida em meio a solidão de uma área inóspita no coração do país. O livro “Brasília”, lançado pelo Instituto Moreira Salles, conta a história dessa empreitada arquitetural através de 153 imagens do fotógrafo francês Marcel Gautherot, feitas entre os anos de 1958 e meados da década de 1960, época da construção da futura Capital do país. Considerado “o mais artista dos fotógrafos”, Gautherot – que não concluiu o curso de  arquitetura – cultivava uma paixão enorme pelo Brasil a ponto de abandonar sua vida parisiense para se instalar no Rio de Janeiro até a sua morte. Com seu olhar apaixonado e, ao mesmo tempo, quase clínico, ele capturou em preto e branco imagens de uma Brasília promissora e ameaçadora, enorme e frágil com suas linhas arquiteturais precisas que formam contornos nítidos, quase absolutos, nos horizontes da capital Federal. Influenciado pelas referências das obras de Le Corbusier e Van der Rohe, e da elite dos arquitetos modernistas brasileiros – Oscar Niemeyer, Afonso Reidy e Lucio Costa – o fotógrafo transpôs sua técnica aguçada ao capturar com arte a construção de uma cidade símbolo da arquitetura moderna.

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Séries limitadas, grandes formatos e muita fotografia estão à espera dos investidores em arte moderna e contemporânea durante a Paris Art Fair que acontece de 29 de março a primeiro de abril, das 11h30 às 20h. O lugar não poderia ser mais adequado: a nave gigante do Grand Palais acolhe 120 galerias sendo 40% estrangeiras se disputam para impressionar os marchands e o público em geral, apresentando suas obras com um mise en scène surreal. Dá para passar parte do dia fazendo descobertas artísticas impressionantes em cada uma das galerias. A China é um dos países em destaque.  

“Com seus palácios, suas gôndolas. Suas mascaradas sobre o mar. Sua doce tristeza, sua alegria tola. Veneza inteira mergulha nessa atmosfera. Uma corda frágil que vibra. Refeita em pizzicato, Como em outro tempo alegre e livre, a cidade de Canaletto…” Como a cada dois anos, a Bienal de Veneza vem atraindo os mais importantes artistas da atualidade e este ano a 55ª edição é orquestrada pelo jovem Massimiliano Gioni, curador do New Museum of Contemporary Art, em Nova York, que escolheu “O Palácio Enciclopédico” como tema para essa 55ª edição como principal impulsionador da exposição, promovendo, através da criação de cerca de 150 artistas de 37 países. Esseaceno ao museu imaginário, criado em 1955, pelo artista Marino Auriti, concentrava todo o conhecimento da humanidade numa demonstração do que é possível agregar em termos de arte em todas as áreas. A 55ª edição da Bienal de Veneza acontece de 1 de junho à 24 de novembro de 2013. www.labiennale.org

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“Da janela vê-se o Corcovado O Redentor, que lindo! Quero a vida sempre assim Com você perto de mim Até o apagar da velha chama E eu que era triste Descrente deste mundo Ao encontrar você eu conheci O que é felicidade Meu amor” (Tom Jobim)

Chanel escolheu um cenário da realeza para apresentar sua pré-coleção outono-inverno 2013. O evento aconteceu nesta terça-feira no palácio de Linlithgow, no centro da Escócia, local onde nasceram Jacques V e Marie Stuart, rainha da Escócia. Para não deixar nada ao acaso, incluindo o clima caprichoso do norte do Reino Unido, os organizadores instalaram cubos de vidro para proteger os convidados, porque o castelo não tem telhado. Como sempre, o esmero dos artesãos que trabalham para a Chanel supera tudo com a perfeição que lhes é particular. Essa parceria é uma benção para o exigente Karl Lagerfeld que trabalha com a empresa Paraffection, criada por Chanel em 1997, quando esta comprou alguns ateliês de arte, como os artesãos de luvas Causse, a maison de maroquinerie Lemarié e a chapelaria da Maison Michel. São eles que dão vida e forma aos delírios criativos do estilista alemão. O desfile “Métiers d’Art”, fora do calendário tradicional das coleções de prêt-à-porter e alta costura, é uma maneira da maison Chanel homenagear todos os anos, desde 2003, o know-how de seus parceiros: Lesage, Desrues, Lemarie, Michel, Massaro, Goossens, Guillet, Causse e Montex. Estas nove oficinas resgatadas por Chanel desde 1985 se destacam em seus respectivos campos artaesanais de bordados, rendas, couro. Fazendo jus a essa política, recentemente a maison Chanel salvou 176 empregos na Escócia ao comprar a empresa de cachemira Tricots Barrie.

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Karl Lagerfeld apostou no ano passado com seu amigo Christian Deydier, que se ele fosse eleito para assumir o Sindicato Nacional des Antiquaires da França a lenda da moda faria a cenografia da Bienal des Antiquaires de Paris. Bingo! Deydier conseguiu ganhar a presidência do sindicato e Lagerfeld é o cenógrafo da Bienal deste ano, que acontece de 14 a 23 setembro no Grand Palais. O que será que o kaiser da moda vai aprontar desta vez?

Esse é um dos acessórios indispensáveis em Paris, onde chove constantemente da primavera até o outono, depois continua no inverno e no verão. Neste ano, os índices pluviométricos foram os mais elevados desde 1946. Para manter o estilo na capital da moda, sob respingos e trovoadas, esse modelo da Burberry é perfeito com a ponta do cabo em madeira esculpida com motivo da cabeça de um animal. O da foto acima é um pato mas existem outras opções.

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Ellen Carey

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Pintados, encaracolados, frisados, lisos, penteados, entrançados ou arrepiados, o cabelo faz parte da identidade do indivíduo. Quer ele aceite ou não, suas madeixas são a identidade inequívoca de sua raça. Por isso, cada cabelo tem sua própria emoção. Essa é uma das afirmações da exposição Cheveux Chéris, Frivolités et Trophés – literalmente “Queridos cabelos, frivolidades e troféus” – apresentada no museu do Quai Branly, em Paris, que explora, através da história cultural dos povos, os hábitos e costumes das nações em relação aos fios de cabelos e sua importância na evolução da humanidade. “Por que nos penteamos? Por que temos tanto cuidado com o cabelo? Quem estamos tentando atrair? Ou enganar? O outro? Nós mesmos? Por que tentar responder a essas perguntas ou até mesmo cortar os cabelos? Se o cabelo toca nossas intimidades mais secretas, mais íntimas, ele se tornou o ato primário da nossa representação social”, afirma Yves Le Fur, um dos curadores dessa exposição. Através da cenografia bem montada dá para entender as frivolidades ligadas ao cabelo e descobrir quase tudo sobre este tema universal: sua história, seu poder social, político e religioso, entre outras questões de ordem antropológica e cultural. Cerca de 250 documentos – pinturas, esculturas, fotografias, objetos – foram coletados ao redor do mundo para compor essa exposição que no final nos deixa literalmente com os cabelos em pé! Não mude o penteado antes de ver essa exposição que fica em cartaz até julho de 2013.

Como não poderia deixar de ser, o histórico hotel Lutetia, situado em Saint-Germain-des-Prés, continua renovando sua imagem centenária e neste ano escolheu os Irmãos Campana para decorar uma suíte homônima. Os designers brasileiros apostaram num estilo clássico e contemporâneo com acessórios em tons de marrons e verdes para criar uma atmosfera tropical acolhedora. O mobiliário foi totalmente customizado para se integrar à criação dos artistas que investiram numa proposta inusitada. O resultado final é elegante com um toque de brasilidade. www.lutetia.concorde-hotels.fr

La marque d’habillement participe à l’exposition “Maglifico ! Sublime Italian Knitscape”, célébrant l’art italien du tricot ; un événement à découvrir au Palais Morando de Milan jusqu’au 2 septembre. Benetton célèbre le tricot made in Italy

A cada primavera, nos últimos dez anos, a Villa Noailles, em Hyères, torna-se o epicentro dos talentos emergentes com o seu Festival International de Mode et de Photographie d’Hyères, um dos maiores promotores de jovens artistas nessas áreas. Anualmente, num ambiente tranquilo e propício à criação, a Villa Noailles, no sul da França, acolhe o festival que se desenrola em torno de concursos, exposições e mesas redondas para tratar de temáticas relacionadas à moda e à fotografia. A competição reuniu nesta 28ª edição dez estilistas e dez fotógrafos, selecionados por um júri de profissionais, tendo como presidente o estilista Felipe Oliveira Baptista, que foi um dos premiados do Festival International de Mode et de Photographie d’Hyères em 2003 e 2005. Os desfiles desta edição acontecem nos dias 26, 27 e 28 de abril, em Hyères. No sábado, 27 de abril, quem não estiver em Hyères por assistir a transmitição que será feita ao vivo no Palais de Tokyo, em Paris.

O arquiteto André Chiote tem um talento impressionante para ilustrar habilmente prédios renomados. Com um traço firme e um olhar atento aos mínimos detalhes, Chiote persegue com seu traçado as linhas diagonais, côncavas e convexas, ilustrando todos os ângulos imaginados por grandes arquitetos como Jean Nouvel, Oscar Niemeyer, Zaha Hadid, entre outros, para exprimir com sua arte o desenho de prédios icônicos ao redor do mundo.   www.cargocollective.com

Para os aficionados por design, moda, gastronomia, preparem-se porque vai começar a segunda edição da efervescente Paris Design Week entre 10 a 16 de setembro. Imaginada como um percurso imperdível que engloba showrooms, galerias, concept-stores, estúdios de design e ainda alguns hotéis e restaurantes parceiros dessa ação. A proposta do evento é pulverizar ideias originais em todos os recantos da capital do estilo sem deixar ninguém indiferente. No total, 150 lugares estão configurados pelo evento que conta com cerca de 250 participantes. Neste ano, Paris Design Week propõe vários percursos temáticos predefinidos como: “Design & Architecture(s)”, “Design Numérique & Innovation”, “Food & Design” ou ainda “Paris Design Week Kids”. Enfim, há variações de tudo para todos os públicos. www.parisdesignweek.fr

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Mercredi 22 mai, le super top assistait à la présentation de la nouvelle campagne signée Johan Lindeberg dont elle est l’égérie. Baptisée “Sauvage” la nouvelle campagne BLK DNM a été shooté par le directeur artistique de la maison Johan Lindeberg et met en scène Gisele Bündchen dans les rues de Brooklyn vêtue des dernières créations de la marque new-yorkaise. Une nouvelle collection très urbaine comprenant toutes les pièces intemporelles chères à la marque comme le blouson de bikers, le jean brut ou encore le débardeur boyfriend. Pieds nus, sans le moindre artifice, le top n’a été ni maquillé, ni coiffé pour réaliser cette série de 25 photographies en noir et blanc qui sera exposée dans la boutiqueBLK DNM de Soho à New York durant un mois. Présente lors du vernissage de l’exposition, Gisele optait pour un total look BLK DNMmixant une veste en satin, un top en georgette de soie et une jupe fendue en cuir kaki, qu’elle portait avec des sandales fines noires. Côté beauté, le top était au naturel, à l’image de la campagne.

Laffayette Maison, que é um dos meus sonhos de consumo, resolveu surpreender mais uma vez e convidou para o Designer’s Days jovens designers holandeses para mostrar sua identidade. A exposição Dutch Paradox está sendo apresentada até 23 de junho nas vitrines da loja. Como sempre, com seu design imbuído de muitas influências culturais, geográficas, que sugere uma visão paradoxal da decoração. Algo que se aproxima muito mais da arte contemporânea para criar uma sintonia entre estilo e identidade. É tudo muito cabeça, sempre. Mas a relação que os designers estabeleceram no próprio espaço de exposição mostra ao espectador toda a força  icônica de suas peças. Só vendo para entender.

Monsieur Saint Laurent não era uma pessoa fácil de se revelar, ser filmado então, nem se fala, mas o grande costureiro permitiu que Jérôme de Missolz invadisse sua privacidade para registrar para a posteridade seus dictaks e sua extrema sensibilidade. Tudo está documentado no DVD “Yves Saint Laurent – tout terriblement”, lançado pela Arte Éditions (francês/inglês), que foi rodado no verão de 1994 nas residências do estilista em Paris, Marrakech, Deauville e durante a preparação de uma coleção de alta costura. O filme foi concebido como uma confissão, que rende homenagem ao Pequeno Príncipe da alta costura e suas belas criações. Um mergulho intimista na obra do costureiro mais misterioso que o mundo fashion já conheceu, mostrando o perfil filosófico e artístico de Yves Saint Laurent. Exclusivamente indicado para os apaixonados por moda.

Exposition « Imag'in Paper » par Marie Mons

Não é preciso convite, nem pagar ingresso, apenas ter paciência e esperar na fila para ver a exposição “Paris Haute Couture” que encontra-se no Hôtel de Ville, em Paris, abriga até 16 julho, dezenas de vestidos de alta costura vindos dos arquivos do Musée Galliera, que rastreiam mais de um século da moda parisiense. Peças assinadas por Jean Patou, Hubert de Givenchy, Jeanne Lanvin, Dior, Givenchy, Yves Saint Laurent, Gaultier, Maison Martin Margiela, entre outros, embelezam os salões Saint Jean. Charles Frederick Worth inventou, sem saber, em seu estúdio no número 7 rue de la Paix, em 1858, o processo de fabricação que agora chamamos de “Haute Couture”. Verdadeiro artesão, Worth cria jóias personalizadas para clientes ricos que escolhem materiais e cores. Em 1895, ele desenhou um vestido, a pedido da Condessa Greffffuhle , que se tornou inspiração para a duquesa de Guermantes, que, por sua vez, tinha amizade com os maiores escritores e artistas em Paris, como Proust, Rodin e Mallarmé. É para esse ciclo de artistas e clientes endinheirados que  Worth produz nas mais luxuosas sedas de Lyon, o gosto pela estética da Art Nouveau. Golas altas, mangas bufantes, adornam um vestido de cetim verde com padrões contrastantes em veludo azul e bordado. No final do século 19, a haute couture provocou desde o seu aparecimento uma pequena revolução no mundo da roupa e não párou mais. até os dias atuais várias mudanças ocorreram na história da moda francesa, graças ao seu talento e ousadia.

  Se você ainda não ouviu ou não conhece a nigeriana Asa delicie-se com sua voz suave e melodiosa. Batizada de Bukola Elemide e apelidada desde pequena de Asa, pronuncia-se Asha, seu nome significa “pequeno falcão” em yorubá. Asa nasceu em Paris, em 1982, enquanto seu pai estudava na capital, aos dois anos voltou para a Nigéria com a família, onde foi criada em Lagos. No final de 2008 Asa recebeu em Paris o “Constantin”, prêmio concedido aos talentos revelação do ano, pelo seu primeiro álbum musical Asa (Naïve) com músicas carregadas de um lirismo engajado, onde a África vibra com toda a força. Em seu novo CD “Beautiful Imperfection”, Asa continua a cantar como um passarinho com sua voz de veludo, usando sua guitarra acústica para dar sonoridade e um ritmo mais forte às suas baladas que destilam a mais pura poesia do seu território. www.asa-official.com

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Pessoalmente não apreciei essa coleção primavera-verão 2013 da Paco Rabanne. Achei sem identidade, faltou uma identidade visual forte, uma peça-chave que provocasse aquele “uau”. Realmente o desfile deixou à desejar e a sensação que ficou, pelo menos para mim, era a de um certo déjà vu. Estava bem posicionada e pude observar os acessórios, botas, sandálias, e achei sinceramente que os detalhes do acabamento estavam muito ruins. Mas o que mais me chamou a atenção foi a quantidade de socialites brasileiras que estavam assistindo ao desfile. Como as reconheci? Elas não paravam de tagarelar um só minuto…

Sempre gostei do Bon Marché com sua impecável seleção de produtos, serviços personalizados, ambiente sofisticado e acolhedor. E, agora, que a exposição “Le Brésil Rive Gauche” inaugurou, o local se transformou no meu point preferido de peregrinação parisiense. Tenho influenciado o maior número de pessoas possíveis dentro da minha entourage para apreciar as belas marcas brasileiras que foram escolhidas especialmente para essa exposição, que fica em cartaz até junho de 2013. www.lebonmarche.com

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Do alto dos seus sete andares, o Hotel Martinez lança sobre a Croisette oito letras brancas gigantes que fazem pensar nas colinas californianas da capital do cinema. Construído em estilo Art déco, esse hotel mitológico 4 estrelas foi renovado em 2003, mas o hall ainda ecoa as notas de jazz e a alegria dos Années Folles. Catherine Deneuve, Jodie Foster, Scarlett Johansson, Monica Belluci, Emmanuelle Béart e Penélope Cruz já se hospedaram em uma das suítes do Martinez. Em tons ocre e marfim, a decoração do hotel é luxuosa mas discreta e essa sobriedade permite aos hóspedes apreciar obras de arte como as litografias de Dufy e Picasso. As suítes tem uma impressionante vista sobre a Croisette e a jacuzzi instalada em pleno terraço é apropriada para um momento relaxante after-party. Hotel Martinez: 73, La Croisette – 06400 – Cannes.

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Segundo o site WWD, o (meu) queridinho, Alexander Wang está chegando em Paris para assumir a direção artística da Balenciaga com a saída de Nicolas Ghesquière. A notícia ainda não foi confirmada por nenhuma das partes envolvidas mas, se os boatos forem verdade, vai ser o máximo ter esse filhote do mundo fashion americano aqui, impregnando de frescor e modernidades a moda francesa. A maison de couture, criada em 1919, pelo estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, faz parte do império PPR (Pinault-Printemps-Redoute), que detem outras marcas, como Gucci, Yves Saint-Laurent, Alexander McQueen, Stella McCartney e Bottega Veneta.  

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A artista portuguesa Joana Vasconcelos não se fez de rogada e invadiu o Castelo de Versalhes com cores, música e muita feminilidade. Tal qual uma rainha consciente de seu poder, Joana assumiu os aposentos reais como se fossem a sua própria casa e instalou suas obras gigantescas evocando as mulheres que habitaram Versalhes, dentre as quais, Maria Antonieta. “Minha intenção com essa exposição é render homenagem às mulheres que viveram aqui e que participaram de momentos decisivos na história da França. Colocar em evidência a importância do feminino nesse lugar de representação da realeza, foi uma das minhas inspirações desde o princípio,” confessa a artista de 41 anos. Numa das  salas, a que abriga dois corações, um preto  e outro vermelho, o visitante aprecia essa obra ao som de uma música romântica. “Nada mais adequado que o fado para traduzir o verdadeiro sentido de uma paixão”, afirma a artista. Em outra sala, um helicóptero inteiramente decorado com plumas cor de rosa chama a atenção. “Esse seria o transporte dos habitantes do castelo nos dias atuais, algo como a versão moderna da carruagem”, comenta. Sobre a decoração extravagante, Joana explica que é porque essa máquina parece com um pássaro, por isso, escolheu metamorfoseá-la com plumas. Na Galeria das Batalhas,  a artista que veio especialmente de Lisboa para a abertura oficial de sua exposição, observa admirada as três Valquírias gigantescas, que representam deusas guerreiras. Essas fabulosas peças serpenteiam as salas reais com suas curvas feitas de tecidos em cores brilhantes, executados e fabricados em Portugal, que acumulam jogos americanos bordados numa trama extravagante e complicada, cortinas, guirlandas de flores e muitos outros retalhos para compor essa obra suspensas no teto por cabos de tensão calculados por engenheiros. Joana comenta que eles, assim como as bordadeiras e costureiras, que fornecem tecidos feitos de acordo com as tradições portuguesas, compõem sua equipe de trabalho. “Sem eles, essa exposição seria inviável”, agradece a artista que coordena em seu ateliê mais 100 colaboradores. Poliglota, articulada, feminista e insolente, Joana Vasconcelos é uma das jovens artistas mais em voga de Portugal e sua notoriedade aumenta à medida que suas obras se tornam pôlemicas. Uma de suas peças, intitulada “Noiva”, um lustre composto de vários absorventes íntimos, foi interditada para apresentação em Versalhes. Quando questionada sobre essa recusa, a artista minimizou: “As polêmicas sempre fazem parte das grandes exposições. Mas o artista deve respeitar a história do local em que expõe e Versalhes é um espaço estético carregado de tradições…” Ironia à parte, Joana era toda sorrisos e alto-astral, afinal, esse não era o assunto mais importante no dia da abertura oficial da exposição mas, sobretudo, sua posição privilegida como artista contemporânea e como a primeira mulher a expor no castelo do Rei Sol. www.chateauversailles.fr

A célebre Maison Courrèges, que fez da inovação sua marca registrada nos anos 70, ganha novo impulso sob o comando de dois jovens publicitários franceses Jacques Bungert e Frédéric Torloling, os mais novos proprietários da Maison Courrèges que pretendem perpetuar esse estilo único.  “Está fora de questão criar peças que não tenham a assinatura inconfundível do estilista. André Courrèges é tão emblemático, que o trabalho que teremos nessa primeira etapa de lançamento do nosso envolvimento com a marca é apenas editar algumas peças de referência, que estão cada vez mais atuais”, confirma Bungert. Vestidos trapézio, minissaias e botas de vinil. Essa é a silhueta criada por André e Coqueline Courrèges, que marcou a história da moda com um estilo radical e atemporal. Tanto que Yves Saint Laurent, ainda em 1966, dizia que as coisas nunca mais seriam as mesmas depois da explosão criativa provocada por André Courrèges, “afinal, tudo não passa de um remake do que ele criou”,  afirmava categoricamente Monsieur Laurent. Uma coisa é certa, Courrèges sempre lançou tendência e estámais atual que nunca com todas esse rivival de cores cítricas e fluorescentes que invadiram o nosso guarda-roupa nesse verão.

“A moda é sempre a expressão do espírito de um tempo ou de uma época. Talvez ela seja o melhor indicador de mudanças sociais”, costumava afirmar o fotógrafo Gundlach, um dos raros artistas a entender a importância da fotografia de moda nos anos 50, 60 e 70. Esse fotógrafo alemão, defensor apaixonado da fotografia artística, se tornou referência de estilo para a história da moda  e para o cinema. Das produções de moda super elaboradas à escolha dos cenários, passando pela composição dos ambientes com forte apelo para a Op art, tudo era dirigido e pensado por Grundlach, que tinha um olhar artístico sobre a fotografia. A orientação que ele dava sobre as poses e as expressões faciais que as modelos deveriam fazer se tornaram referências célebres e são copiadas até hoje nas mais importantes revistas de moda.

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“O nascimento do luxo moderno”, de Paul-Gérard Pasols, publicado pela Louis Vuitton em parceria com a Éditions de la Martinière, foi relançado com uma primorosa edição multilingue. A publicação é uma espécie de crossover entre a maison de luxo e os principais expoentes da criação contemporânea. As centenas de imagens históricas retratam como a Louis Vuitton incorporou tradição e modernidade em seus produtos, onde se misturam clientes ricos e estratégias geniais de marketing, a fim de estabelecer com maestria um império com o logo LV. A venda nas lojas Louis Vuitton e no site: www.louisvuitton.com

Vai ser um leilão multicorido no próximo sábado, 24 de novembro, às 14h, no Hotel Drouot, em Paris, com as peças da coleção alta-costura outono-inverno 1985-1986, desenhadas por Christian Lacroix para Jean Patou. As peças foram habilmente selecionadas por Charlotte Van Gaver, do site especializado Chayette&Cheval, e pela experte em leilões de moda Pénélope Blanckaert. Quando Lacroix assumiu a direção artística da maison Jean Patou, em 1981, ele trouxe consigo um mundo repleto de criações com forte apelo às touradas e silhuetas com muitos brocados e pedrarias. Vestidos, boleros e mantas ao estilo barroco pareciam ter saído de um universo mágico, onde tudo se misturava como num caleidoscópio festivo. São algumas peças dessa coleção que estarão à venda neste leilão com lances iniciais a partir de 1000 e 1500 euros. Dentre alguns lotes há peças das marcas Alaïa, Chanel, Chloé, Christian Dior, Courrèges, Givenchy, Grès, Gucci, Hermès, Louis Vuitton, Nina Ricci, Révillon, Roger Vivier, Yves Saint Laurent, Sprung Frères. Para quem adora moda essa oportunidade é imperdível e o catálogo pode ser acessado on line qui:http: www.pbfashionexpert.com/prochaine-vente.html

Pioneiro da fabricação de móveis modernistas, o brasileiro Joaquim Tenreiro (1906-1992) foi um dos precursores do uso de matérias-primas e criador de uma nova linguagem formal no século 20 para design de móveis no Brasil. Seus móveis tem uma força vital, não só no que diz respeito ao domínio de soluções técnicas e construtivas, mas também na experiência estética e no significado cultural de sua produção artesanal. Primorosamente desenhados, seus móveis evocam uma coexistência refinada dos valores tradicionais aliados ao design e à estética moderna, fortemente ligados ao patrimônio cultural brasileiro. Algumas destas peças de Tenreiro estarão em exposição no stand Booth G20, da galeria R 20th Century, durante o Design Miami, que acontece de 05 a 09 de dezembro de 2012 em Miami Beach.

Sempre passei minhas férias de infância na casa da minha avó, numa cidadezinha calma e pitoresca no norte do Brasil. Ficava eufórica quando chegava lá e corria até o quintal, onde ela criava várias galinhas, apenas para vê-las comer milho e se disputar entre si. Os galos, como sempre, demarcando território com suas cristas vermelhas e atraentes, chamavam a atenção pela exuberância e porte altivo de “dono do terreno”. As galinhas, mais discretas, comiam juntas, em círculo, ou acompanhavam os seus pintinhos à procura de abrigo antes da noite cair. Quando me deparei com as imagens do fotógrafo Ernest Goh, fiquei nostálgica, relembrando esse momento especial da minha infância. Goh, que nasceu em Cingapura, explica sua técnica para captar imagens da exuberância dessas aves. “Passo o dia observando atentamente seus movimentos sem provocar barulho ou causar nenhum impacto que as deixe estressada. Às vezes para conseguir uma única imagem, preciso ficar horas e horas, apenas aguardando o momento ideal para clicá-las”, comenta o fotógrafo. Até 31 de Janeiro, essa coleção estará em exibição e à venda na galeria Pobeda, em Moscou. Para maiores informações, clique  aqui: http://pobedagallery.com/

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Inventarienr: MOM/2005/223 Konstnärens namn: Niki de Saint Phalle Titel: ANGE LUMINAIRE Datum: u.å.

Numa época em que objetos raros e exclusivos são cada vez mais difíceis de ser encontrados, a maison parisiense Camille Fournet, apresenta uma coleção de bolsas especialmente produzidas em couro de jacaré e crocodilo com toques de refinamento. Uma variedade de carteiras-pochete, desenhadas especialmente para grandes eventos, festas e casamentos são propostas em modelos exclusivos. Através do “Cahier sur mesure”, a cliente pode escolher todas as combinações possíveis para o modelo que deseja, que serão desenhados à mão. Uma elegância rara indicada somente para quem deseja se diferenciar na multidão. Boutique Camille Fournet : 3, rue Alger, Paris 1.

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R/Gallery é uma colecionadora de sucessos, sobretudo, porque ao longo dos anos tem promovido o lifestyle brasileiro na terra do Tio Sam. Embalada pelos maiores expoentes do design internacional e brasileiro, com nomes como Joaquim Tenreiro, Hugo França e Sergio Rodrigues, a galeria é especializada em apresentar ao público relíquias e peças únicas. Situada no charmoso bairro novaiorquino de Tribeca, R/Gallery tornou-se nessa última década uma espécie de centro do patrimônio nacional brasileiro preservado fora do país.  www.r20thcentury.com

Nós nos encontramos várias vezes em Paris, durante a semana de moda, em Barcelona, idem, e uma vez em São Paulo num evento organizado pela Apex Brasil. Muriel Piaser, ex-diretora dos salões Prêt-à-porter Paris®, é uma figura carimbada do mundo das feiras especializadas de moda e uma pessoa extremamente agradável para se frequentar. Com sua personalidade dinâmica, ela vai conduzir como “Embaixadora” a próxima edição da Tranoï Preview, que acontece de 19 à 21 de janeiro de 2013 no Carrousel du Louvre: 99, rue de Rivoli, Paris 01.

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Galatée Pestre filosofa sobre o sentido da bijuteria com seus Balloon Brooches. A jovem designer francesa participou no ano passado de uma residência nos Ateliers de Paris, que promove e apóia o projeto da nova geração francesa de criativos contribuindo com o sucesso dos jovens designers que são o embrião do futuro desse métier.  Todos nós temos uma história de memórias ou algo a dizer sobre nossas joias. É como se ela fosse a extensão da nossa alma. Esse é o conceito no qual a designer se baseia para criar suas coleções delicadas e interativas. Usando a cinalética do cotidiano, as bijuterias de Pestre funcionam como uma mensageira ou indicam uma direção em seus fios de prata em formato de bolhas de diálogo ou setas. Com um desenho simples, a sinalização acaba se tornando um objeto de comunicação precioso que corresponde ao desejo da designer de “causar reações positivas e criar um intercâmbio em torno da joia.” Nesta época festiva de final de ano Galatée Pestre está expondo suas criações em várias butiques. No site da designer encontram-se todos os endereços e os pontos de venda de suas criações: www.galateepestre.com.

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A artista e fotógrafa Cindy Sherman fez com que as mulheres se encantassem pela fotografia. O Moma, em Nova York, retoma a questão com uma seleção de imagens onde as mulheres estão no foco, afinal, depois da Condessa de Castiglione a condição feminina não é nada mais que um jogo de máscaras. Até junho de 2012. www.moma.org

Se você estiver viajando pela Borgonha e visitando Dijon, na França, não deixe de passar na loja Bibi&Bob para se encantar pelos graciosos chapéus de Sara Tintinger. Ela começou a carreira como estilista, mas depois de receber uma encomenda de chapéus para a Lâncome nunca mais abandonou o métier. É dela os chapéus que desfilam nas temporadas de moda – uma média de 200 – feitos artesanalmente para as grifes Chanel, Dior, Paco Rabanne, Sonia Rykiel, Balenciaga. Atualmente Sara é a queridinha do estilista português Felipe Oliveira Baptista, que lhe deu carta branca para pirar em suas criações. Além desse público cativo de estilistas, Sara tem uma clientela estrelada como artistas franceses e estrangeiros. Justin Timberlake depois de ter posado para um editorial com uma peça dela, encomendou várias boinas e bérets. Como a temporada pede esse charmoso acessório, Sara criou uma coleção batizada com nomes de flores em cores primaveris e formas inusitadas cheias de glamour, o verdadeiro estilo à francesa. Bibi&Bob: 3, Rue Quentin, Dijon, França. Telefone : +33 (0)380 301 257

Top em neoprene, calça baggy e roupas coladas ao corpo, fizeram unanimidade durante as últimas semanas de moda revelando uma nova tendência fashion e esportiva. O estilo está nas ruas e as tribos dos esportes radicais são a nova sensação das grandes transformações no mundo da moda, que se curvou a esses tempos modernos. Novos materiais, formas e tecidos tecnológicos deram ares joviais aos desfiles Primavera-Verão 2012-2013 do Big four (Paris-NovaYork-Milão-Londres) impregnando de cor e energia as passarelas da moda.

Desportivo de luxo fez o seu caminho para a cena acessórios nesta temporada. Das pistas athleticwear dominadas de NYFW vem um colorido amontoado de malas e sapatos, algumas mais literalmente aderente ao gênero do que outros. Por exemplo, um saco de tênis de camurça Anteprima é adorável, mas realmente pode ser usado para guardar suas raquetes. No entanto, alguns são apenas interpretações caprichosas do meio significava para vestir a um assento ao lado da quadra no Country Club. De cunhas plataforma escondida dentro de tênis de cano alto para ajuste mochilas para um estudante atlético, esta tendência vai desde a testa maior para a testa baixa. SS12 RUNWAY REPORT maio 2012 Sporty luxe has made its way onto the accessories scene this season. From the athleticwear-dominated runways of NYFW comes a colorful pile-up of bags and shoes, some more literally adherent to the genre than others. For instance, Anteprima’s suede tennis bag is adorable, but could actually be used to stow your rackets. However, some are just whimsical interpretations of the medium meant for wearing to a courtside seat at the Country Club. From platform wedges hidden inside high-top sneakers to backpacks fit for an athletic schoolgirl, this trend runs the gamut from the high-brow to the low-brow.

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Mais de 200 obras, entre pinturas, desenhos e esculturas estão sendo apresentadas na retrospectiva em torno da obra de um dos artistas mais famosos e mais populares, o surrealista Salvador Dalí. A mostra, em cartaz no Centro Pompidou, de 21 de novembro de 2012 até 25 de março de 2013, define o artista como uma das grandes figuras de destaque do movimento surrealista dos anos 1930. Seu método “paranóico-crítico” para criar imagens que se tornaram ícones modernos alçou sua carreira como uma mitologia pessoal. Nessa retrospectiva há obras-primas vindas de museus renomados, como o Reina Sofia, de Madri, e o MoMA de Nova York.

Até 1° de abril, 144 expositores e 1.500 artistas estarão reunidos sob o teto do Grand Palais em Paris, transformando esse gigantesco espaço numa miríade de imagens, tendo a Rússia e seus artistas como homenageados. Uma dançarina que parece fazer parte de uma reminiscência da pintura de Degas é uma das impressões que retratam as últimas ilusões de um país em metamorfose com suas transformações que cruzaram o tempo. O conceito dessa feira artística é mostrar uma coletânea de fotografias contemporâneas e artistas que remodelam o mundo à sua volta. Como num sonho, onde até mesmo a Torre Eiffel pode vir a ser o salto afiado de um scarpin. Anualmente, novos artistas e galeristas se desdobram para recriar uma oferta que mostre as novas paisagens do mundo através da realidade das lentes fotográficas, do uso de colagens ou ainda outros suportes especialmente pensados à imagem do mundo que não pára de mudar. www.artparis.fr

Apaixonados por arte desconhecem crise econômica global e investem bilhões na TEFAF - The European Fine Art Foundation, a feira de arte mais influente no mundo. Durante a 25ª edição da TEFAF que aconteceu na Holanda os expositores internacionais apresentaram cerca de 30 mil obras de arte e antiguidades, rigorosamente selecionadas, divididas por categorias como pinturas, desenhos, estampas, esculturas, móveis, manuscritos, alta joalheria, têxteis, vidraçaria, porcelana, criações de design e outras obras, classificadas por época, da Antiguidade Clássica ao Século 21. Durante pouco mais de uma semana, de 16 a 25 de março, Maastricht, região sul dos Países Baixos, foi o centro das atenções de compradores, vendedores, críticos de arte e colecionadores, que apreciaram as mais belas raridades, todas, minuciosamente avaliadas pelos mais importantes experts do mundo artístico.

O atual diretor artístico da Lacoste está literalmente no olho do furacão. Felipe Oliveira Baptista tem como metas renovar a imagem do crocodilo mais cheio de estilo de todos os tempos e manter o foco nos mercados potenciais para a marca. Em seu estúdio de criação num dos tradicionais bairros parisienses, fotografias forram as paredes e ele explica que essas imagens servem como fontes de inspiração. Há uma mistura de tudo. Muitas das fotos, clicadas pelo próprio estilista, que gosta de flagrar pessoas, eternizar momentos e objetos que depois são usados como instantâneos criativos para compor suas coleções de sportwear chique. “Tudo o que é visual me interessa. Sou apaixonado por fotografia e cinema, muito antes de entrar para o mundo da moda”, confessa Felipe Oliveira Baptista, enquanto observa alguns ícones dos anos 80, fotos do cantor Bob Dylan e outros flagrantes da vida real. “Durante alguns anos da minha vida, eu fotografava diariamente quase tudo o que me interessava. Agora me falta tempo para me dedicar a esse hobbie”, atesta o estilista. Sua grande estréia como diretor artístico da Lacoste foi um sucesso e suas coleções para sua marca própria continuam atraindo o público. Mas Felipe Oliveira Baptista, que tem como missão transformar a percepção da marca Lacoste junto ao público feminino, parece não se render aos elogios da imprensa.  Com sua imagem compenetrada de homem super-ocupado, imerso em trabalho, sua calma e tranquilidade não deixam transparecer em nenhum momento a ansiedade com os próximos desafios. www.felipeoliveirabaptista.com

Anne Fontaine, carioca da gema, além de criadora de moda – suas impecáveis blusas brancas são sensação na Europa – é dona de um Spa luxuoso situado no subsolo de sua boutique no coração de Paris. Quem quiser descobrir os segredos dessa estilista de sucesso, basta descer algumas escadas para passar de um universo de blusas brancas à um grande espaço na cor chocolate com enormes portas em vidro, onde se encontra a anti-câmera do Spa Anne Fontaine. Ela mesma pesquisou e elaborou uma gama de produtos que trazem lembranças da sua infância com produtos naturalmente brasileiros. O doce de leite, por exemplo, foi espertamente transformado em uma deliciosa máscara de peeling. Além dessa inspiração, Anne diz que adora misturar ingredientes, como a massagem “Sonho de seda”, que promete aliviar as tensões musculares e outro segredinhos que são revelados para as clientes nas anticâmeras de massagem. Spa Anne Fontaine : 370, rue Saint-Honoré, Paris 1. Telefone : +33 (0)142 610 370.

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Para resgatar o espírito de pioneirismo e a elegância atemporal dos perfumes finos que se tornaram lendários, a boutique parisiense “Éditions de Parfums Frédéric Malle” tem uma coleção exclusiva, onde o cliente tem a liberdade de misturar essências tal qual os perfumistas do passado. French Lover, criado pelo nariz de Pierre Bourdon, por exemplo, mistura patchouli e musc aliado às flores de Íris com notas sensuais, que compõem uma fragrância ultra-masculina. www.editionsdeparfums.com

Grégory Marchand, o chef do restaurante Frenchie, um dos melhores achados gastronômicos parisienses com excelente equilíbrio preço-qualidade, lançou o seu livro de receitas ”La cuisine du Frenchie at home”, edições Alternatives. Lê-lo é uma delícia, apesar de ainda não ter me aventurado em imitar suas receitas. A ideia de Marchand é instingar seus clientes a fazer o que ele faz com talento acreditando que tudo é muito fácil e simples de se executar em cozinha. No final da leitura fiquei pensando que o chef quer mesmo é que voltemos para degustar suas delícias, apreciando ainda mais seu conhecimento gastronômico adquirido em suas viagens internacionais.

Leitores e colecionadores de belos livros, catálogos de exposições, obras raras e originais, mantenham-se conectados, porque amanhã, 05 de outubro, à meia-noite, vai começar mais uma venda privada de livros da Réuninon des Musées Nationaux que regrupa todos os museus franceses. Até 21 de outubro os interessados em adquirir livros de arte por um preço realmente abaixo do aplicado nas livrarias, deve se conectar imperativamente neste site http://venteprivee.boutiquesdemusees.fr para escolher e comprar as publicações que estão em promoção.  Não vacilem porque a procura é acirrada.

Nem a chuva que vem caindo insistentemente desde esta manhã vai impedir que o tão esperado mercado de pulgas de inverno se instale durante três dias a contar desta sexta-feira e durante o final de semana, ou seja, 23, 24 e 25 de novembro de 2012. O circuito dos feirantes passa pela rue de Bretagne, rue de Belleyme, rue de Turenne e o espaço em torno do Carreau du Temple, as ruas Dupetit-Thouars e os canais adjacentes no bairro do Marais. Da sexta-feira 23 de novembro de manhã até domingo às 18 horas. Para maiores informações ligue 01 53 01 75 13.

Nenhum animal foi prejudicado ou torturado para que esse vestido adornado com penas fosse desenvolvido. A coleção “Roadkill”, da designer britânica Jess Eaton aproveita os restos de animais mortos por várias causas – principalmente na estrada – e não especificamente sacrificados no altar da moda para compor suas inutitadas coleções. Suas últimas criações serão exibidas na London White Gallery, durante a feira de casamento que acontece em Londres de 19 à 21 de maio.  www.eatonnott.co.uk

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O Museu de Belas Artes de Paris, o Petit Palais, recebeu um presente especial em papel Canson ® que embalou as 20 colunas de sua fachada em cores extravagantes para chamar a atenção do público para a exposição que apresenta os ganhadores do Prêmio Canson ®, de 5 à 16 de junho de 2013, no museu. Durante o verão todos os olhos estarão voltado para este belo e histórico edifício. Esta instalação é testemunha de uma conversa poética entre o papel e o monumento. Apedra e o papel que parecem aparentemente tão distantes um do outro: um mineral, outro vegetal, um frio outro quente, um sólido, outro   frágil. Sua proximidade prova que, além dessas oposições existe uma linguagem em comum, a memória, o tempo da conversa, a sustentabilidade do que cada um contém, do que cada um protege e esconde. Envelopada num papel colorido, o monumento de pedra, de repente, parece mais próximo, sensual, vibrante e cria uma diferença incongruente. É contemporâneo, simples, puro e efêmero, como a duração de uma vida…

As blusas em algodão e os acessórios da Locher’s são apropriadas para mocinhas modernas e ousadas, porque elas vêm com frases de uma perversão divertida no estilo “No time to fuck” ou “Good luck mother fuck”. Realmente só podem ser usadas por quem pode e não tem nenhum medo de dizer o que pensa: “Sorry darling, good girls don’t swallow…” Nicole Locher nasceu na Suíça, numa cidadezinha de 2.000 habitantes que, como ela mesma diz, “para as pessoas que moram nos grandes centros urbanos, ir até lá, era como visitar o planeta Marte…” Mas ela considera o lugar perfeito para pique-niques no campo e para a leitura dos seus livros prediletos (Marquês de Sade, talvez ?), sentada embaixo das árvores. Essa poderia ser a história de uma menina boazinha que nasceu nas montanhas azuis, estudou quase a vida inteira num convento e passava semanas sem ver nenhum menino… No entanto, ela resolveu dar um rumo, digamos, mais picante para a sua vida, criando uma marca de blusas que leva seu nome de família. Até aí tudo bem, se a tal Locher’s não estivesse virando uma escola de ‘perversão’ entre as mocinhas bem (mal) intencionadas de Paris. O grande sucesso da marca é que a ideia é original e cheia de graça. As blusas da Locher’s são em algodão, sempre em cores pastéis com lacinhos, florzinhas e desenhos singelos. Têm bordados e brocados do tempo da vovó com frases eróticas que as francesinhas mais despudoradas usam sem a menor culpa. Nicole confessou ter se inspirado na moda careta e certinha do início do século 20 com suas roupas pomposas, cheia de flores e badados para criar o contraponto de suas blusas igualmente femininas mas cheias de ironia. Nicole diz que tem verdadeiro pavor de ter uma vida pacata ou normal e que adora ver as meninas vestidas com suas blusinhas de frases chocantes, se insinuando pelas ruas com suas criações de “petite salope” (putinha). Ela não gosta de falar sobre os próximos planos da Locher’s, mas desavergonhadamente entrega: “vocês não perdem por esperar!” Vamos ficar roendo as unhas… Suas peças podem ser compradas diretamente no site: www.lochers.com  

Se você acha que já viu tudo em termos de ficção científica, prepare-se para assistir à “Real Humans” do diretor sueco Lars Lundström. Em um mundo não muito distante do nosso, os Hubots (Robôs Humanos) substituem os humanos em tarefas domésticas e, algumas destas máquinas, também tem o mesmo sonho de emancipação dos seres humanos… Essa nova série vinda da Suécia está sendo apresentada semanalmente na França pelo canal Arte. A história não se passa no futuro, como a ficção científica pode sugerir, tudo acontece no mundo de hoje, a única diferença é que os seres humanos convivem com essas criaturas no dia-a-dia. Os Hubots tem grandes olhos brilhantes, movimentos, por vezes, rígidos, e foram introduzidos na vida doméstica dos humanos para ajudá-los a se livrar de algumas tarefas. Há vários modelos disponíveis com características diferentes. Por exemplo, um Hubot pode trabalhar na fábrica, anotar recados, ler para os seus filhos, fazer trabalhos domésticos. Basta recarregá-lo ao longo do tempo e mantê-lo sob um pouco de controle técnico. Naturalmente, esta mercantilização de robôs vai criar um mercado negro com base na reciclagem para a criação de Hubots especializadas em sexo. E se os seres humanos que vivem neste mundo tem certeza de que esses robôs são apenas máquinas, alguns vão desenvolver sentimentos e até mesmo um desejo de independência. É nesse ponto que tudo começa a ficar interessante.

A grande novidade da loja Zegna em Paris é, na verdade,  seu site, um projeto tecnológico inovador, desenvolvido pelo diretor de cinema e efeitos especiais James Lima, que colaborou com o filme Avatar. “Minhas experiências trabalhando na animação e efeitos visuais do filme Avatar sempre foram focadas na invenção tecnológica como um suporte para essa “fantasia”, afirma o enfático Lima ao falar do projeto Zegna in_STORE.  Qualquer que seja o suporte – filme, comercial, desfile de moda, website ou um aplicativo – têm as mesmas propriedades intelectuais, a mesma narrativa da marca, os mesmos formatos e displays para diferentes dispositivos laptop, live show, telefone celular, iPad,  discursa Lima, que assumiu o desenvolvimento tecnológico da Zegna in_STORE. A ideia da marca é tornar a experiência da compra em algo imperceptível, transcendendo de um formato ao outro de modo invisível. A fim de que, psicológica ou virtualmente, tangível ou digital, todos façam parte da história da marca. Através da Zegna in_ STORE o cliente pode literalmente entrar na loja e escolher nas suas prateleiras o item que lhe convém, fazendo combinações em 3D, como se estivesse num provador e ter a sensação real de visitar a boutique em apenas um clique. Toda essa convergência entre o mundo digital e o universo fashion de Ermenegildo Zegna pode ser acessada aqui:  www.ermenegildozegna.com

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O Brasil é a menina dos olhos do mundo no momento e Ana Paula, Brasileiríssima da gema,  resolveu unir com sensibilidade o belo e o útil ao comercial em sua empresa Bijoux da Terra, que representa na Europa vários artesãos de joias e designers brasileiros. Para conhecer seus pupilos e fazer encomendas, acesse www.bijouxdaterra.com ou visite sua página no Facebook www.facebook.com/BijouxDaTerra. Neste sábado, Bijoux da Terra vai expor em Paris durante o evento Salon de créateurs Pop’ up, que acontece das 11h às 20h, na Halle Freyssinet no número 55, Boulevard Vincent Auriol, Paris 13.

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Nascida parisiense numa família de criativos, Marianne Rautureau, filha de um dos criadores da marca Free Lance, transforma idéias em jóias de formatos inusitados com muito humor e poesia. As bijoux de Marianne são um convite para mergulhar num mundo colorido onde anéis, pingentes, minibags e braceletes têm vida própria. Para quem adora saborear um “donuts” sua coleção de pingentes totalmente dedicada a essa guloseima é pura tentação; outros modelos bem BCBG (beau-chique-bon-genre) são os anéis em formato de coelho ou champignon. O must da criatividade de Marianne é fazer arte decorativa pessoal, onde cores e grafismo adquirem novos sentidos, como o pingente em forma de uma banana descascada e os anéis nos moldes de um dedo com unhas coloridas. Todas as bijoux, banhadas a ouro ou prata, podem ser encontradas em sua butique Calourette: 27, rue du Bourg-Tibourg, Paris 4.

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Novo point do design e das artes londrinas, o Andaz Liverpool Street Hotel marcou presença durante o London Capital do Design, abrigando a instalação “Once Upon a Dream” uma cama desenhada pelo designer francês Mathieu Lehanneur, encomendada especialmente para os clientes do champagne Veuve Clicquot. Trata-se de um leito retrô-futurista, que é uma verdadeira experiência de dormir com luxo, criado para globetrotters e viajantes inveterados obterem o melhor descanso físico num menor espaço de tempo possível. Pensado para otimizar e curar qualquer jetlag, a recuperação física de quem se deita nessa cama se dá através de iluminação especial, equilibrando o ruído à temperatura ideal com cortinas que ajudam a criar o efeito de um cocoon.

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  Desenhos coloridos, flores em profusão e muito talento marcaram a trajetória de Pierre Frey e Jean-Denis Malclès que se cruzaram pela primeira vez em 1941 durante o Salon des Artistes Décorateurs. Os dois artistas revolucionaram o tecido decorativo clássico criando um contraponto lúdico com seus desenhos cheios de fantasias, histórias e alegresses transportando esse espírito lúdico para a tapeçaria. Neste mês de setembro o showroom da Maison Pierre Frey se transforma em galeria de arte para exibir o trabalho de Jean-Denis Malclès, que além de decorador de teatro era ilustrador. Durante a mostra Imagin’Malclès, apresentada entre 7 de setembro e 15 de dezembro, o desenho original de  Déjeuner sur l’herbe, criado em 1944, será  reeditado em série limitada.  Show Room Pierre Frey – 27, rue du Mail, Paris 02. Das 10h às 18h.

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Visitei há algumas semanas o atelier do designer de joias Taher Chemirik, situado num bairro parisiense. Entre taças de champagne e alguns canapés tive a liberdade de fotografar o que queria, enqunto ouvia histórias de como tranformar ideias em objetos, acessórios, enfeites diversos. Fico sempre muito impressionada com o que as pessoas de talento podem produzir a partir de uma simples peça. Chemirik é argelino, formado em arquitetura de interiores e já trabalhou para grandes maisons francesas criando coleções de bijuterias em pocelana Bernardaud e esculturas decorativas para arte da para Christofle. Os acessórios do último desfile primavera-verão de Paco Rabanne, eram dele. Chemirik tem um talento natural para misturar elementos em formas diversas e o resultado é belo, atraente, sensual.

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Desde o início da sua carreira, a beldade inglesa Kate Moss encantou a todos com sua imagem de menina tímida e sensual. Durante sua primeira temporada no mundo fashion ou ainda quando ela posou para Calvin Klein, na privacidade do apartamento do casal, Kate revelou toda a sua fotogenia transformando sua imagem com uma das modelos mais emblemáticas de sua época. Estrela do showbizz desde os anos 90, sua vida pública foi construída em torno de sexo, álcool e uma dose de rock’n'roll. Para presentear os fãs dessa modelo, que comemora 25 anos de carreira, a editora Rizzoli de Nova York lançou “Kate: The Kate Moss Book”, repleto das melhores fotos da carreira dessa modelo nos últimos anos. Quando ela começou à modelar, as amigas supermodelos Christy, Linda, Naomi e o que determinou seu sucesso tanto nas páginas das principais revistas como nas passarelas. Kate, que se tornou indispensável para as campanhas publicitárias como ícone de moda esconde e revela sua timidez em fotos de bastidores com direito à histórias e imagens exclusivas.

Grace Kelly estrelou ao lado dos homens mais cobiçados de Hollywood durante uma fulgurante carreira no cinema. Sua deslumbrante beleza e sua elegância a transformaram em ícone fashion de sua época. Em 1951,  aos  22 anos, ela aparece em “Forteen Hours”, seu primeiro filme. No ano seguinte, consegue o primeiro papel ao lado de Gary Cooper no western romântico “High Noon” e sua carreira torna-se fulgurante a partir de então. Sob contrato com a MGM Grace, em menos de dez anos, fez uma dezena de filmes, entre os quais o super-exótico “Mogambo”, rodado na casa dos Massaï com Clark Gable e a vulcânica Ava Gardner, que se tornou sua amiga. Se ela obteve, em 1954, aos 25 anos, o Oscar de Melhor atriz pelo seu papel em “Country Girl”, foi filmando com o grande Alfred Hitchcock que ela entrou para a legenda do cinema. O diretor assina com a musa três verdadeiras obras de arte: “Dial M. for Mulder”; “Real Window” e “To catch a thief”. Essa mulher que se dizia convencional, sabia admiravelmente se portar diante de uma câmera fotográfica e se entregava de corpo e alma ao jogo de interpretação, tendo Hitchcock como o mestre dos fantasmas e da loucura, até mesmo quando este tentava cortá-la em pedaços em suas películas… Essas e outras histórias sobre a vida da atriz, que se transformou em princesa na vida real, são apresentadas nesse DVD “Grace Kelly : Eternelle”. Na ocasião do trigésimo aniversário da morte de Grace Kelly, este DVD collector rende homenagem à elegante atriz musa de Alfred Hitchcock. A caixa contém um livro de 80 páginas belamente ilustrado e três de seus filmes mais importantes com o mestre do suspense. Ao lado de outros ícones de elegância como Audrey Hepburn, Diana e Jackie Kennedy, a princesa usou os grandes nomes da alta-costura para assinar seu closet. Uma arqueologia íntima revela fotografias da atriz, filmes familiares, roupas de princesa e imagens do seu casamento, que compõem essa bela produção filmográfica.

Rebelde, insolente e irresistível, esses são alguns dos atributos do cantor Lenny Krevitz. Como garoto-propaganda da marca francesa Eleven Paris, Krevitz incorporou todas as suas características de rock-star e assumiu ares de modelo para a campanha Primavera-Verão da marca. Nela, o cantor posa ao lado da jovem modelo Charlotte Free em cenários explosivos e cheios de apelo artístico na periferia de Miami beach. Mais sexy impossível, confira nas imagens do backstage.

O Museu Thyssen-Bornemisza, em Madri, expõe até este mês grandes quadros de arquitetura, pintados nos séculos XIV e XVIII,  que desvendam a evolução arquitetônica dos tempos. Duccio di Buoninsegna, Canaletto, Giovanni Paolo Panini, Tintoretto, Gaspar van Wittel, Hubert Robert, Maerten van Heemskerck, Hans Vredeman de Vries são alguns dos grandes pintores que retrataram com sua arte a arquitetura secular da Europa. Através de 140 telas com esse mote, “Arquiteturas pintadas, do século XVIII ao Renascimento”, busca destacar as nuances que aparecem nessas obras para melhor compreender a evolução arquitetônica ao longo dos tempos. O fio condutor dessa mostra envolve arquitetura e decoração como elementos artísticos a partir dos quais os mestres da pintura se concentravam com o intuito de lançar um olhar artístico sobre a realidade daquela época. A exposição é organizada como numa turnê, obedecendo uma ordem cronológica e temática, cobrindo ao mesmo tempo os séculos XIV e XVIII. Durante esta época, a pintura da arquitetura das cidades era considerada um gênero inferior e foi muitas vezes usada como pano de fundo de cenas religiosas, históricas, mitológicas, mas ganhou destaque cada vez maior, chegando a se consolidar como um gênero independente de arte no século XVIII. Para ilustrar esta fase, a cenografia da exposição concentrou-se sobre algumas telas, que retratam com grandiloqüência paisagens em ruínas e os caprichos arquitetônicos da realeza. Ainda naquele século, um número significativo dos pintores mais importantes, dedicou-se a trabalhar como cenógrafos, inclusive, com arquitetos importantes como Filippo Juvarra, que influenciou toda a Europa.

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Famoso pela representação emblemática da palavra “LOVE”, o artista americano Robert Indiana, que nasceu em 1928, em New Castle, vai entrar em cartaz, em novembro, no Grand Palais, em Paris, que apresentará na galeria Sudoeste, suas principais criações. Incluíndo suas obras mais representativas do pós-guerra com peças que fazem referência à hard-edge e à pop art.

Gisele Bündchen está simplesmente fantástica, posando de Madame na capa da Vogue Itália desse mês de junho. O making off das fotos de Steven Meisel, que está no You Tube, é simplesmente arrasador. Parece que a super-modelo nasceu mesmo para encarar as câmaras. Para contrabalancear todo esse glamour e sofisticação, a Vogue Brasil convidou Mario Testino para colocar em evidência o corpo perfeito de Gisele na capa da edição de junho num editorial especial com foco em saúde. Viva a beleza brasileira!

Da próxima vez que você visitar Londres, aproveite para fazer o passeio Graffiti Street Art & Tour e apreciar a cena de graffiti londrina. O East London tem uma das mais impressionantes expressões do emergente graffiti art, que vem atraindo a atenção do mundo das artes e o passeio inclui descobrir toda a gama de possibilidades dessa street art, incluindo madeira cortada a laser, esculturas, postagem e réplicas de placas históricas. Como a arte de rua é feita para durar o tempo que a natureza decidir, a variedade de ver obras diferentes a cada visita é enorme, o que significa que as mudanças e a expansão do percurso mudam semanalmente. Os guias turísticos do Insider London, organismo que dá suporte ao projeto, tem um conhecimento aprofundado do trajeto e são capazes de orientar os participantes através do mundo da arte com percurso definido por meio dos muros das ruas. Os destaques do passeio ficam por conta do pátio onde Banksy e D*Face bateu seu carro – quando o avô do stencil graffiti pintava e Banksy ainda estava usando lápis de cor – bem como obras de Candy Burning, Shepard Fairey, Space Invader e Dr. D.  O passeio, que custa 25 libras por pessoa, começa no hotel Andaz Liverpool Street com um delicioso brunch na animada brasserie Eastway. O tour é limitado a 12 pessoas para garantir uma experiência pessoal. Informações no site: www.insider-london.co.uk

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O estilista francês Alexis Mabille muito habilmente revisita a gravata borboleta que é sua marca registrada e ignora o signo da burguesia desse acessório, tratando-o com leveza e humor em suas coleções. O estilista acaba de receber a denominação de alta costura pela Comissão de Classificação Couture que se reuniu nesta terça-feira no Ministério da Indústria, em Paris. O anúncio foi feito pela Federação Francesa de Couture. Até este ano, Alexis Mabille desfilava no calendário oficial da alta costura como “membro convidado” mas, a partir de janeiro de 2013, a marca recebe a designação de membro oficial da “haute couture” francesa. “Quando criei minha marca, há sete anos, quis desenhar coleções para homens e mulheres e, para mim, a gravata borbolea é mista, por isso, ela tornou-se uma linha comum. Sempre apreciei este acessório há algusn anos, quando ele parecia um pouco sobrecarregado. Agora ele está de volta e é nossa peça icônica”, confessa o designer adepto do estilo dandy. “Desenhada em brocado, seda, rendas ou ainda em tecidos antigos, nós oferecemos mais de 60 referências desse acessório atemporal”, confirma Mabille. Alexis Mabille: 11, rue de Grenelle, Paris 07 e 34, Galerie Vivienne, Paris 02.

Yvon Lambert, um dos maiores galeristas da França, confirmou a doação de sua coleção compilada ao longo de 50 anos para o Estado. A Christie’s avaliou esse patrimônio artístico, que abrange cerca de 600 obras, em quase 100 milhões de euros. Lambert tinha decidido doar para o Estado sua coleção quando no ano passado o Presidente da República visitou o museu, instalado num hotel particular, o Caumont, no sul da França. Desde então, a cidade de Avignon e o Ministério da Cultura assinaram compromissos financeiros para a expansão do museu e se comprometeram em duplicar os espaços de  exposição. A doação pública será assinada ainda neste verão europeu e a agenda de eventos promete mostrar grande parte desse acervo singular. A Coleção Lambert possui um número expressivo de artistas contemporâneos, incluindo Sol LeWitt, Twombly Cy, Miquel Barceló, Gordon Douglas, Horn Roni, Weiner Lawrence, Vik Muniz, e continua expandindo suas parcerias com instituições culturais para desenvolver uma política cultural especialmente visando os artistas jovens. No início deste ano o brasileiro Vik Muniz expôs no museu e criou uma obra in situ para a Coleção Lambert. Trata-se do “Semeador” de Van Gogh, que Muniz compôs com flores secas e aromáticas.

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A galeria londrina Patrick Brillet Fine Art apostou em nomes de peso do design internacional como proposta de triunfo comercial na Art Paris Art Design. Uma das propostas dessa galeria que me chamou a atenção foram as criações de Brodie Neill, um designer jovem dinâmico que tem atraído a atenção da cena internacional de design com o seu uso revolucionário de novos materiais e formas. Este australiano de menos de 30 anos construiu rapidamente sua carreira através de uma impressionante coleção de exposições internacionais e de prestígio. Neill, que atualmente trabalha em seu estúdio em Londres, parece ter herdado os cromossomos de seus colegas antececessores da Universidade da Tasmânia, onde ele concluiu seu mestrado em design. A universidade é conhecida mundialmente por ter apresentado peças que marcaram a história do design como E-Turn (Kundalini) e @ Chair – um modelo recentemente mencionado na revista Time dentre os projetos mais influentes de 2008.  www.brodieneill.com

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Se você estiver em Nova York neste final de ano, não deixe de visitar a linda exposição de David Wiseman na R20th Century Gallery no número 82 da Franklin Street. A cenografia prestigia com primor as obras e o talento inequívoco para o belo de Wiseman, um dos maiores artistas contemporâneos que mantém com galhardia sua arte e seu savoir-faire. Até 12 de janeiro de 2013. www.r20thcentury.com

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Acabo de escutar pela primeira vez na minha vida Jeff Buckley (1966-1997), esse moço lindo, cantar com uma voz maravilhosa coisas sobre o amor que me fizeram arrepiar. Estou encantada e, pesquisando na internet, encontrei informações de que um filme biográfico está sendo ou será rodado em sua homenagem. Oxalá que o ator que vai interpretá-lo faça jus a tanta beleza e talento. A versão da música “Hallelujah”, de Leonard Cohen, é simplesmente divina…

Ufa, que alívio saber que em breve as imagens de Beyoncé vão desaparecer de todos os spots publicitários da cidade e em seu lugar a espetacular e longilínea Gisele Bundchen vai estrelar a nova campanha outono-inverno 2013 da H&M!! Nenhum comentário foi postado pela empresa além dessa imagem distribuída via Twitter por alguns veículos. A paciência é uma virtude que deve ser praticada até em coisas fúteis, como a moda…

Homenageado pelo Guggenheim de Nova Iorque, o artista italiano Maurizio Cattelan escolheu suspender suas obras em lugar de distribuí-las nas salas. Resistindo ao modelo convencional, Cattelan criou um mecanismo contrário aos hábitos constituídos pelos museus e suspendeu suas obras como peças de roupas colocadas para secar ao sol. O grande átrio do Guggenheim de Nova Iorque está irreconhecível com as centenas de peças do multimídia Maurizio Cattelan. Especialmente para essa retrospectiva nenhuma de suas obras, nem mesmo as fotos ou ilustrações estão na parede, todas elas se encontram suspensas por meio de centenas de cordas e andaimes. A intenção dessa proposta é não apenas evitar uma apresentação linear mas, também, driblar a postura imposta ao espectador, comumente visto no processo de reflexão, em frente a uma obra, num museu tradicional. A exposição “All” é uma retrospectiva solo em torno do artista que abrange cerca de 130 obras, datando do início da sua carreira, em 1989, além de peças impossíveis de serem reconstruídas e projetos mais recentes. As propostas artísticas de Cattelan estão relacionadas a temas como religião, crítica social e cultura popular, desenvolvidas a partir de uma perspectiva única, com ênfase na ironia e irreverência. Uma fórmula usada para atrair a atenção sobre sua arte simbólica que o artista pretende aposentar, tão logo a exposição chegue ao fim.  

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O desfile de Manish Arora Outono-Inverno 2013-2014 aconteceu nesta quinta-feira, 28 de fevereiro em Paris, no Palais de Tokyo, e não deixou ninguém indiferente. Além disso, parecia que não era uma, mas três coleções que o estilista indiano nos mostrava. Arora rompeu com a tradição de cores escuras para o outono-inverno e veio com uma coleção cheia de impressões em cores e gráfica que explodiu na passarela. Quando os primeiros modelos chegaram à passarela, podia-se ver que o criador foi, em grande parte, inspirado por sua viagem ao deserto de Nevada. As nuvens e o céu dessa região foram impressos nas roupasa com o intuito de fortalecer o apelo visual com uma única peça ou através de uma silhueta gráfica em preto e branco. De repente, essas estampas deram lugar a roupas coloridas. Full of colors: blusas mostardas, casacos rosa, vestidos laranja, misturas de cintos reforçados pelo amarelo…

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De 19 a 22 de outubro acontece em Paris a terceira edição de Chic Art Fair, um dos eventos mais esperados para os aficionados por design e arte contemporânea. A feira vai acolher na Cité de la Mode et du design mais de 50 galerias internacionais, divididas em três seções: Projetos Especiais com edições exclusivas e instalações especialmente criadas para a Feira; Contemporary Art and Design, em torno de temas fortes como pintura, fotografia e objetos de design e, nos corredores, muitas disciplinas artísticas se misturam criando um universo estético, coerente e multidisciplinar para todos os gostos. Não perca!!

Matali Crasset se inspirou na cultura local da Tunísia para dar um toque original e inconfundível à arquitetura na cor ocre do Dar Hi Hotel. A apenas 15 minutos do aeroporto de Tozeur, Nafta é um portal para o sul, situado no deserto da Tunísia, entre Chott El-Jerid e uma infinidade de dunas de areia, é nesse cenário de sonhos que o hotel Dar Hi foi imaginado e concebido como uma cidadela. Neste resort as paredes são feitas de tijolos de argila na cor ocre, respeitando a cultura local, idem para os telhados e portas em madeira de palma. A pintura foi substituída por um gesso natural que serve de revestimento, feito à base de corantes naturais em cores vivas, como o laranja e o azul celeste. A construção do hotel, totalmente em harmonia com a natureza, funciona tal qual um habitat tradicional, da decoração em móveis de madeira maciça ao aquecimento feito com lareiras. O hamman do hotel, batizado de HI body and soul, é abastecido por uma nascente natural de água quente proveniente do deserto, que oferece aquecimento geotérmico para a sala à vapor oriental. Utilizando o savoir-faire local em todos os detalhes, a designer francesa trabalhou em estreita cooperação com os artesãos da Tunísia para transformar os espaços do Dar Hi em nichos suspensos com enormes janelas, decoradas por almofadas coloridas, que dão a impressão de fazer parte da paisagem. Deste ponto de vista privilegiado, é possível observar, na linha do horizonte, a cidade histórica de Nafta e os oásis.

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  Avenue Montaigne, em Paris, é o endereço de todas as fantasias consumistas das mulheres e a butique multimarcas, Montaigne Market, o lugar onde as personal stylists batem ponto à procura das últimas tendências de moda e se informar sobre o que é IN e OUT na estação. Se você é uma fashion girl, não perca as dicas que as vendedoras dão gratuitamente, explicando, tal qual uma aula de catecismo, o que usar em cada etapa do dia. Descritivo: pela manhã, estilo working girl, à noite, sexy lady, passando do almoço ao happy hour sempre vestida de maneira chique e cool. Se amar a moda é quase uma religião, então, o melhor é ir correndo ao templo do luxo. Montaigne Market: 57, avenue Montaigne, Paris 8.

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Há inúmeros livros sobre a estrela que, cinqüenta anos depois de sua morte, permanece intocável. Essa constação pode ser conferida no livro “Marilyn in Fashion”, de Christopher Nickens & Zeno George (Running Press), lançado nos Estados Unidos, que não deve passar despercebido. Ilustrado com centenas de fotografias, o livro é um dos primeiros a decifrar o estilo e a influência da loira na moda numa América puritana dos anos 50. Visionária, ela usou e abusou de todos os símbolos que representam esse mundo das aparências, sapatos Ferragamo, bolsas Louis Vuitton e vestidos Emilio Pucci ou Lanvin.

Uma francesa que vive em Londres instalou sua galeria de arte e design, a Perimeter, num hotel particular e usou os apartamentos para distribuir objetos icônicos em todos os ambientes. De 24 de abril até 15 de junho a galeria promete exibir apenas peças que evoquem a cor e batizou essa mini-exposição de Le peur de la couler ou o medo das cores. Nela, os Irmãos Campana aparecem puxando o pilotão colorido que traz peças de mobiliário contemporâneo de Pierre Paulin, Miguel Chevalier, Studio Job, Libertiny e muito mais. Todas as peças foram selecionadas por Maryam Mahdavi, que assina a cenografia da exposição bem ao estilo decoração de apartamento chique. Galerie Perimeter: 47, rue Saint-André-des-Arts, Paris 6.

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A temporada de moda consagrou o chapéu como peça indispensável das produções românticas, elegantes e modernas. Dos membros da família real britânica aos colecionadores como Dita Van Teese, Gertrude Shilling, Isabella Blow, Anna Piaggi, entre outros,  não é de hoje que esse acessório é um hit de todas as estações com aparições célebres, pontuadas de charme à la belle époque.  Mademoiselle Slassi com todo o seu talento artístico desenha e confecciona graciosos chapéus, utilizando materiais inusitados e formatos únicos em seu gênero. Essas verdadeiras obras de arte em chapelaria podem ser adquiridas diretamente no site ou através de vendas especiais  no Printemps Nation (21-25, Cours de Vincennes, Paris 20) de 15 a 21 de novembro e em várias lojas e galerias parisiense, como: Galerie Simone - 77, Rue Charlot, Paris 3. Atelier-boutique Marie Labarelle – 34, Rue des Petites Écuries, Paris 10.

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O que significa ter o tempo diante de si? O que é possível criar em apenas alguns segundos? Essas e outras questões são apresentadas na instalação “Le temps devant soi”, literalmente, o tempo diante de si, uma inventiva criação da maison Hermès. Essa exposição curtíssima, que acontece de 14 a 19 de setembro – das 12h às 20h – no Palais de la Bourse, em Lille, no norte da França, faz o visitante refletir sobre a importância do tempo e a transmissão de valores. A cenografia imaginada por Hilton McConnico, que criou uma balada atemporal entre o abstrato e o imaginário mágico, teve como inspiração o tempo criativo da maison francesa. McConnico, com seu olhar peculiar, explora com devoção os aspectos filosóficos da Hermès, onde o homem parece ser mais importante que um segundo de tempo.

Collete é o passaporte dos modernos em Paris, a senha hype para tudo o que é relacionado à moda, arte, tendência e design. Uma flag store que virou sinônimo de vanguarda para os iniciados e ponto de referência para quem almeja ver e ser visto. É uma loja, uma grife, um “water bar” com águas do mundo inteiro, uma galeria de arte, mais que isso, é um conceito único que nasceu para ser estrela com imitadores no planeta fashion. Tudo o que é vendido na Collete vira ouro, que o diga a ressureição do Converse. Muitos artistas de renome hoje devem sua notoriedade a essa visionária que criou sua loja homônima nos idos de 1997. Nesse mês de março Collete, a loja, completa seus 15 aninhos e comemora como se deve essa data simbólica de muitos promissores anos que virão. Colette – 213, rue Saint-Honoré, Paris 01.

Adeus Nicolas Sarkozy, bem-vinda de volta Carla Bruni-Sarkozy. Ela tem usado e abusado da mídia para promover seus projetos sociais, depois de ter abandonado sua função de First Lady da França. Na próxima edição dupla da Vogue Paris, Dezembro 2012 e Janeiro 2013, ela aparece arrasadora, mais magra e muito mais jovem, contando a história de seus novos projetos musicais, sociais,dividindo com a leitora seus gostos pessoais e muito mais. Para a diretora de redação, Emmanuelle Alt, Carla se confessou como se estivesse com uma amiga. Algo que na vida real elas são. Essa intimidade e falta de pudores em relação a assuntos tabus aparece nessa reportagem da edição de Natal, que estará nas bancas no próximo dia 03 de dezembro. A francesada vai comprar correndo, apenas para criticá-la. Como de hábito.

A maison Lalique, em colaboração com os estúdios de arquitetura Andrée Putman, revisita um clássico dos tempos modernos: o lustre em cristal. O estúdio Putman recriou algumas luminárias em linhas sóbrias e refinadas, que fazem alusão às peças decorativas que René Lalique desenhou para o transatlântico francês Normandie. Com design arrojado e fortemente inspirado nos anos 30, o lustre “Orgue”, lançamento da maison Lalique para esse outono-inverno europeu, é uma aposta assertiva e atemporal de que os clássicos nunca saem de linha. O estúdio da arquiteta francesa Andrée Putman soube incutir nesse objeto tradicional ares e formas modernas, revisitando com classe e sobriedade esse lustre composto de cristais finos. Deixando para atrás as velas e outras lâmpadas incandescentes, Putman se valeu da criatividade para se apossar comme il faut das novas tecnologias, como os LED’s, para tornar esse objeto decorativo ainda mais contemporâneo. Muito mais eficiente e eficaz, esta solução reuniu numa única peça características especiais, como a luz indireta e discreta, que produz uma iluminação muito mais pura e nítida. Outro detalhe que impressiona nesse lustre “Orgue” é o delicado trabalho em cristal que, distribuído em centenas de cilindros arredondados no formato de três auréolas, produzem leveza e dão a impressão de que a peça levita no meio do salão. Essa experiência na iluminação se aplica perfeitamente às diferentes propostas da coleção “Orgue” em modelos básicos, como arandelas ou luminárias de mesa.

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“Cada página é vista por milhões de pessoas e nós somos responsáveis por criar esse interesse pelo belo. Nossas imagens são a essência da página e, cada página, deve ter seu próprio rosto, sua própria imagem, para atrair milhões de olhos para um pedaço de papel impresso”, sentenciava Erwin Blumenfeld, um dos fotógrafos de moda mais famosos e mais bem pagos dos anos de 1940 e 1950. Erwin Blumenfeld (1897 – 1969) é um fotógrafo americano de origem alemã, que, depois de participar do movimento Dada, começou uma carreira na fotografia no início dos anos 1930. Ele se mudou para Paris em 1936, onde começou a trabalhar para as revistas Vogue e Verve. Detido em um acampamento na França em 1940, ele conseguiu fugir para os Estados Unidos em 1941, onde, por mais de 15 anos, contribuiu com as revistas de moda mais importantes como Vogue, Harpers Bazaar, Collier, Life, Cosmopolitan, Look. Para festejar a publicação do livro “Studio Blumenfeld – Couleur, New York, 1941-1960″, lançado pela editora Steidl, a livraria do hotel Royal Monceau – Raffles Paris apresenta até 20 de janeiro uma seleção das obras mais emblemáticas de Blumenfeld, considerado um dos maiores fotógrafos do século XX e precursor de cores deslumbrantes na fotografia. Para estudar a degradação das cores mais de 700 planos-metragens foram montados a partir dos arquivos do fotógrafo. Então cem cópias foram feitas para recriar as cores originais num processo que levou  quatro anos. O resultado é espetacular!

O Festival International de Mode et de Photographie d’Hyères reinventa a criatividade sob o olhar de jovens estilistas e fotógrafos através de suas obras singulares. Essa força inovadora com escolhas, sem compromisso comercial, foi premiada e a recompensa que esses jovens criativos ganham é sua projeção para o futuro. No final, quem é premiado, na verdade, é o público em geral que pode apreciar novos ares na moda com ideias frescas vindas de vários recantos do globo. Nesta edição de 2013, os ganhadores foram… A estilista Satu Maaranen, da Finlândia, com o Grande Prêmio do Júri Première Vision: “Podemos trazer a natureza em nossas roupas? É possível conceber uma coleção, levando-se em conta a paisagem circundante? “ Camille Kunz, da Suíça, foi a vencedora do Grande Prêmio Chloé: ”Minha coleção fala dos meus irmãos … e de mim, que gostaria de ter sido um homem, talvez, uma vez. Uma exploração agradável do olhar de uma irmã no armário dos meus irmãos.” A chinesa Shanshan Ruan recebeu o Prêmio do Público da cidade de Hyères: ”Às vezes, de olhos fechados, você pode ver a imagem residual de pessoas ou objetos em movimento que se repetemem sua mente. Quando os olhos se abrem outra vez, nada mais é da mesma maneira.” Yvonne Poei-Yie Kwok, dos Países Baixos, ficou com o Prêmio do público do Palais de Tokyo: ”Senti a necessidade de colocar muito amor e bastante trabalho manual em minhas criações, como uma reflexão sobre qual é o papel da moda em nossa vida diária. “

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Os novos estilistas não tem do que reclamar. A Fédération française de la Couture du Prêt-à-Porter des Couturiers et des Créateurs de Mode decidiu recentemente criar um espaço dedicado exclusivamente para eles. Batizado de ”Apartamento Designer” este evento será realizado no Atelier Richelieu durante a semana de moda de Paris, ou seja, de 27 de setembro a 3 de outubro de 2012. A programação e a participação de novos designers será renovada anualmente com o intuito de promover contatos entre essas marcas emergentes, a imprensa internacional e a distribuição comercial de suas coleções. Aganovich, Alexis Mabille, Alice Lemoine (Le Moine Tricote), Barnabé Hardy, Céline Maslin, Christine Phung, Christophe Josse, Gaspard Yurkievich, Yiqing Yin e Gustavo Lins são os primeiros estilistas a participar desta operação. Atelier Richelieu - 60, rue de Richelieu, Paris 2.

O vintage de luxo vai ser uma das atrações do Hotel do Louvre durante a semana de moda de Paris. Durante dois dias, 25 e 26 de setembro, Les Collections Vintage coloca em evidência uma dúzia de modelos de de roupas femininas e acessórios do século XX. Um evento, organizado por Elodie Froc Lusson, fundadora da loja on-line de luxo de moda vintage by Solange, que inclui colecionadores e amantes de história da moda. Elodie Froc Lusson tem ambições culturais para o Les Collections Vintage. “Esperamos que ele  se torne um compromisso com a história da moda. A ideia é torná-lo trimestral nas futuras edições, para tanto, almejamos ter mais expositores e também mesas redondas e conferências sobre o tema. A próxima edição, ainda sem data definida, está sendo planejada tendo como foco organizar desfiles de alta costura vintage. Hôtel du Louvre – Place André Malraux, Paris 01. Metrô: Palais Royal – Musée du Louvre Horário: 10h00 às 21h00 Entrada: 10 euros  

Qualquer semelhança é mera coincidência ou muito efeito de Photoshop. Ironias à parte, é a atriz Nicole Kidman que vai encarnar no cinema a Princesa de Mônaco, Grace Kelly. O diretor desse longa-metragem é o francês Olivier Dahan, que dirigiu o filme La Môme sobre a vida de Edith Piaf vivida por Marion Cottilard. O filme “Grace de Monaco” vai abordar um perídodo da vida de Grace Kelly, onde ela tornou-se uma espécie de prisioneira numa gaiola de luxo. Preferindo se dedicar ao povo de Mônaco que aos estúdios de cinema. O Príncipe Rainier é interpretado pelo ator britânico Tim Roth e as filamgens estão se desenrolando à todo vapor em Mônaco.

A brisa é suave e constante em Punta del Leste, onde está situado o Playa Vik José Ignacio,  magnífico resort repleto de obras de arte, design, arquitetura e o mais novo point das celebridades que sonham com sossego. O hotel reúne o que há de melhor em hospedagem, agregando luxo, requinte e sobriedade na decoração, que tem móveis assinados por nomes como Zaha Hadid, Anselm Kiefer, Martin Verges, James Turrell, entre outros. Com projeto do arquiteto Carlos Ott, o Playa Vik José Ignacio possui dois pavilhões nos domínios da praia Mansa: o “Las casas” com telhados de jardins floridos, abrigam seis suítes de luxo com mobiliário sob medida e enormes portas de vidro que dão sobre a baía. Para o pavilhão principal de 55 metros de altura, batizado de “The Sculpture”, o arquiteto uruguaio ousou ao criar um prédio com inclinação vanguardista, que abriga quatro suítes decoradas por artistas internacionais. As fachadas, completamente transparentes, resguardam com atenção a privacidade dos hóspedes, mesmo que estes apareçam em perspectiva como parte da paisagem ao longo da costa. No térreo, encontra-se o lobby, uma grande sala, uma biblioteca, um restaurante com uma mesa coletiva aberta para o terraço e a vedete deste projeto: a piscina suspensa em granito escuro, que parece debruçar-se sobre o oceano. Em todos os recantos do Playa Vik José Ignacio, há esculturas de grandes mestres contemporâneos e livros de arte, que traduzem com elegância o perfil desse luxuoso hotel que inspira beleza.

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Paris Chic & Trendy

Lindas mulheres, carros fantásticos e muita espionagem envolvem a vida do herói dos tempos modernos James Bond. Como não poderia faltar nessa fórmula de sucesso as disputas entre o amor, o mal e o alter ego sempre criam algum impacto sobre Bond e as mulheres que ele persegue ou que o acompanham. Algumas – raras – capturam seu coração, outras tentam matá-lo. Mas todas sucumbem ao seu charme. Para contar algumas anedotas relacionadas ao espião mais charmoso do cinema e suas companheiras, Frédéric Brun lançou o livro “James Bond Girls”, pela Éditions du Chêne, onde ele relata que Ursula Andress popularizou o biquíni depois de sua aparição em James Bond contra Dr. No, que Eva Green se recusou categoricamente a comentar sobre o seu envolvimento com Daniel Craig no filme Casino Royale…  Essas e muitas outras histórias sobre as garotas de James Bond são escritas magistralmente por Frédéric Brun em 192 páginas cheias de aventura entre o espião e suas belas amantes. Afinal, não dá para imaginar James Bond sem suas irresistíveis garotas.

Tem que ter fôlego para traduzir a breve e fulgurante trajetória desse jovem designer britânico, que entrelaça em seus projetos arquitetura, design industrial e mobiliáro, combinando, particularmente, novas práticas com resultados inesperados. Em fevereiro de 2011 Asif foi finalista do jovem PS1 MAXXI – MoMA Programa de Arquitetos, recebendo Menção Honrosa e citação especial do júri. Em julho de 2010 foi destaque na lista Clube Independente como uma das 100 pessoas mais influentes e criativas no Reino Unido. Seu nome também constava na lista dos 25 melhores jovens arquitetos daquele país e assim segue. No evento Design Miami 2012, Asif Khan desenhou “Parhelia”, que significa “ao lado do sol” em grego, em parceria com Swarovski Crystal Palace. Esse experimento que mistura arquitetura e efeitos especiais para descrever eventos naturais, através de raros anéis luminosos que aparecem no céu devido a presença de cristais de gelo na atmosfera abaixo do sol. Com essa instalação “Parhelia” Khan explora a relação existente entre cristal, arquitetura, luz, natureza, enquanto recria este fenômeno ótico, especialmente inspirado nas regiões do Ártico e seu contraste com o clima tropical das praias de Miami. www.asif-khan.com

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Em caixa alta e tudo junto:”OITOEMPONTO”. Essa é a senha da dupla de designers Artur Miranda e Jacques Bec, referência internacional na arte de decorar belas residências e apartamentos, desenvolvendo projetos que envolvam arte. A editora La Martinière publicou um livro dedicado aos 20 anos dessa parceria e conta a história da OITOEMPONTO – Arquitetura e Interiores,  através de imagens e textos. Depois de viver na Suécia durante 7 anos, Artur regressou a Portugal, sua terra natal, onde mergulhou em novos projetos com o intuito de fazer carreira na moda. Enquanto o francês Jacques, fascinado pela rica ornamentação do século 19 e pelo ecletismo do mobiliário de design contemporâneo. Juntos eles imaginaram misturar moda, design e arquitetura de interiores para compor um coquetel de estilo inconfundível. Foi assim que nasceu a OITOEMPONTO a  fórmula perfeita dessa química franco-portuguesa, que não cessa de contrastar a arte de viver com sofisticação com uma pitada de ousadia. www.oitoemponto.com

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O sol tem se mostrado um visitante tão raro nestas últimas semanas parisienses, que quando ele aparece a vontade que se tem é de escancarar as janelas, chamar a alegria e fazer a festa para agradecer por toda essa luminosidade que coloca em evidência toda a beleza primaveril da Cidade Luz.

Um sonho de infância transformado num hotel ecológico, localizado nas florestas da Suécia, onde cada quarto ocupa a estrutura de uma árvore.  O Tree Hotels é um conceito exótico, extravagante e inusitado proposto pelos arquitetos suecos Marge, Sandell Sandberg, Tham e Videgaard Hansson, e pelos irmãos Cyren Inredningsgruppen. Essa experiência de hospedagem singular tem como referência quartos primorosos e confortáveis na floresta e o modelo ninho de pássaro, imagem abaixo, com seu exterior coberto de ramos e galhos, é um dos mais procurados. Este projeto, um tanto quanto ousado, é de fato um sonho de infância, confirmado pelos arquitetos e designers que asseguram ter se inspirado nas brincadeiras juvenis para dar vida ao Tree Hotels. O resultado é surpreendente: uma cabine na forma de um ninho de pássaro, reproduzido literalmente no mesmo estilo dos abrigos construídos pelas aves, uma cabana vermelha, outra redonda e, finalmente, o mais espetacular, uma cabine em forma de cubo de espelho. Esse último modelo, completamente coberto com espelhos de vidro, reflete os elementos naturais que a cercam se metamorfoseando no misterioso ambiente florestal. Todas as cabines acomodam quarto, sala, cozinha e terraço, localizadas nas árvores, numa floresta da Suécia, a 60 quilômetros do Círculo Polar Ártico. No total, o Tree Hotels dispõe de cinco estruturas independentes, uma em cada eixo da floresta, para manter a privacidade dos hóspedes, que podem passear ao redor sem cruzar com a vizinhança. O projeto é totalmente voltado para o respeito à natureza, tanto que prevalecem o uso de materiais naturais, como a madeira e tudo o que possa ser reciclado.

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Meu amor O que você faria Se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar Me diz o que você faria Ia manter sua agenda De almoço, hora, apatia? Ou esperar os seus amigos Na sua sala vazia Meu amor O que você faria Se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar Me diz o que você faria Corria pr’um shooping center Ou para uma academia? Prá se esquecer que não dá tempo O tempo que já se perdia Meu amor O que você faria Se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar Me diz o que você faria Andava pelado na chuva? Corria no meio da rua? Entrava de roupa no mar? Trepava sem camisinha? Meu amor O que você faria? O que você faria? Abria a porta do hospício? Trancava da delegacia? Dinamitava o meu carro Parava o tráfego e ria? www.youtube.com/watch?v=XpPoY7MSK6Y

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Mickalene Thomas_ Interior Green and White Couch

Os apaixonados pela cozinha francesa podem escolher sem equívocos o menu do restaurante “Hélène Darroze at The Connaught” – 3 estrelas AA na classificação londrina e uma estrela no Michelin – para se deliciar numa orgia visual, olfativa e palatal. The Connaught se tornou um dos lugares mais visitados pela high society internacional, desde que a Chef Hélène assumiu o menu do local. www.the-connaught.co.uk

Sophie Albou, estilista da grife Paul & Joe, decorou uma das suítes do hotel-spa Les Étangs de Corot nos domínios de Maria Antonieta, próximo a Versalhes. A arquitetura bucólica de casa de veraneio com sua atmosfera romântica impregnou Albou, que privilegiou uma palheta de cores naturais em tons pastel e papéis de parede clarinhos, com desenhos de peixes e bonecas que lembram os mangás japoneses. Toda em patchwork, a cabeceira da cama da suíte Paul & Joe, se harmoniza com as cortinas coloridas que dão ares poéticos ao ambiente. Para dar um toque mais pop no décor, fotografias de Terry Richardson e Patrick Demarchelier decoram as paredes. Essa suíte luminosa com ambiente bucólico é a pedida perfeita para um weekend campestre onde a surpresa fica por conta de um terraço privê com vista para o grande lago que cerca o hotel. Les Étangs de Corot: 55, rue de Versailles – 92410 Ville d’Avray, França.

Mickalene Thomas_ Interior Striped Foyer

David Bowie estimulou a criatividade e a experimentação. De repente, sua estranheza lhe caía bem, aliás, ele instituiu o fato de ser e querer ser diferente como uma normalidade… Esse eterno camaleão está sendo homenageado no Victoria and Albert Museum, em Londres, até agosto, com uma mega-exposição que revela as mil e uma maneiras de ser e de se vestir à la David Bowie. Será que ele vai defender sua reputação de enigmático ou colocar suas diferentes personas de lado? Será que vamos finalmente começar a ver o verdadeiro David Bowie desta vez? Esse ano de 2013 parece ser o da ressureição de Bowie, por isso, vamos apreciar essa oportunidade para conhecer a vida de um homem que quebrou todas as regras e redefiniu para sempre o conceito do rock and roll.A engenhosidade de David Bowie consiste na capacidade de se reinventar, foi isso que o transformou num ícone. Verdadeiro rock star, no sentido lato do termo, Bowie desafiou continuamente todas as convenções e derrubou as fronteiras entre moda e música. Quando o uniforme rock’n'roll dos anos setenta consistia principalmente em vestir-se com calças jeans ou de couro, Bowie preferiu optar por uma peçade cetim de corpo inteiro para ilustrar a capa de seu álbum de estréia. Em 1971, ele passou alguns meses em Nova York, que na época tinha sido relegada por Londres, em termos de liberdade artística. Lá, ele se inspirou no Velvet Underground, nos pioneiros subestimados do glam rock e também passou um tempo com Andy Warhol e sua comitiva excêntrica na indulgente Factory. A aparência andrógina de Bowie desafiou as normas tradicionais de gênero dos anos 70. A chegada de Bowie estimulou a criatividade e a experimentação com sua presença delicada e elegante, que quebrou o estereótipo do macho alfa do rock, transformando em desejável o fato de ser diferente. Por tudo isso, Bowie é a estrela que ele realmente merece ser.

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Para entender o fascínio que os acessórios LVMH provocam, visitei os ateliês da marca nos arredores de Paris. No final de uma ruela que leva o nome do fundador, Louis Vuitton (1821-1892) montou em 1859 seu primeiro atelier, que fica em Asnières-sur-Seine. Situado ao norte da região Île-de-France e muito longe da loja global dos Champs Élysées, em Paris, as famosas malas e bolsas mais desejadas do planeta são fabricadas. Raros são os que podem adentrar para conhecer o DNA da marca, apenas convidados e jornalistas recebem o free-pass para visitar esse espaço quase rural. Após atravessar o jardim, fomos recebidos na antiga residência da família com decoração, vitrais e mobiliário Art Nouveau, para descobrir os ateliês dessa autêntica maison. Em 2005, após um ano de renovação completa, as oficinas em Asnières foram reabertas e acolhem atualmente mais de 200 funcionários e a parte administrativa. Fiel às origens da arquitetura do local, os ateliês tem grandes janelas envidraçadas que permitem aos artesãos trabalharem sob o benefício da luz natural. Aqui, em Asnières-sur-Seine, os artesãos são considerados como os verdadeiros artistas da marca. Uma equipe polivalente de especialistas para assegurar todos os pedidos personalizados que chegam do mundo inteiro. No total, cerca de 450 encomendas especiais são realizadas anualmente e muitas delas podem levar até seis meses para serem finalizadas. Nesse bucólico endereço um dos herdeiros do grupo, Patrick-Louis Vuitton, que nasceu na casa colada aos ateliês, trabalha como Diretor do departamento de Encomendas Especiais e do projeto Excelência do savoir-faire, que tem como atributo estudar as solicitações personalizadas feitas pelos clientes. O local também abriga o Museu do Viajante com os protótipos das malas e os primeiros logos criados por Louis Vuitton.

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Uma seleção de DJ sets com uma tônica so british promete esquentar o clima da boutique agnès b. na rue du Jour ao som do famoso discotecário Rough Trade e de outros convidados, como Blackstrobe Records de Arnaud Rebotini. Apareça até 21 de abril para conferir esse programa musical do Rough Trade on tour chez agnès b. com sons vindos do underground londrino além da possibilidade de ganhar presentinhos, como a maxi-bag abaixo, embalados por All you need is techno, baby.

Pour compléter sa programmation sur la science-fiction proposée dans le cadre du festival lille3000 sur le thème du Fantastique, Grand-Hornu Images consacre àMathieu Lehanneur sa première exposition monographique. Personnalité singulière de la planète design, il se passionne très tôt pour les interactions entre le corps et son environnement, les systèmes vivants et le monde scientifique. Dans une mise en scène personnelle et spontanée, l’exposition dévoile la façon dont le designer explore les possibilités naturelles et technologiques qui lui permettent de produire des objets aussi fonctionnels que magiques, à la fois étranges et amicaux.. Une relation étrange et forte entre design, science et rêves d’avenir. Comprenant l’ensemble de ses projets, des aménagements spatiaux aux « produits » en passant par les concepts qu’il développe autour de ses thématiques de prédilection, l’exposition est fondée sur la notion de la (les) chose(s). ” Dans le monde réel, une chose est un objet sans vie, parfois sans âme. Une compagnie inerte et silencieuse pour l’homme. Dans la science-fiction, au contraire, une chose est une entité vivante, palpitante et parfois effrayante. La sélection des projets présentés ici est une sélection de choses, de toutes sortes de choses. Objets de grande série, de petite série, pièces uniques ou projets de lieux, ils ont tous en commun, au-delà de leur fonction première ou du contexte pour lesquels ils ont été conçus, d’être animés d’un supplément de vie. Tous vivants, mais pour le monde réel… “ Mathieu Lehanneur Mathieu Lehanneur En quelques années, le designer français Mathieu Lehanneur s’est révélé comme l’une des personnalités les plus singulières du design d’aujourd’hui. Ses projets, à la fois innovants, fonctionnels et surprenants se nourrissent de l’observation du corps humain, des mathématiques, de la psychologie ou de la biologie…   Né en 1974, il est diplômé de L’ENSCI – Les Ateliers en 2001. Il fonde la même année son propre studio de design et architecture intérieure. S’appuyant sur la part rationnelle et irrationnelle de la science, il développe une démarche au plus proche de nos aspirations. Pour lui, l’utilisateur est avant tout un corps, un lieu d’échanges chimiques dont la physiologie est à considérer pour répondre à ses besoins, ses désirs ou ses émotions. Il développe ainsi de nouvelles ergonomies, face à nos enjeux contemporains : mieux respirer, mieux dormir, mieux aimer, mieux vivre ! En 2006, il obtient la Carte Blanche du VIA et se voit remettre le Grand Prix de la Création de la ville de Paris. En 2008, le magazine Popular Science (USA) lui a décerné le « Best Invention Award » pour Andrea, système de filtration de l’air par les plantes, devenu depuis un best-seller. Il a été invité à présenter ses idées lors de la conférence TED en 2009. Son studio travaille pour de prestigieux clients sur des projets de design produits et d’architecture intérieure. Mathieu Lehanneur est représenté par la galerie Carpenters Workshop (Paris-Londres). Ses projets font partis des collections permanentes : MoMA (New York), SFMoMA (San Francisco), Centre Pompidou, (Paris), FRAC-Le Plateau (Paris), Musée des Arts Décoratifs (Paris), Design Museum (Gent)…

Miami é uma das mais badaladas estações balneárias internacionais, point dos aposentados endinheirados e habitat de toda a nação beautiful people. Mas não somente. A cidade se tornou a capital da vanguarda da arte e do design e, de 05 a 09 de dezembro, o evento Design Miami reúne na Flórida algumas das mais belas galerias de design internacionais confirmando tudo o que é tendência. Nesse início de dezembro, colecionadores, críticos e fãs convergem para a Flórida para assistir conferências, exposições e performances girando em torno dessa temática de todas essas novidades que estarão em nossas casas brevemente.

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This grand book uses a collection of gathered images to trace the creative record of Cecil Beaton, one of the most brilliant and influential photographers of all time. This ultimate scrapbook of style includes newspaper clippings, magazines, and playbills as well as photographs of his own. Turning through the pages, I get the feeling that I am looking at a never-ending inspiration board that not only reflects Beaton’s genius but also gives us an overview of the fabulous aspects of the world in which he lived in. Mr. Beaton (1904-1980) was born and raised in England where he studied at Harrow and St. John’s College in Cambridge. Following his education, he immediately began to see success in his photography and set up his own studio by 1925. He worked as a staff photographer for Vanity Fair and Vogue and worked as a designer of sets and films including the fabulous musicals, Gigi (1958) andMy Fair Lady (1965). He even worked as a documentary photographer during WWII. Through it all, he managed to capture some of the most iconic images of old Hollywood – Grace Kelly, and Sophia Loren to name a few. His work in fashion and portraits became known for catching the essence of these pretty young things as well as the best and brightest of London society. All of these figures — including royalty, actors, dancers, and political leaders — loom large on each page. They are grouped together in dream-like colors, tones, and perspectives. A book like this becomes a house-hold treasure and a decorative accessory on its own. Anyone who is looking for inspiration would find hours of enjoyment with this title in their lap. “I see, I collect—therefore I am.” This quote by Beaton encapsulates the irreplaceable creativity that can be found in his work. Any mind that speaks something so simple yet powerful can never be forgotten. Much like this book.

Pétalas desenham as paredes do restaurante Le Camélia, um dos restaurantes do hotel Mandarin Oriental Paris. Sua decoração ultra-artística, que envolve os convivas num ambiente de cocoon futurista, tem assinatura do crème de la crème de arquitetos e designers franceses. Mais recente hotel 5 estrelas de luxo inaugurado na cidade, o Mandarin Oriental Paris é a grande vedete dos gourmets que podem escolher se deliciar num de seus restaurantes que conjugam  savoir-vivre francês com requinte. Totalmente envolto numa fachada Art Déco, o hotel está situado na rue Saint-Honoré não muito distante do quadrilátero mais luxuoso de Paris, do Louvre e do jardim das Tuilleries. O local, entre elegante e sofisticado, abriga os restaurantes Le Sur Mesure, Le Camélia e La Table du jardin, além do Bar 8, espaços gastronômicos e de convivialidade que tiveram como mentores de decoração Patrick Jouin e Sanjit Manku. Os dois designers investiram todo o seu talento no restaurante Le Sur Mesure conduzido pelo chef Thierry Marx, condecorado pelo guia Michelin. Para compor esse décor aconchegante, Jouin e Manku enveloparam, literalmente, cada espaço com uma iluminação suave, revestindo em tons de bege todos os recantos do restaurante. A sensação de estar dentro de uma nave espacial é permanente, algo que se harmoniza perfeitamente com a cozinha inventiva do mediático Thierry Marx.  

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“Black Antoinette” é o nome da publicação lançada pelas edições Gestalten que explora a obra gráfica do ilustrador Olaf Hajek em 144 páginas de pura essência visual em cores e traços impressionantes. A publicação oferece uma visão geral da produção criativa de Hajek nos últimos quatro anos. Multipremiado e solicitado por várias publicações, agências de publicidade e editoriais de moda, Hajek é um artista plástico admirado também pelas seus retratos personalizados. Várias ilustrações do recente trabalho do artista está em exposição em Berlim na galeria de arte AJL através da mostra ”O rei perdeu a coroa”, que fica em cartaz até 15 de dezembro.

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Em 1969, o single de David Bowie Space Oddity o impulsiona para o topo das paradas. Em sua música, as suas palavras, mas também na atmosfera do primeiro filme, em 1969, a canção traz a marca de uma era atordoado com as primeiras remessas de homem no espaço, o primeiro passo na Lua a evolução da ciência, tecnologia e formas. A arquitetura, design, moda, eletrodomésticos, objetos de consumo, a literatura eo cinema aproveitar formas capsulares, plásticos e efeitos especiais relacionados com a investigação aeronáutica. A era espacial em pleno andamento. Este é o ponto de partida da exposição. A imersão na idade de ouro de SF que dura a duração de um clipe antes de impulsionar o visitante a uma outra época: a sua própria. A ficção científica ainda é verdade hoje? Como já afirmou o americano famoso astrofísico Carl Sagan, há mais de 20 anos em entrevista à New Scientist, “A ciência é estranho tanto de ficção científica”. Ele foi entrevistado por Marcus Chown, autor e consultor em cosmologia. Em um artigo de 2008, uma pergunta sobre o futuro do SF. “(…) A ciência – e seu parceiro, a tecnologia – está mudando tão rapidamente que a ficção científica pode seguir. (…) No entanto, em seu nível mais básico, a ciência ea extrapolação da ciência só oferecem mundos alternativos em que situam uma história. ” Esses mundos alternativos e projeções imaginárias de nossos medos e fantasias, é o cenário para nova ficção. E se a tecnologia atual pode representar um robô em Marte ou enviar nano robôs em nossos tecidos para tratar certas doenças, SF ainda confinados à fantasia e imaginação, tanto na literatura e nas múltiplas interpretações de temas que atravessam gênero: utopia, por outro lado, a antecipação, alienígena. Estes temas são assim, no centro do trabalho de alguns designers, conscientemente ou não, ou aparecer em interpretações individuais de certas obras. Isto é observado pela primeira parte da exposição, uma imagem metafórica de um futuro improvável, uma visão ingênua de uma ficção decoração orientada estranho. Professando uma objetos de design críticas e através de seus ensinamentos, interpellants Dunne & Raby produzir objetos cujo propósito é estimular o debate em torno de temas que fazem a ligação entre a ciência eo humano, ou antecipar o futuro próximo. Série Foragers oferece vários cenários que atendam os problemas nutricionais associados com a superpopulação. Por 40 anos, a terra vai fornecer 70% de recursos adicionais. Longe de impor uma previsão, esses objetos especular sobre o futuro da humanidade. Além disso, formas híbridas e peças ambíguas por Nacho Carbonell, OS & OOS, os irmãos Campana ou Vibskov & Emenius capturar a atenção sem impor interpretação precisa da sua identidade. O curso desta primeira parte da exposição é representada como um passeio em uma atmosfera que expressa o fascínio humano para estas “esquisitices do espaço” (a tradução literal do título esquisitice).

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O Hôtel de Ville apresenta uma exposição cinéfila com imagens de Paris vista por Hollywood, através de modelos de set de filmagens, fotos, vídeos e uma sequência de imagens repletas de nostalgia com vários clichês já conhecidos. Mas uma das grandes vantagens dessa exposição é que ela provoca um desejo ardente de descobrir – ou redescobrir – as obras-primas do cinema americano produzidas na Cidade Luz com seu cenário lindo, misterioso e imaginário, como os que aparecem nos filmes mais recentes, Meia-Noite em Paris, de Woody Allen ou Hugo Cabret, de Martin Scorsese. Pensada cronologicamente, a mostra fez um recorte de determinados temas, onde, desde seu início, o cinema americano aparece fascinado por Paris e sua paisagem de cartão postal. Um documentário de Thomas Edison, o inventor do cinema mudo, mostra as imagens de uma Paris antiga, que não escapou a sua quota de clichês com a imortalização dos monumentos emblemáticos mas também pela sua fascinante beleza. Imagens de cinema, tão raras, quanto preciosas podem ser conferidas até 15 de dezembro de 2012.  

A editora Gestalten lançou a primeira monografia consagrada inteiramente ao trabalho do designer francês Mathieu Lehanneur. A obra, ricamente ilustrada, mostra toda a riqueza criativa de Lehanneur, sua paixão pela decoração e a construção de sua carreira. Esse livro atípico compila as ideias do designer, através de fotos, maquetes, croquis e ilustrações que revelam os objetos criados por Mathieu Lehanneur. Sob uma ótica inovadora, a leitura desse livro conduz o leitor a uma viagem visual que termina no atelier parisiense desse verdadeiro artista.

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1618 não é um código secreto para acessar o luxo, é apenas uma equação matemática que define a proporção de algo divino e inspirou o nome de batismo deste evento. Explicações metafísicas à parte, esse salão especializado no consumo consciente do luxopropõe uma seleção de marcas de moda, joalheria, turismo, automóveis, design, serviços, expõem suas últimas criações e propostas dentor do conceito de consumo consciente e responsável. A cenografia é bárbara. Carros híbridos e elétricos, bicicletas modernosas e  mil outros objetos fantásticos dão o tom desse salão de luxo especializado em bens duráveis de alto valor agregado. Uma ideia interessante, que promete promover a percepção de um mercado exclusivo e em permanente progressão. Até 01 de abril na Cité de la Mode et du design: 34, quai d’Austerlitz, Paris 13.

Quando as temperaturas baixam é preciso manter a cabeça quente. Mas com estilo. Pensando nisso, a estilista belga Delphine Quirin decidiu interpretar a atmosfera dos anos 20 em sua coleção outono-inverno 2012-2013, revisitando o universo de Tamara de Lempicka e Madeleine Vionnet. Chapéus disponíveis em todas as formas: jornaleiro para um olhar de menino, boné, gorro, turbante, lenço, luvas, feitas a partir de todos os tipos de lã, do merino ao angorá, da cashmere ao mohair, do feutro Mélusine à lã fervida. Em um espírito retrô, estas peças são embelezadas com flores de feltro, lantejoulas, penas, fitas, botões de nós e couro trançado. Para este ano, Delphine incorporou à malha fios brilhantes de lurex em tons de prata, ouro e colorido, que acrescenta um toque Art Déco a esse acessório indispensável do inverno. Outro detalhe sofisticado é que a coleção é feita a partir de materiais naturais e numa ampla gama de cores em tons de verde, o hit da estação, azul, rosa em declinações pink, pastel ou vinho, e ainda nas cores clássicas como branco, bege, preto e cinza. Uma coleção ideal para atravessar esses dias de frio com a cabeça aquecida e cheia de graça. www.delphinequirin.be

O Hotel Spa Les Sources de Caudalie, situado em meio a um vinhedo próximo a Bordeaux, convidou o estilista belga Martin Margiela para decorar sua suíte “L’Ile aux Oiseaux” ou literalmente Ilha dos Pássaros. Como não poderia deixar de ser, Margiela usou e abusou das cores branca, cinza e preta, do teto ao chão, criando seus famosos tromp l’oeilcom efeitos de espelhos. Seu clássico e já conhecido minimalismo permitiu apenas que uma única peça colorida entrasse na suíte, a enorme poltrona vermelha em formato de lábios do Studio 65. Os hóspedes que optam por essa suíte recebem um lindo presente-surpresa, especialmente enviado pela Maison Martin Margiela. O lugar com ares de paraíso, é perfeito para um final de semana romântico ou para repor as energias. www.sources-caudalie.com  

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A moda é, antes de tudo, uma chave que abre as portas mais interessantes para quem deseja desvendar uma época. É isso o que propõe o guia ”Paris Chic & Trendy”, de Adrienne Ribes-Tiphaine, lançado pela Parigramme. Com riqueza de detalhes, ele nos desvenda os ateliês dos criadores, as lojinhas mais bacanas da capital, as butiques mais chiques e os lugares mais inventivos de Paris em relação à moda. Uma verdadeira geografia de estilo dos melhores lugares de moda. Para quem busca aventura e bom gosto, o guia é uma verdadeira bíblia com comentários em francês e inglês.

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Na retrospectiva “Rudolf Steiner, a alquimia do cotidiano” apresentada no Vitra Design Museum há inúmeras facetas pouco conhecidas do fundador da antroposofia. Projetada para festejar o 150º aniversário de seu nascimento a exposição que lhe rende homenagem coloca em evidência as obras mais importantes desse filósofo, crítico literário, professor brilhante e pensador esotérico. Fundador das escolas Steiner-Waldorf, de euritmia e agricultura biodinâmica, e dos cosméticos Weleda, o talento fora do comum de Steiner impressionou Mondrian, Kandinsky e Beuys. Graças ao museu Vitra Design, situado em Weil am Rhein, às portas da Basiléia, os visitantes podem apreciar as criações de um dos mais influentes e não menos controversos artistas do século 20. A principal realização de Steiner em arquitetura é o Goetheanum, que encontra-se a 15km do Vitra Design, em Dornach, na Suíça. Construído inteiramente de concreto, entre 1924 e 1928, o edifício foi concebido como uma obra de arte completa com seus vitrais, pinturas no teto, escadarias e corrimãos esculturais, que abriga a sede da Escola de Ciência Espiritual e Sociedade Antroposófica Geral.

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« Misia – qui était si célèbre à l’époque que le Tout-Paris la connaissait sous son prénom – rencontrera Chanel en 1917. Fascinante et capricieuse, Misia est alors “la reine de Paris“, une muse qui règne sur le monde artistique depuis sa jeunesse et dont tous les verdicts sont suivis par une cour attentive. “J’admire chez Misia cette joie de vivre qui se dissimule sous une mauvaise humeur constante, ce profond équilibre dans le désespoir“, notait Paul Morand dans son journal en avril 1917. “Et puis Misia, c’est Misia, quelqu’un de sans pareil et, comme dit Proust, un monument.“ Elle posa pour Renoir, Vuillard, Lautrec et Bonnard, inspira Proust et Mallarmé, fut l’égérie de Ravel et de Debussy, et un sujet de conversation sans fin entre Cocteau et Picasso. Pianiste de talent, Misia avait joué enfant des pièces de Beethoven sur les genoux de Liszt. “Ah ! si seulement je pouvais jouer comme cela !“ disait-il alors avec son charme coutumier, tout en lui prédisant un avenir éblouissant. Elle reçut ensuite des leçons de piano de Fauré qui la considéra comme un prodige. La place de choix qu’elle occupait dans les cercles artistiques parisiens se vit encore renforcée par l’amitié profonde qu’elle noua avec Serge Diaghilev, le directeur de la troupe de ballets la plus réclamée dans le monde, celle des Ballets russes. Chanel était de onze ans sa cadette et n’occupait pas dans la société parisienne une position si privilégiée. Pourtant, Misia tomba sous son charme à l’occasion d’un dîner donné par Cécile Sorel, célèbre actrice de la Comédie Française et déjà cliente rue Cambon. » Justine Picardie est l’auteur de cinq livres, dont ses Mémoires salués par la critique « If The Spirit Moves You », et le roman « Daphne » paru plus récemment. Ancienne directrice éditoriale chez Vogue et rédactrice du magazine Observer, elle écrit maintenant pour plusieurs autres journaux et magazines tels que le Times, le Sunday Telegraph et le Harper’s Bazaar.

“A chave do meu ego” é uma obra monumental que foi apresentada durante a Semana de Moda Primavera-Verão 2012 no Hotel Meurice, em Paris. Esse projeto teve origem na coleção “My Crazy World” imaginada pela designer Emmanuelle Legavre. Trata-se de um carro pintado com base metálica prata preso por anéis que acorrentam uma chave gigante cor de rosa fluorescente. Quem estiver em Paris nesta temporada artística, durante a FIAC Off, pode apreciá-lo na Place des Invalides até 07 de novembro. Essa instalação  representa uma imagem forte da sociedade de consumo deslocada no tempo e portanto bem atual. O trabalho de Emmanuelle Legavre é baseado na releitura de objetos ou símbolos, onde a artista os transforma com ousadia e liberdade, fazendo-nos questionar nossas próprias fantasias. O impacto visual provocado pelo deslocamento das escalas, a combinação de materiais e acabamentos escolhidos pela artista, é um apelo aos sentidos, que não deixa ninguém indiferente.

O lugar não poderia ser mais propício para receber a nova leva de artistas do desenho que apresentarão suas criações durante a 1ª edição de DDessin. Teto de vidro e arquitetura centenária, o Atelier Richelieu tem a luminosidade necessária para colocar em evidência os desenhos de sete ilustradores franceses e belgas. Vinte galerias francesas e estrangeiras vão expor os artistas do traço de 12 à 14 de abril nesse amplo e iluminado espaço de 700 m². Uma das atrações desse evento é uma caixa preta dedicada ao desenho em movimento, espécie de curta-metragem artístico, transmite cinco vídeos de artistas contemporâneos. Monte-en-l’air, que conjuga livraria e galeria, em Ménilmontant, concede carta branca para que os visitantes descubram uma vasta gama de desenhos em edições únicas. Atelier Richelieu: 60, rue de Richelieu,  Paris 02.

Para a abertura do showroom da tradicional marca britânica Savoir Beds, quatro modelos vestidas sensualmente, se divertem, convidando sedutoramente os visitantes a conhecer as maravilhas de uma cama que promete mil e uma noites de luxúria. Observo ao redor e vejo os homens literalmente babando pelas beldades que promovem esse sonho. A proposta é mesmo tentadora, mas o objeto não está à disposição imediatamente e quem quiser adquiri-lo deve desembolsar alguns mil Euros. Afinal, dormir bem não tem preço. Quanto a testar essa cama em boa companhia… isto faz parte de uma outra história. Fotos: Christian Nouzillet

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Símbolo da arquitetura Art Nouveau, com seus balcões desenhados por Louis Marjorelle, a cúpula das galerias Lafayette, no Boulevard Haussmann, sopra uma centena de velinhas mas é o público quem ganha de presente uma nova iluminação. Especialmente concebida para o centenário dessa loja, o arquiteto Rem Koolhaas juntamente com o escritório OMA e o artista plástico Yann Kersalé criaram uma fachada tecnológica que envolve toda a parte externa da galeria. Essa obra, batizada de Crysalide, evolue em cores e de acordo com as estações do ano. A imagem noturna desse evento visual é impressionante com seus efeitos multicoloridos. Fotos: Christian Nouzillet

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Fame e Muscle Shoals Sound Studios é um assunto fascinante para quem aprecia boa música, porque fazem parte da história que fala de um tesouro sonoro incrível com músicos que tanto inspiraram, como mudaram o mundo. A história desses dois estúdios gravações e seus cantores legendários está sendo apresentada hoje no Festival Sundance, no documentário “Muscle Shoals”. Foi Greg ‘Freddy’ Camalier quem se interessou pelo lendário Fame Studios e Muscle Shoals Sound Studios, especializados em rythm n’ blues, soul mas também rock e decidiu fazer esse documentário, mostrando o berço da música americana seminal. Fundados em 1969 no Alabama, estes dois estúdios rapidamente tornaram-se famosos, graças às gravações do álbum “Sticky Fingers” dos Rolling Stones mas também de muitos artistas como Aretha Franklin, Wilson Pickett, Bobby Womack, Etta James ou ainda os Staple Singers e Canned Heat. Mais recentemente, em 2010, os Black Keys gravaram o seu CD “Brothers” . Fame e Muscle Shoals, é parte de um enorme legado musical que tocou gerações, raças e continentes. O estúdio foi fundado por Rick Hall, um personagem icônico que está no centro da história de Muscle Shoals. “Eles são diferentes de quaisquer outros estúdios de gravação, pelo fato de estarem localizados em uma pequena cidade rural na América”, afirma Greg ‘Freddy’ Camalier. “Determinar em quais aspectos se concentrar para a montagem desse documentário foi fascinante, porque há tantas histórias maravilhosas  embora muitas das quais não caberiam num único filme. Mas cada artista trouxe algo especial para esse projeto e, entre eles, uma tapeçaria foi criada. Então, realmente não posso indicar nenhum deles como o meu favorito,” confessa ‘Freddy’ Camalier.

Fashionistas, não percam em qualquer circunstância ou mudança do tempo, a edição do Marché Rétro d’Oberkampf que acontece neste sábado e domingo, respectivamente, 04 e 05 de maio. Como de costume, uma infinidade de peças vintage, entre roupas, acessórios masculino/feminino, relógios, joias, vinil, bolsas fabricadas com couros raros, sapatos, botas e milhas e milhas de curiosidades, vão impressionar os apaixonados pela moda retrô. Marché Rétro d’Oberkampf: 2, cité griset, Paris 11.  Das 10h às 20h.

Os holandeses Ralph Nauta e Lonneke Gordijn questionam em suas luminárias as relações entre tecnologia, natureza humana e valores emocionais. Lâmpadas que se iluminam apenas com a presença humana e parecem flutuar no espaço com gravidade quase zero. Essa é a proposta dos fundadores do Studio Drift, que aspiram, entre outros, a desenvolver um design atemporal, misturando conhecimento tecnológico, intuição e ficção científica como missão permamente a procura do equilíbrio entre a natureza e a Era da Comunicação. A luminária Fragile Future III combina todas essas características num sistema elétrico complexo que se transforma numa escultura de luz. Nauta e Gordijn reagem à Era da revolução digital, desenvolvendo projetos que promovem a sensação de que a luz parece gravitar através de estruturas tridimensionais leves e dinâmicas. Esse projeto, que abriga as lâmpadas em casulos, propiciando uma iluminação suave e difusa, foi desenvolvido em colaboração com a Carpenters Workshop Gallery de Londres. A dupla aprecia o conceito de instalações interativas de tal forma que, uma das suas criações, a luminária Flylight, composta por mais de 180 tubos de vidro, foi inspirada no comportamento de um bando de pássaros em rota de migraçãopara traduzi-lo em padrões de luminosidade ambiente por meio da tecnologia e interatividade. O plano de vôo dentro do bando parece aleatório, mas como os designers pesquisaram, não é isso o que ocorre e cada membro tem uma função específica nessa viagem migratória. Baseado nesse conceito de interatividade a peça foi especialmente projetada para responder ao movimento de pessoas nos ambientes através da alteração gradual da luminosidade. Enquanto a Oil Light é formada por pequenos tubos brancos que, reagrupados, iluminam discretamente os ambientes e harmonizam a decoração com seu singelo formato de guirlandas.

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Future Fashion Now é o primeiro site de pré-compras asiático que propõe uma seleção das criações dos jovens designers. Nesta terça-feira, 2 de outubro, às 21h, vai acontecer na Cité de la mode et du design, o desfile das coleções primavera-verão 2013 de três jovens estilistas de Nova York e Cingapura, Dzojchen e Ong Shunmugam, e a dupla novaiorquina Timo Weiland. O site, que foi ao ar em maio durante o evento Audi Fashion Festival de Cingapura, propõe uma retransmissão in live onde compradores do mundo inteiro podem simultaneamente olhar, escolher e comprar seus looks preferidos, antes mesmo que a coleção apresentad a nesta noite chegue às butiques. Tendo como papel principal ajudar os novos estilistas, Future Fashion Now apresenta e apóia o trabalho dos estilistas novatos no mercado internacional. Paris é a primeira etapa desse processo e novas colaborações com outras semanas de moda estão sendo analisadas.

“A beleza está na natureza, em suas mais diversas formas. Logo, ela pertence à arte, ou melhor, ao artista que sabe vê-la”, dizia o pintor Gustave Courbet. Para homenagear esse mestre francês do Realismo, a Biennale d’Art Contemporain du Perche, que acontece de 29 de junho à 14 de julho de 2013, apresenta uma exposição excepcional das obras de Courbet. Como parte do Ano do impressionismo na Normandia, o destaque desta exposição de Gustave Courbet são mais de 40 obras de um museu do Japão. Pinturas, desenhos, gravuras e fotografias contemporâneas serão expostas com um roteiro indicando os lugares da região, onde o artista costuma visitar para buscar inspiração para suas telas. Na Primavera de 1841, com apenas 22 anos, Gustave Courbet descobriu, durante uma breve estada na Normandia, a dimensão de uma natureza encantadora e com entusiasmo  afirmou: “DE fato, eu sou um aluno da natureza. Portanto, só tenho a mim mesmo para dominar…” É com essa admiração que as obras mais emblemáticas desse artista de forte personalidade que estarão sendo apresentadas no Carré du Perche, em Mortagne-au-Perche. Seus quadros são um convite à reflexão e, tal qual um apelo, acenam para uma natureza fulgurante que Courbet soube pincelar em tons intensos.

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Claudia Schiffer não envelhece! Foi em 1989, quando a super top model  estrelou o icônico corset à la Brigitte Bardot para a campanha publicitária da GUESS? e é impressionante como o tempo congelou para a bela Schiffer. Ela aparece simplesmente fantástica como estrela da comemoração do 30º aniversário da GUESS?, clicada por Ellen Von Unwerth com direção criativa de Paul Marciano, CEO e Diretor Criativo da GUESS? Inc. A campanha exibe a plástica perfeita de Claudia Schiffer através das fotografias sedutoras de Ellen, que ilustram uma coleção-cápsula para festejar essa parceria de 30 anos. Calças cigarettes, vintage tie, tops e o delicado corset de rendas, que Claudia usou em sua primeira campanha,  surgem em novas modelagens e confirmam o estilo atemporal e a energia sexy que a GUESS? imprime em suas ousadas campanhas publicitárias.  

Descartes dizia que o riso é um dos principais sinais de alegria mas ele não pode provocá-la. Todavia, existe alguma coisa nele que, sendo medíocre, pode se mesclar à admiração ou ao ódio. Esse conceito filosófico do riso é bem adequado para definir as obras do chinês Yue Minjun, que estão sendo apresentadas pela priemiar vez na Europa na Fundação Cartier, em Paris. Apesar de toda a sua discrição, Minjun tornou-se célebre, graças as suas telas que revelam personagens com um largo sorriso congelado em suas faces. Inclusive, o próprio artista tem um permanente riso cínico. Yue Minjun denuncia em suas telas enormes os absurdos da sociedade contemporânea de consumo e, sobretudo, as disparidades culturais e as (con)tradições do seu país. A mostra “À sombra do riso louco” fica em cartaz até 17 de março de 2013.

Herb Ritts, Richard Avedon, Peter Lindbergh, Bruce Weber, Mario Testino, Annie Leibovitz… Desde 1964, o calendário Pirelli reúne as garotas mais bonitas do mundo diante dos olhos dos grandes fotógrafos. Depois de Terry Richardson, Karl Lagerfeld e Mario Sorrenti é a vez do repórter-fotográfico americano Steve McCurry assumir essa missão que enfeitará os 12 meses de 2013. Steve McCurry quis revelar a beleza interior e a profundidade de espírito das modelos que posaram para o novo calendário Pirelli 2013, fotografando-as no cenário excepcional de Rio de Janeiro. O resultado é uma ode às mulheres em cliques cheios de suavidade com belas imagens dos bastidores e das filmagens. No total foram 11 modelos fotografadas, entre as quais, as brasileiras Isabelli Fontana, Adriana Lima, Sônia Braga e Marisa Monte que exalaram toda a sua formosura tropical. A grande supresa desta edição é que todas as beldades estão vestidas, algo raro dentre as propostas dos últimos calendários elaborados pela Pirelli.

Para tornar seus produtos ainda mais atraentes, a Roca London Gallery, incorporou a fluidez estética de Zaha Hadid em seu projeto arquitetural. Logo à primeira vista, o interior da Roca London Gallery mais parece uma galeria de arte com conceito extravagante e arquitetura moderna. Esse ponto comercial, especializado na venda de acessórios ultra-design para banheiros, foi totalmente repensado por Zaha Hadid como um espaço funcional. Com seu estilo único, reconhecido entre milhares, sobretudo, pelos entrelaces geométricos, a arquiteta deu um novo sentido às esferas aéreas e arejadas que ela impõe em todos os seus projetos. Inaugurada no bairro Chelsea Harbour, a Roca London Gallery, que fica no coração da cidade, é uma das evidências do talento dessa arquiteta genial e memso para quem não pretende comprar nada, o local vale uma visita. Zaha Hadid Arquitetos (ZHA) desenvolveu um projeto peculiar para a galeria onde a instalação do lugar domina com precisão a arte da perfeição, auxiliando o visitante a entender a relação entre a arquitetura do espaço e o design exclusivo dos produtos para banheiro da Roca London Gallery. Os clientes que se deixam guiar pelas curvas brancas e sinuosas podem se aventurar em descobrir os objetos e acessórios luxuosos em exposição e, ao mesmo tempo, se deparar com a assinatura inconfundível de Zaha Hadid. Todavia, o grande diferencial dessa obra é o uso de tecnologias interativas e visuais que tornam o espaço ainda mais atraente e fornecem aos visitantes informações adicionais sobre a história da marca e dos produtos à venda.  

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Quem nunca fantasiou sobre o visual do agente 007 com seus ternos Savile Row, carros potentes e gadgets fantásticos? O sonho torna-se realidade na Galeria Barbican, em Londres, que celebra o 50º aniversário do personagem lendário através de uma exposição de roupas, acessórios e enfeites utilizados no primeiro filme, de James Bond, “Dr. No” até a última versão de Bond, “Skyfall”. A partir de 6 de julho até 5 de setembro de 2012.

“Eu não tenho idéia do que 80 anos representa porque, sinceramente, não me sinto velho. Tenho todos os meus cabelos e ainda jogo tênis muito bem três vezes por semana, durante todo o ano, com caras entre 30 a 40 anos mais jovens que eu…” Wendell Castle acaba de completar 80 anos e pelo jeito vai continuar craindo móveis que parecem esculturas. O Museu de Arte Contemporânea de Aldrich, em Ridgefield, Connecticut, abriu a exposição “Wendell Castle: Wandering Forms – Works from 1959-1979,” que rende homenagem a esse designer, onde muitos itens de coleções privadas foram gentilmente emprestados para esta mostra, que fica em cartaz até 24 de fevereiro de 2013.

A silhueta da luz atravessando e delineando com suavidade as formas das luminárias criadas por Ayala Serfaty, designer da Aqua Creations, provocam instantaneamente uma sensação reconfortante de aconchego. Esses objetos luminosos com forte apelo biológico são compostas de filamentos finos de vidro retorcidos em estruturas espaciais que, juntamente com a pulverização em polímero, geram uma fina membrana que dá forma aos desenhos de estilo elegante. Esculpidas em formas diáfanas as luminárias avant-garde da designer Ayala Serfaty tem sensibilidade estética e formas femininas em suas criações. Para isso, Ayala utiliza texturas e materiais diversos para compor peças decorativas que traduzem, com riqueza de detalhes, o minimalismo de suas criações. Neste sábado, 15 de dezembro, a Sotheby’s, de Nova York, vai leiloar a luminária de parede ”Clear” da série “Soma”, apresentada no Lote 158, no leilão ”Important 20th Century Design”.  

Agora não é mais possível usar a desculpa de não poder fazer um tour artístico antes das compras, principalmente para quem ama olhar vitrine, porque as Galeries Lafayette tirou partido dessa bisbilhotice feminina e masculina para  dar vida ao evento “Paris e Criação” que foi batizado de “Vitrines sur l’art”. Como nem só de consumismo vivem os grandes centros urbanos mas de arte contemporânea também, as Galeries Lafayette se colocou como mediador privilegiado entre a criação e o público em geral. E, como manda o protocolo das artes, convidou várias instituições culturais para esta edição parisiense. Centro Pompidou, Cité de l’architecture et du patrimoine, Gaité lyrique, Maison rouge, LE BAL, o Palais de Tokyo, entre outros estão representados e, para fazer jus a moda, primeira vez conta com a participação do Galliera – Museu da Moda de Paris. Até setembro cada vitrine dessa loja gigantesca e uma das mais queridas da cidade, rende homenagem ao que Paris tem de melhor, sua moda e sua arte. Galerie Lafayette - boulevard Haussmann, Paris 9.

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Tachas, alfinetes e zíperes serão homenageados no Metropolitan Museum of Art, em Nova York em maio de 2013. Com participação do Costume Institute, a exposição “PUNK: Chaos to Couture” vai contar a história desse movimento que nasceu nos anos 70. O projeto tem a participação de Karl Lagerfeld, Christopher Bailey, Marc Jacobs e Jean Paul Gaultier. Esta mostra vai contar com uma série de roupas vintage punk ao lado de peças atuais inspiradas especialmente por esse estilo rebelde. Com certeza, não vai faltar couro, correntes, cabelos arrrepiados e lápis kohl, os elementos básicos essenciais de quem se considera punk. 

Uma das exposições de fotografia que mais me chamou a atenção nas últimas semanas, entre tantas outras, foram as imagens de Richard Mosse capturadas no leste do Congo, entre 2010-2012. As fotografias de guerra adquirem uma nuance de obra de arte com o colorido especial que Mosse aplicou em cada fotografia. “Infra” é o nome dessa sequência tingida em tons de púrpura, fúcsia, vermelho que mostram os conflitos de uma guerra étnica da qual não temos muitas informações. O talento deMosse sublimou esses eventos trágicos empregando através da cor uma beleza bucólica nesse massacre dos tempos modernos. Até 14 de dezembro no Centre Culturel Irlandais.  www.centreculturelirlandais.com

Os italianos tem um life style próprio, isso ninguém pode contestar. Falam aos gritos como se todos estivessem em pé de guerra, são acolhedores, afetuosos, generosos e muito exuberantes em todos os sentidos. Quem ja esteve em Roma sabe do que estou falando… Mas Capri é, por excelência, o quintal de ricos e famosos, que adoram a exuberância do dolce farniente e se torram literalmente ao sol num verão que parece interminável. Um dos meus amigos que é italiano me explicou sabiamente que estar e aparecer super bronzeado é quase um passaporte para acessar o grand monde. Diante da ênfase com a qual ele me explicou o contexto do bronzeado na sociedade italiana, entendi por que o estilista Valentino está sempre com seu eterno e reluzente bronzeado em dia. O livro In the spirit of Capri, de Pamela Fiori, mostra exatamente esse contexto de bronzeado permanente e alegria perene que os italianos tem. Além, claro, do orgulho quase ufanista de viverem o Mediterrâneo de uma maneira única!  As fotografias não negam em nada o estilo inequívoco dessa ilha maravilhosa, que atrai tanto celebridades quanto anônimos.

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http://www.nfb.ca/playlist/work-for-all/

Junho

Sou simplesmente apaixonada por eles. Muitas vezes tenho vontade de distribuí-los em todos os meus dedos, apesar de não ser muito prático no dia-a-dia. No entanto, sempre que posso ornamento dois ou três dedos de cada mão com meus adorados anéis de formas, materiais e modelos diferentes.

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Literalmente com «La corde au cou» os Campana, Fernando & Humberto, fizeram sensação na abertura da exposição A corda no pescoço, joias de artistas, na Galerie Kreo, em Paris. Esse colar em ouro trançado, que existe em apenas 20 cópias, é uma das peças de vários designers que está em exposição até 19 de janeiro de 2013 nessa galeria que prima pelo design sofisticado e nada convencional. Galerie Kreo: 31, rue Dauphine, Paris 06. ©Morgane LE GALL Courtesy Galerie kreo

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“A CLOSER WINTER TUNNEL, FEBRUARY – MARCH” 2006 OIL ON 6 CANVASES (36 X48″ EA.) 72 X 144″ OVERALL © DAVID HOCKNEY COLLECTION: ART GALLERY OF NEW SOUTH WALES, SYDNEY PHOTO CREDIT: RICHARD SCHMIDT

Le concept architectural d’Hedi Slimane est prêt. C’est ce que confirmait hier la maison dans le cadre d’un entretien au WomenswearDaily, images à l’appui. Du marbre noir et blanc va donc côtoyer du béton brut, et les volumes se démultiplieront grâce à un jeu de miroirs aux bords dorés et chromés, sous des néons industriels et un plafond en acier. La marque du groupe PPR en dit surtout plus sur ses intentions d’ouvertures. Dès mardi prochain, le flagship de 300 m² situé à Shanghai ouvrira ses portes. Puis viendra le temps de la réouverture de la boutique de Berlin dès le mois de novembre. Aucune de ces boutiques ne sera toutefois inaugurée officiellement, puisqu’on y trouvera encore les produits signés Stefano Pilati. Cette configuration hybride n’affectera pas l’ouverture de Saint Laurent sur 900 m² avenue Montaigne à la place de l’ancien flagship Escada et avec Fendi pour voisine. Cette boutique de trois niveaux, en jachère depuis deux ans, sera la plus grande boutique de la marque en France et son ouverture est enfin programmée pour mars 2013, probablement à temps pour la fashion week parisienne. Les premières collections d’Hedi Slimane homme et resort 2013, dévoilées en juin dernier à une poignée d’acheteurs, seront alors arrivées en magasins et la mécanique des ouvertures pourra reprendre de plus belle. En effet, le président de YSL, Paul Denève, évoque un plan de “15 ouvertures de boutiques et corners Saint Laurent par an” à partir de 2013. La maison n’avait pas ouvert de boutiques depuis 2010. A New York, où il n’existe qu’un seul magasin YSL, on attend toujours l’ouverture de Saint Laurent sur Mercer Street à SoHo.

A localização é perfeita: 2, Rue Malher, Paris 04, no coração do Marais, o bairro parisiense que concentra o maior número de pessoas modernas da capital francesa e a nação beautiful people mundial. Todos os detalhes desse charmoso hotel foram pensados em termos gráficos para dar uma dimensão aos seus pequenos quartos. Do chão ao teto, papéis de parede forram todos os   espaços delimitando graficamente os ambientes, definindo a circulação e dando motivos para os olhos viajarem em outra dimensão. O local é ideal para jovens casais apaixonados que podem ficar agarradinhos o tempo inteiro nessas suítes coloridas que tem vista para alguns tetos desse mítico bairro de judeus. www.hotelemile.com

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Depois do silêncio invernal de abril e maio - considerada baixa estação – Le Bar du Sube inflama a área do porto de St. Tropez com uma cena animada e popular tendo como participantes turistas de todos os horizontes e os habitantes locais. Situado no segundo andar de um dos mais antigos prédios comerciais do porto, o bar faz parte de um hotel, não tão chique, mas que atrai viajantes que batem ponto para provar suas tapenades de azeitonas. O local, que também abriga um hotel, é decorado com mobiliário de madeira escura, sofás ornamentados num estilo de bistrô-retrô com um ar bem aconchegante e mesas dispostas numa pequena varanda de frente para o mar. O ambiente tem algo de decoração de navio pirata e câmera totting. Para os casais que procuram assistir ao pôr do sol, a cena pode ser bem melhor apreciada durante os meses que encerram os agitos do verão na Riviera, onde tudo o mais na cidade ou está fechado ou vazio. 15, Quai Suffren, 83990 – Saint-Tropez.

“Não sou designer mas gosto especialmente das coisas que tem uma função ou algum uso prático, mesmo que a proposta seja extravagante”, conta o estilista, que é internacionalmente conhecido pelos seus excessos criativos nas passarelas. Jean Paul Gaultier, 60 anos, acaba de lançar no mercado europeu duas luminárias, especialmente imaginadas para a marca de móveis e decoração Roche Bobois. Em forma de bustos vestidas com as infalíveis listras, que o estilista tanto aprecia, as duas peças batizadas de “Maschio” e “Femina” podem ser adquiridas pelo preço médio individual de 1.420 euros. Apoiadas numa base de madeira laqueada, as luminárias tem altura de 160cm ou 170cm e são à imagem dos frascos de perfume da maison do estilista.

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Não dá para viver sem eles e, no meu caso, quanto mais alto, melhor. Mesmo que esta não tenha sido minha realidade atual em Paris, onde as estações de metrô são quase infinitas. Afinal, passar o dia de salto alto correndo para driblar pessoas e enfrentar as escadarias não é uma das missões mais elegantes a que me impus nos últimos tempos. No entanto, não deixo meu pezinho descansar confortavelmente a seu bel prazer e, de vez em quando, encaro todos os obstáculos do dia-a-dia de salto alto. Especialmente quando quero estar calçada para as batalhas com esses modelos ultra-femininos da Chloé.

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O evento mais aguardado deste setembro no mundo da imprensa de moda já aconteceu. Em todas as bancas aqui na Europa é possível encontrar a tão esperada revista CR book de Carine Roitfeld. Sem dúvida, a ex-diretora de redação da Vogue Paris entende de estratégia de marketing e lançou sua própria revista pouco antes da semana de moda em Paris. O timing foi perfeito. Roitfeld não se aposentou. Ela esteve ocupada desde sua partida da Vogue, em dezembro de 2011, colaborando com a ID Magazine, como estilista para a revista V e  com a  Givenchy.  A edição zero de CR book tem como inspiração a gravidez, contendo 288 páginas (100 páginas de anúncios) e o exemplar custa 8 Euros. A revista vem acompanhada por um documentário sobre as etapas de criação desse projeto, onde a estrela é, evidentemente, Carine em imagens exclusivas nos bastidores das semanas de moda. Em tempo: a publicação é bianual!

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Fundada por Christian Zervos, em 1926, e instalada no número 14, Rue du Dragon, em Paris, Cahiers d’Art é quase-única. Verdadeira bíblia de revisão da arte contemporânea, layout e tipografia em negrito, ricamente ilustrada com fotografias, a revista faz um diálogo entre a arte antiga e moderna, onde poetas e escritores, como Tristan Tzara, Paul Éluard, René Char, Ernest Hemingway, Samuel Beckett, entre outros, vantajosamente substituíam críticos de arte. “Cahiers d’art” refere-se tanto a uma editora, uma galeria como a uma única revista de crítica de Arte Contemporânea. A casa publicou 97 edições da revista entre 1926 e 1960, e o catálogo raisonné de Picasso em 33 volumes. Em 2011, “Cahiers d’art” foi assumida pelo colecionador sueco Staffan Ahrenberg que relançou a revista em francês e, pela primeira vez, em inglês em colaboração com o artista americano Ellsworth Kelly na capa. Os editores são o próprio Staffan Ahrenberg, Sam Keller e Hans Ulrich Obrist.

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A butique Yves Saint Laurent rive gauche tem decoração capitaneada pelo diretor artístico Stefano Pilati, seguindo as mesmas estruturas icônicas do perfume “Opium”. A proposta da marca é investir nesse modelo de decoração em suas lojas ao redor do mundo. Toda em vermelho, YSL Rive Gauche tem uma luminosidade naturalmente dourada, que aquece o ambiente revelando suas grandes vitrines transparentes repletas de acessórios grifados YSL Paris e perpetrando a mensagem do estilo Saint Laurent, que permanece sendo um trunfo para as mulheres. YSL Rive Gauche: 6, place Saint-Sulpice, Paris 6.

Criações atuais, reproduções e adaptações da Reunião dos Museus Nacionais – Grand Palais, idealizados na mais pura tradição do savoir-faire francês, todos repletas de história e originais inspirados em museus é o mote da exposição “A vitrine dos museus”. Em cartaz até 27 de janeiro de 2013, na galeria Valois no Palais-Royal, em Paris, essa mostra especialmente elaborada em calcografia tem direção artística de Sophie Mestiri e cenografia do designer Grégory Lacoua. O projeto dessa exposição foi inspirado na Renascença e na tradição de moldar, uma técnica baseada em arte e educação que ajudou a promover os grandes clássicos da escultura no mundo. Detentor de um patrimônio de mais de 200 anos, os ateliês de moldagem da RMN – Grand Palais recriaram as obras-primas da história, desde sua criação, para apresentá-los nessa exposição. Esses moldes, reproduções de obras da Antiguidade aos dias atuais, foram fabricados usando o modelo original, uma mistura sem precedentes entre a tradição e a excelência da modernidade. Esta mostra histórica é uma oportunidade única para a RMN – Grand Palais, que homenageia os grandes nomes da indústria francesa da beleza com a experiência de séculos de moulage.

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Mega-exposição em Paris mostra os tesouros de “Tutankamon, sua tumba, seu reinado”, que conta com uma cenografia rica em detalhes demonstrando através de farta documentação a descoberta da tumba desse jovem soberano egípcio. A mostra fica em cartaz até setembro num pavilhão de 4.500 m² no Centro de Exposições Porte de Versailles, em Paris. Foram necessários cinco anos para preparar essa exposição que apresenta ao público mais de 1000 objetos funerários, que acompanhavam os faraós em sua viagem após a morte em direção ao mundo eterno. Na verdade, de acordo com as antigas crenças egípcias, os mortos devem partir acompanhados de seus bens mais precisosos. Pela primeira vez, desde a descoberta da tumba de Tutankamon, em 1922, por Howard Carter (1874-1939), é possível apreciar a configuração exata do lugar, onde esses tesouros ficaram escondidos durante mais de 3000 anos. Por isso, “Tutankamon, sua tumba, seu reinado” foi montada com uma multiplicidade de réplicas dos tesouros do faraó que foram encontrados em seu túmulo. Os originais permanecem preservadas no museu do Cairo por questões de segurança. Para este evento, muitos dos objetos foram executados pelos melhores artesãos egípcios que reproduziram, sob orientação científica, peças de mobiliário, cofres, embarcações, os célebres tronos, assim como a máscara mortuária de Tutankamon, uma das obras-primas do tesouro faraônico.www.toutankhamon-expo.fr      

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Depois de Lanvin e Versace, é com a Maison Martin Margiela, conhecida pelo seu culto ao mistério e suas cirações de alta-confidencialidade, que a H&M lança sua coleção outono-inverno 2013. O designer belga escolheu as ruas de Paris para fotografar a coleção, que traz sua visão pessoal de moda aliada ao gigante sueco do fast fashion. O resultado? Cortes assimétricos, chiques, muito branco, preto e cinza, distribuídos num estilo minimalista à la Margiela,  entusiasta da moda por puro deleite. A coleção estará disponível a partir de 15 de novembro nas lojas H&M.

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Bulgari, Mulberry, Lanvin, Paul Smith, Valentino, Jo Malone são alguns dos nomes da moda que reinterpretaram a coroa da rainha Elisabeth II durante o seu jubileu de diamantes. A loja de departamentos britânica Harrods expôs em suas vitrines as 31 coroas imaginadas por estilistas e designers. Todos os modelos tem um ponto em comum: a St. Edwards Crown utilizada pela rainha Elisabeth durante a sua coroação em 1953. O italiano Roberto Cavalli se distinguiu utilizando fourrures e o britânico Paul  Smith fez referência ao animal de estimação fetiche de sua majestade com uma miniatura da raça Welsh no topo da coroa. O italiano Roberto Cavalli se distinguiu utilizando peles e o britânico Paul  Smith fez referência ao animal de estimação fetiche de sua majestade com uma miniatura da raça Welsh no topo da coroa.

A primeira vez que encontrei Amélie Chassary e Lucie Belarbi foi durante um evento de fotografia chamado “Circulations”, um festival que prioriza os novos talentos. Estava observando suas produções quando uma das duas se aproximou e atenciosamente começou a me explicar o processo criativo, a história de cada personagem, a ideia por trás de cada clique. Achei tudo muito sutil, sentimental e com uma mensagem simbólica importante. Na verdade, o que mais me impressionou foi esse conceito de se apoderar dos rituais do cotidiano para criar um novo sentido: o de envolver objetos e pessoas em cada composição como uma eternização do momento. Essa sequência de imagens batizadas de “Huis Clos” transmite o que é fundamental para quem almeja fazer parte de algo ou de algum momento marcante. A mensagem subliminar é a de que para dar continuidade aos sentimentos, é preciso render-se aos rituais da vida e escolher em qual deles estabelecer suas próprias amarras… A dupla Chassary e Belarbi está expondo essas belas imagens até dezembro na Galerie Mademoiselle Lang: 44/46, rue de Tourtille, Paris 20. http://huisclos.carbonmade.com/

Insatisfeita em ser a capital do estilo, da moda e da arte contemporânea, Paris se reinventa e neste mês de novembro torna-se um dos marcos da fotografia mundial, tanto histórica como culturalmente, acima de tudo sob uma perspectiva criativa e inovadora. Como o Paris Photo Off dedicado exclusivamente a jovem e emergente cena fotográfica, esta edição acontece de 15 a 18 de novembro. Quatro dias, durante os quais, 25 galerias francesas e estrangeiras expõem um mundo de imagens em espaços alternativos, como loft, e organiza fóruns em torno da temática das fotografias.

Quanto mais fluo, melhor, mesmo que a imagem se torne quase imperceptível como uma pintura impressionista. O que vale para o autor dessas obras, Bruno Aveillan, é o imaginário, a divagação que leva cada pessoa a pensar o que poderia ser e que imagem essa fotografia esconde. Esse perece ser o leitmotif do fotógrafo e artista multimídia Bruno Aveillan, que expõe suas fotografias Bolshoi Underground até 03 de dezembro na Galerie Spree, em Paris, uma sequência de imagens depersonagens clicadas nas salas de ensaio de balé clássico do teatro Bolshoi. Aveillan ficou mundialmente conhecido depois de produzir o filme Odisséia para a Cartier, que lhe conferiu status de artista com obras selecionadas pelo Moma de Nova York.

Nas paredes, imagens do fotógrafo Hugh Stewart, clichês de Irving Penn e aquarelas de Lídia Webber se exibem em meio à coleção Paul Smith Black Label. Essa é a atmosfera da nova butique do estilista britânico inaugurada recente na rue de Grenelle. As últimas tendências em sapatos femininos inspirados nos modelos masculinos são o hit dessa loja, onde os mais procurados são os mocassins em python verde. As fotos e as pinturas expostas, tanto quanto as roupas, podem ser compradas, além de alguns objetos como o lustre de vidro Murano. Paul Smith inventa uma nova forma de arte que mistura suas paixões artísticas com moda. Paul Smith: 32, Rue de Grenelle, Paris 07.

A rivalidade entre Nova York e Paris é, na verdade, uma admiração recíproca, explorada em riqueza de detalhes pelo parisiense Vahram Muratyan. De tão apaixonado pelas duas cidades, o artista gráfico criou um blog que revela as similaridades entre Paris e Nova York e, com seu traço criativo, desenhou em linhas humorísticas o equilíbrio estético que existe entre essas duas capitais cosmopolitas. Para desbravar esse fascínio visual, Muratyan decidiu passar uma temporada na Big Apple e absorver in loco o clima da cidade criando seu contraponto, a sofisticada Paris. Esse período sabático rendeu um livro, Paris versus New York, composto de um vasto material iconográfico nas áreas de arquitetura, moda, gastronomia, design, artes gráficas, cinema e outras tantas características que representam essas duas cidades. A ideia que permeia essa obra é revelar que os novaiorquinos tem devoção por Paris, como a cidade que representa tudo o que é elegante, sofisticado e chique. Ao mesmo tempo, os parisienses são enfeitiçados por uma Nova York voltada para o consumo e a modernidade. Enfim, as duas cidades se olham no mesmo espelho.

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Durante o Salone del Mobile, em Milão,  a marca francesa de cristais Baccarat apresentou uma luminária inusitada imaginada pelos Irmãos Campana: um sublime lustre em cristal e bambu, uma ideia estilosa e totalmente inovadora.

“Não existe apenas o dinheiro na vida. Existem as peles e as joias”, dizia Elizabeth Taylor. Esse é o mote da exposição “Le luxe: mode d’emploi” que encontra-se na galeria Passage de Retz, em Paris, até 16 de setembro. A mostra tem como objetivo fazer os visitantes pensarem o luxo como outra coisa que não seja apenas a transformação do dinheiro (muito dinheiro) em peles e jóias. Para falar sobre o luxo o artista Eric Madeleine se valeu de marcas como Emporio Armani, Christian Dior, Hermès, Christian Lacroix, Yves Saint Laurent, Louis Vuitton, para transmitir a mensagem que o luxo nada mais é que uma forma de vida abundante, transbordante, enfim, uma vida simplesmente luxuosa onde os objetos apenas complementam o desejo das pessoas de ser e ter. Entre a arte do passado e a do presente, a exposição pretende chamar a atenção e se oferece como um manual. Mostrando, através de trabalhos e documentos, arquivos de todos os tipos e, claro, alguns itens de luxo. Como um falso lenço Hermès emoldurado por Thomas Hirschorn, onde ele gravou uma frase “1 man = 1 man”, um vídeo mostrando pessoas bem sucedidas num veleiro desenhado pelo artista francês Xavier Veilhan e outras obras artísticas que fazem apelo ao mundo da ostentação estão presentes como referência dos excessos do luxo. No final, a reflexão que fica é a de que o consumo de produtos de luxo continua veiculando a imagem de uma vida cor de rosa. www.passagederetz.com

  Ah, mulheres… Quanto sofrimento para definir a silhueta, manter a pose e a elegância sob quaisquer que sejam as circunstâncias. Não, essa não é essencialmente a temática do livro “Pequena história do espartilho no tempo dos Impressionistas”, lançado pelas edições La Martinière, sobre o qual gostaria de comentar. Mas, em se tratando de espartilho, não há como não suspirar ou de alívio ou de admiração com um dos acessórios de moda que  resistiu ao longo do tempo como uma das peças mais voluptuosas do guarda-roupa feminino. “Pequena história do espartilho no tempo dos Impressionistas”, tradução livre de Petite histoire de corsets au temps des Impressionistes, 144 páginas, do autor Charles-Arthur Boyer, traça um paralelo entre os quadros dos artistas Impressionistas. Através de uma excelente seleção de pinturas, pastéis, desenhos e gravuras das maiores figuras da arte da segunda metade do século XIX, Boyer revela, pela primeira vez, com um olhar delicado e sensível, os artistas que tomaram posse dessa peça íntima e sedutora para transformá-la em obra de arte. O autor Charles-Arthur Boyer vai estar na livraria do museu d’Orsay – 5, Quai Anatole France - neste sábado, 24 de novembro, entre 14h e 17h30 para autografar seu livro.

Filha de pai grego e mãe húngara, Sophia Vari é uma escultora de renome internacional, além de pintora e designer de joias. Clytia, um anel esculpido em em pau amarelo do Brasil e ornamentado em ouro é uma das peças fantásticos que estão em evidência na exposição “Sophia Vari - Bijoux sculptés” até 21 de dezembro na galeria Mini Master Pièces, especializada em joias esculturais. Sophia Vari cria peças com formas emaranhadas, entrelaçadas e circulares, que contornam esferas, discos e círculos semi-aleatoriamente com resultado impressionante. Ousadas, arredondadas, curvas e sensuais, suas joias tem cores contrastantes e materiais inusitados como o ébano em relação ao ouro, o coral vermelho ou o ouro esmaltado contra a madeira preta. Suas criações são cheias de movimento, vida e contraste, ecoando a tradição da escultura cubista.  

Só existe uma palavra para definir o último desfile da coleção primavera-verão 2012-2013 do estilista Manish Arora: beautiful.   O desfile aconteceu no novo point da moda “Les Docks – Cité de la Mode et du Design”, em Paris. Enquanto três grafiteiros pintavam uma tela em branco, manequins desfilavam modelos coloridíssimos. No final, o espetáculo era de arrepiar, não somente porque fazia um frio de rachar às margens do Sena mas porque o muro em branco ganhava formas ao mesmo tempo que a passarela evoluía em cores. No final, quanta cor, luminosidade e engenhosidade desse artista que escolheu o arco-íris para nos encantar com sua moda alegre, espontânea e genial. Entre exausto e efusivo, Arora veio saldar a assistência e foi aplaudido durante vários minutos por ter trazido o sol de volta nesse dia frio de inverno.

Um fascinante mundo de ilusões, amores e mentiras em pleno années folles é o destaque da adaptação cinematográfica do livro de Francis Scott Fitzgerald, “O Grande Gatsby.” Os artistas escolhidos pelo diretor Baz Luhrmann para dar vida aos personagens principais são Leonardo DiCapprio como o próprio Jay Gatsby, Carey Mulligan que interpreta Daisy Buchanan e Tobey Maguire como o jovem escritor Nick Carraway. Como não poderia deixar de ser o tema da moda dos anos 20 voltou à carga e não é à toa que ela desfilou nas passarelas da coleção primavera-verão 2012 da Gucci. Além disso, os especialistas consideram que a moda como a conhecemos, nasceu nesta época e baseia-se no movimento artístico da “Art Déco” com suas formas geométricas e limpas. Jean Patou, Rochas, Lanvin, Chanel e Doucet estavam no topo dos desfiles dos anos de 1920. No filme, os modelos são apaixonantemente românticos com muito cetim brilhante, rendas, bordados, miçangas, lantejoulas, glitters e penas. Além do famoso “Charleston” com franjas na parte inferior ou no vestido inteiro. Quanto aos acessórios: turbantes, chapéus cloche, colares longos de contas, luvas longas, grandes quantidades de golas de pele, cintos descolados e cabelos retrô enfeitados com flores grandes, pérolas, penas, etc. So girly!!

Do esporte à moda, passando pela arte contemporânea ou pela música, Zaha Hadid não recusa nada. Seu estilo é reconhecido entre milhares, sobretudo, pelos entrelaces geométricos, as linhas tensas, os ângulos agudos e as esferas aéreas e arejadas que ela impõe em todos os seus projetos. Com sua coleção de móveis “Liquid Glacial” Hadid nãopoderia ser diferente e Hadid surpreende oferecendo uma nova perspectiva sobre os objetos do cotidiano com peças incríveis que refletem uma abstração controlada e perturbadoramente estética. Mesas com pés como redemoinhos de água convidam a um mergulho num mundo onde a fluidez e o jogo criativo interagem com o meio ambiente, questionando a inovação técnica e o ofício artesanal. Quem quiser apreciar essas peças in loco tem até o dia 12 de janeiro de 2013 para visitá-las na JGM Galerie: 79, rue du Temple, Paris 03.

“Le Book” é uma referência enciclopédica internacional, uma antologia na área de publicidade, moda e fotografia. E se estabeleceu como a “ferramenta segreta” listando o crème de la crème da indústria criativa. Publicado em cinco edições: Paris, Londres, Berlim, Nova York e West Coast, cada volume é uma espécie de ponto de encontro dos criadores de imagens, que indicam tendência em papel brilhante. Folheando página após página, é possível encontrar mais de 50.000 profissionais. Cada edição do “Le Book“ veste sua própria elegância e, cada ano, as capas são o fruto de colaborações igualmente de prestígio onde  o novo e o surpreendente se encontram. Yves Saint Laurent, Christian Lacroix, Emilio Pucci, todos assumiram o desafio de sublimar esse modelo como nenhum outro. Em colaboração com a maison francesa Mugler & Nicola Formichetti é o trabalho de Keith Haring que irá honrar a edição P aris 2013 do  ”Le Book“, que tem lançamento previsto neste   10 de abril, no Le Cercle, localizado próximo à Opéra Garnier.

Eileen Gray é basicamente quase um século de criação. Tão conhecida quanto Le Corbusier ou Mies Van Der Rohe, ela tem um lugar de honra no Panteão do design e figura entre os arquitetos e designers que marcaram profundamente a modernidade do século 20. Para homenager essa guerreira o Centro Pompidou organizou uma retrospectiva em torno da artista e nos oferecer uma amostra do seu espírito vitoriano doméstico, que ela criou e definiu como seu leitmotif pessoal, através de imagens, peças de mobiliário e muitos documentos inéditos. Defendendo um retorno à emoção, Eileen Gray combinou modos de expressão com campos artísticos e técnicas de desenho. Confrontada num ambiente ainda dominado por homens, a figura dessa artista feminista nos oferece uma baforada de vanguardismo. Ela nunca se envolveu com a produção industrial, o que dá às suas obras um caráter único. Seu trabalho combina o virtuosismo técnico e a força poética, revelando uma nova concepção do espaço em relação ao mobiliário e ao objeto. Algo bem apropriado a sua maneira de ser e ao seu otimismo em relação à criação: “O futuro projeta uma luz, enquanto o passado são apenas nuvens”…  Até 20 de maio de 2013 no Centro Pompidou, em Paris.

O que seria de Saint-Tropez sem a mitológica boate Les Caves du Roy que tem um quê de fantasia em meio a um público repleto de celebridades que transformaram o Hotel Byblos em ponto de encontro? O local promete ferver com o mundo clubbing nesse verão europeu como palco das comemorações mundanas. Sem dúvida, Saint-Tropez sempre faz a adrenalina subir, mas é o DJ Jack E, diretamente da sua cabine de som, que  dá o tom exato de quando a festa irá começar. Apaixonado pelo Brasil, quando é informado que há brasileiros na pista, ele prepara um set especial regado à Seu Jorge, Fernanda Abreu, Jorge Benjor, Claudinho e Bochecha, entre outros. Impossível ficar parado. Se você estiver na pista dê uma olhada na área VIP, talvez você tenha a sorte de cruzar com Bono, George Clooney, Mick Jagger, Bruce Willis e outras figuras mitológicas do mundo das celebridades que se hospedam regularmente no Byblos. Les Caves du Roy - Hotel Byblos – Reservas pelo telefone: +33 494 56 68 00. www.byblos.com

No mundo imaginário de Marc Jacobs até mesmo um prato de macarrons da cantina da Louis Vuitton pode servir de inspiração para suas coleções. Do seu primeiro encontro com a artista japonesa Yayoi Kusama, fascinada por formas arredondadas em geral, nasceu uma bolsa incrustada de rodelas de couro. Custando cerca de 35 000 Euros, esse acessório foi confeccionado em apenas 28 exemplares e é um objeto collector. Portanto, não é novidade que Marc Jacobs é louco pela artista Kusama e que em algum momento ele traria esse fascínio para suas coleções prêt-à-porter, acessórios e perfume. A parceria artística parece evidente mas Jacobs afirma que não foi tão óbvio assim. Entenda-se que no mundo encantado dos dois artistas nem sempre o que é óbvio é comercial. Por isso, o designer costurou uma ótima justificativa de defesa: ”Eu não acho que seja um mau momento para usar esse padrão de tecidos com bolas…” Quem dará o veredito final é o resultado das vendas, Marc. A coleção foi apresentada em avant-première na boutique Louis Vuitton em Nova York neste 10 de julho, estará na pop-up store do Printemps, em Paris, de 23 de agosto a 21 de outubro e na Selfridges em Londres a partir de 24 de agosto 2012.  

Para quem não pode viver sem antigas paixões, a 38ª edição da Feira do Rétromobile é uma ótima opção para reviver os bons tempos com uma seleção única de automóveis e motocicletas, aprsentados no Parque de Exposições Porte de Versailles, em Paris. Coleções emblemáticas, envolvendo o brinquedo favorito de muitos homens, e mulheres também, além de outras surpresas e um leilão excepcional organizado pela Artcurial, vão fazer a festa durante este evento. De 06 a 10 de fevereiro, você tem cinco dias para visitar 33 000 m² de exposição, ter tempo para admirar a retrospectiva Helica, que celebra os 50 anos do Porsche 911 ou até mesmo se maravilhar com a locomotiva Seguin em funcionamento entre outros. Deixe-se seduzir pelos estilosos automóveis do passado durante este imperdível evento onde o importante é não perder nenhum segundo, então, acelere! Maiores informações: www.retromobile.fr

Para os nostálgicos, esse é o evento ideal: o Anjou Vélo Vintage! Qualquer um pode participar desde que a bicicleta da corrida tenha look retrô. As réplicas recentes de bicicletas velhas também são permitidas. Em sua segunda edição, o Anjou Vélo Vintage oferece três circuitos para ciclistas corajosos domingo: 34, 58 e 100 km. Nos locais de abastecimento, há a possibilidade de provar os vinhos  e outros produtos locais. A regra para participar? Andar numa  bicicleta de antes de 1987, vestir-se com roupas de épocas passadas, o mais autêntico possível e voltar na história no tempo num vilarejo montado em 6000 m2 criado no coração da região de Saumur especialmente para essa festa. O programa do dia 23 de junho compreende exposição de antiguidades, carros vintage, festa e dança de salão. Há ainda um concurso de Elegância que premia os participantes mais originais. Início da caminhada de bicicleta na manhã seguinte às 09:45, depois de uma caravana de mais de 35 motos, vans, caminhões e 2CV. Uma súbita vontade de deixar crescer o bigode e vestir um par de suspensórios bom e velho? Prepare-se que a edição de 2013 está chegando, informe-se aqui: www.anjou-velo-vintage.com

Os rumores que estavam girando em torno de Lana Del Rey como garota-propaganda da H&M se confirmaram. O varejista liberou as imagens da campanha onde a cantora aparece com seu estilo retrô. Estética totalmente L.A. noir Del Rey aparece com enormes olhos esfumaçados como pede o último grito do make up vestida com singela roupas em tons pastel. A dupla Inez e Vinoodh assina as imagens da campanha.

Metropol Parasol é a maior estrutura construída em madeira do mundo e novo ícone arquitetural de Sevilha, na Espanha, que abriga restaurantes, lojas e museu de arqueologia. Extremamente moderno com seus amplos espaços, Metropol Parasol contrasta com o bairro medieval que cerca o projeto. Das suas passarelas, localizadas na cobertura, os visitantes tem uma incrível vista panorâmica da cidade. Proeza da arquitetura e obra de arte monumental, Metropol Parasol se impõe pelas suas dimensões onde, uma única peça de 18 mil m² de madeira Kelton, abriga seis parassóis gigantes de 26m de altura que se abrem sobre a Plaza de la Encarnación. O projeto é do escritório alemão J. Mayer H. Architects, que ganhou a concorrência internacional lançada por Sevilha em 2004 para renovação do seu centro histórico. Erguido onde antes funcionava um estacionamento, essa estrutura em formato de champignon gigante cobre uma área de 150m x 70m e parece, literalmente, flutuar na Plaza de la Encarnación, graças à utilização de diferentes materiais, como o granito empregado para manter uma certa uniformidade urbana, enquanto o metal usado dá sustentação às bases das pilastras interiores. Estas desaparecem, à quatro metros de altura do solo, para revelar primorosas tramas desenhadas na madeira que compõem a cobertura porosa do prédio. O museu de arqueologia, assim como algumas lojas e mercados, se localizam na parte inferior do edifício. As grandes escadas que serpenteiam a obra são um convite para acessar a esplanada e descobrir, no coração de Metropol Parasol, um impressionante jogo de luz e sombra.

O grand monde do cinema estava presente no amfAR Gala, em Cannes, no dia 25 de abril para honrar o leilão do Grand Vintage 1911 da Moët & Chandon. A história dessa safra em especial remonta ao século do tesouro e, quando as uvas da temporada estavam sendo colhidas, o Chef da cave Moët & Chandon, entusiasmado, anotou em seu calendário – este é um ano memorável. Sem saber que, um século depois, essas garrafas seriam leiloadas por 150,000 Euros em benefício de uma associação, a Cinema Against AIDS. As uvas do ano de 1911 foram transformadas em um champanhe magnífico, que maturou tempo suficiente para tornar-se um vinho vintage e uma lenda cultivada por Moët & Chandon. O Grand Vintage 1911 tem como primeiras notas olfativas o sabor de bolos de frutas cristalizadas, como o panetone. Algumas notas mais predominantes e ainda mais doces lembram o crème brûlée com uma nota persistente de frutas cítricas e uma pitada de gengibre. Na boca, a efervescência diminui com o tempo, tornando o champagne suave, perfeitamente equilibrado e integrado ao paladar. A sensação de prazer permanece como o de um pêssego fresco colhido nos vinhedos.

Para as consumidoras e fashionistas de plantão a boutique da LVMH na New Bond Street, é o lugar perfeito para uma visitinha cheia de segundas intenções. A fantástica vitrine com uma girafa com o pescoço envolto numa écharpe funciona como um chamariz irresistível, convidando os visitantes do fog londrino para conhecer as novas tendências em bolsas e acessórios da Maison francesa.

“A luz é o material que uso, a percepção é o meio, o meu trabalho não tem um assunto específico, a percepção é o sujeito, não há nenhuma imagem porque não estou interessado no pensamento associativo… “ Essa é a autodefinição criativa do artista James Turrell. Ele nasceu em 1943, em Los Angeles, vive e trabalha no Arizona. Neste ano de 2013 Turrell teve uma grande retrospectiva nos Estados Unidos, no LACMA em Los Angeles, no Museu de Belas Artes de Houston e, finalmente, no Guggenheim, em Nova Iorque, e ainda ganhou uma exposição em Paris, na galeria Almine Rech.  Editorial: Estil0 Shirley Kurata | Design Adi Goodrich | Fotos Emily Shur

Matemática, seda, plissados e um estilista japonês para compor com dobras perfeitas vestido, bolsa, calça e sem o uso de nenhuma costura. Essa é a criação científica da coleção Issey Miyake 132.5, fruto de suas pesquisas, que completou 20 anos. A ideia parece simples, mas tudo precisa ser calculado. Como sou péssima com números, preferi ficar observando como se dobra as peças do estilista Issey Miyake. Pegue um quadrado de tecido. Dobre-o com cuidado, agarre-o e puxe-o na vertical. Dessa mágica aparece uma peça em forma de 3D com cantos, bordas e triângulos. Eureca! Não demorou muto e Issey Miyake com sua equipe tiveram a ideia de desenhar uma coleção com base em 10 padrões básicos graças a RealityLab. Para quem entende de algaritmos, ciência e moda, formas idênticas dobradas, transformam-se em blusas, saias, calças, vestidos e acessórios feitos de uma única peça de tecido. Mas não é qualquer tecido de poliéster que compõe essa coleção única. As peças de tecidos são confeccionadas com materiais reciclados, incluindo garrafas de plástico PET, o que reduz o consumo de energia e emissões de CO2. Igualmente complexo é o seu nome de batismo: 132.5  é uma referência a um único pedaço de tecido, onde o 3 lembra o conjunto do volume tridimensional; o 2 a parte de transição de uma dobra 3D para 2D, que integram as linhas de corte e o 5 diz respeito à temporalidade da peça. Entre matemática e costura, essas roupas em origami estético trazem a delicadeza refinada do estilista japonês, além de cair perfeitamente no corpo e ser muito confortável. Mas o que mais me encantou ao conhecer essa coleção foi pensar no quanto as mulheres poderiam economizar com espaço na mala! Já imaginou montar uma mala apenas com essas peças que, além de leves,versáteis e práticas, não precisam ser engomadas? Vou querer uma peça de cada! Disponível na loja Issey Miyake: 11, Rue Royale, Paris 08. Site: www.isseymiyake.com

… cajus, mangas, goiabas, flores exóticas e muita alegria de viver. Essa é a mensagem repleta de símbolos da cultura brasileira na coleção Primavera-Verão 2012  da marca Isolda London criada pela estilista Alessandra Affonso Ferreira,  que vive em Londres. Neta do escritor Tristão de Athayde, Alessandra resolveu homenagear sua avó batizando sua grife de “Isolda”. As peças desenvolvidas por Alessandra tem o frescor dos trópicos com uma palheta de cores bem solar e um mix impresionante de estampas para compor um visual bem pop.

Como parte do Festival de Outono, em Paris, o Jeu de Paume apresenta uma retrospectiva do cineasta Glauber Rocha, uma homenagem a suas revoluções estéticas e políticas dos anos 1960 e 1970. Cineasta de escolhas políticas e estética intransigente, a retrospectiva apresentada pelo Jeu de Paume é uma oportunidade singular de descobrir muitos dos seus filmes e uma seleção de cineastas brasileiros reveladas nos últimos anos. Em 1980, “A Idade da Terra”, último filme de Rocha, provocou um escândalo no Festival de Cinema de Veneza. Alegoria do Brasil contemporâneo e sua evolução, o filme traz consigo os arquétipos referentes aos trabalhos anteriores do diretor. É este último filme incomum, que oferece essa oportunidade aos iniciantes de poder entender e compreender seus filmes. Como representante do cinema novo, em duas décadas, Glauber Rocha foi uma das figuras mais importantes da renovação do cinema brasileiro. Sua filha Paloma Rocha (filha de Glauber Rocha) e Joel Pizzini irão apresentar esta sessão de longas-metragens, onde alguns exemplares foram recentemente restaurados, além de curtas-metragens, documentários e obras raras do maior cineasta brasileiro. Até 18 de dezembro. Maiores informações e reservas: infoauditorium@jeudepaume.org

Revi nesta semana o filme “Michael Clayton” e fiquei observando a atriz Tilda Swinton. Quanto talento, elegância e postura em sua performance impecável como uma advogada implacável e sem nenhum escrúpulo. Sua interpretação como Karen Crowder lhe valeu em 2008 o Oscar de Melhor atriz coadjuvante. Dei uma pesquisada em meus arquivos e fiquei admirando os editoriais de moda e as sessões fotográficas feitas com ela. Alta, magra e esguia, tudo lhe cai bem. Abençoada que é com seu físico incomum, essa atriz de beleza diáfana é uma camaleoa da própria imagem. Que o digam as fotografias do húngaro Peter Hapak, que parecem captar através de seus olhos e lentes toda a essência da inimitável Tilda. Vida longa para essa altivez gélida.

Já que na Riviera Francesa as férias duram três meses, antes de decidir qual será o próximo agito, aproveite para dar uma caminhada pela cidade e vá até ao bar Ice Tropez, que serve um exótico coquetel de mesmo nome à base de vinho aromatizado com flores de Brugnon, um drinque fresco e apetitoso com fragrância de frutas. Com design absolutamente contemporâneo, estilizado pelo designer Claudio Colucci, Ice Tropez é o bar por excelência de todos os baladeiros tropezianos. Ice Tropez – Campagne Virgile RD 559 – Commune de Gassin – 83580 – França. Telefone: +33 494 562 727  

À Sèvres Cité de la Céramique, du 12 septembre au 14 janvier, l’exposition Kristin McKirdy – 20 ans de créations révèle les correspondances entre les objets en porcelaine imaginés par cette artiste canadienne, historienne de l’art, et l’iconographie du XVIIIe siècle des porcelaines de Sèvres qui l’ont inspirée. De la confrontation avec ces collections anciennes a surgi un vocabulaire plastique tout en courbes, des formes organiques qui ne sont pas sans rappeler celles du sculpteur Jean Arp. Arrondis sensuels et « corps polis » sont la marque de fabrique de Kristin McKirdy. Trompe-l’œil de porcelaine, Coupes, Coffres-nuages, Os à ruban de bronze, Coussin à Pompon… jouent à saute-mouton avec la réalité, l’imaginaire et les siècles. Em Sèvres Cerâmica City, 12 de setembro 14 de janeiro de exposição Kristin McKirdy – 20 anos de criação revela as conexões entre porcelana desenhado por este artista canadense, historiador de arte e iconografia do século XVIII porcelana de Sèvres século que a inspirou. Confronto com essas coleções antigas surgiu curvaceous vocabulário plástico, formas orgânicas que lembram as do escultor Jean Arp. “Polimento corpo” arredondado e sensual é a marca registrada de Kristin McKirdy. Sham porcelana, copos, Cofres nuvens fita bronze Bone, Pompon Coxim … jogar saltar com imaginação, realidade e séculos.

Eles nunca dividiram o mesmo teto mas trocaram uma abundante correspondência diária. Ao todo, 23 650 cartas de amor e cumplicidade. Juliette Drouet (1806-1883) renunciou a sua carreira no teatro para ficar em casa e sair para passear apenas com seu amado, Victor Hugo (1802-1885). Durante 50 anos eles festejaram fielmente o dia 16 de fevereiro, data do primeiro encontro dos amantes. Depois do último suspiro de sua musa inspiradora, Victor Hugo abandonou a escrita e faleceu três anos depois dela. Assim como Victor Hugo e Juliette Drouet, Charles Baudelaire e Jeanne Duval, Paul Gauguin e Tehura, Guillaume Apollinaire e Lou, Edith Piaf e Marcel Cerdan, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, Romain Gary e Jean Seberg, Paul Verlaine e Arthur Rimbaud são os casais míticos que emprestam sua história apaixonada aos pombinhos contemporâneos. Localizado próximo às escadarias da igreja do Sacré-Coeur, Montmartre mon amour é uma ode apaixonada sob o signo do amor. Nas paredes pintadas em vermelho, símbolo da paixão, o tema recorrente do lugar é apresentado em grandes e antigas fotografias em sépia com imagens dos lugares míticos para se dizer “Eu te amo” na Cidade Luz. Esse hotel parisiense de apenas 24 quartos, localizado num dos bairros mais artístico-boêmios de Paris, tem atmosfera totalmente romântica e aconchegante.  Sandrine Alouf tirou partido dos pequenos espaços, as suítes tem entre 25 e 28 m², para transformar as alcovas num verdadeiro ninho de amor. Nas paredes, fotografias gigantes dos casais apaixonados envelopam as paredes, onde declarações românticas e cartas de amor foram reproduzidas. A presença da escrita e das fotografias evocam o mais nobre dos sentimentos e enfeitam as cabeceiras das camas que tem iluminação controlada por LED, cuja intensidade varia de acordo com o humor dos amantes. Cada suíte tem uma cor específica que corresponde, em parte, ao temperamento dos artistas famosos que a inspiraram e traz nomes sugestivos, como “Segredos de amor”, “Primeira noite”, “Beijos roubados”, “Noite estrelada”. Com essa proposta irresistível, o hotel Montmartre mon amour glorifica o amor declarado ou guardado em segredo. www.hotelmontmartremonamour.com

The Berkeley, um dos mais luxuosos hotéis de Londres, situado em Knightsbridge, criou um menu de chá da tarde especialmente para o Jubileu da rainha elisabeth II, batizado de Prêt-à-Portea – The Royal Collection. Uma coleção de coroas, chapéus e outros modelos de penteados típicos da família real foram reproduzidos em biscoitos de baunilha, cakes e macarrons numa overdose da cor rosa e com muitos diamantes de açúcar. Totalmente probido para diabéticos !

As delicadas peças em bronze com mix de materiais, como porcelana, do designer David Wiseman podem ser apreciadas na próxima Design Miami de 5 a 9 de dezembro em Miami Beach. O evento, que é um marco para o segmento do design artístico, promete mostrar muitas novidades nesta área e saculejar cérebros criativos, como o de Wiseman. O artista vai expor suas criações únicas no stand Booth G20 da galeria R 20th Century que representa, entre outros, o trabalho de Wendell Castle e do brasileiro Joaquim Tenreiro. Para os que não coseguirem visitar Miami Design, a galeria R 20th Century organiza uma exposição solo, que fica em cartaz até 12 de janeiro de 2013, em Nova York, e lança um catálogo especial com as criações de David Wiselman.

Completamente reformada, a loja da H.Stern, na Quinta Avenida, em Nova York, foi pensada para que os clientes se sintam confortáveis, num ambiente aconchegante e sofisticado, na hora de adquirir jóias com o design das pedras preciosas Made in Brazil. Do alto do mezzanino com seu piso envidraçado, avista-se a loja toda, inclusive, a charmosa bancada que serve café e deliciosos petiscos para uma parada estratégica. www.hstern.com.br

Embora ela nunca teve nenhum treinamento formal, Solange Azagury-Partridge, armado com um amor de diamantes e um olho grande, projetou seu próprio anel de noivado em 1987. Duas décadas mais tarde, ela trabalhou com traje joalheiros e negociantes de arte e agora é dono de sua própria empresa e dois lindo lojas-uma em Londres e este mais novo, que abriu em Abril de 2009 em high-end Madison Avenue. E com a sua vibrante, tapete listrado arco-íris, seu teto de cristal descontraído e seus ricos paredes vermelhas, a loja em si é uma obra de arte.

A vitrine colorida é um atrativo a parte, que se tornou o centro das atenções dos turistas no West Village, em Manhattan. Trata-se de Pop bar, uma loja bacana que vende os gelatos mais badalados da cidade que já estão sendo considerados o hit do verão novaiorquino. A ideia é bem simples, dispor ao estilo self-service todos os picolés para que o próprio cliente possa pegá-los diretamente pelo palito ou escolhê-los pelas cores e sabores! Fabricados artesanalmente na própria loja, sem uso de xaropes ou aditivos químicos, os produtos são certificados kosher, ou seja, sem glúten e conservantes e muitos dos ingredientes são importados da Itália. Seu menu mescla 24 sabores fabricados à base de frutas frescas, leite, chocolate branco e preto, revestidos com amêndoas, pedaços de brownie ou ainda desintegrados com biscoitos e pistache. O freezer retrô e suas embalagens multi-box coloridas com suas delícias “Poppings”. www.pop-bar.com

Em tempos de crise, o que faz a diferença é o conhecimento, o tão famoso e apregoado savoir-faire. Quando se trata do “Made in France”, então, parece que essa expressão adquire um sentido mais amplo que a feira Made in France by Fatex vai mostrar durante seu aniversário que será comemorado durante dois dias, 10 e 11 de abril, com entrada livre no foyer do Carrousel du Louvre. Designers e estilistas de vários horizontes conjugam qualidade e durabilidade com os novos desafios da inovação transformando a imagem do bleu, blanc, rouge em bandeira de negócios. Para chamar a atenção do público em geral, a exposição “Design de moda Made in France”, se expõe em frente ao Palais Royal até 0 dia 11 de abril. Um convite para descobrir as criações do “Made in France” em bolhas transparentes compostas de 12 satélites que gravitam em torno de uma grande bolha central. É com esse espírito criativo que Made in France by Fatex, completando 10 anos em 2013, mostra o melhor da indústria francesa em termos de tendências, revelando uma indústria de alta moda para profissionais de roupas e acessórios de luxo.

Saint-Tropez oferece uma nova safra de bares modernos e sofisticados como o Ice KUBE by Grey Goose, bar à gelo do KUBE Hotel Saint-Tropez. Com uma decoração inusitada que remete a uma destilaria em meio a um ambiente ultra-gelado e conservado à -10°C, o Ice KUBE ocupa um espaço de 70 m², composto de 25 toneladas de gelo à base de água de Gensac, ingrediente essencial na fabricação da vodka  Grey Goose. A experiência de entrar nesse verdadeiro alambique de 4,5 metros de comprimento por 2 m de altura totalmente esculpido no gelo é indescritível, para suportar as baixas temperaturas os visitantes recebem um casaco ultra-quentinhoe depois de algumas degustar de vários coquetéis servidos literalmente in the rocks tudo fica mais agradável! O Ice KUBE by Grey Goose com seu design originalmente cúbico e mobiliário de gelo, mistura cubos geométricos, envolvidos em falsas fourrures e plumas. Para receber o verão europeu comme il faut, esse ano o bar à gelo colocou em cena a vodka francesa super premium Grey Goose para criar drinques sofisticados que elevam a temperatura às alturas ao som do DJ residente. KUBE Hotel - Route de Saint-Tropez – Commune de Gassin – 83580 – França. Telefone: +33 494 972 000.

Ninguém sabe como ele conseguia essas cores intensas captadas num cotidiano banal. Dizem que em um segundo ele conseguia captar uma atmosfera colorida mas que seria necessário milhares de páginas para explicar cada clique. Através da fotografia William Eggleston conseguiu inventar uma outra maneira de revelar a América e o livro “Los Alamos” em seus três possantes volumes é testemunha desse empenho. Relançado pela editora Steidl, “Los Alamos” tem pretensões de ser uma versão completa e desta vez não em um, mas em três volumes, com mais de 276 telas coloridas, dentre as quais 200 são inéditas. Três livros maravilhosos com imagens de carros abandonados, estacionamentos e armazéns vazios, espaços inabitados, uma soda esquecida no capuz de um Buick refletindo o sol do deserto no período da tarde. Cada foto aqui é simplesmente deslumbrante. Não é um segredo que os três volumes de Eggleston sejam uma coletânia de imagens fortes.

“Picasso ceramista e o Mediterrâneo” é o nome da exposição que a Cidade da Cerâmica de Sèvres apresenta até maio de 2014. Do encontro de Picasso com o casal Suzanne e Georges Rame, em Vallauris, sul daFrança, Picasso produzirá entre 1946-1971, logo após a guerra, cerca de 4.000 obras.  Nas oficinas Madura, uma equipe de artesãos dá vida à formas antropomorfas produzindo cerca de 600 criações originais feitas de acordo com dois princípios: reproduções idênticas feitas pelos artesãos da oficina, sendo que algumas cópias feitas à mão. E, outras peças, em maiores quantidades. A oficina Madura fechou suas portas em 2008, mas Alain Rami, filho de Suzanne, confiou à Cidade da Cerâmica de Sèvres todas as matrizes de cerâmica, moldes e técnicas utilizadas no projeto deste corpus. Para esta exposição, mais de 150 trabalhos são apresentados, incluindo, alguns inéditos, que vieram de coleções públicas e privadas. Esta retrospectiva de Picasso e relembra a forte ligação entre o artista e o Mediterrâneo com suas formas e cores, que oferecem uma visão única da criação do artista. www.sevresciteceramique.fr

Quadros enormes com fotografias que parecem pinturas surrealistas enfeitam as paredes de uma sala vazia. Na tela, mulheres com cabelos ou lenços que encobrem seus rostos são a figura central num mundo pictural específico cheio de imagens fortes mas carregadas de sutilezas femininas. Denise Grünstein, Julia Hetta, Martina Hoogland Ivanow, Julia Peirone e Elisabeth Toll fazem parte dessa nova geração de fotógrafos de moda sueca em evidência na exposição “Distâncias diferentes”, em cartaz até 27 de janeiro, apresentada no Instituto Sueco, em Paris. A mostra tem imagens captadas por esses jovens fotógrafos que com se trabalho internacional exposto em revistas e galerias de arte, ultrapassaram as fronteiras continentais para explorar outros limites estéticos. Todos jovens de personalidades fortes, esses fotógrafos dominaram a cena colocandoem enidência a diferença entre o íntimo e o remoto, como um contraponto interessante entre a fotografia de moda e a fotografia artística. O que mais chama a atenção nesses trabalhos é que eles tiveram como fonte de inspiração a história da arte e suas próprias experiências pessoais. O resultado  não poderia ser mais enfeitiçador. Instituto Sueco - 11, rue Payenne, Paris 03. Entrada gratuita, de terça-feira à domingo, das 12h às 18h. 

O estilista Giambattista Valli parece ter acertado na previsão do tempo. Em todo caso, para a Europa e o verão outonal que estamos tendo desde junho. Sua coleção resort primavera 2013 veio cheia de longos que ajudam a superar esse friozinho que insiste em ofuscar o sol. As estampas com muito verde, imitando  uma Urban Jungle inspirada em padrões vegetais, como uma folha super-demensionada e impressa em seda de algodão, revestem  casacos. As estampas floral ou abstratas enfeitam  longos vestidos drapeados, blusas leves de seda, calças e  shorts dão o ritmo sofisticado para esta estação.  

Estilista brasileira sensação na Europa, Anne Fontaine ocupa uma suntuosa Flagship Store na Madison Avenue. A famosa marca, emblemática pelas camisas brancas, recebe os clientes  mantendo uma relação íntima e misteriosa através de enormes janelas em fumê que escondem um interior composto exclusivamente de materiais naturais em tons brancos. Boutique Anne Fontaine - 677, Madison Avenue  New York, NY 10065.    

Lenny Niemeyer foi uma anfitriã calorosa durante o lançamento em Paris do belo livro Inside Rio, editado pela Flammarion, com título em francês de “Une invitation privée” e textos de Maurilla Castello Branco. As imagens, clicadas por Nicolas Martin Ferreira, compõem um mosaico de mais de 25 casas particulares, a maioria, apresentadas pela primeira vez ao público. Uma mansão da era colonial situada num bairro artístico do Rio de Janeiro, rodeada por jardins exuberantes, um apartamento com teto de vidro, decorado com uma fabulosa coleção de arte moderna e vista deslumbrante para o mar . Elegantes casas contemporâneas, projetos fantásticos em madeira nobre do chão às paredes, piscinas protegidas por uma vegetação densa. Além dessas casas de sonho, móveis de alguns designers modernistas brasileiros como Oscar Niemeyer e Sérgio Rodrigues, pontuam a obra. Nesse momento em que todos os olhos se voltam para o Rio, que se prepara para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, esta visita privada é um convite para aqueles que já conhecem a Cidade Maravilhosa e para quem quer descobrir o rico patrimônio carioca em termos de design, culinária e seu singular lifestyle.

É sempre assim, o sol aparece e a vontade é de se exibir com coisas lindas, como essa sandália em couro e tachas, assinada pela estilista francesa Isabel Marant. Com seu estilo inconfundível totalmente boho, essa sandália combina totalmente com verão e se harmoniza perfeitamente com túnicas, shorts e jeans ou com tudo o que você queira. www.isabelmarant.tm.fr

A tendência atual no jet-set internacional é colocar os acessórios de celebridades e personalidades do grand monde à venda em leilões badaladérrimos e abertos ao público. Nos dias 24 e 25 de julho, a casa de leilões Artcurial organiza em Mônaco uma venda memorável de importantes e valiosas jóias e relógios de grandes marcas como Boucheron, Buccelatti, Bulgari, Cartier, Chanel, Chaumet, David Webb, Grima, Harry Winston, Pomellato, Repossi, Sterlé, Templier ou Zolotas… Para as aficionadas por bolsas uma coleção Hermès Vintage Riviera composta de uma seleção de 55 bolsas raras no modelo Birkin estarão em exposição no Hôtel Hermitage de Monte Carlo, antes do tradicional baile da Cruz Vermelha.Maiores detalhes no site: http://www.artcurial.com

Times Square foi invadida por lindos painéis românticos em néon no formato de corações com frases de amor especialmente pensados para o Valentine’s Day. O projeto é uma cortesia da Times Square Advertising Coalition, que apoia projetos de arte pública como o “Midnight Moment”. A Broadway acolhe, como parte deste programa sincronizado, a série “I Promise To Love You” da artista britânica Tracey Emin entre os 15 maiores painéis digitais da Times Square. Essa ação vai durar durante todo o mês de fevereiro. Simplesmente apaixonante.

Hoje li essa frase e a achei hilária: “Elas tinham tudo. Dinheiro, maridos, crianças, se quisessem. Elas tinham realmente tudo mas choravam o tempo inteiro. Acho que é porque elas eram muito magras…” O comentário, feito por uma atriz francesa, fala sobre o que pode ser considerado como a ruína de Greta Garbo, Joan Crawford e muitas outras celebridades dos anos 40. Definitivamente, ter não é ser.

Nada como uma boa estratégia de marketing viral para atrair todos os aficionados por futebol.  Foi isso o que a marca Nike fez ao convocar os fãs de seus ídolos para visualizar o makeover que muitos dos joagdores estavam prestes a realizar em suas cabeleiras. Cada uma, mais bizarra que a outra. Mas nesse quesito, os brasileiros são hors concours, que o diga Ronaldo fenômeno, um dos garotos-propaganda da grife esportiva. A decoração da Nike Barbershop é totalmente retrô como as antigas barbearias do passado. Lembrei de algumas que ainda existiam no centro de São Paulo há alguns anos. A ideia da Nike Barbershop é propor gratuitamente cortes de cabelo para os visitantes que tiverem paciência de aguardar a lista de espera, que é longa e fica disponível apenas até 01 de julho. Nike Barbershop fica aberta das terças-feiras aos sábados, das 14h às 19h, no centro da cidade: 11, rue des Déchargeurs, Paris 1. A reserva para mudar o visual é obrigatória e pode ser feita através deste número: 09 67 12 87 40.

Se nesta sexta-feira está previsto que o mundo vai se acabar, então, antes de desaparecer, aproveite para ir ao cinema e participar da festa do Le jour le plus Court. Nessa 2ª edição mais de 40 países celebram o curta-metragem com a ajuda do Instituto Francês, que promove eventos entre animações, debates, mesas redondas, projeções de filme dando apoio à produção local de curtas-metragens em Buenos Aires, Baku, Pequim, Dubai, Madri, Atenas, Tel Aviv, Kyoto, Londres, Boston, Berna, Taipei. Ou ainda operações especiais na Bélgica, Camarões, Azerbaijão, Haiti, Itália, Ucrânia e, pela primeira vez, nos Estados Unidos, no estado de Rhode Island são algumas das cidades mobilizadas para este evento. Organizado pela iniciativa do Centro Nacional de Cinema e Imagem em Movimento, com o apoio da Agência de curta-metragem, Le jour le plus Court dispõe de cerca de 10 000 propostas de curta-metragens para aqueles que desejam aproveitar livremente desse formato original para organizar um sessão ou simplesmente assistir a exibição dessas películas. A agenda é vasta e, se o mundo realmente acabar nesse 21 de dezembro de 2012, tudo bem, afinal, você vai ter 24h para assistir a maior parte dos curta-metragens que quiser e, de alguma maneira, já estará em outra dimensão: a da sétima arte! Para maiores informações sobre os cinemas e todos os eventos relacionados, clique aqui: www.lejourlepluscourt.com/programme/programme-films

Reputado como designer floral, Christian Tortu tem uma sensibilidade única para criar universos floridos e perfumados. Suas delicadas coleções de vasos de vidro, acrílico, cera e madeira, também podem ser apreciadas juntamente com uma variedade de velas decorativas com aromas naturais. Essa linha especial foi desenvolvida pela empresa Made in Paris que imaginou uma embalagem simples e sofisticada para abrigar as essências aromáticas imaginas por Tortu e desenvolvidas em parcerias com perfumistas de renome.  

Esse ano é dele, ou melhor, foi, já que estamos nas últimas semanas de 2012. Mario Testino não precisa de credenciais de fotógrafo porque ele é o paparazzi mais adorado de todo o showbizz. O Museum of Fine Arts Boston inaugurou a bela exposição “In your face” que apresenta comme il faut todo o talento estético e visual de Testino através de suas beldades preferidas. Todas as grandes modelos já foram fotografadas por ele e nesse evento em especial tudo fica literalmente às caras e nas telas: Giselle Bündchen está lá, Naomi, as Kate Moss e a princesa Middleton, também, além de várias imagens dos editoriais mais badalados das revistas de moda, como Vogue e Vanity Fair.  Imperdível até fevereiro de 2013.

Projetada e construída em 1922,  a lâmpada Gras inaugurou um novo sistema de iluminação com sua geometria variável e facilmente adaptável para todas as circunstâncias, sendo capaz de iluminar máquinas, ferramentas, pranchetas de escritórios, laboratórios e até ser um objeto ornamental. Seu criador, o engenheiro Bernard-Albin Gras, dotou a peça de elementos essencias de ergonomia  com uma estética perfeita que se combina ao desenho e fundou o que hoje é chamado de projeto. A lâmpada Gras encontrou notoriedade com uma nova geração de arquitetos, designers e colecionadores fascinados pelo tema da modernidade, bem como os móveis de Le Corbusier, Herbst, Prouvé e Perriand. Para festejar seu aniversário de 90 anos, a Editora Norma lançou o livro La lampe Gras, de Didier Teissonnière, que traça a história dessa invenção que foi uma grande aventura industrial. A publicação nos faz relembrar a estética dos objetos do entre guerras e, mais precisamente, as opções ecléticas do tempo presente. A empresa DCW, que edita a lâmpada, lançou uma coleção “Les Mythiques”com modelos  dispõe de 19 modelos que podem ser encontrados em cinco cores diferentes. A empresa DCW, que edita a lâmpada, lançou uma coleção “Les Mythiques”com modelos jamais apresentados ao público. Distribuída em mais de 40 países, a lâmapada Gras pode ser encontrada em cinco cores diferentes através de 19 modelos icônicos. www.lampegras.fr

Anunciando uma primavera-verão 2013 repleta de esperança, a grife pas de calais (registro em minúsculas mesmo) investiu em sua nova coleção cores ternas. Fazendo jus a um dos conceitos apreciados pelos estilistas dessa jovem marca, para quem “a moda deve ser, antes de tudo, uma forma de satisfazer a si mesmo…” Brancos puros, verdes pálidos, amarelos suaves e tons de cinza invocam a ideia de paz e tranquilidade com o intuito de ajudar as vítimas do desastre natural que ocorreu no Japão no ano passado. Sedas, caxemira, algodão, linhos lavados e tecidos fabricados à mão revelam a essência dessa coleção com sua mensagem significativa e o desejo de exercer uma cura espiritual. Malhas elegantes fabricadas com alta contagem de fios formam delicados drapeados  naturalmente. Com técnicas especiais de corte e costura, um dos destaques das silhuetas simples que levam a assinatura da grife pas de calais, as peças parecem dançar no corpo tamanha a leveza dos materiais empregados. Lançada em 1998, pas de calais reúne a excelência do Oriente e do Ocidente. Com sede em Tóquio e várias lojas abertas ao redor do mundo, a marca está presente nas melhores butiques e centros comerciais de Paris, Londres, Zurique, Moscou, Seul e conta com mais de 30 pontos de venda nos Estados Unidos, em cidades como Nova York, Boston, Los Angeles e Austin. Em março de 2013 pas de calais abrirá sua primeira “flagship store” no Soho, em NYC. Quem estiver em Paris nesta quinta-feira, 13 de dezembro, pode agendar um horário e visitar o showroom da marca para apreciar a nova coleção, que var ser apresentada das 11h às 20h na Galerie Pop: 29, rue Charlot, Paris 03. O agendamento pode ser feito com David Blumenfeld através do e-mail: blumenfeld.david@gmail.com.

Design, decoração, móveis, peles, casacos, sapatos, botas, jaquetas de couro, óculos, relógios, jóias, luvas, vestidos dos anos 1930/1980… Enfim, um mundo de curiosidades totalmente vintage estarão à venda com exclusividade neste final de semana dos dias 10 e 11 de novembro no Marché Rétro d’Oberkampf.    Blog : lemarcheretro.blogspot.fr 

Para Laurence Picot, co-fundador do coletivo LuxInside, o luxo deveria ser o “lux”, ou seja, a luz que ilumina a humanidade, através das lentes da criatividade e da competência dos homens. No nosso tempo, a imagem é rei, porta para a marca auge (logotipo , imaginário ) e tem como certo o valor intrínseco dos objetos considerados excepcionais. No entanto, milhares de lojas de desaparecer, a cadeia de transmissão de quebras de conhecimento, pesquisa de células desaparecer o risco de transformar o conhecimento rico em uma concha vazia. Tecnologias virtuais podem furar “cosméticas” objetos de shell , e realizar incursões não-invasivos para o campo. Uma nova oportunidade para visitar o corpo vivo poderia destacar as especificidades de certos objetos ? É a partir dessa premissa que o nosso coletivo de arte – ciência Lux Dentro nasce para realizar pesquisas muito real sobre as qualidades ocultas de artigos de luxo. ” Laurence Picot

Para comemorar o 15 º aniversário de sua bolsa “Baguette”, Fendi lança pela primeira vez uma Pop Up Store online dedicada ao mundo mítico dessa bag. A marca italiana comemora as 15 velinhas da bolsa “Baguette” apresentando uma nova coleção de reedições mas também modelos exclusivos vintage, criados especialmente para o evento. Silvia Fendi Ventirini imaginou um modelo geométrico para essa bolsa “Baguette”, que vem recoberta com uma lona quadriculada de azul e branco com o vermelho icônico e a fivela esmalatada em ouro. Outros  detalhes em couro dão os efeitos tridimensionais. Forrados com cetim vermelho e equipada com espelho de bolso, este modelo em edição limitada foi fabricado em apenas 100 cópias e está disponível exclusivamente no site da Fendi. As fãs da bolsa icônica tmebém podem se aventurar com linhas, agulhas e bordados, já que um dos modelos vem com um kit que permite personalizar a bolsa “Baguette.” Além disso, a marca italiana apresenta neste hot-site baguette.fendi.com um vídeo sobre “A arte de bordar”, criado para comemorar o lançamento da nova loja on-line em colaboração com o artista italiano Maurizio Anzeri. Nele, o retrato de Silvia Venturini Fendi é bordado com linhas e agulhas que se fundem em uma única peça artesanal. O projeto artístico apresenta a bolsa “Baguette” em edições limitadas e customizações, como uma homenagem a sua criadora, Silvia Venturini Fendi.

Em todas as estações do ano a marca italiana Marni aposta no urbano boêmio-chique com silhuetas desenhadas por Consuela Castiglioni. Capaz de renovar sua imagem depois da polêmica com as fourrures, agora Marni aposta no social, colaborando com a associação Service Network for Children of Inmates. A grife editou uma coleção de 125 cadeiras fabricadas por ex-prisioneiros colombianos e os modelos estarão disponíveis para  compra exclusivamente no stand da Marni, durante o Design Miami 2012. No final, toda a renda obtida com essa venda será revertida integralmente para a associação. É por isso que para algumas atrizes e modelos, como Reese Witherspoon, Kirsten Dunst, Amber Valletta e Lou Doillon, Marni é uma de suas marcas favoritas. Além delas, os jovens japoneses plebiscitaram a marca que destila um chique juvenil, delicadamente poético e divinamente controlado, sem cair no sentimentalismo. www.marni.com

“O objetivo das minhas coleções é que as pessoas entendam que minha ideia de moda, além de ser conceitual, tem a pretensão de fugir do lugar-comum”, confessa a estilista holandesa Iris van Herpen, 28 anos. “Apesar de ser um risco em todos os sentidos, pretendo manter minha liberdade criativa…” Dizer não à mesmice do reino fashion é mais que ousadia, é quase uma insolência, sobretudo, para uma jovem aspirante ao Panteão da moda. Todavia, essa holandesa tem sua rota bem traçada e sabe exatamente o que não quer. Seu estilo foi desenhado com auxílio da tecnologia e ela não se embaraça ao falar que suas coleções são executadas primeiramente numa plataforma virtual em 3D para depois vir ao mundo real com o auxílio de pesquisa de tecidos, materiais e formas. Diplomada em 2006 pelo Artez Institute of the Arts, de Arnhem,  Iris van Herpen apresenta há dois anos suas coleções permeadas de uma grande complexidade técnica. Mesmo que a moda conceitual, que não se encontra à venda nas grandes lojas ou que não é facilmente percebida nas ruas, salvo por um grupo exclusivo de trendsetters, seja um gênero à parte, ela é comumente usada para atrair a atenção e é bastante explorada pelos jovens estilistas que buscam identidade própria. Alguns tem a sorte de fazer essa transição entre o mundo imaginário e o mundo real através da extravagância de um artista, nesse quesito Iris van Herpen foi aprovada. Ela já conquistou as excêntricas Lady Gaga e Björk, que foram uma das primeiras artistas a usar as peças da estilista. O sucesso foi tamanho que o Centraal Museum adquiriu as peças desenhadas por Iris exclusivamente para esse evento para mantê-las em seu acervo permanente. “Ter minhas peças expostas num museu é a realização de um sonho”, confessa a estilista. Sem dúvida, um sonho que já se transformou em realidade.

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Quem estava no perímetro pode acompanhar de longe ou inside o burburinho fashion entre as ruas do Faubourg-Saint-Honoré, Saint-Honoré, Royale, a Place de la Madeleine, a rua Cambon, a Place Vendôme, a rua Castiglione, a place do marché Saint-Honoré e a rua d’Alger. Hordas de fashionistas e curiosos disputavam a liberação de entrada nas butiques mais bacanas do quadrilátero de ouro parisiense, que fervia ao som de músicas, performances e amuse bouches.  Uma noite embalada, sobretudo, por muito strike a pose, como pede os códigos de acesso do mundo da moda.

Eddie Redmayne

Mais uma vez a marca Hermès mostrou sua habilidade em couros e acabamentos primorosos, exibindo uma das versões  do “Smart car For two” em edição especial. Esse modelo que leva a assinatura do “H” da Hermès estará disponível em 10 cores, incluindo ouro, índigo e rosa, com lindos interiores personalizados, otimizando o cockpit, para proporcionar conforto e funcionalidade com todo o cuidado e atenção dada aos objetos Hermès. Os artesãos da Hermès se dedicaram ao interior do carro incrementando estofamentos com alta qualidade e numerosos compartimentos de arrumação, fabricados no típico estilo Hermès, da carroceria à célula de segurança Tridion, tudo é coberto com o couro “H”, inclusive, o volante, que foi envolvido nesse material e totalmente costurado à mão. Além de um guarda-chuva Hermès, também envolvido em couro vermelho, que foi instalado atrás na cobertura de bagagem. Essa edição especial, de apenas 40 cópias, será produzida nas cores ébano, ouro, carvão vegetal, laranja, fúcsia e no famoso “red H”. Esse modelo estará em exposição na Artcurial, em Paris, de 17 a 19 de maio, antes de ser vendido em leilão com valores iniciais estimados entre 20 000 e 30 000 Euros. Para informações adicionais, acesse o site: www.artcurial.com

Não foi Kate Mindleton quem criou esse fascínio que os ingleses tem pela moda. Ainda no século 16 e 17 a nação britância já se interessava pelo assunto e essas evidências estão particularmente em destaque na exposição “In Fine Style: The Art of Tudor and Stuart Fashion”, apresentada na Queen’s Gallery no Palácio de Buckingham. Esta seleção feita nas coleções reais refletem o esplendor da corte das famílias Tudor e Stuart como uma verdadeira acumulação real de sangue azul. Nela há imagens suntosas de Anne da Dinamarca, da grande Elizabeth, Charles II e Mary de Modena mas também retratos de burgueses enriquecidos como este menininho empacotado em seu casaco e segurando um brinquedo. Os materiais refinados como rendas, tafetás e tecidos bordados em ouro foram cuidadosamente reproduzidos pelos jovens pintores da época, como Rembrandt, Van Dyck e Peter Lely, entre outros. Em cartaz até 06 de outubro na Queen’s Gallery, em Londres.

No calor dos trópicos ou sob a neve, aonde quer que você esteja, desejo que seu Natal seja iluminado. Muito mais que presentes, espero que você ganhe muitos abraços e esteja rodeado de pessoas queridas para comemorar essa data especial com alegria, paz e harmonia.

Mario Testino, o fotógrafo idolatrado por todas as top models e  companheiro iconográfico do jet set internacional, conseguiu com seu carisma fotografar as beldades mais badaladas do planeta, como Gwyneth Paltrow, Lady Gaga, Madonna, Naomi Campbel, Kate Moss, Gisele Bündchen e muitas outras desde o início de suas carreiras. Para presentear os fãs desse artista,  a editora Taschen lançou um livro collector “Mario Testino – Private View” com apenas 1 500 exemplares numerados e assinados pelo fotógrafo. Nessa coletânia que presta homenagem a esse ícone da fotografia de moda, há fotos de bastidores com direito à histórias e imagens exclusivas.    

Quem estiver sem inspiração para escrever cartas de amor pode acessar o site www.juliettedrouet.org para encontrar o tom exato. A autora, Juliette Drouet (1806-1883), era uma escritora de cartas incansável e amante apaixonada de Victor Hugo. Ela escreveu para o famoso escritor mais de 20 mil cartas, em média, uma por dia, durante seu relacionamento de 50 anos (1833-1883) com o homem da sua vida. Esta gigantesca correspondência, em grande parte inédita, está sendo gradualmente postada no site por uma equipe de universitários que transcreveu e anotou pacientemente todas as cartas manuscritas. O conteúdo, fornecido principalmente pela Biblioteca Nacional da França (BnF), Maison Victor Hugo, além de várias bibliotecas francesas, estrangeiras e por colecionadores, aparece atualmente no site que reproduziu quatorze séries contínuas de cartas que datam de 1836 à 1877. Uma coleção de declarações de amor à altura do enlevo desses dois personagens que entraram para a história romântica dos casais míticos.

A Taschen lançou um livro em homenagem à celebração dos 40 anos da Serpentine Gallery, Inglaterra, que anualmente, há mais dez anos, convida um arquiteto internacional para redecorar seu pavilhão de verão, uma obra  efêmera que dura apenas seis meses. Através de belas imagens, o livro relata os projetos arquiteturais erguidos nesse período, evocando nomes como Oscar Niemeyer, Zaha Hadid, Daniel Libeskind, Álvaro Siza, Souto de Moura, Rem Koolhaas, agência Sanaa e Jean Nouvel, que exerceram todo o seu talento no local. Na capa dessa edição comemorativa encontra-se a obra de Nouvel (2010), uma extensão em aço que acolhe um café-restaurante, totalmente vermelha, em  contraste com o verde do parque que cerca a galeria. Dominando um espaço de 12 metros, o arquiteto escolheu a cor vermelha como uma referência direta às imagens icônicas do universo londrino: cabines telefônicas, caixas de correio “Royal Mail” e ônibus turísticos. À venda nas melhores livrarias ou pelo site: www.taschen.com

As fotografias do mexicano Manuel Álvarez Bravo fascinam não somente por fazer alusão ao seu exótico país mas, antes de tudo, como produto da imaginação de um olhar excêntrico e surrealista. A seleção de 150 imagens apresentadas no Jeu de Paume tem como objetivo destacar um conjunto específico de motivos iconográficos na obra de Manuel Álvarez Bravo, algo como reflexões em trompe l’oeil da metrópole. Volumes de tecido sugerindo fragmentos de harmonia corporal, decoração minimalista e geométrica, um corpo deitado … As imagens de Álvarez Bravo em preto e branco são poéticas, perturbadoras com fortes e ocultas intenções de uma sequência cinematográfica. Foi dessa maneira que visualizei essa exposição, como se estivesse observando imagens estáticas de um filme. Tal qual aparecem nos mais conhecidos curtas-metragens experimentais dos arquivos da família nos anos de 1960. Em cartaz até 20 de janeiro de 2014.

Parcourant trois décennies en dix-huit films, l’œuvre cinématographique de Jacques Demy dessine un monde de villes portuaires (Nantes, Nice, Cherbourg, Rochefort, Los Angeles, Marseille), traversé de chassés-croisés amoureux, où l’imaginaire a toujours raison de l’impossible. Dix-huit films que le cinéaste désirait tous « liés les uns aux autres ». Comédie humaine pop, hantée d’une pléiade de personnages en-chantés, à la sensualité chromatique explosive, qui apparaissent dans le champ avec une précision méticuleuse, pris dans le filet géométrique d’une mise en scène au cordeau qui fait de Demy (1931- 1990) un des plus grands perfectionnistes du cinéma français. Et un des seuls à avoir interrogé le devenir musical du septième art. C’est cette œuvre que vous présente la Cinémathèque, sous le titre Le monde enchanté de Jacques Demy. L’exposition, dont la RATP est partenaire, fera rimer ses extraits de films avec des photographies, peintures, dessins ou sculptures créés par l’artiste lui-même et par des artistes dont il a revendiqué l’influence (Jean Cocteau, David Hockney, Alexander Calder, Raoul Dufy, Niki de Saint-Phalle). A la fois spectaculaire et intime, Le monde enchanté de Jacques Demy vous plongera assurément dans un univers coloré et musical. La Cinémathèque projettera à cette occasion l’intégralité de son œuvre. Exposition Le monde enchanté de Jacques Demy à la Cinémathèque française, du 10 avril au 4 août 2013 51, rue de Bercy PARIS 12e   Un Flash mob dansé autour des Demoiselles de Rochefort Samedi 13 avril, la Cinémathèque française organise un grand flash mob dansé sur les airs inoubliables desDemoiselles de Rochefort. Le principe est simple : vous vous inscrivez, vous apprenez la chorégraphie et vous enfilez votre marinière pour les garçons et votre robe couleurs pop pour les filles !

O fato de que alguns dos designers e fotógrafos nunca pode ser ouvida de novo em um sentido internacional não é muito surpreendente – que é parte do curso em cada festival ou concurso. Uma breve chance de fama ea atenção que ela traz, e um fim de semana para uma rede de fora bunda não garante uma carreira. Nem todo mundo busca o estrelato, alguns só querem exposição. Mas todos, sem dúvida, beneficiar do prestígio que vem com, no mínimo, sendo seleccionados para a competição de prestígio. Nem todo mundo tem o necessário que é preciso para fazer uma carreira de sucesso como designer em seu próprio direito. Mesmo com tudo isso, não há garantias. Mas alguns, no entanto, só poderia ter uma visão particular, senso de cor, a compreensão de volume ou de domínio técnico especial que vai atrair a atenção de um nome estabelecido. Assim, o jovem designer que previu ficando uma perna para a criação de sua própria marca e escravizado para os próximos anos esperamos torná-lo um sucesso, de repente se vê sendo cortejado por um grande nome na indústria do luxo e que está sendo oferecido um contrato de ameixa e grande salário para juntar-se a equipe de design. Se ela / ele acabará por querer atacar em seu / sua própria depois de alguns anos é uma incógnita. Afinal de contas, para cada diretor criativo no centro das atenções, há talvez dez ou vinte designers que trabalham nas sombras – simplesmente não há espaço para que todos possam fazê-lo como uma estrela. É por isso que o papel do festival como um destino para o talento spotters é muito importante. O júri deste ano, por exemplo, inclui Floriane de Saint-Pierre, um dos mais destacados headhunters do setor de moda de Paris. Embora muitos outros profissionais da indústria que não comparecer pode ter o termo “caçador de cabeças” do seu nome, a sua missão, constitui claramente tanto. A oportunidade para um jovem fotógrafo para receber uma grande educação, no espaço de poucos dias é possivelmente incomparável. Às vezes, esquecer que para um monte de anos, muitas pessoas criativas tendem a trabalhar em relativo isolamento, por isso pode ser difícil de reunir as peças para formar uma compreensão coerente de como a indústria funciona, como ir de A a D, utilizando B mas sem alienar C. No Hyères toda a cadeia está presente, a partir de jovens fotógrafos para fotógrafos de longa data, dos críticos e curadores profissionais a um público curioso e colecionadores em potencial, dos proprietários da agência para os editores de fotos e compradores de arte e gerentes de publicidade. Os pontos estão todos lá, pronto para ser ligado.

Aviso aos chocólatratas inveterados: existe em Paris mais um local dedicado exclusivamente ao chocolate, é o “Via Chocolat” criada por Michel Cottet. Um choco’room totalmente inovador e tem como conceito fazer com que o público descubra o talento dos artesões regionais de chocolate e suas criações especializadas. Os “chocolatiers” são selecionados em função da qualidade intrínseca de sua produção, da escolha das matérias-primas e do rigor no processo artesanal. O que também conta no processo seletivo é carreira histórica do artesão do chocolate, sua experiência profissional em hotéis parisienses ou sua vivência internacional. A seleção dos chocolates é feita criteriosamente e os produtos, renovados constantemente, são dispostos na loja como se fosse numa galeria de arte. São chocolates perfumados, com sabor de frutas, especiarias, clássicos ou exóticos, ao leite ou amargo, afinal, o ponto C está muito além do talento criativo dos chocolatiers. Para comprovar tudo isso, só fazendo uma visita degustativa ao “choco’room” da Via Chocolat que fica no: 5, rue Jean-Baptiste Pigalle, Paris 5.

Glamour, sofisticação e cascatas de tecidos em muitas produções hollywoodianas. Esse é o mote da exposição “Hollywood Costume” em cartaz até janeiro de 2013 no Victoria and Albert de Londres. Com vitrines expondo cerca de 130 trajes usados ​​pelos personagens míticos do cinema, como Indiana Jones, Darth Vader, Super-Homem ou ainda muitos vestidos estonteantes como o preto básico de Audrey Hepburn em “Breakfast at Tiffany”, a mostra encanta pela sua cenografia que mostra a peça com imagens dos artistas que a usaram. O destaque da exposição são os sapatos vermelhos usados ​​por Judy Garland em “O Mágico de Oz”, deixou Hollywood pela primeira vez desde 1939 para ser exibido no V & A. A exposição “Hollywood Costume” está dividida em três partes: Diálogo, Desconstrução e Final, que conta o processo de criação desses figurinos de cinema. É uma viagem através da história cinematográfica proposto como uma viagem ao coração da criação artística, onde o personagem habilmente vestido lidera o processo de encantamento da sétima arte. Catherine Tramell (Sharon Stone) em “Instinto Básico”, o vestido usado por Marilyn Monroe em “Sete anos de reflexão”, os figurinos desenhados por Eiko Ishioka para “Drácula” de Bram Stoker,enfim, ninguém foi esquecido e as roupas parecem ter voltado à vida com ou sem os personagens. Uma exposição a não perder.V&A Museum, Cromwell road, SW7 2RL, Londres.

Sem dúvida, a atmosfera intelectual e cultural do bairro de Saint-Germain-des-Prés, marco da cena literária parisiense, por onde passaram Albert Camus, Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre, Ernest Hemingway e Francis Scott Fitzgerald, inspirou a Louis Vuitton a criar um espaço efêmero totalmente dedicado à escrita. A butique, situada no número 6, Place Saint-Germain-des-Prés, segue os moldes de um cabinete de curiosidades do século 17. Nela, um antigo móvel do início do século 20, destinado à joalheria, acolhe um bar à tintas com uma infinidade de artigos de papelaria personalizada. Entre os célebres cafés de Flore e Les Deux Magots, a Louis Vuitton decidiu instalar sua nova loja, uma papelaria com produtos destinados exclusivamente à arte da escrita. São 70 m² decorados como um jardim à inglesa, que acolhe todos os códigos da arte da correspondência fazendo jus ao universo dos apaixonados pela escrita. Doze tonalidades de tintas exclusivas receberam gradações sucessivas, papéis especiais, cadernos e outros produtos de papelaria podem ser comprados ou personalizados sob encomenda com a logomarca do cliente. Os delicados tinteiros Baccarat tem fabricação assinada pela cristalaria St. Louis para acompanhar coleções de canetas, estojos, acessórios de couro e refinados estiletes desenhados pela S.T. Dupont. A marca Louis Vuitton vende esferográficas desde 1980 mas esta luxuosa gama de produtos vai enriquecer a oferta, sobretudo, com as canetas à tinta envoltas em couro de jacaré com sistema patenteado que impede vazamentos. 6, Place Saint-Germain-des-Prés, Paris

Sensualidade e delicadeza fazem parte do cartão de visitas da boutique de lingeries da estilista Carine Gilson. Os provadores, que ficam em anticâmeras, dão ares de um antigo boudoir com iluminação amarelada e envolvente. Aliás, tudo no local foi pensado para  inspirar paixões, da decoração às coleções ultra-femininas, desenhadas em rendas de Calais e tecidos nobres. Os modelos fazem a fama da estilista que tem suas peças disputadas pelas grandes lojas de departamento novaiorquina, como a Barneys, que muitas vezes compra a coleção inteira. O discreto endereço é uma excelente opção para compras cheias de segundas intenções… Carine Gilson: 18, rue de Grenelle, Paris 7.

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Localizado no centro artístico de Paris, num loft de 130 lugares, no primeiro andar da danceteria Vip Room Theater, fica o La Gioia. Esse bar-restaurante de atmosfera refinada e decoração moderna com cadeiras vintage, desenhadas pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen, tem nas paredes imagens de Basquiat e Keith Haring ao lado do auto-retrato de Bono. O local é freqüentado pelo pessoal do mundo artístico e da moda e durante a semana é possível encontrar personalidades como o fotógrafo David Lachapelle e Karl Lagerfeld. De tão assíduo, o estilista ganhou do chef um prato batizado de insalata King Crabe d’Alaska, Coeur de sucrine et Poivre noir et Jus de citron pressé, algo como, em tradução livre, “Rei do Caranguejo do Alasca com coração de sucrine, pimenta do reino e limonada.” Esse bar arty fica aberto a noite inteira nos finais de semana e a reserva é obrigatória. La Gioia: 188, bis rue de Rivoli, Paris 01.

Depois de Paris, Bangkok, Nova York e Saint-Barthélémy, agora é Londres quem acolhe o showroom do designer francês Christian Liaigre. Conhecido pelas linhas sofisticadas de suas criações, Liaigre consegue aliar simplicidade com uma grande elegância. www.christian-liaigre.co.uk

Nos dias 14 e 15 de dezembro acontece, em Los Angeles, uma venda especial em torno de Greta Garbo, organizada pela casa de leilões Julien. Vestidos bordados, joias, fotos de estúdio, cartas e outros tesouros pessoais contam a lenda dessa atriz que nasceu para brilhar em Hollywood. Abaixo, o retrato de Greta Garbo tirado por Clarence Sinclair Bull para a promoção do filme “As You Desire Me” (Metro-Goldwyn-Mayer, 1932). Outra fotografia de época clicada por George Hurrell mostra a atriz no filme “Romance” (Metro-Goldwyn-Mayer, 1930). Também tem uma fotografia de Greta Garbo no épico “Mata Hari” (Metro-Goldwyn-Mayer, 1931), clicada por Clarence Sinclair Bull. Essas fotos tem valor estimado entre 2000 e 3.000 dólares. Todas tem o carimbo invisível, que aparece no canto inferior direito com o nome do fotógrafo, constatando a autenticidade das imagens e, no verso, a assinatura dos estúdios MGM. Crédito das imagens: Julien’s Auctions

Um nome sonoro que, em tradução livre, seria algo como “pronta para engravatar”. Esse é o conceito inovador da estilista suíça Céline Jendly, que criou um modelo único para as mulheres usarem com charme a gravata, esse acessório tão masculino é a fonte de inspiração da marca Lune Paris. Apropriando-se de uma coleção de gravatas, muitas delas vintage, outras coletadas nos armários dos homens, Céline criou bustiês com esse acessório sobreposto em cascata e uma peça multiuso, que pode fazer as vezes de cinto, tiara e faixa. Esse modelo patenteado pela estilista tem feito sucesso entre as mulheres que adoram misturar o masculino-feminino com uma overdose de sensualidade. Aliás, as gravatas são o leitmotif das criações de Lune Paris que criou, entre outras, uma variação para a gravata borboleta. De acessório indispensável para festas black-tie ou para dar charme a uma produção, a gravata borboleta passou a ser a peça fetiche da loja, que fica no número 29, rue Durantin, no bairro de Montmartre.  Site: www.luneparis.com

Vogue Paris tem apresentado mudanças sutis em seu layout desde a saída de Carine Roitfeld há mais de um ano. Para comemorar esse make-over não há uma, ou mesmo duas, mas três estrelas na capa da edição de setembro: Lara Stone, Kate Moss e Daria Werbowy. As três belas aparecem posando de forma idêntica como viúvas fashion encarnadas num vestido negro assinado Dolce e Gabbana.  A reformulação de imagem da edição de setembro começou com vários fatores, como a mudança da tipografia, novos nomes para cada seção e uma coluna de opinião. Esse novo layout foi projetado para fornecer a essa revista icônica maior harmonia e melhor legibilidade, ritmo e feminilidade, como convém ao título feminino líder de moda, informa um dos diretores da publicação. E conclui: ”Na expectativa de uma mudança na mentalidade e no comportamento de seus leitores, Vogue tomou a decisão de rever a forma como ela se apresenta, sem alterar os fundamentos.” Que a deixou ainda mais bela.

Novas formas e formatos inusitados surgem quando a designer Vanessa Mitrani decide fundir suas ideias no vidro. O resultado é simplesmente incrível. Foi essa criatividade lúdica que encantou marcas de móveis e design de interiores, como Roche Bobois, Ligne Roset, Habitat, Salviatti, Truffaut, L’Occitane en Provence, que apostaram no talento dela e a convidaram para desenvolver peças e colaborações diversas. Mitrani conseguiu tornar-se ao longo dos anos uma verdadeira especialista no mundo do vidro. Reivindicando seu status como designer, ela costuma afirmar que a questão da forma não é um fim em si mesmo, é apenas mais um ponto de partida. Esse pensamento existencial sobre a vida e a crença na morte, é um conceito amplo aplicado aos seus projetos que se alimentam através de muito fôlego. Para forjar cada peça e manter a mente em construção, Vanessa Mitrani divaga sobre a leveza do sopro e sua relação com a impermanência do ser. Algo tão poético quanto suas criações. Vanessa Mitrani criou suas duas oficinas e um showroom para reuniões profissionais em uma rua em Pantin, nos arredores de Paris, onde as lojas são uma reminiscência do passado, onde os trabalhadores podem ser observados enquanto criam coisas belas. www.vanessamitrani.com

Ele nos deixou com uma saudade nostálgica de seu talento ainda em construção, cujos desfiles espetaculares nos magnetizavam com sua moda irreverente. Para homenagear esse enfant terrible da moda, o Metropolitan Museum of Art e The Costume Institute lançou um catálogo com imagens das coleções expostas na mostra “Sauvage Beauty”, editado pela Yale University Press com as obras mais incríveis e diáfanas dos últimos anos da carreira de Alexander McQueen. Uma coletânia de imagens, clicadas pelo renomado fotógrafo Sølve Sundsbø, repletas de simbolismo, beleza e elegância para os admiradores do estilo inconfundível do estilista. À venda no site do museu: www.metmuseum.org

Silencio Club é mais que uma discoteca, é um local concebido para promover encontros e debates entre artistas de todos os horizontes em conformidade com o conceito de “arte total” imaginado por David  Lynch. O cineasta se inspirou no teatro fictício que aparece no seu filme Mulholland drive para criar, num dos bairros mais boêmios de Paris, o “Silencio Club”. O local,  totalmente pensado por Lynch, ocupa 700 m² e pode ser acessado descendo-se dois lances de escadas. No sub-solo, encontra-se uma biblioteca-livraria, um bar em tonalidades  douradas com antigas estruturas metálicas à la Eiffel, o palco cercado por um arco escuro,  pista de dança, sala de projeção com 24 lugares, um fumoir ultra-moderno, iluminado com fibras óticas e banheiros com impressionantes jogos de espelhos. Todos os elementos da decoração do Silencio Club parecem fazer parte de um filme hollywoodiano, em especial, o mobiliário com poltronas em cores sóbrias e formas geométricas imaginadas por Lynch e produzidas pela maison francesa Domeau & Pérès. Das 18h às 23h, somente os membros e associados tem acesso ao mundo misterioso do número 144 rue de Montmartre. Depois desse horário, o público em geral, ou cerca de 300 seletos clubbers, poderão adentrar nesse espaço privê, se passarem pelo casting da recepção.

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O prazer de sentir o cheiro das páginas de um livro novo é como uma viagem sensorial de altos mistérios que nos transportam para um mundo imaginário. Essa é a proposta do livro-perfumado Paper Passion: fazer o leitor sonhar aspirando ao odor e o frescor de um livro novinho em folha. Concebido pela editora alemã Steidl, que se associou ao perfumista Geza Schoen, para desenvolver esse novo segredo. A proposta desse projeto é transmitir em cada página o cheiro peculiar da leitura. Para compor Passion Paper, Schoen passou alguns dias no setor de impressão da editora Steidl, tentando definir os odores que compõem os aromas dessa fragrância, que aspira ao odor dos livros novos. O famoso nariz descreveu assim sua experiência com o cheiro do papel: “É uma combinação de notas de ervas com um gosto de ácidos e um toque de perfume de baunilha num fundo de mofo.” Como não poderia deixar de ser, a embalagem estilzada em forma de livro foi pensada pelo diretor criativo da Chanel, Karl Lagerfeld, e reúne textos de Tony Chambers, editor da revista Wallpaper, do próprio Lagerfeld, de Geza Schoen e do romancista Günter Grass, prêmio Nobel de literatura. O perfume de 50 ml será distribuído em algumas páginas de um livro-caixa e já pode ser comprado ao preço de 85 euros no site da editora: www.steidlville.com

Sem dúvida, Londres é uma das capitais européias feitas sob medida para comprar, visitar grandes parques, conhecer um pouco da história e dos bastidores da realeza, se encantar com sua moda excêntrica ou ainda relaxar tranquilamente num dos seus imensos e arborizados parques. Aliás, circular por esses oásis de verdura em dias ensolarados é uma benção. No Victoria Park, Hyde Park, Richmond Park é possível comer, ler e até tirar uma soneca tranquilamente. Durante uma pausa e outra aproveite para conhecer melhor East London, uma das regiões que tem crescido bastante e onde praticamente todos os designers vivem. Não deixe de circular pela Fashion Street, o nome já diz tudo, e descobrir as últimas tendências. Como a loja Hunky Dory, situada no ângulo de Bethnal Green Road e Brick Lane, que é um achado para quem aprecia a moda vintage dos anos 1940 e 1950. Para compor o visual com bijuterias antigas, vale dar um pulo em Camden Passage Islington, não confundir com o mercado de Camden, especializado em tatuagens questionáveis e roupas cyber-góticas. Em Notting Hill há uma abundância de grandes lojas vintage e de antiguidades que ainda guardam a imagem da Londres que vemos nas telas de cinema. As cenas de Julia Roberts e Hugh Grant, no filme que leva o nome do bairro, confirmam isso. Apesar da região não ser muito turística, evite visitá-la aos finais de semana para fugir do congestionamento de pessoas.

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Depois de Sonia Rykiel, Stella McCartney, Roberto Cavalli, Jimmy Choo,  Lanvin e muitos outros chegou a vez da Maison Martin Margiela criar uma coleção de roupas e acessórios para a gigante sueca H&M, idolatrada pelos fashionistas de plantão. Margiela vai desenvolver uma coleção de prêt-à-porter para o outono, batizada simplesmente de MMM For H&M. Essa nova aventura será lançada em novembro e mais não se sabe já que o estilista belga cultiva o mistério como a própria razão de viver. É preciso ficar de olho no site da marca e ter muita paciência, porque a coleção de fato só estará nas prateleiras no final de novembro. Até lá, haja coração!

Depois de  Issey Miyake, Paul Smith, Jean Paul Gaultier, Christian Lacroix e Courrèges, o distribuidor de águas francês Evian escolheu a estilista Diane Von Furstenberg para decorar sua habitual garrafa lançada durante as festas de final de ano. Serigrafada com o símbolo DVF num coração e com uma citação poética dadaísta que a envolve: “Water is life is love is life is water is life is love is life is water”, essa garrafa em edição limitada custa apenas 2,49 Euros e pode ser encontrada nos melhores supermercados da Europa ou no site Evian.fr

O Festival de Cannes deste ano, que acontece de 15 a 26 de maio, escolheu um dos casais mais emblemáticos do cinema, Joanne Woodward e Paul Newman, par promover sua 66ª edição. Os atores, que eram casados na vida real, encarnam perfeitamente a magia dos filmes. A imagem do poster retrata os dois atores no set de filmagem de “A new kind of love”, de Melville Shavelson (1963), e o Festival de Cannes se apropriou dessa bela fotografia para prestar homenagem à memória de Paul Newman, que morreu em 2008, e colocar em evidência o talento de Joanne Woodward, sua esposa e intérprete favorita em várias películas.

Essa é a nova coleção de lâmpadas imaginada pela designer francesa Matali Crasset para a marca Fabbian Illuminazione. A composição foi feita em um módulo de madeira, cuja forma foi inspirada num par de alicates, onde dois elementos curvos são definidos por um suporte central. “Esse detalhe é o vocabulário que dá vida a uma coleção de lâmpadas de acordo com a sua repetição. Embora a textura da madeira permita a distribuição de uma luz suave e quente, a repetição do módulo cria um efeito de sombras inesperadas… “, confirma a designer. Esta linha de produtos foi desenvolvida para reinterpretar os diferentes tipos de luminárias e Stick Lamp pode ser utilizada como lâmpada de assoalho, de parede ou ainda ser pendurada e usada como candelabro de mesa. Tudo o que se inicia com um único módulo, funciona como um material flexível: deste modo, a fonte de luz está coberta e pode ser domesticada que pode variar de uma luz velada e dispersa a partir da suavidade da madeira.

Somente 1.500 cópias numeradas, todas assinadas por Mario Testino, estarão disponíveis. O livro, “The Private View”, lançado pela editora Taschen, estará em exposição no Today Art Museum, em Pequim, de 7 a 27 de junho, e no Shanghai Arts Museum, de 29 de outubro a 2 de dezembro de 2012. Uma mega-exposição que conta com mais de 300 imagens, as mesmas que ilustram as páginas desse livro collector. A lista de clientes corporativos para os quais Testino já clicou campanhas é enorme e figuram Louis Vuitton, Burberry, Versace, Michael Kors, entre outros. Na verdade, ele é um dos grandes fotográfos da atualidade que flerta com a jetset e mantém ótimas relações e vínculos de amizade com celebridades. No livro, aparecem imagens inéditas das belas mulheres do showbizz como  Gwyneth Paltrow, Lady Gaga, Julia Roberts, Catherine Zeta-Jones, Claudia Schiffer, Madonna, Giselle Bundchen e da sua queridinha Kate Moss.

O Museu das Artes Decorativas de Bordeaux deu uma garimpada em suas coleções contemporâneas e abriu um espaço totalmente voltado para o design – objetos e mobiliário – onde uma das galerias foi dedicada especialmente às cadeiras, colocando em evidência a evolução desse móvel e sua importância decorativa. Alguns dos modelos que podem ser apreciados nesse espaço são as peças La Mamma, de Gaetano Pesce ou Tongue de Pierre Paulin, entre outras. O design francês dos anos 80 está bem representado com as criações de Philippe Starck, Martin Szekely, Garouste e Bonetti, Andrée Putman, Olivier Gagnère, através de modelos históricos que marcaram época e testemunham a diversidade da criação do mobiliário do século 20. Grandes representantes e distribuidores do design, como a empresa belga Quattro Benelux, a italiana Magis e Jasper Morrison, cederam várias das muitas peças que compõem essa exposição permanente.

De todos os estilistas de moda da atualidade, o japonês Yohji Yamamoto é, sem dúvida, um dos mais influentes. Até 10 de outubro, o Design Museum de Holon, em Israel, acolhe a retrospectiva em torno das criações do estilista onde dezenas de peças de vestuário revelam o estilo inconfundível de Yamamoto. Vanguardista e mestre de uma elegância simples, as roupas de Yohji Yamamoto parecem ter encontrado um local adequado no projeto arquitetônico sob medida de Ron Arad, uma estrutura circular e fluida, cercada por fitas de aço. A luz vermelha intensa do prédio banha os vestidos puristas do designer que parecem artificiais. Mas esta é apenas uma ilusão de ótica devido ao efeito da luz do sol que filtra os plexiglas vermelhos instalados no teto, em parte, a céu aberto, na galeria superior do museu.

Christian Lacroix foi escolhido em 2007 como ”designer” do tramway da cidade de Montpellier, no sul da França, que foi inaugurado neste mês. São mais de vinte quilômetros de  tramways e as linhas 3 e 4 que tem um design très couture bem ao estilo Lacroix. Selecionado entre outros 16 candidatos, ao apresentar seu projeto Lacroix  comentou que baseou sua criação numa palheta de cores, com predominância das frias que vão ao encontro das cores quentes, para ilustrar a passagem da montanha ao mar. Fazendo jus assim ao trajeto norte-sul que corresponde a essa linha do tramway. Antigo estudante de história da arte em Montpellier, o estilista buscou inspiração em uma enciclopédia do século 18 o trem tem imagens com representações de elementos marinhos e imagens de joias, que ele empregou em seu projeto como referência à opulência da velha cidade universitária e às riquezas históricas da região.

Nesses dias melancólicos de outono, observar as pinturas de Edward Hopper (1882-1967) dá a impressão de fazer parte de seus quadros. Quanta solidão pode-se suportar numa existência banal? Apesar das cores fortes e dos contrastes nos traços, os personagens de Hopper tem sempre um olhar melancólico perdido no horizonte ou em face de um objeto. O olhar de quem não sabe se existe diferença entre ter esperança e esperar pacientemente ou se os dois apenas fazem parte de um dos exercícios para manter-se vivo. O Grand Palais, em Paris, apresenta uma retrospectiva histórica em torno das obras emblemáticas desse artista, considerado um dos maiores pintores americano dos anos 1950 mas, sobretudo, um excelente story-boarder. Uma contemplação imperdível que pode ser apreciada até 28 de janeiro de 2013.

Nos desfiles da Maison Martin Margiela os modelos não se mostram por completo, ou estão com perucas, que cobrem parte do rosto, ou com faixas  e acessórios que escondem os olhos. Suas butiques não têm vitrine e, uma vez dentro de uma delas, a disposição das peças parece fazer parte de uma instalação com araras distribuídas no meio do salão e roupas expostas como num museu. Essa estética minimalista é a mesma que é utilizda em seus desfiles, onde o branco e o vazio ditam a decoração desses espaços efêmeros. A Maison Martin Margiela cria todas as suas coleções à exceção de seu trabalho com peças artesanais masculinas e femininas, que são produzidas em colaboração com uma empresa terceirizada. Seus desfiles e coleções “artesanais” nunca desmentiram o talento e o anticonformismo dessa maison, que acaba de ser contemplada com a apelação de “haute couture” concedida pela Comissão de Classificação Couture que se reuniu no Ministério da Indústria, em Paris. O anúncio foi feito pela Federação Francesa de Couture, que frisou que é a Masion Martin Margiela e não o estilista que recebe essa nominação. Apesar de sabermos que, memso indiretamente, foi o belga Martin Margiela, criador por excelência e considerado o verdadeiro pai do “work in progress” da alta costura, o grande homenageado com essa apelação de alto nível.

Para a 55ª Bienal de Veneza a artista plástica Joana Vasconcelos reconstituiu num barco a metafóra das grandes viagens dos conquistadores portugueses. A história desse projeto itinerante é retratada no livro-documentário “Joana Vasconcelos: Trafaria Praia,” lançado pelas editoras Dilecta (Inglês-Francês) e Babel (Português-Inglês). A publicação mostra as diferentes fases de execução da obra de restauração do Trafaria Praia, desde sua transformação até sua apresentação pública, revelando os bastidores de uma exposição que marcou a arte contemporânea portuguesa. Joana Vasconcelos aplicou um painel de 2,26 x 6 metros de azulejos, especialmente pintados à mão por artistas da fábrica de cerâmicas Viúva Lamego, que reproduz uma visão da arquitetura da cidade de Lisboa, a Torre Bugio e a Torre Vasco da Gama. O trabalho, batizado de Grande Panorama de Lisboa (Século 21), mostra a cidade antes do célebre terremoto de 1755 e representa a expressão por excelência da Idade de Ouro do estilo barroco na produção de azulejos em Portugal.

Vogue: The Editor’s Eye, a nova bíblia das editoras de moda, tem prefácio de Anna Wintour e comemora mais de um século da revista como visionária e criadora de estilo. Para mostrar uma de suas melhores facetas sobre como construir a imagem da nação fashion, Vogue foi buscar em seus arquivos fotografias que contam os 120 anos de sua história e seu revelante papel na sociedade de consumo. A publicação centra-se no trabalho de oito das lendárias editores da revista de moda, incluindo Polly Mellen, Babs Simpson, Grace Coddington que colaboraram com fotógrafos, estilistas e designers para criar as imagens que tiveram um indelével impacto para além do mundo da moda. O trabalho de renomados fotógrafos como Richard Avedon, Irving Penn e Annie Leibovitz e das  modelo-musas, incluindo Marilyn Monroe, Verushka e Linda Evangelista estão distribuídos nas páginas acetinadas desse belo livro.  

Sem ideias para customizar a calça jeans e se diferenciar na multidão? Don’t worry. Esse é mais um conceito original da Levi’s que instalou um atelier de costura na loja dos Champs-Élysées. Se você comprar uma calça jeans até 16 de dezembro, basta levar sua peça ao primeiro andar, escolher todos os detalhes com os quais você gostaria de enfeitar seu denim e um estilista produzirá a peças dos seus sonhos com tachas, strass, estrelas e outros detalhes de customização. Enfim, tudo será montado de acordo com seu estilo e sem nenhum custo à mais. Levi’s: 76, avenue des Champs-Élysées, Paris 08.

A exposição “Maria Bonomi, para além da gravura”, em cartaz até outubro, na Maison da América Latina, situada no bairro de Saint-Germain-des-Prés, em Paris. Numa das cenografias mais atraentes dessa exposição tem uma sala com paredes vermelhas e chão recoberto de plumas, passamanarias, retalhos de seda, rendas e passarinhos coloridos escondidos entre esculturas. Nela, a artista escolheu expor várias de suas obras que representam cenas amorosas, como o “Super quadrante amor inscrito”, uma gravura espacial em alumínio que ocupa o centro da sala, que ela explica ter formatado em gesso e depois banhado em metal. Suportes de aço cortados em dimensões variadas, batizados de “Amor inscrito”, aparecem suspensos no teto. Maria Bonomi conta que pediu essa cenografia rica visualmente para fazer alusões ao corpo erótico. “Essa interação artística entre a peça esculpida em gesso e solidificada em alumínio, representa as formas femininas que, juntamente com a candura dos pássaros, espalhados pelo chão conferem um sentido de continuidade. Nesse espaço há vida. Gosto de pensar que as pessoas que entram nessa sala se sentem envolvidas nesse espaço fechado, que pode representar tanto uma concepção artística, quanto a fusão de um ato amoroso. Aliás, tudo aqui foi escolhido pensando nessa vivência erótica: da cor vermelha às rendas espalhadas pelo chão, que provocam esse sentimento de amor inscrito. De qualquer maneira, o erotismo é uma forma de amar. Neste contexto, escolhi demonstrar o meu amor pela arte,” confessa a artista. “Maria Bonomi, para além da gravura”, até 12 de outubro, na Maion de l’Amérique Latine – 217, Boulevard Saint-Germain-des-Prés, Paris 07.

Olhando-se de longe o Brasil sempre parece mais bonito, mais iluminado e vivaz, tal qual uma tela em preto e branco com nuances que poden ser coloridas, como nessa fotografia de Tina Machado, clicada no Rio de Janeiro. Essas e outras imagens de fotógrafos e artistas brasileiros estão sendo apresentadas na exposição “Magic Brésil”, no Hotel Lutetia, em Paris. O projeto teve curadoria da Artidot, sob a batuta de Cristina Cataldi Pedrosa e Francesca Pavesi Guez, que convidou  fotógrafos e artistas especializados na arte de encantar, como Tuca Reinés, Fernando Barata, Tina Machado, Ana Kesselring e Betina Samaia, para traduzir através de imagens e percepções um Brasil que faz sonhar enquanto enfeitiça os sentidos. De 04 a 29 de Abril no Hotel Lutetia: 45, Boulevard Raspail, Paris 06.

Água, pedra bruta, luz e sombra. Estes foram os elementos naturais que, associados, às linhas sóbrias e gráficas da arquitetura suíça, desenharam em preto e branco as curvas sensuais da atriz Laetitia Casta. Longe dos estúdios, a fotógrafa convidou Laetitia a passear nua durante três dias por entre as salas das termas de Vals, enquanto ela se ajustava à luz e às sombras do local para delinear a escultural atriz. Em nenhum momento Laetitia aparece completamente nua, ela mostra algumas partes do seu corpo, evidenciando uma fotogenia fora do comum. O livro, lançado recentemente pelas edições Xavier Barral, em Paris, é uma ode ao corpo feminino e uma forma de sublimar a beleza das termas de Vals e a arquitetura suíça de Peter Zumthor. Dominique Issermann é uma habituée do mundo da moda, das artes e da publicidade. Uma das suas primeiras fotos mostrava a coleção de lingeries criadas por Karl Lagelfeld para Chloé, nos anos 70. Desde então ela assina as campanhas publicitárias dos perfumes Chanel, Dior, Lancôme e as coleções de moda de Claude Montana, Thierry Mugler, Sonia Rykiel, Saint Laurent, além de ter vários artistas que já posaram para ela, como Catherine Deneuve, Isabella Rossellini, Jane Birkin, Gérard Depardieu e Balthus. No cinema, Issermann acompanhou as filmagens de « 1900», de Bernardo Bertolucci, e « Casanova », de Fellini para compor o editorial da revista « Zoom ». “As imagens em preto e branco sugerem uma obra artística, enquanto as fotos coloridas parecem estar coladas à realidade. Prefiro as primeiras, que me permitem fazer uma reinterpretação do que vejo”, afirma a fotógrafa. Reputada por não utilizar nenhuma luz artificial fora dos estúdios, Dominique Issermann se valeu da arquitetura das termas de Vals para, de acordo com a luminosidade local, fotografar a atriz. « Não tinha comigo nenhum spot ou refletor, o que fiz foi me apropriar da luz natural que passava por entre as fendas. Essa luminosidade parecia desenhar um caminho luminoso, que eu e Laetitia seguíamos. Era uma espécie de jogo entre a sombra e a luz.” Nas fotografias a atriz mostra algumas partes do seu corpo e esconde outras, enquanto anda entre os corredores ou posa debaixo da água, confiando sua nudez à Dominique Issermann, que capta toda sua beleza numa coreografia improvisada. “Uma mulher bonita, curvilínea e nua, colocada na perspectiva de um edifício de arquitetura minimalista, não deixa de ser uma construção metafórica sobre a harmonia de gêneros diferentes”, resume o fotógrafa.

O teatro Opéra Garnier, em Paris, instalou seu primeiro restaurante onde, no passado, as carruagens desembarcavam as famílias que vinham assistir aos espetáculos. A construção do L’Opéra Restaurant, dentro do Palais Garnier, obedeceu às regras e exigências da Comissão Nacional dos Monumentos Históricos, visando preservar a identidade visual do local. Teto escultural, biombos de vidro que envolvem colunas, além do mobiliário e dos tapetes vermelhos, conferem uma forma orgânica ao L’Opéra Restaurant. Para tirar partido dessa construção emblemática, a arquiteta francesa Odile Decq apostou num projeto contemporâneo, onde biombos de vidro em formas sinuosas elevam-se até o teto, abraçando as pilastras centenárias, sem tocá-las. A área interna do restaurante, que ocupa 788 m², foi dividida em três espaços: salão, lounge-bar Martini e mezzanine. Na parte exterior, mesas de um vermelho particular, “não é um vermelho-sangue, nem um vermelho da China, é simplesmente uma cor forte e intensa que evoca a vida”, afirma a arquiteta, invadiram o pátio, um espaço de mais de 500 m² no coração da cidade. O menu custa cerca de 70 Euros – entrada, prato principal, sobremesa – e é assinado por Christophe Aribert, duas estrelas no guia Michelin. Aberto ao público em geral todos os dias das 7h à meia-noite. Opéra Palais Garnier: Place Jacques Rouché, Paris 9. Telefone (+33) 142 688 680.

Virou febre em Londres praticar golfe indoor em salas amplamente confortáveis e elegantes, montadas com sistema eletrônico e telões que imitam campos de golfe. A proposta do clube londrino Urban Golf, projetado por  Squire and Partners, é para quem deseja praticar esse esporte na hora do almoço ou durante o happy-hour, sozinho ou acompanhado por amigos num ambiente sofisticado. Aqui, tudo foi planejado em torno do prazer de jogar: equipamentos, vários os terminais de vídeo de golfe, instalados em mini-quadras estão por toda parte e até mesmo um bar para os vencedores brindarem um match-play. O conceito pretende se espalhar pelo mundo, tornando a experiência de jogar golfe algo inesquecível. 

Com uma gama de produtos simples e funcionais, da arte da mesa aos artigos de moda, Craftslab promove o design e o artesanato de vários países, principalmente entre a França e o Japão.  Esse laboratório de tendências de produtos artesanais, com sede em Paris, organizou uma seleção de produtos idealmente apresentados durante um showroom efêmero que acontece no número 25, rue Charlot. É  preciso marcar horário para visitar o local, que estará aberto no sábado, 08 de setembro, e quarta-feira, 12/09. As visitas podem ser agendadas através do e-mail: aya@craftlab.net.

Paris design week

Todos os anos é assim: sai o casting do cinema, entra a turma da moda para fazer da Croisette o ponto de encontro de fashionistas apaixonados pela arte fotográfica. Totalmente dedicado à fotografia de moda, o 10º Festival International de la Photographie de Mode desembarca em Cannes, que se torna uma verdadeira galeria à céu aberto com a exposição de imagens monumentais instaladas entre a Croisette, a rua d’Antibes e no Port Canto, onde é apresentado o trabalho do convidado de honra do festival com a exposição de suas fotografias em grande formato. Ao mesmo tempo, o Palm Beach Casino, construído no mais puro estilo Art déco com sua  face voltada para o mar, foi um dos mais conceituados estabelecimentos de jogos da Riviera. O lugar ideal para receber as obras fotográficas cheias de magia, graça e beleza, que darão o tom da alegria de seus visitantes, ornamentando suas paredes com uma seleção especial de fotografias contemporâneas, onde 90 fotógrafos de moda de 22 países diferentes expõem suas criações com tiragem em papel no formato de [1 m x 1,50 m].  Na varanda que se debruça sobre o mar e a cidade de Cannes foi revestida de estruturas cúbicas, iluminadas indiretamente que expõem de modo imponente as obras de um dos homenageados.    

A Galerie Kreo referência do design contemporâneo em Paris fica escondida no fundo de uma cour estreita do Quartier Latin. Os seus 350m² abrigam uma seção especial, a Kreo Light, que propõe luminárias vintage e contemporâneas, enquanto a grande sala ao lado, acolhe produtos desenvolvidos pelo crème de la crème dos designers da atualidade selecionados pelos proprietários Didier e Clémence Krzentowski. Para os apaixonados por design e formas extravagantes, há excelentes opções de peças inéditas realizadas por artistas de renome e mostras temporárias com o melhor da produção artística francesa e internacional. No local, a escada Marc Newson e as mesas baixas dos irmãos Bouroullec flertam com as luminárias de Wieki Somers, enquanto o mobiliário Fukasawa e as caixas multifuncionais em carbono de Jasper Morrison parecem flutuar ao lado das criações de Hella Jongerius. Galeria Kreo: 31, rue Dauphine, Paris 6.

Acho o máximo usar vários braceletes ou apenas uma peça bem larga. Sinto como se eles me conferissem poder!

Alexander Wang será nomeado o diretor criativo da grife francesa Balenciaga, sucedendo Nicolas Ghesquière. Apesar de sua escolha ser controversa, sou suspeita para dizer se ele vai ou não conseguir contrabalancear o chique francês com seu estilo elegante, urbano e moderno. Se ele conseguir com seu talento agradar a clintela da maison francesa, a indústria da moda estará mais que nunca aos seus pés. Com sorte e bom senso, tudo vai dar certo. Coragem, Mister Wang.

Romântica por natureza, Paris é um dos lugares mais procurados pelos pombinhos apaixonados. Para dar asas à imaginação e encantar os transeuntes, a prefeitura de Paris publicou as mais belas composições amorosas em 170 painéis luminosos distribuídos pela cidade durante a Saint-Valentin. Declarações de amor compostas de 160 caracteres exibiam mensagens apaixonadas, pedidos de casamento, histórias de romances, encontros e juras de amor… Que vontade de ficar o dia inteiro vendo o letreiro mudar para descobrir a próxima aventura amorosa… www.paris.fr/stvalentin

Nos encontramos nos bastidores após o desfile Outono-Inverno 2012-2013, em Paris, sob a orientação de um séquito de assistentes, assessores de imprensa, jornalistas e clientes Vip’s que queriam tirar fotos com Kim Jones. Ele é o novo “diretor do estúdio homem da Louis Vuitton”, o título é confuso e em português não diz muita coisa, mas ele é o estilista que define a silhueta masculina da marca LV. Entre exausto e atônito, Jones com suas bochechas vermelhas parecia atônito com tantas solicitações e segurava sua latinha de Coca-Cola Light com tanta convicção, que parecia estar segurando um troféu. Para entrar no clima descontraído inicio a entrevista perguntando se ele já esteve no Brasil, ele sorri e responde eufórico que já esteve várias vezes no Rio de Janeiro, em São Paulo, no nordeste e que pretende voltar para visitar a Amazônia. Comento sobre o desfile, que tem couros nobres e riqueza de materiais como os grandes detalhes da passarela e pergunto-lhe se  essa é a sua concepção para os viajantes modernos. “Tenho consciência que os acessórios dessa coleção são bem ousados, mas acredito que os homens de estilo são capazes de usá-los.” Esse é o veredito do novo estilista que trabalha sob a orientação atenta de Marc Jacobs.

“Existe uma diferença entre mim, você e os ricos”, disse certa vez o escritor F. Scott Fitzgerald ao que seu colega Ernest Hemingway respondeu: “Sim, eles têm mais dinheiro que nós.” É difícil imaginar quanto dinheiro alguém pode ter até assistir ao documentário The Queen of Versailles, de Lauren Greenfield. O filme é hilário do começo ao fim e parece uma comédia non sense se não fosse a vida real do casal David Siegel e Jackie, que vivem em Orlando com uma creche de filhos. Ele, bilionário, setenta e poucos anos e sua esposa de 40 anos, blonde e siliconada. Os Siegel são exibicionistas e provam não ter nenhuma noção de realidade, mas isso é de menos comparado aos diálogos absurdos que eles travam na tela que nada mais é que a vida real deles! O título do filme refere-se, em parte, a  fantasia de rainha que sua esposa nutre como uma Maria Antonieta dos tempos modernos e aos exageros do casal que estão construindo sua gloriosa residência: uma mansão de 90 mil metros quadrados, nos moldes do castelo de Versalhes. Quando concluída, esta será a maior casa unifamiliar dos Estados Unidos! O documentário The Queen of Versailles foi premiado no Sundance Film Festival deste ano e mostra a decadência dos pobres ricos americanos.

Nos anos 1920-1930 Jean Patou vestia as mulheres mais elegantes da sociedade francesa e internacional. É em Paris, no número 7, rue Saint-Florentin, que o estilista recebia uma clientela cosmopolita, composta de muitas celebridades e artistas, como Josephine Baker, Louise Brooks e seus arquivos atestam a presença das personalidades mais fulgurantes dos Anos Loucos. Foi através dessas belas fotografias, cróquis, amostras de tecidos, peças de mobiliário art déco, vidros de perfumes e, claro, um baú de roupas vintage, que Emmanuelle Polle descortinou, ao longo de três anos, o universo desse estilista singular que transformou a história da moda com suas elegantes criações. A Fashionable Life (Inglês e Francês), lançado pela editora Flammarion, é a primeira biografia oficial de Jean Patou.

Para quem for visitar os domínios de Maria Antonieta e pegar o RER, a linha de trem C, que leva até Versalhes, pode ter a sorte de se deparar com uma nova instalação em design de interiores. Uma película de alta resistência com imagens do Castelo e dos jardins reais envelopa alguns vagões com sete reproduções super-dimensionadas, incluindo, o Salão dos Espelhos e a Galeria das Batalhas, bem como ambientes mais íntimos e menos conhecidos, como a anti-câmara da rainha no Petit Trianon, o Templo do amor, a decoração da biblioteca de Louis XVI, entre outras. Sem dúvida, uma forma original de potencializar e promover Versalhes junto aos milhares de turistas que visitam anualmente esse destino histórico. A decoração “Versailles à bordo” vai prolongar  a visita ao Castelo e tornar o percurso muito mais agradável para os viajantes, que tomam este trem diariamente.

Para festejar seu primeiro aniversário, o showroom parisiense Mondomio Bellechasse convidou Andrea Branzi para apresentar com exclusividade uma coleção de 18 vasos em cerâmica “Portali”, editados pela marca SuperEgo. “Existem civilizações que não tem uma arquitetura própria mas todas, invariavelmente, possuem vasos. Esse objeto inútil mas indispensável”, filosofa Branzi. O arquiteto e designer foi buscar inspiração na delicada cultura japonesa para criar a linha de vasos “Portali”, condensando em espaços reduzidos um olhar singular sobre esse objeto decorativo ancestral. Talhados em forma de caixas modeladas, que deixam os vegetais e outras peças decorativas à vista, compondo uma sorte de ikebana, essas pequenas arquiteturas inventadas pelo designer podem acolher objetos em miniatura, micro-plantas ou somente uma rosa. A ideia de Branzi é que esses delicados vasos em faiança branca possam se transformar em mini-jardins domésticos e terapêuticos ou como ele afirma: “apenas numa estrutura decorativa para amparar flores num formato que ultrapassa a ideia de um simples vaso.” De qualquer maneira, seja qual for a teoria estética de Branzi, os vasos “Portali” já se tornaram peças para colecionador.

Um artista é alguém que pensa com as mãos. Alguém que transpõe para a tela tudo o que vê. Sem dúvida esse era um dos atributos que não faltavam a Alix Aymé, que durante suas viagens à China, ao Camboja, ao Laos, ao Vietnã e à Indonésia transformou todas as suas experiências visuais em obras de arte. O livro “Alix Aymé, uma artista pintora na Indochina, 1920-1945”, publicado em versão bilingüe francês-inglês, pela editora Somogy, contém 120 páginas com igual quantidade de ilustrações, que perfazem 25 anos fazendo referência às principais obras reproduzidas em tela, aquarelas e laca dessa pintora magistral. Alix Aymé nasceu em Marselha, em 1894, com o nome de Alix Angèle Marguerite Hava. Ela foi aluna e colaboradora de Maurice Denis (1870-1943), reconhecidamente um dos maiores pintores de sua época, que tem como características artísticas realizar grandes composições decorativas num estilo clássico. O melhor exemplo de sua obra é a ornamentação do teto do teatro parisiense Champs-Élysées, executada em 1912, que contou com a participação de Aymé. Algumas das páginas de “Alix Aymé, uma pintora francesa na Indochina, 1920-1945” reproduz uma dezena de correspondências trocadas entre a aluna e o eterno mestre. Numa delas, a artista comenta suas aventuras, as descobertas feitas nesses países tão longínquos e sobre os novos estilos artísticos que encontrava.

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Imperdível. Hoje e amanhã, 15 e 16 de dezembro, o Palais de Tokyo, centro de arte contemporânea, acolhe uma feira efêmera e urbana, o “Brunch Bazar”. Descobertas espaciais e festivais únicos, o Brunch Bazar se concentra em seis grandes eventos: compras com stands de design, moda, alimentos, atividades gratuitas para crianças, playground com acesso livre para adultos, as exposições de arrepiar os cabelos do Palais de Tokyo e, claro, um brunch non-stop onde todas as tribos, de todas as idades podem se encontrar para festejar o início da semana férias de Natal na cidade. Palais de Tokyo: 13, Avenue du Président Wilson, Paris 16.

Três amigas, três bolsas, três estilos diferentes. Esse é o conceito da grife “Les herbes hautes” formado por um trio feminino sensacional que cria com muito charme coleções-cápsulas desse acessório altamente desejado pelas mulheres.

A polonesa Kasia Struss total platine blonde e a austríaca Iris Strubegger encarnam as mais belas peças desfiladas pelas grandes maisons de moda como Alexander McQueen, Valentino, Chanel, Céline para estrelar a publicidade das lojas de departamento e cadeia de luxo americana Neiman Marcus. Nas imagens,a coleção outono-inverno 2012 promete ser entorpecente de glamour.

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Chris Goldblatt cresceu numa comunidade à beira-mar em Malibu, na  Califórnia, e sua vida e a da sua família sempre esteve profundamente ligada ao oceano. “A partir dos seis anos de idade, quando comecei a surfar, aprendi também a pescar, e nossas refeições eram colhidas diretamente no oceano. Isto resultou em uma conexão espiritual profunda com o mar que ficou comigo durante todos esses anos,” conta. “Em 2012, as áreas de pesca nativa foram fechadas e tornaram-se uma zona marinha protegida. Essa foi uma transição difícil, dolorosa, que me levou à conclusão de que podemos prservar e ajudar o oceano sem, contudo, fazer com que nós, seres humanos, soframos. Dessa observação tive a ideia de criar o Fish Reef Project para dar o exemplo para a nova geração,” relata Goldblatt. Fish Reef Project é uma organização sem fins lucrativos, localizada em Santa Barbara, que tem como missão promover o desenvolvimento da vida oceânica, através da criação de novos recifes artificiais. “Planejamos construir recifes que imitam, muito de perto, a forma e a função dos recifes naturais”, confirma Chris Goldblatt. “Em apenas 18 meses os recifes depositados no fundo do mar estarão em plena atividade interagindo com o ecossistema, trabalhando para restaurar e melhorar todos os tipos de vida marinha, incluindo corais, peixes, fauna e flora aquáticas. “Quanto mais fundo conseguimos mergulhar, mais extensões de recifes podem ser implantadas, porque há menos lama no solo. Através da criação desses suportes específicos agilizamos a formação de plânctons, que atraem formas de vida maiores, como peixes, algas e corais.” A necessidade de criação desses nichos artificiais surgiu quando os pesquisadores e biólogos marinhos perceberam que o fundo dos oceanos estava perdendo plânctons que é onde a vida marinha se inicia. Na ausência destes, os elementos indispensáveis para a reprodução morrem e os plânctons se transformam em detritos. “Estamos usando mecanismos próprios da natureza para permitir que o fundo do oceano volte a oferecer uma saudável vida marinha,” conclui. Para saber como colaborar e conhecer outros detalhes do Fish Reef Project acesse o site: www.fishreef.org

Para festejar a abertura de sua loja no quinto andar do Printemps de la Mode, em Paris, o idolatrado sapateiro britânico Manolo Blahnik, conhecido por seus stilettos vertiginosos, foi acolhido com uma exposição única com seus desejados modelos que imergiam em vitrines inusiatadas espalhadas nos corredores do segundo andar dessa loja de departamentos. Inaugurada durante a Semana de Moda Parisiense, “Manolo Blahnik 40 anos de glamour” colocou em evidência os modelos mais emblemáticos do designer sob o pretexto de uma dúzia de temas como Espanha, natureza, modernismo e Rússia. Além disso, o modelo “Ossie” terá uma reedição criada especialmente para o evento com a assinatura ”Manolo Blahnik for Printemps”. Criado para o desfile do estilista britânico Ossie Clark, em 1971, este sapato bicolor (verde e vermelho) apresenta longas tiras de camurça e pompons vermelhos num salto de 10 cm.    

Le 66 é uma loja badalada que fica numa galeria super-movimentada dos Champs Élysées. No total, são três boutiques que ocupam 1200 m² de pura tentação. Com um turbilhão de marcas de jovens criadores capaz de dar vertigem nas mais habilidosas fashionistas, o local, criado em 2007, se transformou em point das it girls parisiense. Nas araras, coleções de jovens criadores, fazem companhia para See by Chloé, Alexander Wang, MM6 de Martin Margiela, Coming Soon by Yohji Yamamoto, jeans de várias grifes, sapatos e acessórios com preços bem convidativos. Não deixe de dar uma olhada na seleção vintage para homens e mulheres, que tem sempre peças originais bacanérrimas. O melhor desse lugar é que além de roupas, há objetos de design e uma ótima livraria para acalmar o espírito antes ou depois das compras. Le 66: Champs Elysées, Paris 8.

Folhas de metal dobradas, retorcidas ou achatadas com pigmentos de cor que intensificam a superfície da peça em volumes e modelos inusitados, essa é a ideia principal da incrível joalheria criada pelo italiano Giampaolo Babetto.  Famoso pelos seus adereços em forma de pequenas arquiteturas minimalistas, o designer foi aluno de Mario Pintón no Instituto Italiano de Artes Pietro Selvatico, em Pádua, onde atualmente ministra aulas. Seu braceletes, anéis, colares mostram toda a riqueza do seu talento e estão expostas nos maiores museus do mundo, como a National Gallery e Victoria and Albert Museum, em Londres; Les Arts Décoratifs, em Paris; Grassi Museum, em Leipzig. Além das suas criações de jóias esculturais, Babetto desenvolve móveis com forte apelo à Renascença e referências ao maneirismo italiano. http://www.babetto.com/

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“Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Mas nós não precisamos de mil palavras para passar a mensagem da igualdade de gêneros. A igualdade masculino-feminino não é apenas uma questão das mulheres, é um direito de todos… Com esta campanha Poster for tomorrow pretendemos dar mais um passo para que essa ideia se torne realidade,” discursou nesta quinta-feira Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, durante a abertura da exposição “Poster for Tomorrow” em cartaz no museu Les Arts Décoratifs, em Paris. Os melhores 100 cartazes, selecionados por um júri internacional, são o gancho dessa mostra que fica em exibição até 09 de dezembro e depois segue para outros países. Esta campanha pelos direitos humanos incentiva a participação democrática na ação cívica em prol das liberdades fundamentais. Para comemorar o Dia dos Direitos Humanos, mais de 30 exposições estarão simultaneamente acontecendo no dia 10 de dezembro de 2012 e uma série de oficinas serão distribuídas em 15 países da América Latina, África, Europa e Ásia tendo como tema a democracia. Este é um projeto desenvolvido e implementado pela associação 4 Tomorrow e financiado pelo Fundo das Nações Unidas para a Democracia (UNDEF).

O diretor Wong Kar Wai, que dirigiu Chungking Express e o belo In the Mood for Love, criou um estilo filmográfico tão influente e cheio de estilo quanto ele. Mais uma vez Wong faz suspense ao falar sobre seu mais recente trabalho, “The Grandmaster”. Uma produção muito aguardada e rodeada de mistérios, que provavelmente será apresentada em avant-première durante os festivais de Berlim ou de Cannes em 2013. O filme é uma homenagem poética às artes marciais tradicionais com um elenco de superstars asiáticos, entre os quais, Zhang Ziyi, Tony Leung e Chen Chang, ou seja, artistas provenientes da China, de Hong Kong e Taiwan. Com uma equipe de alta qualidade como esta, “The Grandmaster” tem tudo para se tornar o maior hit da Ásia no próximo ano. Prepare-se para ser nocauteado com estonteantes imagens, música, fotografia e moda bem ao estilo de Wong.

A exposição “Henri-Edmond Cross e o Neo-impressionismo. De Seurat a Matisse (1856- 1910)”, apresentada até junho no Museu Departamental Matisse, na cidade de Cateau-Cambrésis, no norte da França. A mostra destaca os vínculos estabelecidos pelo pintor, os anos artísticos em Paris durante os quais ele conhece Georges Seurat, Paul Signac e os primeiros “neo-impressionistas”. Com empréstimos vindos de museus internacionais e privados, a exposição conta com centenas de telas e aquarelas emblemáticas do período, tendo Saint-Tropez como ponto de encontro para uma geração mais jovem, onde Henri Matisse era um dos novatos dessa trupe. Na cenografia aparecem em evidência as pinturas de artistas do primeiro grupo Neo-Impressionista, como Cross, Paul Signac, Albert Dubois-Pillet, Camille Pissarro, Luce, Théo Van Rysselberghe, que colocaram em prática a técnica disciplinada do Pontilhismo. Ao mesmo tempo que o contraste em paralelo entre Cross, Signac e Van Rysselberghe, cujas pinturas primavam pelo desenvolvimento da cor, são evidenciadas. Seguindo um repertório que destaca as ligações entre Cross e os pintores da geração mais jovem, como Charles Camoin, Henri Manguin e Matisse, a exposição estabelece um marco importante entre o Divisionismo de Seurat e deixa um lugar privilegiado para as aquarelas que marcaram a carreira de Cross.

Mamika é o famoso personagem do fotógrafo húngaro Sacha Goldberger, que convenceu sua avó a ser sua modelo em uma série hilária em que a octogenária aparece como super-herói voando, posando em cima de carros ou em telhados.  Entre ironia e ternura, poesia e farsa, ele mostra seu conceito de “envelhecimento ativo, criativo” através de brincadeiras também com Papika, o companheiro oficial, e Papouka Dark (o amante) que se juntam à  Super Mamika para formar uma família improvável à três, sem mencionar Yuck, o cão. Na nova exposição “Mamika & Co”, Sacha continua seu caso de amor com sua avó e convidou seus parentes com o desejo de transferir essa herança, algo como, em suas palavras, “uma passagem para outra coisa.” De 22 de novembro 2012 a 25 de janeiro 2013 na Acte2 Galerie Rive Gauche - 7, rue Paul-Louis Courier, Paris 07.

Concebida como um galho de árvore, a luminária “Under my tree” imaginada pelo designer Florian Brillet e editada pela marca francesa Ligne Roset é a prova de que uma peça de design pode ser funcional e simples. Toda em branco, em forma de sino, essa luminária tem um dispositivo elétrico que pode ser pendurado na parede ou ser usado como um acessório móvel. Composta com elementos impermeáveis e fios que chegam amedir 5 metros, outra ideia viável é usá-la para iluminar o jardim. Neste caso, um verdadeiro galho de árvore funcionaria muito bem como suporte dessa lanterna que pode se transformar numa flor iluminada. www.florianbrillet.com

Desde que Doisneau imortalizou essa foto como referência do french kiss, Paris se tornou a cidade dos beijoqueiros. Para homenagear todo esse romantismo em forma de beijos, carinhos e afins, a editora Parigramme lançou o livro “Où s’embrasser à Paris” ou, literalmente, “Onde se beijar em Paris”, destinado especialmente aos apaixonados.  Esse pequeno guia tem indicações dos pontos de encontro mais interessantes para namorar em Paris. Na lista dos lugares mais cotados, constam museus, cafés, bancos de praças e ruelas históricas perdidas entre o burburinho parisiense, além de uma seleção especial de hotéis, restaurantes e passeios dedicados exclusivamente aos pombinhos. Quem ama, comprará.

Paredes de tijolo e zinco, grandes terraços abertos, esse é o novo restaurante “popular” de … Philippe Starck que se apropriou da visibilidade do Marché Paul Bert & Serpette, em Saint-Ouen, um dos mais famosos mercados de pulgas do mundo para instalar sua cantina. O local, que passa por uma transformação de imagem, pretende rejuvenescer seu público através de novas propostas, apesar de continuar comercializando antiguidades. Novos ares, pedem novas opções, e foi isso o que aconteceu no final de outubro com a abertura da cantina chique “Ma Cocotte”, o novo ponto de encontro do mundo da moda de Paris e internacional. A atmosfera de loft industrial soa moderna ao lado de produtos simples mas de qualidade. No menu, sugestões de Fish & Chips, Cheeseburgers, rotisserie de frango, tudo sob o símbolo do ver e ser visto. Não é uma cantina ralé mas um bistrô chique à la Starck. Ma Cocotte – 116, rue des Rosiers 93400 Saint-Ouen – Telefone: 01 49 51 70 00

O Palais de Tokyo, situado no 16° arrondissement, é o museu de Arte Moderna de Paris e um dos lugares mais badalados da nova geração de artistas. Com sua arquitetura em concreto bruto, o local abriga restaurante, boutique e livraria, além de promover as maiores e mais concorridas exposições de arte moderna e contemporânea do momento, alçando jovens artistas franceses e internacionais ao reconhecimento. Ao longo do ano inteiro as instalações do Palais de Tokyo sofrem diversas transformações para abrigar eventos efêmeros nos seus 8.0000 m². Com sua agenda lotada de eventos cada vez mais apreciados pelo público, o Palais de Tokyo não lembra em nada um museu tradicional. Palais de Tokyo: 13, avenue du Président Wilson, Paris 16.

Era possível quase sentir os temperos e essências da Índia destilando na passarela um aroma acridoce. Ao som de uma música frenética modelos desfilavam as últimas criações de Manish Arora que, mais uma vez, criou um ambiente colorido e cheio de brilho que evoca a cultura do seu país. Joias enfeitavam a cabeça das modelos que traziam braceletes envolvidos nos braços e punhos. Dourado, muito dourado, sobretudo, nas sandálias e acessórios, e um contraste doce-açucarado de cores pastel em roupas coladas ao corpo, tal qual saris, sensuais e femininos. Os tons alegres e suaves, como a cor rosa, deram o tom do desfile fazendo jus à primavera-verão, a estação mais florida e delicada do ano.

“Quem ainda hoje acredita em fantasmas, envolvidos em lençóis brancos esvoaçantes voando pelos corredores como nos romances de Walter Scott? No entanto, muitas vezes, durante meus passeios em Paris, parando em frente a uma placa “Aqui viveu…”,  senti um calafrio. E isso aconteceu em frente às residências de Lautrec, Marquet, Gauguin, Atget, Calder, Beckett, Michaux e Follain, entre outras memoráveis pessoas que partiram sem deixar um endereço. Nesses passeios senti-me confrontado com fantasmas, que me perseguiram até que eu os deixasse falar.” Esse é um dos relatos do escritor Michel Longuet, autor do livro “Adresses fantômes”, literalmente “Endereços fantasmas”, lançado pela editora Grasset.  Longuet, em sua missão de seguir os passos de figuras cultuadas pela memória coletiva como Méliès, Beckett ou Calder, passeia por Paris armado com sua erudição, seu caderno e sua caneta para visitar endereços históricos. Alguns deles,  como o número 13 da rue Laffitte, onde Gauguin trabalhava, ou o portal do atelier de Toulouse-Lautrec na rue Frochot ou ainda a casa de Jean Follain,  bombardeada, em Saint-Lô.

O local escolhido para a apresentação dos desfiles outono-inverno 2012-2013 do 080 Barcelona Fashion Week não poderia ser mais propício: o Museu de História de Barcelona. Localizado no centro antigo da capital, esse edifício que data do primeiro século antes de Cristo, é rodeado por contruções medievais, como o Palácio Real, a Capela de Santa Ágata ou ainda o Palácio Gótico conhecido como Casa Padellàs. Durante quatro dias foi nesse endereço histórico que os criativos estilistas espanhóis desfilaram suas coleções, mixando um arco-íris de cores com uma overdose de delírio e ousadia ultra-criativa. As coleções, em sua maioria com forte apelo comercial, iluminaram a nave desse espaço mostrando que, sobretudo em momentos de crise, é preciso aprender a se recriar e reinventar o convencional, mesmo que seja apenas por uma temporada. O primeiro dia de desfiles de uma semana de moda é sempre uma incógnita do que ainda está por vir e um estresse elevado à décima potência. O que será que será? O que virá? É esse ponto de interrogação que coroa a cabeça dos estilistas que abrem os primeiros desfiles. São eles os primeiros que sofrem mais pressão, e não é para menos, porque o público espera com ansiedade por algo extraordinário e muitas vezes a frustração pode ser maior que o imaginado. Mas, como em todo projeto criativo, esse é um risco permanente. Foi isso o que aconteceu durante a apresentação da coleção outono-inverno 2012-2013 do 080 Barcelona Fashion Week, mas  não vou comentar o que não apreciei durante os quatro dias de desfiles, porque não é esse o meu objetivo, vou apenas pincelar com meus comentários sobre a coleção dos estilistas que atraíram a minha atenção do início ao fim…    

Precisar a gente não precisa, mas a disposição dos objetos é tão bem estudada que a força de atração para comprá-los é incontrolável. Difícil resistir às butiques de museus com suas quinquilharias, livros, cartões postais, enfim, uma infinidade de objetos decorativos artísticos e de design. Na França não poderia ser diferente, aqui, os museus e centros culturais possuem ofertas em diversos domínios com múltiplas opções de artefatos para todas as idades e perfis. Que levante a mão quem nunca comprou um souvenir de museu, nem que seja um marca páginas! Para se deliciar com algumas das opções que existem nos museus franceses, basta passar nesse endereço e começar a selecionar alguns itens: www.boutiquesdemusees.fr

Por essa novidade as chocólatras não esperavam: as duas maiores paixões femininas, moda e chocolate, estarão juntas no 18° Salão do Chocolate, que acontece na Porte de Versailles, de 31 de outubro a 04 de novembro, quando Paris e pessoas do mundo inteiro sucumbe à folia do chocolate. O evento, que tem por vocação demonstrar ao público as mais mirabolantes ideias e receitas, agora conta com um time especial de estilistas que desenvolve coleções efêmeras com o chocolate, que duram apenas o tempo da degustação! Essa nova edição propõe uma aliança entre as guloseimas de cacau fabricadas no mundo: novos gostos, novos territórios, novas tendências de  consumo e novos talentos. Como é de praxe anualmente, a temática desse ano gira em torno da moda ética e do consumo bio-ético, afinal, a tendência do momento é a “green attitude” e, como o chocolate não tem fronteiras, só nos resta apreciar e saborear o espetáculo.  www.salonduchocolat.fr

Marie-Bérangère Gosserez é uma especialista nata em colecionar designers de vários horizontes para apresentar em sua galeria, no Maris. Os talentosos do momento são Sébastien Cordoléani, Grégoire de Lafforest, Paul Menand, o estúdio holandês OS & Oos que apresentam o projeto “SYZYGY” e a dupla Vaulot e Dyèvre. Todos esses artistas tem em comum a paixão por luminárias com modelagens em vidro, metal num jogo de led’s que se projetam em discos transparentes. Intercalados, a peça coloca em jogo algo como um alinhamento astral. Até 13 de outubro o coletivo de designers vai exibir suas luminárias únicas na Galerie Gosserez – 3, rue de Debelleyme, Paris 03.  

Situado num dos diques do porto de Cap d’Ail, em Mônaco, o restaurante A’trégo, imaginado por Philippe Starck, tem o formato do casco de um barco.“Esse restaurante foi concebido como uma história: a de um pescador que abandonou por um tempo sua cabana para se dedicar à pesca e, em sua ausência, seus amigos se reuniram para bater papo em torno de uma bebida num cenário ideal”, foi com essa metáfora que Philippe Starck apresentou o projeto do A’trégo, que combina gastronomia, charme e design. O restaurante de luxo de três andares se estende por uma área de 1.000 m². Concebido no formato do casco de um barco, A’trégo parece flutuar no mar oferecendo, de todos os seus ângulos, uma vista deslumbrante sobre o Mediterrâneo. O piso térreo tem uma atmosfera festiva, que faz as vezes de bar, restaurante, boate, um espaço exclusivo para os membros do clube A’trégo que podem frequentá-lo apenas para dançar ou tomar um drinque. Esse novo lugar, funcional e elegante, contém a essência criativa em todos os seus detalhes do escritório Starck Arquitetura. No alto das paredes, pendurados como troféus, cabeças de crocodilos exibem joias decorativas que se acumulam deliberadamente. No primeiro andar, encontra-se o majestoso restaurante pensado nos códigos do nautismo sobre um chão de acaju, enquanto painéis de mogno cinza acolhem obras de arte e grandes mesas decoradas com esmero conferem ao ambiente ares sofisticados. O mobiliário eclético e colorido espalhado ao longo de todo o salão é animado pelo bar e pela cozinha aberta. Além dos itens de design, imaginados por Starck, há uma miscelânea de peças vintage garimpadas ao redor do mundo. O segundo andar espalha-se sobre um grande e aconchegante terraço de 200 m², projetado como o convés de um navio. Aqui, nesse terraço arredondado, as opções de petiscos e degustações são variadas e o visitante pode esbaldar-se sem culpa com lanches, doces e soft drinques na lanchoneteque fica aberta para o público em geral, que pode acessar o A’trégo a partir do cais. www.restaurantatrego.com

Segunda-feira chuvosa em Paris não é nenhuma novidade mas hoje teve um sabor especial. Enquanto fazia algumas pesquisas na internet me deparei com o site do fotógrafo Christophe Jacrot e fiquei absorvida com suas imagens pontilhadas pela água da chuva. Quanta paciência e sensibilidade para encontrar beleza nesse efeito da natureza que tanto me encanta. Imediatamente peguei meu guarda-chuva e saí para passear pelas ruas parisienses, apenas para sentir o que esse artista tão habilmente me transmitiu com suas belas fotografias.

O que você faria se recebesse de presente todas as oportunidades que sempre almejou? Dentro de alguns dias 2014 vai surgir lindo e radiante no horizonte, trazendo com ele novas oportunidades para você empreender todos os seus projetos. Então, o que você está esperando para transformar seus sonhos em realidade? 2014 tem 365 dias repletos de infinitas oportunidades e tudo só depende de você! Faça por merecer todos esses dias e tome uma boa dose de coragem para realizar os seus sonhos neste novo ano. Boas festas e até a próxima oportunidade :)

Na noite da abertura dos desfiles do 080 Barcelona Fashion Week, apreciei com interesse a sobriedade o desfile do Josep Abril, que trabalha a silhueta masculina de uma maneira abordável. Ou seja, que os homens, tanto os modernos, como os convencionais, podem usar sem grandes dilemas. Nessa coleção, Josep privilegiou os detalhes simétricos e assimétricos para construir uma alfaiataria clássica e optou pelas cores azul marinho, cinza e preto, of course, para criar uma sobriedade sob medida no guarda-roupas masculino. O diferencial que marcou a cenografia dessa coleção outono-inverno 2012-2013 foram alguns turbantes amarrados na cabeça dos modelos, imitando Lawrence da Arábia.

É possível ouvir o barulho do vento na galeria onde estão expostas as fotos de René & Radka. A sensação é de que o mar parece estar próximo… A dupla de fotógrafos Germano-Checa expõe suas fotografias coloridas e alegres, em Paris, nas lojas de departamento Le Bon Marché, traduzindo em imagens o verdadeiro sentido da arte da delicadeza. De grande riqueza estética e visual essa série de fotografias batizadas de “Au dessus des vents” (Acima dos ventos) transmitem a leveza e o sonho de voar com suas formas espetaculares. Peixes e polvos, ursinhos de pelúcia e outros brinquedos se transformam em objetos voadores. Fascinados pelo vento, a dupla fotografa objetos infláveis que ​​navegam através do ar, com isso, René & Radka criaram imagens de um mundo mágico povoado por criaturas, brinquedos lúdicos em tamanhos e formatos super-dimensionados, que se aveturam no céu, acima dos ventos. Imperdível até 1º de setembro no Bon Marché Rive Gauche.

“Todo mundo é diferente, por que um museu não pode sê-lo?”, costumava afirmar o diretor do museu, Frans Haks (1938-2006), durante a construção do novo Museu Groninger. Este foi o início de um grande projeto, ao qual iria juntar-se o designer francês Philippe Starck, Michele de Lucchi, arquiteto e designer italiano, e a empresa austríaca Coop Himmelbau. A arquitetura do museu Groninger, de tão original e inusitada, foi fortemente contestada. De toda forma, essa obra que não faz unanimidade, agradando a uns e desagradando a outros. Mas ela tem um ponto em comum: não deixa ninguém indiferente. Graças à vontade férrea de um mestre ambicioso que contribuiu para que o Groninger se tornasse um dos lugares de referência das artes mundiais, que conjuga arquitetura e design apartir de todos os aspectos da sua estrutura. O museu foi construído numa ilha artificial que abriga três edifícios. Esses espaços refletem as abordagens artísticas de cada um dos arquitetos e designers envolvidos, mas é a torre do pavilhão central que primeiro atrai o olhar dos visitantes. Com altura acima de 30 metros, sua cobertura em laminado dourado, confere ao prédio um símbolo de extravagância ao mesmo tempo que indica as riquezas artísticas que o museu abriga. Situada entre dois blocos idênticos, um rosa e outro verde pastel, a torre abriga, respectivamente, um auditório e uma sala dedicada às crianças, de um lado; uma loja de souvenirs e o café-restaurante com vista para o canal, de outro. No centro, uma escada em espiral, composta de mosaicos, fornece acesso às várias salas do museu. http://www.groningermuseum.nl/

Durante uma semana, de 31 de maio a 04 de junho, os parisienses vão ter que se desdobrar para visitar um número inigualável de instalações, showrooms e ateliês de artistas que abrem suas portas exclusivamente durante o Designer’s Days. Neste ano, sob o tema “Identidade(s)” o evento se propõe a ser plural e singular. Plural pela diversidade de possibilidades e encontros. Singular pela maneira especial como cada marca se preparou para se apresentar ao público, mostrando seus produtos de uma maneira diferenciada. O ideal é pegar carona nos carros da BMW, parceira do evento, e rodar pela cidade inteira e tambpem em alguns pontos da periferia parisiense para conhecer o que será tendência na área do design. A grande pedida do calendário deste ano é uma visita especial organizada pela Hermès para mostrar os ateliês “petit h”, localizado em Patin, nos arredores de Paris (foto abaixo). Informe-se sobre os melhores roteiros e dicas de visitas aqui: http://www.designersdays.com

Patrick Roger. En quête de chocolat Auteurs: Patrick Roger et Jean-Marc Dimanche Editeur: Editions du Chêne Prix; 45€ Nombre de pages: 184// 100 illustrations ISBN: 978-2-81230-560-3 Parution:Mars 2012

Que tal degustar um waffle com o monograma da Louis Vuitton? O artista norte-americano Andrew Lewicki criou um protótipo de torradeira  com o relevo e o logotipo LV gravado em ferro propício para a transferência do monograma. Mais uma opção de ter sua grife preferida na forma de uma delícia quentinha… www.andrewlewicki.com

  Jeanloup, Barbara, Sonia e Sacha: a família Sieff reunida sob o signo da sensualidade em preto e branco com exibição visual e auditiva na butique Colette até 3 de novembro. Barbara, sua esposa-cúmplice e Sonia, a filha, decidiram se dedicar ao culto da imagem, enquanto Sacha se transformou no músico da família. De origem polonesa, Jeanloup Sieff nasceu em Paris em 30 de novembro de 1933. Sua vocação de fotógrafo ele deve ao seu tio, que o presenteou com uma câmera quando ele tinha apenas 14 anos. Ao longo de sua trajetória artística seus trabalhos se tornaram ícones históricos, publicados nos mais diversos editoriais com imagens das mais poderosas e belas mulheres. Neste ano, Jeanloup Sieff comemora 40 anos de fotografia de moda. Colette - 213, rue Saint-Honoré, Paris 1.

O lançamento do Oscar Todd Eberle de exposição de fotos Niemeyer em ESPASSO foi organizada pela Wallpaper * Editor-chefe Tony Chambers e proprietário ESPASSO Carlos Junqueira, com uma apresentação surpresa pela Academia Frederick Douglass Banda Samba. Eberle imagens únicas de trabalho do Niemeyer estavam em exposição durante todo o galeria e serão expostos lá até 25 de março. Wallpaper questão de fevereiro inclui um portfólio de 28 páginas de fotografias Eberle de trabalho do Niemeyer. Entre os convidados Carlos Souza, Stacy Engman, Bob Morris, Brooke Geahan, Gina Nanni, Ricky Clifton, Linda Yablonsky, Tim Goossens, James Reginato, Arthur Casas, Alex Wiederin, Pedro Andrade, e os modelos Nadine Wolfbeisser e Tanya Ruban.

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Um dos grandes alfaiates do século XIX disse: “Uma roupa é uma ideia flutuando em torno de um homem.” Das vestes do Imperador da China aos retratos de Luís XIV, das pinturas em ocre do africano Nuba ou ainda as peças usadas em diferentes tribunais europeus, que deram origem ao traje masculino contemporâneo, a roupa é um recorte sociológico dos homens. Esse é o tema principal do livro ”As roupas de poder, uma história política da roupa masculina”, de Dominique e François Gaulme, publicado pela Flammarion, 280 páginas.  Nele, os autores traçam cronologicamente a história dos códigos da vestimenta masculina e revelar sua identidade dentro das estruturas sociais. O que é interessante nessa publicação é que os autores analisaram o uso de detalhes e acessórios. Por exemplo, tecidos preciosos ou de pele, penas, pintura tribal, cocares todos esses signos denunciam o poder de quem está usando. Afinal, a roupa faz o monge…

Com a chegada da primavera tudo se transforma, inclusive, os doces, que adquirem novas cores com sabores das frutas da estação. Uma dessas propostas são as delícias à base de morangos do Café Pouchkine, a mais tradicional doceria russa em Paris. Só de olhar essas esculturas de açúcar imaginadas por Emmanuel Ryon, Meilleur Ouvrier da França e do Mundo, dá vontade de provar tudo sem fazer concessão! Campeão na arte de conquistar paladares, Ryon é responsável pela criação do cardápio de sobremesas especiais do Café Pouchkine em Paris, Moscou e Nova York. Tanto aqui como alhures, essa coleção de doces merecem ser degustados sem moderação e zero de peso na consciência. Café Pouchkine na loja do Printemps – 64, Boulevard Haussmann, Paris 08.  

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Todas vestidas com aventais cor-de-rosa evocando a força das vinhas e a delicadeza feminina, as viticultoras que fizeram sucesso neste final de semana no Grand Tasting, apresentado no Carroussel do Louvre, em Paris. www.chateaudesdemoiselles.com

A estilista Celia Vela apelou para sua criatividade e deu asas à imaginação durante o 080 Barcelona Fashion, mostrando detalhes que sempre fazem a diferença num visual: os acessórios. Durante o seu desfile a passarela adotou a fauna e a flora como contraponto para a sua coleção de roupas básicas. Meias de renda envolvidas por sapatos enfeitados com passarinhos e libélulas que se apoiavam em golas oversizes trouxeram um ar de leveza e fantasia nessa noite de apresentação dos primeiros desfiles outono-inverno 2012-2013.

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Enquanto o Galliera, museu da moda de Paris, passa por uma intensa reforma, mais de trinta peças imaculadamente brancas, da coleção Primavera-Verão 2012 da Comme des Garçons, batizada de “White drama” estão sendo exibidas nas Docks - Cité de la Mode et du Design. Parte dessa coleção apresentada num desfile privê pode ser apreciada numa cenografia especial, proposta pela estilistas Rei Kawakubo, que mostra as delicadas peças dentro de grandes bolhas de ar transparentes. Paralelamente, há uma bela restropectiva em torno do trabalho do costureiro espanhol Cristóbal Balenciaga. Todos as peças desse colecionador de moda estão inseridas no contexto dos anos que abrangem de 1937 à 1968. Em gavetas e vitrines cuidadosamente arrumadas, encontram-se vestidos, boleros, mantôs, acessórios e um arsenal de bordados, além de vários documentos encontrados nos arquivos desse memorável estilista. As duas mostras ficam em cartaz até 07 de outubro. Les Docks, Cité de la Mode et du Design – 34 quai d’Austerlitz, Paris 13.

A tecelagem espanhola Tavex criou uma gama de denim de alongamento e o incluiu numa nova geração de produtos. Baseado em Lycra DualFX esses tecidos propiciam elasticidade máxima, enquanto suportam a maior parte dos acabamentos e as lavagens agressivas. Isto significa que as tendências de conforto não são mais, necessariamente, uma contradição numa calça jeans. A tecnologia Tri-blend da Tavex se concentra em três camadas de fios com um núcleo de Lycra para proporcionar alta elasticidade, T400 para encolhimento e, finalmente, o algodão para dar um toque agradável e manter as propriedades de desgaste desejadas. Estes denims altamente elásticos também prometem produzir um efeito push-up, sem dúvida, uma tendência forte que pode ser usada em todas as estações.

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A história da bicicleta desenhada pelo Starck para a cidade de Bordeaux, no sudoeste da França, que encomendou 3 mil exemplares, tem o mesmo conceito das Velib’s de Paris mas em uma versão também scooter. Esse protótipo faz parte da política pública da cidade de colocar à disposição da população bicicletas de uso comunitário com locações diárias e, para os apaixonados por duas rodas, ela poderá ser comprada por cerca de 300 Euros. Se tudo der certo, o projeto, batizado provisoriamente de “Pibal City Streamer“ estará em  funcionamento em dezembro. A parceria foi feita com a Peugeot e com alguns fabricantes chineses.

De 29 de novembro de 2012 a 3 de março de 2013, a Somerset House, em Londres, vai dedicar uma exposição especial ao famoso designer italiano, Valentino Garavani. Esta retrospectiva, intitulada “Valentino: Master of Couture”, apresenta ao público 130 vestidos de alta costura criados por Valentino, assim como fotografias inéditas e vídeos de seus desfiles mais famosos. Os visitantes podem apreciar sem moderação criações que o gênio da alta moda italiana tinha imaginado para Jackie Onassis, Grace Kelly, Sophia Loren, Julia Roberts e Gwyneth Paltrow.

“Xteriors (2001-2006)” é uma série de retratos inspirados na misteriosa  tradição da pintura flamenca. O estilo deu fama internacional à Desiree Dolron que através dessas fotos revelam, acima de tudo, um trabalho impressionante com uso de técnicas especiais, como o sfumato, jogos de luz e movimentos suaves. As imagens são trabalhadas digitalmente durante meses e processadas em grande formato entre 1m e 1,5 m. Pureza é o tema principal dessas linhas limpas com rostos que dão graça a essas mulheres quase fantasmagóricas, criando uma certa falta de limite entre o rosto e o plano de fundo. Através dos olhares e expressões, esses retratos encaram o público numa atmosfera profundamente austera e enigmática. Foi isso que cativou o público e a fotógrafa o sabe muito bem. Ela fotografa o silêncio com temas fortes e nos faz mergulhar profundamente dentro de nós mesmos. www.desireedolron.com  

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Melhor que um desfile. O Metropolitan Museum’s Costume Institute, em Nova York, um dos maiores museus do mundo, possui um acervo incrível capaz de produzir uma interação entre duas rainhas da moda, Elsa Schiaparelli (falecida em 1973) e Miuccia Prada, uma sexagenária ainda no topo da cadeia da moda. Este acontecimento foi batizado de forma adequada, no texto em inglês, Impossible Conversations. Os tremores no mundo da moda foram muitos, a começar por uma das homenageadas: “Não há comparação entre nós duas. Na verdade, Elsa e eu somos completamente opostas em todas as esferas.” Entre estas duas mulheres lendárias o diálogo parece tendencioso. Enquanto Elsa reza fervorosamente pela haute couture, Miuccia se afasta desse santuário de imagens formatadas. Schiaparelli não era avessa ao luxo. Prada, por sua vez, critica veementemente este conceito como uma “banalidade burguesa e de falta de cultura.” Quem viver, verá qual deles tem razão. Até agosto.    

Adoro esse site African Pulse. Tudo é tão colorido, tão vivo, tão mais ideal em qualquer estação do ano. As coleções de acessórios e roupas tem um conceito étnico bem ao estilo United Colors of Fashion e isso traz alegria para a paisagem. Em Paris, as africanas não abandonam seus hábitos de vestir-se e pentear-se de acordo com sua cultura. Em algumas linhas de metrô isso fica perceptível e, no lugar dos dégradés cinza-preto, os vagões são inundados por um arco-íris de tons oferecendo-se como colírio para os olhos. Viva a África e viva as  cores!!

Georgio Armani, pelo segundo ano consecutivo, apresenta o essencial de suas exposições fotográficas no evento Paris Photo do qual é parceiro oficial com seu Café Armani. Este ano, Armani revisita o tema da água com sua coleção Aqua # 2, onde nove fotógrafos se inspiraram desse elemento em cliques surreais. O nome da exposição é um aceno discreto ao perfume mítico Acqua de Giò, um fetiche da maison. Esse perfume inspira, desde 2009, o projeto “Acqua for Life” que, em sua última edição, permitiu que o designer recolhesse mais de 52 milhões de litros de água potável para a Green Cross International e seus programas sociais em Gana e na Bolívia.

Um final de noite cor da pele, literalmente. Foi essa palheta de cores de  ascendência bege que a estilista Montse Liarte escolheu para compor seu desfile outono-inverno 2012-2013 do 080 Barcelona Fashion. Dos acessórios – meias, bijuterias, sapatos – aos tricôs em tons pastel tudo estava associado a essas cores suaves e pálidas. Apenas o dourado dos colares que enfeitavam o pescoço das modelos irradiavam um pouco de energia, tal qual o sol da meia-noite.

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Não dá para comemorar essa data do “Dia Internacional da Mulher” sem mencionar Simone de Beauvoir (1908-1986), que se debruçou sobre a questão feminina e se ofereceu como objeto de auto-análise para desvendar os mistérios da nossa condição.  Em seus livros, Beauvoir se entrega de corpo e alma, sem pudor ou constrangimento e, em nenhum momento, sua consciência parece estar fora de controle. Ela dizia, que “não se nasce mulher, torna-se” e assumia todos os riscos de suas escolhas, exortando entrelinhas que o essencial é não nos deixarmos levar por tantas demandas da sociedade atual e pagarmos o preço para ser exatamente quem somos! Ser mulher requer desenvolver uma habilidade de auto-aceitação consigo mesma e esse é um dos exercícios que demanda muito mais engajamento que o imaginado, afirmava. Oxalá que nos tornemos mulheres de verdade, sobretudo, para nós mesmas e não para os outros…  

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Os gurus da moda atestaram que o autêntico jeans retoma sua forma original, mas com algumas variações de lavagem e uma nova palheta de cores, cítricas e fluorescentes, além do strech, também em versão masculina. Essa é a profecia anunciada no Denin by Première Vision, que aconteceu nos dias 13 e 14, em Paris. A futura estação de inverno 2013-2014 marca efetivamente o retorno do jeans às suas origens com um grande diferencial que versa sobre o conforto à toda prova. Os tecidos aparecem mais suaves, graças a lavagens especiais, que promovem uma textura mais maleável ao índigo, dando para esse tecido rústico uma aparência até mesmo mais chique. O bom e velho jeans  deixou de ser apenas mais uma peça no armário para se tornar mais uma vedete da moda.

Do purista Issey Miyake ao visionário Thierry Mugler, passando pela mulher ultra-sofisticada, vista por Sonia Rykiel e Lagerfeld (ainda para Chloé), ou as criações assimétricas e desconstruídas de Rei Kawakubo para Comme des Garçons. Esse é o tom das coletâneas de livros que abordam o tema “História ideal da moda contemporânea, volume I”, à venda no Museu da Moda e das Artes Decorativas de Paris. Nas páginas dessa publicação fica evidente a efervescência da moda dos anos 70 e 80 e o quanto o prêt-à-porter antecipava as tendências de estilo para as décadas seguintes.  Frutíferos, ousados e criativos, os anos 70 e 80 foram o laboratório de ideias, utilizado pela maior parte dos estilistas reputados da atualidade. Durantes essas duas décadas que corroboraram a teoria da história da moda, as roupas foram uma referência cultural à parte. Esse primeiro volume encerra sua lição de estilo colocando no pódio Jean Paul Gualtier nos anos 1990. www.lesartsdecoratifs.fr

Arik Levy é um artista plástico israelense, que inventa novas formas de traduzir o cotidiano e que sabe o quanto as aparências enganam, iludem e nos confundem, às vezes. Nessa ambiciosa retrospectiva Apparences trompeuses, traduzindo “Aparências enganosas”, é possível entender o pensamento filosófico-artístico de Levy desde o início da sua carreira em 1986. Onde o tema recorrente é sempre o presente e o ausente, o tangível e o intangível, o visível e o invisível, traduzindo através de suas criações o mundo em que vivemos, como um sistema composto essencialmente sob o impacto visual. Uma oportunidade única para conhecer o percurso e as muitas facetas desse talentoso designer e artista atípico. Arik Levy: Apparences trompeuses fica em cartaz até 13 de janeiro de 2013 na Passage de Retz: rue Charlot, Paris 03. www.passagederetz.com  

Dia de sol lindo lá fora e na passarela tons cinzas que anunciam um inverno não muito severo mas que pede uma certa sobriedade. Uma das opções do estilista Juan Pedro López que colocou na passarela do 080 Barcelona Fashion Week  sua coleção outono-inverno 2012-2013. Vestidos delineados por um rico trabalho artesanal, blusas segunda-pele com pedrarias bordadas que deixavam antever decotes generosos. Uma coleção feita especialmente para mulheres que vivem nos continentes onde o inverno não é rigoroso.

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Começou o grande evento da fotografia no mês em que as galerias ficam inspiradas contando com a presença de compradores e colecionadores do mundo inteiro para arrematarem as imagens de seus protegidos. Como acontece anualmente, o Grand Palais concentra o crème de la crème dos galeristas internacionais no evento “Paris Photo”, que expõe fotografias raras, caras e tiragens especiais para um público cativo. Neste ano, o padrinho do evento é o cineasta multimídia David Lynch que deixa sua assinatura em forma de aval com um “visto por” em cada tela que ele apreciou. Dado o perfil extravagante e vanguardista do personagem, pode-se esperar de tudo. “Paris Photo” fica aberta das 12h às 20h, até o dia 18 de novembro. Público especializado, imprensa e convidados, podem obter maiores informações aqui: www.parisphoto.com

Se o seu cartão de crédito é no limits, você deve correr para comprar um dos objetos nômades da Louis Vuitton. De preferência, a coleção de protótipos de mobiliário e artefatos para casa assinadas por designers de renome, como os Irmãos Campana, Patricia Urquiola, Atelier Oi, entre outros. Os Irmãos Campana criaram, a partir de retalhos de couro das oficinas da Louis Vuitton, um gabinete de viagem. Esse armário suspenso coberto de franjas de couro e uma rede entrelaçada de couro pensada pelo Atelier Oi, coletivo suiço que mescla arquitetura e deseign em suas criações. Estes entre outros objetos criados para a maison francesa obedeceram a mesma temática que rege o espírito da maison,ou seja, os designers convidados tinham que imaginar artefatos portáteis, inspirados nos acessórios de viagem Louis Vuitton. 

Ele vai ser um dos homens mais em voga no ano de 2013 e o mais novo e jovem, apenas 38 anos, diretor artístico da Bienal de Veneza. Massimiliano Gioni é curador e crítico de arte contemporânea desde que começou a falar. Incansável e multifacetado, Gioni acumula funções e atualmente é Diretor Artístico da Fundação Nicola Trussardi em Milão e Diretor Associado e de Exposições no Museu de Arte Contemporânea, em Nova York. Em 2010, ele foi o diretor mais jovem e o primeiro europeu a dirigir a 8ª Bienal de Gwangju, na Coréia do Sul. Em 2003, foi curador da seção intitulada  “La Zona” dentro da exposição de arte internacional da 50ª Biennale di Venezia. Em 2004, fez co-curadoria da 5ª edição da bienal itinerante Manifesta e em 2006 organizou a 4ª Bienal de Berlim em colaboração com o artista Maurizio Cattelan e o curador Ali Subotnic. Com Cattelan e Subotnick, Gioni fundou a revista Charley e o espaço sem fins lucrativos The Gallery Wrong, aberto inicialmente em 2002 em Nova York e depois hospedado pela Tate Modern, em Londres, em 2005. Gioni fez curadoria de exposições coletivas, entre as quais, “Ghosts in the Machine”, “Ostalgia” e “After Nature”, no New Museum. Além de shows individuais, entre outros, com Pawel Althamer, Tacita Dean, Urs Fischer, Fischli e Weiss, Paul McCarthy, Pipilotti Rist, Anri Sala, Tino Sehgal e Paola Pivi. Editor da revista Flash Art entre 2000-2003, Gioni também tem contribuído regularmente com várias revistas de arte contemporânea, incluindo Artforum, Art Press, Frieze, Parkett e publicou vários artigos autorais em catálogos editados pelas editoras Charta, Mondadori, Phaidon, Les Presses du Reel e Rizzoli. Anything else ?

Esta é a semana propícia para ver no escurinho do cinema todas as histórias fictícias do Brasil porque, de 16 a 23 de abril, acontece o Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que este ano comemora 15 primaveras com direito à várias projeções inéditas na lendária sala de cinema do L’Arlequin. Depois de uma reforma fenomenal esse espaçoso e elegante cinema, localizado no coração de Paris, entre Montparnasse e o Quartier Latin, vai apresentar as últimas produções brasileiras em termos de ficção e documentário, muitos deles, antes mesmo de sua estréia mundial. O filme de abertura será “Gonzaga: de pai para filho” (2012), de Breno Silveira Filho, e “O Rei do Baião” confirmou que quem é rei nunca perde a majestade. O filme registrou mais de um milhão de entradas em apenas algumas semanas! Para esta 15ª edição, o Festival de Cinema Brasileiro de Paris vai homenagear Carlos Diegues e apresentar 10 filmes, durante os dias 16 a 21 de abril e o diretor estará presente para debater suas películas. No total, essa edição festiva conta com quase 30 filmes que irão revelar todos os segredos do Brasil em Paris!

“Nouvelle Affaire é um local que se pretende experimental. Nossa proposta é acolher durante o período de um mês e meio um novo projeto, pensado em estreita colaboração com designers, artistas, músicos, artesãos e editores de moda. Através dessa parceria lançaremos uma edição numerada de peças de vestuário, acessórios ou objetos que levem o carimbo Nouvelle Affaire”, conta Pascal Humbert. “Estes projetos são concebidos independentemente dos ciclos de moda ou do que possa ser conceituado como tendência”, completa Catherine Traoré, fiel escudeira de Pascal. A história da dupla começou com Starck, em 2009, que se encantou pelas criações futuristas do estilista Pascal. Para dar cabo das encomendas do designer, o estilista convidou Catherine para administrar sua carreira e os negócios. Graças ao fortalecimento dessa união nasceu a ideia de criar a boutique Nouvelle Affaire, inaugurada em março deste ano, durante a semana de moda parisiense. O local é totalmente rosa, do teto ao chão, contrastando com  o branco imaculado das galerias de arte que a circundam. “Esse rosa é um pantone especialmente desenvolvido para a boutique e as pessoas que se interessarem em obtê-lo podem comprá-lo aqui”, afirma Pascal. Inspirado por essa cor orgânica, o estilista imaginou para a inauguração da boutique um avental, um vestido, um par de luvas, um cachecol, um casaco masculino e uma caixa de boneca, tudo, evidentemente, na cor rosa. “Essa é uma cor que representa a moda-punk, apesar das nossas criações serem bem mais sutis”, atesta o estilista. Destinadas especialmente para uma clientela que aprecia exclusividade, a proposta ganha muito mais relevância neste endereço que respira criatividade com uma visão chique e eclética da moda. O pantone que impregna todos os espaços deixa no ar uma sensação de que a vida poderia ser iluminada diariamente em tonalidades cor de rosa… Boutique Nouvelle Affaire – 5, rue Debelleyme, Paris 03  

Mas onde começa e termina a arte? Afinal, o que é arte? A questão é trivial e é sempre um tanto polêmica, sobretudo, quando moda e arte se misturam. Questões à parte sobre a redefinição de limites, os principais museus desempenham um papel preponderante com exposições memoráveis que tem contribuído para misturar e confundir ainda mais todos os gêneros. Neste sentido, o Metropolitan Museum of Art não tem os pés frios e nesta semana inaugurou com pompas e circunstâncias a ousada exposição ”Punk: Chaos to Couture” sobre o movimento punk e sua influência na moda com imagens de Sid Vicious, efêmero porta-bandeira dos Sex Pistols, Patti Smith e os Ramones. Mas, acima de tudo a exposição quer evidenciar como esta onda criativa, apresentada sob o rótulo de “No Future”, conseguiu inspirar estilistas como Jean Paul Gaultier, Vivienne Westwood ou, mais recentemente, Viktor & Rolf e Miuccia Prada. Arte e moda tem mostrado que a história tem se acelerado cada vez mais…

Como todo brasileiro longe do seu país, suponho, fiquei especialmente emocionada ao assistir durante o 080 Barcelona Fashion Week o desfile da Der Metropol com coleção assinada pelo brasileiro Mário Francisco. O estlista colocou na passarela meninos usando bermudas, jaquetas e camisas com um toque so classic, so chic mas nos detalhes era possível perceber uma pitada inusitada de padronagens e influências made in Brazil. Nos pés, tênis bacanérrimos da Puma davam o tom exato desse visual metropolitano embriagado de um certo despojamento casual. Quando fui vê-lo nos bastidores ele comentou que essa coleção foi feita na raça, como tudo o que os brasileiros tentam empreender, e que se não fosse o apoio de patrocinadores como o SENAC esse projeto não teria sido realizado. Palmas aos patrocinadores e que bons ventos soprem em direção do professor e estilista!

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A Louis Vuitton sempre cultivou uma frutífera relação com as artes, tendo como colaboradores os mais talentosos decoradores, pintores, fotógrafos e designers de todas as fronteiras artísticas. Pensando em expandir esse perfil artístico, para além dos seus produtos de luxo, foi inaugurado, em 2006, na loja global dos Champs Élysées, um espaço dedicado à expressão cultural, que abrange exposições de arte moderna e contemporânea, leituras, conferências e concertos. A vasta e luminosa galeria que fica no topo da loja, oferece uma agenda de mostras de longa data – entre 3 e 6 meses – e tem uma das vistas mais deslumbrantes da Cidade Luz. Atualmente a galeria acolhe a instalação “Turbulência” que fica em cartaz até 16 de setembro. Ao contrário de outros estados da matéria conhecidos como estáveis e equilibrados, os processos turbulentos são extremamente instáveis mas principalmente imprevisíveis e irreversíveis. Leonardo da Vinci foi o primeiro artista a se interessar por este processo e usar a palavra italiana “torbolenza” em suas diversas criações. Os visitantes podem acessar a galeria tanto pelo interior da loja, através de um elevador projetado pelo dinamarquês Olafur Eliasson, quanto por uma entrada independente pelo número 60, rue de Bassano, Paris 16. Espaço Cultural Louis Vuitton: www.louisvuitton-espaceculturel.com

Janeiro vai ser quente, pelo menos nos palcos. A sexy e vaporosa Scarlett Johansson vai incorporar literalmente um dos personagens dramáticos da peça “Gata em teto de zinco quente”, na Broadway. Com esse drama familiar e personagens problemáticos, Tennessee Williams,  vencedor do Pulitzer em 1955, provou ao longo dos anos ter bem mais que nove vidas.

Sensual, atraente e sedutora são termos que traduzem fielmente a coleção da marca Schipper/Arques. Corpos esculpidos em silhuetas prá lá de provocantes, a coleção outono-inverno 2012-2013 foi especialmente pensada para mulheres que amam seus corpos e se sentem à vontade em exibi-los. Fiquei encantada com a capacidade dos estilistas Boris Schipper e Tomàs Pedrosa Arques em transpor para a passarela os desejos de uma mulher feminina. Em todo caso, o estilo me fascina e poderia comprar a coleção inteira para desfilar com exuberância pelos lugares por onde circulo. Essa pitada de femilidade é uma das marcas fetiches da dupla de estilistas, composta pelo holandês Schipper e o belga Arques que levaram o público feminino do 080 Barcelona Fashion Week ao delírio com suas roupas de estruturas rígidas e fluídas, misturando elementos do underground com técnicas da alta-costura. O resultado coleção outono-inverno 2012-2013 é simplesmente fantástico e sedutor.

Duas vezes por ano, Les Puces du Design reúne admiradores, aficionados e seguidores da moda e do mobiliário com estilo para comemorar mais uma edição no cenário do design vintage. Nesta primavera o evento acolhe uma centena de galerias especializadas no século 20 com propostas que refletem as tendências e características dos países de origem, dando ao Puces du Design  uma dimensão verdadeiramente internacional. Essas coleções serão apresentadas entre os dias  23 e 26 de maio, na Place des Vins de France, Paris 12. Uma oportunidade imperdível para comprar peças únicas que nunca envelhecem.

Soprar e comer. É assim que a artista norueguesa Tanja Sæter apresenta suas performances para um público que fica babando enquanto ela esculpe o vidro com seus sopros artísticos acompanhados de deliciosas degustações defumadas. Um desempenho culinário único e espectacular à base de produtos do mar, onde os alimentos atingem um ponto de cozimento em alguns segundos sobre o vidro que atinge uma média de 1.000 graus Celsius. A artista é sobretudo uma escultora em vidro,  que se perguntava como fazer sucesso com sua arte sem cair no convencional. Daí surgiu a ideia de incrementar suas performances artísticas com degustações gastronômicas. Sæter trabalha com diversas técnicas de sopro em vidro como o néon, a colagem, a fusão e o uso de chamas com a ajuda de uma mangueira de gás. Tanja Sæter começa suas apresentações soprando diferentes pedaços de vidro separadamente em nuances de marron, cinza, preto e branco. Da fusão dessas surgem longos tubos sinuosos que compõem suas instalações e objetos decorativos. Uma pessoa sábia disse uma vez: ” Você quer ganhar sua vida ou se beneficiar daquilo que a vida tem para oferecer?” Sæter diz que ela escolheu a última opção, porque ela queria trabalhar artisticamente com o vidro que é um material mais emocionante do que ela poderia imaginar, e agora, ela diz respirar aliviada por ter a sorte de estar numa posição onde ganhar a vida e ter uma vida plena são a mesma coisa. Como parte dos eventos da Paris Design Week, a artista vai se apresentar no dia 13 de setembro no Institut Suédois entrada pelo número 10, rue Elzevir, Paris 3. Horários: 18h00-18h30 e 19h45-20h15

Burberry à l’heure mondiale Génie derrière le succès de la marque anglaise Burberry, Christopher Bailey, Directeur Général de la Création, nous livre, à l’occasion de l’ouverture du nouveau flagship parisien, sa vision de l’univers de la création. Place à un point de vue visionnaire. http://fr.burberry.com/store/   JANEIRO  

A nova aposta do Prêt-à-porter francês é um belga. Multipremiado, talentoso e discreto, Anthony Vaccarello, é um competidor nato e um vencedor em potencial. Em 2006 ele conquistou o Grande Prêmio do Festival da Moda de Hyères e recentemente foi o primeiro colocado na competição da Associação Nacional para o Desenvolvimento das Artes da Moda – ANDAM Fashion Award – que lhe concedeu o prêmio de 200 mil Euros para desenvolver sua marca na França e apresentar sua coleção primavera-verão 2012, durante os desfiles do Prêt-à-Porter em Paris. Depois de ter recebido seu diploma com louvor da célebre École de La Cambre, em Bruxelas, Vaccarello foi desenvolver suas habilidades criativas na Fendi, onde trabalhou ao lado de Lagerfeld. Em 2009, a estrela do jovem estilista brilhou como destaque da Semana de moda parisiense quando ele colocou na passarela sua primeira coleção. Desde então, Vaccarello é o cara mais cotado para ditar moda em tubinhos pretos estilizados com cortes e estruturas simétricas sensuais que valorizam e colocam especialmente em foco pernas e seios.    

Até 12 de novembro a Bienal Internacional da Cerâmica de Vallauris, na Côte d’Azur, vai celebrar os talentos mais surpreendentes que revisitam os limites da tecnologia para criar novos objetos em porcelana. Neste ano o país convidado é o Japão. Além das exposições, uma coleção de palestras, demonstrações e workshops estão abertas ao público. Uma das apresentações mais interessantes é proposta pelo japonês Shigekazu Nagae, especialista na arte de combinar cerâmica e origami. Todos esses eventos permitem que o público aprenda algumas das habilidades tradicionais e ancestrais daquele país colocando-as à serviço de formas e ideias contemporâneas. Convidado de honra, o Japão tem dois momentos imperdíveis: a apresentação, no salão Eden, de sete artistas que trabalham exclusivamente a porcelana e a exposição monográfica dedicada à Shigeki Hayashi e suas figuras hiper-realistas, que estão à mostra no museu Magnelli. Na mesma instituição são apresentadas algumas peças dos 30 artistas selecionados em janeiro para participar da competição aberta a todos os cidadãos designers da União Européia.  

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